Winter Field (Novel) - . ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 02.6
. ₊ ⊹ . ⋆ Capítulo 02 – Noite de Núpcias Tardia
Pt. 06
O membro que preenchia completamente seu interior abria e pressionava seu corpo sem piedade. Por mais devagar e suave que seu dono movesse os quadris, a pressão sentida no interior apertado não diminuía.
Onde antes os dedos, ao roçar, faziam sua visão escurecer por instantes, agora um peso pesado se concentrava. Seu baixo-ventre já pulsava docemente. Mesmo prendendo a respiração, gemidos incontroláveis escapavam por entre seus dentes. Ele pareceu entender o que era aquela sensação instintiva de falta que sentira quando os dedos apenas roçavam.
— Estou bem… Pode colocar tudo… ah, nngh…!
Gizel penetrou lentamente e, quando finalmente afundou até a base, suas coxas e pelve tocaram suas nádegas, Rensley soltou um longo suspiro de alívio.
Seu ventre estava cheio com o corpo estranho que entrara por trás. Era uma sensação que ele nunca experimentara ou sequer imaginara.
— Hnnngh…
Rensley torceu os quadris. Antes que pudesse se acostumar com a sensação estranha, o que havia penetrado até o fim começou a deslizar para trás.
Ao sair, ele provavelmente pensou que não precisava avisar. A sensação do que preenchia seu ventre saindo, arranhando a parede interna, era, como na breve penetração da noite anterior, mais estranha do que ao entrar.
— Ah, Alteza, espera…
Gemendo como se estivesse soluçando, Rensley, sem pensar, segurou as coxas de Gizel, e a mão dele tocou sua bochecha.
— Quer que eu pare de tirar?
— Só um pou… devagar…
— Se ficar difícil, me diga.
Saiu lentamente, entra lentamente. Depois de um ou dois movimentos como se abrindo caminho, ele foi acelerando aos poucos. A força da penetração também aumentava.
Ele, que tinha dito gentilmente para avisar se ficasse difícil, rapidamente se tornou mais bruto. O som das nádegas e coxas se chocando era surpreendentemente alto, e o membro grosso que penetrava fundo se enterrava cada vez mais, de forma assustadora. O corpo de Rensley balançava sem defesa.
— Ngh, haa, ah, aah!
À medida que o movimento acelerava, o ponto onde ele sentia prazer era continuamente estimulado. A glande protuberante arranhava a parede interna sensível, e antes que sua visão turva pudesse se recuperar, a pressão da haste que forçava a abertura do interior prestes a se contrair causava arrepios por todo o seu corpo.
Não era sem dor. A sensação de tensão no ventre e a dor surda não desapareciam. Mas, para desistir por causa da dor, aquele momento era bom demais.
A sensação não diminuía; pelo contrário, aumentava a cada estímulo. Rensley, extasiado pelo prazer, soltava a respiração e a voz descontroladamente. E, quanto mais ele fazia isso, mais a respiração de Gizel, que o observava de cima, se tornava rouca, sem que ele percebesse.
— É aqui que é… bom?
Gizel, que parecia se mover aleatoriamente, pareceu ter notado onde a grossa curva de seu membro, ao passar, fazia Rensley tremer de prazer. Onde os dedos untados com pomada haviam roçado, a glande protuberante agora pressionava com todo o peso. Ajustando a saliência dura em um ponto, ele moveu os quadris rapidamente, e a visão de Rensley tremeu, ficando turva num instante.
— Ah, não, Alteza, aah, Alteza! Nngh, aí, desse jeito, ah, se fizer…!
Ele tentava fechar a boca, mas uma voz que mais parecia um choro escapava incontrolavelmente, uma voz que não parecia ser sua. Penetrar e receber eram coisas tão diferentes.
Seu rosto queimava. Aquela voz era sua? Era a primeira vez que ele fazia sexo e soltava uma voz assim. E ainda num lugar que era praticamente o escritório do grão-duque, não o quarto. Por mais que estivessem no ato, não deveriam se deixar levar tanto…
— Ngh, haa… ah, nngh, haa…!
— Ah, fuu…
Felizmente, o êxtase não parecia ser só de Rensley; uma respiração ofegante escapava entre os lábios que normalmente estariam firmemente cerrados. Quando ele disse para parar, isso pareceu estimular ainda mais Gizel, que acelerou o ritmo, mirando apenas os pontos sensíveis de Rensley. Cada vez que ele erguia os quadris, seus cabelos longos balançavam, fazendo cócegas nos ombros de Rensley.
Seus olhos, sempre claros e firmes, estavam turvos, e seus olhos âmbar, com o foco mais embaçado do que o normal, não paravam de olhar para Rensley por um instante sequer. Os tendões de seu pescoço se destacavam. As costas firmes sob sua palma se contraíam, como se fossem explodir.
O rei, diante do prazer e de Rensley, claramente se desmoronava. Em meio ao caos, Rensley, que observava aquela ruína com os olhos, sentiu de repente um golpe forte abaixo.
— Aaaaah!
O gemido de Rensley se transformou num grito quase. Suas coxas se tensionaram e tremeram.
Sobre o prazer que emanava das partes onde a pele se tocava, o impacto dos corpos se chocando se espalhava em vibrações. Era como se uma maré forte estivesse inundando seu corpo. As lágrimas brotaram como uma fonte num instante, e ele virou a cabeça.
— Posso fazer… assim?
Penetrando novamente, Gizel perguntou. Sua voz estava quente e úmida, como o vapor que sobe da água fervente.
— Ah! Haa! Si… sim…
O som dos corpos se chocando aumentou, como se alguém estivesse sendo espancado. A respiração de Gizel também se tornava mais áspera.
Com os movimentos mais violentos, o prazer que antes se espalhava lentamente por seu corpo agora subia repentinamente com força. Era uma confusão tal que ele mal sabia se aquela sensação era prazer ou dor. Rensley balançou a cabeça e soluçou. Expressou a sensação estranha com palavras igualmente desajeitadas.
— Ah, ah, o que eu faço… Alteza, é bom. Eu estou gostando…!
— Krgh…
Os lábios de Gizel, ao se inclinar, quase tocavam a orelha de Rensley. Os lábios que se aproximavam e se afastavam, como uma pena que provoca cócegas, despertavam e tornavam sua orelha mais sensível.
— Senhor Malocen…
— Sim, ah, sim…
Quando ele sussurrou seu título, seu corpo tremeu reflexivamente mais uma vez. O interior que engolia o corpo estranho se contraiu, e seu baixo-ventre ficou ainda mais dormente. Rensley descobriu pela primeira vez que só de ouvir sua voz, podia sentir prazer.
— Numa hora dessas… haa… eu também posso te chamar pelo nome?
Enquanto perguntava, Gizel não parava de mover os quadris. Balançando com o corpo pesado que o atingia, Rensley respondeu com um soluço. Sim. Pode, Alteza. Não importa o que, pode me chamar como quiser.
— Rensley.
E então, seu nome, feito pela voz dele, tocou seu ouvido. Rensley prendeu a respiração por um instante.
Seu coração, que já acelerava com o prazer, batia cada vez mais rápido, fazendo seu corpo, que já parecia prestes a se despedaçar, tremer ainda mais.
— Ren… Rensi.
Como se estivesse avaliando qual termo era o mais adequado, ele sussurrou seu nome baixo e lentamente. No meio do êxtase, ofegante, ele se tornava cauteloso, como se estivesse escolhendo um nome para uma joia, não para um vassalo. O peito de Rensley, que prendia a respiração, subia e descia rapidamente. Como se não pudesse mais suportar, um gemido que parecia um choro escapou.
— Haa, nn… ngh, ah, ah…!
Rensley fechou os olhos com força. Sua voz e seu corpo, que antes se agitavam, agora tremiam como em convulsões. Da ponta dos dedos à dos pés, ombros, cintura, pelve, coxas e panturrilhas.
A segunda vez foi muito mais longa e profunda do que o orgasmo superficial que ele tivera com os dedos. Rensley realmente soluçou em voz alta. Gemendo sem fim como um doente, abraçou as costas de Gizel. Envolvendo as pernas em sua cintura, com todo o corpo, puxava-o cada vez mais para perto de si, sem saber o que fazer.
Seria uma ilusão criada pelo prazer? Seu corpo, que não era de uma mulher, não poderia fazer isso, mas parecia que sua parte de trás estava se molhando sozinha. Sentindo como se um líquido quente se espalhasse por seu ventre, os gemidos de Rensley se intensificaram.
— Haa, hnn, ah…!
— Hmm… está bem?
— Des… nngh, desculpe, Alteza, ah, de novo, eu terminei primeiro…
Com o rosto ruborizado, Rensley enterrou o rosto no ombro dele e pediu desculpas descontroladamente. Gizel riu baixinho e o abraçou com mais força. Ao ouvir o riso, que parecia um pouco sem graça, Rensley finalmente abriu os olhos molhados e o encarou.
— Não foi primeiro.
O tom de sua voz continha uma timidez incomum. Só depois de ouvir isso, Rensley percebeu o que era aquela umidade súbita que sentira abaixo. Não era a pomada derretida; era como se um líquido tivesse sido derramado dentro dele. Mesmo com a união ainda não desfeita, aquela sensação de algo escorrendo…
Os olhos de Rensley recuperaram o brilho. Gizel esfregou os lábios na bochecha dele.
— Desculpe, sem avisar.
— Então… o senhor gostou de fazer isso comigo?
— Gostei muito. …Nunca tinha sentido algo tão bom.
— Viu? Fizemos bem em fazer?
— O senhor tem razão.
No mesmo instante em que ele respondeu, o que ainda estava enterrado em seu interior se moveu. Ele sentiu o membro, que havia amolecido ligeiramente após a ejaculação, recuperar rapidamente a rigidez.
Rensley, cujo corpo ainda não havia parado de tremer, piscou, como se tentasse entender a situação. Gizel, olhando para ele, disse como num suspiro:
— Senhor Malocen, desculpe. Quero fazer de novo…
…Será que comecei algo que não devia?
Rensley engoliu em seco, como antes de começarem. Aproveitando o silêncio, o homem grande o puxou para mais perto, num abraço profundo. Repetindo o movimento de penetrar fundo com o que estava enterrado em seu corpo e depois retirar-se lentamente, Rensley acabou desatando a chorar.
───── ✧ ─────
↫─✧Continua….
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna