Winter Field (Novel) - . ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 02.5
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 02 – Noite de Núpcias Tardia
Pt. 05
Depois de tremer algumas vezes e terminar de gozar, Rensley piscou os olhos, levemente marejados, com um olhar vazio.
Após liberar o acúmulo de prazer que ele havia segurado com tanta dificuldade, finalmente recuperou a razão. O grão-duque devia estar olhando para ele, mas não conseguia pensar em como resolver a situação. Ele tinha se segurado tanto, mas quando tudo acabou, ele simplesmente explodiu…
— Senhor Malocen…
Ele não deveria estar surpreso?
Ainda não era tarde. Se fosse inocente, ele provavelmente pensaria que era por causa da dor. Se ele se levantasse bem, sem que visse que tinha gozado, ainda havia chance de se salvar…
— Você não está se sentindo muito bem?
— Aaah, Alteza!
Mas os planos de Rensley se tornaram inúteis. Ao ver ele tremer, Gizel, bastante preocupado, simplesmente virou o corpo de Rensley, que estava de bruços, deitando-o de costas.
Sua virilha, totalmente molhada por um líquido branco e opaco, ficou completamente exposta, sem chance de esconder. Seu rosto vermelho e seus olhos marejados estavam bem à vista de Gizel.
Os olhos âmbar, extremamente racionais, alternavam entre a parte inferior úmida e o rosto ruborizado. Rensley se sentou apressadamente. Puxou as calças que estavam presas em seus tornozelos e gritou:
— Não fique olhando tanto!
— Senhor Malocen, você gozou?
— Seja sincero! Você fingiu que estava me tratando, mas na verdade usou alguma poção estranha, não foi? Senão, isso não teria acontecido. Não é nem seu membro, só com os de… dedos, assim…
No entanto, Gizel, sem responder, aproximou-se. Ele piscou com curiosidade e, em vez disso, perguntou com um tom insistente:
— Você sentiu tanto prazer assim ao tocar suas costas a ponto de gozar?
— Não pergunte tão diretamente…
Parecia que apenas Rensley estava com vergonha. Bem, o grão-duque não tinha motivo para se envergonhar. Afinal, só ele tinha gozado enquanto recebia a pomada nas costas. Ainda com o rosto quente, Rensley finalmente assentiu.
— Sim… foi bom. Desculpe por ter gostado sozinho de novo…
— Fico feliz que o senhor Malocen tenha gostado.
Ao ouvir isso, Rensley, que estava com os olhos baixos de vergonha, ergueu-os timidamente.
Ele viu a mão de Gizel. A mão que, com a desculpa de aplicar a pomada, havia percorrido seu interior por um longo tempo, era tão elegante que era difícil acreditar que momentos antes estivera fazendo algo tão lascivo.
“Olhe só esses dedos longos. Minha mão não é pequena, mas comparada à de sua Alteza, é minúscula. Com aquela mão, ele fez tão…”
O eco do prazer imaturo que percorrera todo o seu corpo ainda permanecia, fazendo seu interior e seu baixo-ventre se contraírem. Ele disse que tinha aplicado uma pomada para esfriar, mas por que só estava esquentando?
Pensamentos lascivos e curiosidades que não deveria ter insistiam em se intrometer em sua mente, e seu rosto não mostrava sinais de esfriar.
— Agora estou bem. Não dói mais.
— Sim. Que bom.
Por que ele continuava pensando em fazer de novo? Sentia que, agora, poderia terminar com sucesso a noite anterior que havia fracassado.
No rosto bonito que se aproximava, olhando para ele com satisfação, não havia nenhum sinal de excitação sexual hoje também. Aquele rosto se assemelhava mais ao de um dono satisfeito porque seu animal de estimação comeu bem, ou de um jardineiro que se alegra silenciosamente ao ver uma semente que regou brotar.
“E daí? Contanto que ele não se importe, está tudo bem.”
Vendo-o satisfeito por ter feito outro homem gozar com a mão, era claro que o grão-duque Gizel tinha tendências homossexuais. No entanto, quando se casasse com a verdadeira grã-duquesa, ele, sendo tão rígido, não teria amantes, então a única chance de satisfazer esse hobby era agora, enquanto passava tempo com ele.
Depois de racionalizar, Rensley se levantou. Aproximando-se de Gizel, que ainda estava de pé olhando para ele, deu-lhe um beijo rápido, como da primeira vez. Gizel, surpreso, em vez de se esquivar, segurou a cintura de Rensley e inclinou a cabeça para aprofundar o beijo. Quem ficou surpreso com a reação inesperada foi Rensley.
— O senhor não disse que não ia mais fazer comigo?
— Eu quis dizer que não faríamos a penetração. Não falei nada sobre beijos.
Droga. Pare de dizer essas tolices que, à primeira vista, parecem fazer sentido.
Rensley agarrou a bainha da roupa de Gizel como se o puxasse pela gola. Agora, mesmo que ele enfiasse a língua desde o início, Gizel não se surpreendia. Em vez disso, ele o abraçou com mais força e sugou suavemente a carne que entrara em sua boca.
— Hmm…
Talvez porque já tivesse gozado uma vez. Até a ponta da língua parecia mais sensível do que o normal. Quando Rensley parou por um momento e gemeu baixinho, foi a vez de Gizel começar a invadir sua boca por completo.
A carne que se movia livremente lambia toda a boca, até a raiz da língua, cutucando atrás dos dentes e o céu da boca. Mesmo com pouca prática, seu beijo se tornara habilidoso, como o de um libertino da feira.
— Ngh, nngh…
Rensley, que havia investido primeiro, não tinha escolha a não ser recebê-lo passivamente.
Apenas com um beijo de língua, seu corpo, ainda aquecido, esquentava rapidamente. A parte de trás que os dedos haviam tocado e seu baixo-ventre pulsante se aqueciam como se ainda não tivessem terminado.
Embora fosse um desejo que sentia pela primeira vez, Rensley entendia os sinais que seu corpo lhe enviava. Empurrando suavemente o homem que sugava e lambia sua língua e lábios como se fosse devorá-lo, sussurrou:
— Hah, Alteza, só mais uma vez…
— O quê?
— Vamos tentar mais uma vez. Se não der certo de novo, nunca mais tocarei no assunto.
Gizel franziu a testa por um momento, como se não entendesse do que ele estava falando. Logo, sua expressão se endureceu.
— O que está dizendo? Acabei de tratar você.
— Não dói mais. O senhor viu. Com sua mão, eu…
Ele não terminou a frase, mas o significado pareceu ter sido compreendido, pois os olhos de Gizel se estreitaram ligeiramente. Rensley rapidamente o abraçou e enterrou o rosto em seu peito. Falando rápido, para não lhe dar tempo de pensar:
— Eu gosto do senhor. Mesmo que chegue o momento de ir embora, não posso ter pelo menos uma lembrança da época em que fui grã-duquesa? O senhor, que é tão nobre e intelectual, pode não entender, mas eu sou um imediatista vulgar e quero me conectar fisicamente com quem gosto. Se eu fingir que não é nada e depois chegar o dia em que nunca mais possa ser abraçado por você, vou me arrepender para sempre por não ter feito isso.
— Para sempre… É tanto assim?
— Sim. Mesmo quando eu for um velho de cabelos brancos e costas curvadas, vou me arrepender de não ter feito de tudo para passar uma noite quente com o senhor. Que velhice miserável, não? A mente humana pode ser eterna, mas o corpo é finito, e ninguém sabe o que vai acontecer no futuro. Por isso, devemos fazer o que podemos enquanto podemos.
Comer comida gostosa, beber, cantar, dançar, montar a cavalo, brandir a espada, beijar e se unir a alguém — tudo tem um fim. Neste mundo cruel, não se sabe quando se vai morrer, e o momento para realizar os desejos é curto.
Honra, ideais, ambição, amor — valores que brilham por muito tempo — nunca foram seus e nunca seriam. Por isso, ele sempre viveu valorizando os prazeres de uma noite, como sonhos ou fantasias. Nunca se arrependeu ou achou que esse jeito de viver estivesse errado.
Assim como há árvores que criam raízes profundas, há também ervas daninhas que florescem e murcham em uma estação. Para a erva daninha, o brilho de um momento pode ser o auge que nunca mais voltará em sua vida.
— Alteza.
Chamando-o apenas porque queria, enquanto desabotoava a capa do homem que ainda estava parado, hesitante.
A capa nobre que só um soberano poderia vestir, a capa preta bordada com o brasão de Oldenlant em fios de prata caros, caiu no chão descuidadamente. Esperando por uma repreensão por sua ousadia, ele o observou por um momento, mas Gizel não disse nada.
Com um pouco mais de coragem, tirou-lhe o casaco preto e levou a mão aos botões da camisa. Quando desabotoou três dos botões de pedra preciosa escura, Gizel soltou um suspiro baixo. Ele mesmo desabotoou os botões restantes sob a mão de Rensley.
Rensley o deixou tirar a própria camisa e rapidamente se ajoelhou para abrir a frente de suas calças. Embora ainda não estivesse completamente ereto, seu membro, já grande o suficiente para tê-lo feito chorar de dor na noite anterior, recebeu um beijo silencioso. Ouviu Gizel prender a respiração acima de sua cabeça.
— Não precisa fazer isso.
— Como fui eu que pedi para servi-lo primeiro, deixe-me fazer pelo menos isso.
Respondeu enquanto esfregava os lábios no falo ainda seco. Não estava confiante. Nunca havia chupado um membro masculino, muito menos tocado um antes de ontem. Mas, afinal, era o corpo de outro homem. Se conhecia bem o órgão masculino, não seria difícil fazê-lo sentir prazer.
Rensley segurou a haste grossa. Lambeu a glande, que era grande o suficiente para exigir que abrisse bem a boca para engolir. Lambeu a fenda com a ponta da língua e a parte mais larga com a língua estendida. Deslizou até a base, lambendo os testículos, e subiu novamente pela haste. Então, engoliu a glande e sugou, movendo a cabeça lentamente até a haste.
A arma que o atormentara na noite anterior logo se tornou grande demais para ser totalmente engolida. Seus lábios se esticavam como se fossem rasgar. Mantendo a boca bem aberta até o maxilar doer, ele continuou a chupar o mais fundo que podia. Ao sugar aquela coisa enorme e difícil de manusear, não conseguia evitar que saíssem sons obscenos, ora de atrito, ora de sucção. A saliva clara escorria de seus lábios abertos.
Rensley fechou os olhos. A forma do grande membro que pressionava sua língua e invadia sua garganta era assustadoramente nítida. Quando a glande grossa e enrolada arranhava o céu da boca, ele sentia um calor agudo, ainda mais intenso do que quando a língua dele estava em sua boca.
Tateando, ele tocou seu próprio membro com a mão. Um líquido claro que se acumulava na ponta da glande molhou a ponta de seus dedos. Era estranho. Chupar o membro de outro homem, do mesmo sexo, e não sentir nojo…
— Ngh, nngh, haa…
Rensley, concentrado em chupar, sentindo cada penetração em sua boca, sentiu de repente o falo sair de sua boca.
Só então ergueu o olhar. Gizel já estava com o torso nu. Suas vestes negras de soberano, que o faziam parecer mais elegante e ascético, estavam espalhadas pelo chão do laboratório.
— Alteza, só mais um pouco…
No entanto, em vez de responder, ele levantou Rensley, que estava ajoelhado, num só movimento. Deitando-o novamente na cama, cobriu seu corpo e começou a despir Rensley.
Rensley, que havia descido apenas com um roupão depois de rolar na cama, estava com pouca roupa. Tirarou-lhe as calças e a roupa íntima, e quando ergueram o roupão para cima, ele ficou completamente nu. Embora o laboratório subterrâneo fosse aquecido, Rensley sentiu um calafrio momentâneo.
Sem expressão ou palavra, Gizel simplesmente tirou o resto de sua própria roupa e, tão nu quanto Rensley, subiu na cama. Ao se abaixar, seus peitos se tocaram. Rensley acariciou lentamente seu peito. Era firme e elástico, como as coxas de um cavalo.
— Hmm…
Enquanto acariciava seu peito sem segundas intenções, como se estivesse afagando Marilyn, um beijo silencioso o envolveu.
O beijo era mais ansioso do que antes, e mais ardente. Sua língua penetrava mais fundo do que quando beijavam em pé.
— Ah! Ngh, nngh.
Talvez porque tivesse acabado de fazer sexo oral, sua boca, que havia sido penetrada e esfregada profundamente, estava ainda mais sensível do que antes. A boca que, todos os dias, mastigava e engolia comida sem pensar, parecia ter se tornado um órgão diferente. Cada vez que sua língua tocava uma parte sensível de sua boca, sua cintura se contraía. Seus lábios, que estavam molhados desde antes, faziam sons úmidos a cada esfregação.
— Al… haa… Alteza…
— Aqui não tem óleo.
Libertando Rensley, que ofegava, Gizel disse brevemente. Pegou o frasco de pomada que havia deixado de lado.
— Já que estávamos usando antes, podemos continuar usar isso.
A imagem de Gizel, nu, pegando a pomada translúcida, esfregando-a em seu próprio membro como se estivesse se masturbando, parecia irreal como um sonho. Enquanto Rensley o observava, atônito, a pomada derretida pelo calor do corpo tornou seu membro brilhante, quase como um óleo.
Ele havia implorado para fazer, animado, mas não esquecera a dor sentida na noite anterior. Vendo o membro completamente ereto, engoliu em seco. Gizel, percebendo o medo em seus olhos, o puxou para seus braços.
— Se você disser para parar, paro imediatamente.
Quando a glande grossa pressionou a entrada que já se fechara, Rensley fechou a boca e tentou relaxar a tensão desnecessária.
No entanto, mente e corpo não se alinhavam facilmente. O orifício, que ainda se lembrava da dor, se contraía, recusando a invasão pesada. Encontrando o olhar ligeiramente constrangido de Gizel, Rensley puxou seus ombros e pediu:
— Alteza, me beije mais.
Imediatamente, seus lábios se tocaram e suas línguas se enroscaram, num beijo calmo, suave e quente. Era como se os lábios e a parte inferior estivessem conectados; quando seus lábios se abriram, a tensão abaixo da cintura também se soltou.
A glande, molhada pela pomada derretida, afundou para dentro. Hnn, um gemido mole escapou dos lábios de Rensley. Gizel, que havia parado por um momento como se esperasse uma reação, logo ergueu os quadris e penetrou cada vez mais fundo.
A glande grossa, o membro com veias salientes como relevos, abrindo lentamente a parede interna… Rensley fechou os olhos com força.
— Aaaah, ah…!
Recebendo a língua quente por cima e a haste ardente por baixo, Rensley tremeu com uma sensação estranha de êxtase. Era diferente da noite anterior, quando ele enfiara o membro de Gizel dentro de si sem jeito, como se estivesse brincando.
Embora temporário e falso, naquele momento, ele se sentia como o verdadeiro companheiro de Gizel Zibedad, sua grã-duquesa, sem nada faltando ou sobrando.
— Ngh, nn…
Entrou…
Além da invasão em suas costas, a sensação de seu interior sendo lentamente preenchido fez Rensley abrir os olhos lentamente. Ontem, parecia impossível colocar tudo, mas a parte de trás, que já havia sentido um orgasmo com os dedos, contraía-se e, ao mesmo tempo, engolia o enorme falo com avidez.
Na noite anterior, seu ventre rapidamente ficara tenso. Hoje, embora sentisse claramente o membro penetrar muito mais fundo do que ontem, ainda não doía. Pelo contrário…
— Ah, haa…!
— Está bem?
Rensley assentiu apressadamente. Na verdade, ele ainda nem sabia se estava bem ou não. A sensação era diferente de quando os dedos untados com pomada tocavam cuidadosamente a parede interna sensível.
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↫─✧Continua….
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna