Toxic Affair (Novel) - Episódio 149
Capítulo 149── ⋆⋅☆⋅⋆
Ao entrar no saguão do hospital, ele estava movimentado com muitas pessoas. Talvez por ser sua primeira vez vendo pacientes com soro e pessoas em cadeiras de rodas, Seoyun, carregado no canguru, olhou ao redor com olhos curiosos. Em seguida, balançou os braços, cumprimentando qualquer um que passasse.
Muitas pessoas passavam sem notar, mas a maioria o cumprimentava quando seus olhos se encontravam com os do bebê, então parecia que ele estava se divertindo ainda mais com seu jogo de saudações ultimamente.
— Uau…! Este garotinho, ele é simplesmente uma miniatura do Baek Chahyun, não é?
Assim que entrou na sala, Sang-gyun exclamou, olhando para a criança. Em seguida, tossiu sem graça, percebendo o olhar de Yeonwoo.
— Não, bem. Não quis dizer isso de nenhum outro jeito. Ahem.
— Hyung. Este é Hong Seoyun. Meu filho.
Yeonwoo enfatizou que o sobrenome de Seoyun era Hong.
— Haha. Certo, certo. Mas o que você trouxe?
— Comprei algumas bebidas em frente ao hospital. Não podia vir de mãos vazias.
— Você não deveria ter se incomodado em carregar coisas pesadas com a sua perna não estando em boas condições. De qualquer forma, obrigado.
Sang-gyun pegou as bebidas, colocou-as sobre a mesa e apontou para o sofá, dizendo para Yeonwoo se sentar. Então, de repente, inclinou-se em direção a Yeonwoo e cutucou suavemente a bochecha de Seoyun.
— Uông!
Seoyun ficou irritado imediatamente e deu um tapa na mão de Sang-gyun para afastá-la.
— Ah, me deixe tocar nela uma vez. Não envergonhe um adulto desse jeito.
Sang-gyun resmungou, desconcertado, enquanto o bebê minúsculo, que nem um ano tinha, mostrava seu gênio feroz. Yeonwoo sorriu sem graça.
— Ele fica tímido quando estranhos o tocam de repente.
— Como o gênio dele pode ser exatamente igual ao…
Sang-gyun não terminou a frase, mas Yeonwoo sabia muito bem o que ele ia dizer.
Sang-gyun, sentindo-se sem jeito, coçou a cabeça.
— A propósito, como foi que vocês se reencontraram mesmo?
— Nas montanhas. Eu tinha alguns negócios em um templo por lá…
— Um templo? Você não quer dizer o templo na província de Gangwon?
— Isso mesmo. Como você sabe disso, hyung?
Yeonwoo perguntou surpreso, e Sang-gyun abriu a boca como se tivesse ouvido algo estranho.
— Você foi levado para o hospital daquela montanha após uma queda. É claro que eu sei.
— Então, hyung, você sabe sobre a cicatriz no pescoço do Baek Chahyun… por que ele a tem?
Yeonwoo mencionou cautelosamente a cicatriz, sobre a qual estava prestes a perguntar durante o telefonema deles.
— Ah.
— Ele me disse que fez isso sozinho… Mas não explicou em detalhes. Na verdade, entrei em contato com você para perguntar sobre isso. Fiquei imaginando se você sabia de alguma coisa.
Sang-gyun pareceu um pouco surpreso. Após um momento de hesitação, ele perguntou novamente para confirmar.
— O Baek Chahyun te disse diretamente? Que ele praticou automutilação?
— Sim.
À medida que a conversa se tornava mais sombria, Yeonwoo começou a se preocupar com Seoyun em seus braços. Ele não tinha idade suficiente para entender o conteúdo, mas não deixava de ser uma conversa desagradável.
Sentindo-se culpado, Yeonwoo brincou com a mão de Seoyun.
— Isso é estritamente informação de paciente. Não sei se deveria estar te contando isso.
— Hyung. Quando eu estive hospitalizado, você vendeu todas as minhas informações pessoais para o Baek Chahyun…
Yeonwoo encarou Sang-gyun, perplexo. Sang-gyun, como esperado, negou veementemente.
— Vendi? Eu apenas compartilhei uma atualização simples como conversa fiada.
— Isso não é a mesma coisa? Estou realmente preocupado com o Baek Chahyun. Na verdade, eu o vi algumas vezes desde que nos reencontramos nas montanhas, e ele tem agido de forma um pouco estranha… Você sabe de alguma coisa?
— Haa. Não sei se devo dizer isso ou não…
Já que ele parecia disposto a contar tudo se ficasse apenas quieto, Yeonwoo esperou pacientemente.
Depois de um tempo, Sang-gyun suspirou, passou a mão pelo rosto e abriu a boca.
— Você sabe que ele tem trauma por causa da tia dele.
Sua voz tornou-se muito séria, ao contrário do tom brincalhão que tinha momentos antes. Yeonwoo sentiu os lábios secarem e assentiu.
— Sim. Você me disse isso também, hyung. Pensando bem, você realmente tem a língua solta…
— Tá bom, não vou dizer mais nada.
— Desculpe. Eu só estava brincando.
Sang-gyun balançou a cabeça como quem diz “como você pode brincar nessa situação?” e suspirou.
— Ele tem estado mal desde que você se machucou.
— ……
— Não sei se o trauma dele recorreu, mas no começo ele ficava coçando o pescoço, dizendo que parecia apertado. Conforme piorou, ele começou a se machucar a ponto de praticar automutilação.
A expressão de Yeonwoo se contorceu enquanto ele ouvia em silêncio as palavras de Sang-gyun.
Então, aquilo realmente era automutilação. As cicatrizes restantes eram fracas, mas a área era bastante grande. Por isso ele inicialmente as confundiu com marcas de queimadura.
Sang-gyun, percebendo a reação de Yeonwoo, continuou sua explicação. Ele disse que a condição do outro continuou piorando, então sua família lhe designou à força um médico assistente. Sang-gyun havia recomendado tratamento repetidamente, já que era próximo de Chahyun, mas Chahyun recusou.
— Mas… ele está conseguindo gerenciar bem a vida diária dele, certo?
Sang-gyun balançou a cabeça.
— Ouvi dizer que ele se afastou do trabalho por um tempo e está voltando agora… Mas não sei ao certo.
— Se ele não estava indo trabalhar, os pais dele o impediram?
— De jeito nenhum. Por que os pais dele fariam isso?
— Ah. Ouvi dizer que ele foi rebaixado por causa da questão do casamento…
— Baek Chahyun? Com ele naquele estado, nem a família conseguiu fazer nada e estavam em pânico. Bem, reduzir a carga de trabalho dele poderia ser considerado um rebaixamento.
Sang-gyun deu uma risada incrédula, mesmo sendo ele próprio quem dissera aquilo.
— Como ele está agora? Ele parecia bem quando o encontrei. Claro, parecia um pouco diferente do habitual, mas…
Yeonwoo lembrou da aparência de Chahyun nos encontros recentes. Ele estava definitivamente mais magro quando o viu nas montanhas.
Deixando de lado o episódio de hiperventilação, ele não parecia estar com dores, então Yeonwoo não pôde deixar de ficar abalado com as palavras de Sang-gyun de que ele não conseguia ir trabalhar havia um bom tempo.
— Ele provavelmente não está muito bem agora também. Primeiramente, há o trauma, mas o maior problema é que ele não está tendo ciclos de Rut.
— Rut? Por quanto tempo?
— Não estive acompanhando o ciclo dele, mas ele provavelmente não tem um há algum tempo. Dá para saber mais ou menos só olhando o teste de feromônios e o exame de sangue dele.
Sang-gyun suspirou. Yeonwoo não sabia o que dizer e engoliu suas palavras. Quando estava com ele, seus ciclos não pareciam ser um problema. Ele havia tomado supressores brevemente quando Yeonwoo estava grávido de Seoyun, mas esse não deveria ser o caso agora.
— Então os níveis de feromônios e hormônios dele devem estar uma bagunça agora.
— Eu não achei que houvesse nada de errado com os feromônios dele. Geralmente, as pessoas ao redor conseguem perceber se há algum problema.
— Isso porque você não sabe, a menos que o observe há muito tempo. Por isso fiquei surpreso quando você disse que o encontrou. Achei que algo pudesse ter acontecido.
Aquelas palavras fizeram com que Yeonwoo não conseguisse coragem para dizer que já tinha transado com Chahyun e que ele não parecia ter nenhum problema de feromônios. Então, ele apenas assentiu.
— Como você sabe, não dá para saber o que vai acontecer se você pular ciclos de Rut por muito tempo. Estou dizendo isso como seu hyung porque estou preocupado, já que você o encontrou.
— …Obrigado por me contar.
Yeonwoo engoliu um suspiro com o rosto sério.
Depois de trocar mais algumas gentilezas com Sang-gyun, ele encerrou a conversa e saiu do hospital. Ele ouvira um relato superficial de como Chahyun estava se saindo através dele, mas, em vez de resolver sua curiosidade, seu coração ficou mais pesado.
Ele não sabia que a vida diária de Chahyun havia sido interrompida nos últimos seis meses, ou que ele vinha se automutilando a um nível grave. E o que era aquilo sobre o Rut? Ele não sabia de nada.
Quando Chahyun mencionou a automutilação para ele pela primeira vez, ele estava bêbado, e imaginara que talvez ele tivesse usado aquela expressão por ter causado um pequeno ferimento em si mesmo. Ele descobriu através de sua conversa com Sang-gyun que esse não era o caso.
Então, como Chahyun realmente está agora? Ele queria verificar por si mesmo se ainda havia problemas com sua saúde e se o seu pescoço estava bem.
Ele havia sentido que a atmosfera estava diferente de antes quando o encontrara várias vezes recentemente, mas era difícil apontar exatamente o que estava errado. Então, a princípio, ele não acreditou nas palavras de Sang-gyun.
Mas, olhando para trás, o tempo que passara com Chahyun não fora longo, então havia margem de sobra para ele esconder quaisquer problemas físicos e mentais que tivesse.
Enquanto ponderava sobre sua conversa com Sang-gyun, Yeonwoo chegou à conclusão de que a recente esquiva de Chahyun em relação aos contatos poderia estar relacionada a isso.
Ele ainda precisava encontrá-lo de novo e ter uma conversa séria. No entanto, considerando que ele não vinha atendendo às suas ligações, havia uma grande possibilidade de que fosse a mesma coisa desta vez. Poderia ser mais rápido simplesmente ir procurá-lo. Mas Yeonwoo nem sequer sabe onde fica a casa dele agora.
Ele apenas se lembrava de que não ficava longe de onde Seoyun e ele moravam, mas Chahyun nunca lhe dissera mais nada. Quando perguntou no hospital, Sang-gyun também não parecia saber.
No ônibus a caminho de casa. Seoyun havia adormecido e estava caidinho. Yeonwoo deu leves tapinhas nas costas da criança e, após muito hesitar, tentou ligar para Chahyun.
Como esperado, foi informado de que a chamada não pôde ser completada.
Ele não podia mentir e ligar dizendo que tinha algo para ele fazer, como fizera de manhã. Mesmo se forçasse uma desculpa, seria como fazer uma pessoa doente trabalhar.
Então, deveria apenas esperar que Chahyun entrasse em contato com ele primeiro algum dia?
— ……
Talvez fosse melhor simplesmente desistir de tudo naquele ponto, o pensamento cruzou a mente de Yeonwoo.
Seis meses era muito tempo, então a condição ruim dele poderia ser devido a algo não relacionado a ele, e não havia garantia de que ele melhoraria se ele se envolvesse.
Por isso, ele estava inclinando-se para um julgamento conveniente para si mesmo, de que seria melhor parar por ali.
Para ser bem sincero, ele não queria ser rejeitado pelo outro, mesmo se aproximando primeiro. E tinha medo de que Chahyun o cortasse com palavras ainda mais resolutas mais tarde.
— Uuuung…!
Seoyun acordou assim que chegaram em casa. Em seguida, debateu-se, dizendo que estava com fome.
Yeonwoo colocou Seoyun na cama e correu para a cozinha para esquentar a comida de bebê.
Enquanto sentava Seoyun na cadeira de bebê e colocava o babador nele, Seoyun, que estava com muita fome, agarrou a colher com suas mãozinhas rechonchudas, parecendo bolinhos. Depois, estendeu-a para Yeonwoo. Significava que ele queria ser alimentado depressa.
Quando Yeonwoo o alimentou com a colher conforme solicitado, Seoyun, que logo ficou de bom humor, sorriu radiantemente. Ao olhar para o seu sorriso brilhante, seu coração se aliviou, mas, como ele se parecia tanto com Chahyun, sua mente foi inevitavelmente preenchida com pensamentos sobre o outro novamente.
— Seoyun-ah, o que há de errado com o seu pai… Hã?
— Aba?
Seoyun, que vinha comendo diligentemente o que Yeonwoo lhe dava com a colher, balbuciou com papinha espalhada por toda a boca. Como se entendesse.
— Da próxima vez que você o ver, arranque o cabelo dele de novo. Você tem que se vingar por mim.
— Uông!
Seoyun, com os olhos arregalados, assentiu. Como se dissesse: “Confie em mim.” Yeonwoo limpou a boca de Seoyun e soltou uma risada abafada.
— Poxa, você nem sabe o que eu estou dizendo.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna