Toxic Affair (Novel) - Episódio 140
Capítulo 140── ⋆⋅☆⋅⋆
No entanto, a mente de Yeonwoo ficou em branco ao ver as cores primárias intensas. Era claramente obra de Seoyun. O que diabos ele usou para pintar daquele jeito? Giz de cera para crianças pequenas?
Sabendo mais ou menos quanto custavam as roupas normais de Chahyun, Yeonwoo pegou rapidamente um pacote de lenços umedecidos na cozinha.
— Vamos limpar antes que seque.
— Tudo bem, foi uma criança que fez.
— Mesmo assim. É caro.
Yeonwoo aproximou-se de Chahyun e esfregou o lenço umedecido na gola da camisa dele. Como era um giz de cera para bebês, saiu com relativa facilidade, mas parecia difícil remover completamente os vestígios, já que a camisa era branca.
— Eu realmente não me importo.
Sentindo as pontas dos dedos dele tocando levemente em seu pescoço, Chahyun agarrou o pulso de Yeonwoo para detê-lo. Só então Yeonwoo parou seus movimentos apressados.
— Ah…
“……”
Os dois se encararam sem jeito por um momento. Após alguns segundos, Yeonwoo torceu a mão e só então Chahyun soltou o aperto.
Instantaneamente, um feromônio Alfa familiar envolveu o ambiente. A concentração era tão densa que era descarada. O corpo de Yeonwoo enrijeceu reflexivamente.
— D-Desculpe.
Incapaz de esconder seu embaraço, Yeonwoo desviou o olhar. Percebendo que seu corpo estava perto demais do outro, Yeonwoo recuou tardiamente a parte superior do corpo.
Mas Chahyun não deixou Yeonwoo se afastar. Ele agarrou o braço dele de novo e o puxou para perto, curvando lentamente a cintura.
“……”
“……”
No silêncio, os lábios dos dois aproximaram-se gradualmente.
Em pouco tempo, respirações quentes foram sentidas vividamente. O grosso pomo de adão de Chahyun, a ponte nasal afiada e a mandíbula angular preencheram a visão de Yeonwoo, um após o outro. Seu coração batia tão rápido que fazia sua cabeça girar.
— …Não faça isso, Baek Chahyun.
No entanto, Yeonwoo mal recuperou os sentidos pouco antes de seus lábios se tocarem e virou o rosto. Chahyun parou imediatamente suas ações.
— Eu gostaria que você fosse embora agora.
“……”
Ao ouvir a rejeição, Chahyun soltou Yeonwoo prontamente. Em seguida, esfregou sem rumo a gola da camisa que Yeonwoo havia tocado.
— Hong Yeonwoo.
— Hã…?
— Mesmo que seja algo trivial, entre em contato comigo se acontecer alguma coisa.
— O quê?
— Estou hospedado perto daqui, então irei imediatamente se você precisar de mim.
Espera. Ele está hospedado perto daqui? Yeonwoo arregalou os olhos e moveu os lábios. Mas antes que pudesse perguntar o que isso significava, Chahyun saiu de casa.
Yeonwoo encarou fixamente a porta fechada por um momento.
*******
— Pai do Seoyun, sinto muito mesmo, mas eu poderia chegar três horas mais tarde hoje? O exame da minha mãe foi agendado com urgência… Parece que vai demorar um pouco mais para ver os resultados.
Sábado de manhã, duas horas antes de a ajudante dever chegar. Um telefonema chegou de repente.
— Minha mãe trabalha durante a semana, então sábado é o único dia em que ela está disponível…
A voz dela, continuando sem pausa, estava cheia de desculpas. Yeonwoo, que acabara de acordar e estava se preparando para se lavar, olhou as horas.
— Tudo bem. Isso pode acontecer com os pais.
— Sinto muito mesmo. Irei assim que o exame da minha mãe terminar.
— Sim. Não tem problema mesmo, então venha com calma.
Yeonwoo, que terminou a ligação ainda meio dormindo, pensou na programação de hoje em sua cabeça.
Originalmente, o plano era deixar Seoyun com a ajudante quando ela chegasse em duas horas e ir ao Centro de Reabilitação. E se lhe restasse alguma energia, ele estava pensando em passar no café por um tempo para fazer algum trabalho pendente.
Se ela não pudesse cuidar de Seoyun a tempo, seria impossível receber o tratamento de reabilitação. Mas ele não podia mudar a reserva no mesmo dia.
— É um pouco demais faltar ao tratamento duas vezes seguidas…
Yeonwoo murmurou preocupado consigo mesmo.
Mas como não havia outro jeito, ele deveria faltar de novo esta semana? Yeonwoo, preocupado, pegou o celular novamente para ligar para o centro.
— Certifique-se de ir ao tratamento de reabilitação da próxima vez.
— Mesmo que seja algo trivial, entre em contato comigo se acontecer alguma coisa. Irei imediatamente se você precisar de mim.
De repente, a voz de Chahyun segurou a mão de Yeonwoo, que estava prestes a pressionar o botão de chamada.
Hesitante, Yeonwoo encarou fixamente o celular por um longo tempo. Então, como se tivesse tomado uma decisão, ele discou o número agora familiar.
********
— Hong Yeonwoo-nim?
— Sim.
— Vou entrar na sala de reabilitação agora.
Yeonwoo, que estava sentado na sala de espera do corredor, levantou-se quando o terapeuta se aproximou e chamou seu nome.
— Vá e volte.
— Awoo!
Chahyun e Seoyun, que estavam ao lado dele, acrescentaram uma palavra cada um. Yeonwoo encarou os dois com olhos ansiosos.
A escolha um tanto impulsiva de irem juntos ao centro começou com a sugestão de Chahyun de que seria melhor para Seoyun ir a vários lugares do que ficar em casa.
Depois de ouvir, Yeonwoo também achou que seria melhor para a criança vivenciar um passeio completo do que ficar sempre em casa ou dar curtos passeios.
Mas os dois teriam que esperar ali quietos por mais de uma hora de tempo de reabilitação. Ele estava preocupado se daria tudo certo.
— Já faz um tempo que você não vem aqui.
— Surgiram algumas circunstâncias. Ah, Professor. Tem problema se eu vim com meu filho hoje?
— Claro. Você entrou em contato conosco com antecedência antes de vir, certo? Há muitos familiares assistindo do lado de fora, então não há problema.
O terapeuta, que estava folheando a ficha e verificando os registros de Yeonwoo, levantou a cabeça. Então, ele olhou para Chahyun e Seoyun e sorriu.
— Parece que você veio com o pai e a criança.
Logo, seu olhar permaneceu em Seoyun, cujas bochechas gordinhas estavam rechonchudas.
— Ufa, mas seu filhia parece uma boneca. Você ouve isso muito?
— Ele é meu filho.
— Ele é tão lindo que naturalmente pensei que fosse uma menina. Mas seu filho é a cara do pai. Como esperado, as crianças puxam a aparência dos pais…
O terapeuta ficou imediatamente convencido de que Chahyun e Seoyun eram pai e filho. Ele queria negar, mas provavelmente não acreditaria. Até ele achava que eles eram idênticos.
Yeonwoo engoliu um suspiro. Toda vez que isso acontecia, ele se sentia tão injustiçado por Seoyun não se parecer em nada com ele e se parecer apenas com Chahyun. Ele era quem o havia dado à luz. Por que todo mundo reconhecia Chahyun como o pai primeiro?
Enquanto seguia o terapeuta para a sala de reabilitação, Yeonwoo fuzilou Chahyun com o olhar sem motivo. Ele estava usando inteligentemente Seoyun como escudo, segurando sua mãozinha gordinha como um bolinho e acenando para Yeonwoo.
Seoyun também parecia animado, balançando o corpo e acenando os braços para Yeonwoo através da janela de vidro. Se ele se movesse assim nos braços dele, ele se cansaria rapidamente e não conseguiria brincar com ele por muito tempo, mas Chahyun sempre parecia acompanhar tudo o que Seoyun fazia. Talvez fosse por isso que Seoyun ficava mais animado quando estava com Chahyun.
Mesmo que Chahyun estivesse cuidando tão bem da criança, o humor de Yeonwoo não era muito agradável. Era por causa da reação que ele mostrara quando ligou antes de vir para o centro.
— Ei, você pode cuidar de Seoyun por três horas hoje? A ajudante de repente teve um imprevisto e disse que vai se atrasar.
Como Chahyun havia dito aquelas palavras antes, ele honestamente achou que receberia a resposta de que viria imediatamente assim que atendesse o telefone. Mas, ao contrário de suas expectativas, um breve silêncio pairou pelo viva-voz.
— Acho que não posso ir hoje…
Yeonwoo ficou desconcertado com a resposta inesperada.
— Aconteceu alguma coisa? Você não vai à empresa nos fins de semana.
— Vou enviar outra pessoa no meu lugar. Você precisa disso agora?
Ele disse que enviaria alguém, mas na verdade soou como uma recusa.
Como ele não deu um motivo convincente, Yeonwoo sentiu uma sensação de traição diante de sua voz preocupada.
As palavras que ele dissera antes eram apenas por cortesia? Ele poderia ter ficado em uma situação difícil porque ligou perguntando se podia vir imediatamente sem notar o momento.
— …Não. Não tem jeito se você não pode vir. Eu só perguntei por garantia.
— Posso enviar uma babá profissional se você me disser o horário.
— Está tudo bem. Eu só perguntei, então não se preocupe…
— Eu vou.
Chahyun mudou de repente de atitude, cortando as palavras de Yeonwoo quando este tentava desligar a chamada apressadamente.
Ao mesmo tempo, a expressão de Yeonwoo se contorceu.
— O quê?
— Desculpa, vou agora mesmo.
— Você disse que não podia vir.
— Acabei de ficar livre.
— Do que você está falando? Está de brincadeira comigo agora?
— Estou saindo.
Chahyun desligou o telefone unilateralmente sem entender qual era a situação.
— Alô? …Ei, Baek Chahyun!
Yeonwoo olhou para o celular com a tela apagada e mordeu o lábio inferior como se estivesse pasmo.
Que reação foi aquela agora há pouco? Ele estava vindo a contragosto porque não queria vir? Todo tipo de pensamento passou rapidamente por sua cabeça.
Além disso, ele achou que viria em 15 minutos como da última vez, mas Chahyun chegou pouco mais de 30 minutos depois.
A julgar por várias circunstâncias, ele se perguntou se Chahyun fora forçado a vir, mesmo sem querer, mas quando olhava para as ações dele em relação a Seoyun e a ele próprio, não parecia ser o caso. É por isso que ele se sentia ainda mais inquieto.
De fora, Chahyun era o próprio pai carinhoso ideal. Seoyun também gostava muito dele.
Mais Yeonwoo não conseguia adivinhar o que ele estava pensando, então ele estava desconfiado hoje.
— Yeonwoo-nim. Você precisa se concentrar. Não pode perder o equilíbrio aqui.
Yeonwoo despertou de seus pensamentos com as palavras do terapeuta, que batia palmas para chamar sua atenção. Parecia óbvio que ele estava pensando em outras coisas.
— Aguente mais. Mais.
O corpo de Yeonwoo, que estava em pé sobre um pé na bola de equilíbrio, estava se inclinando gradualmente.
Yeonwoo reuniu a concentração que havia se dispersado por causa de Chahyun e lutou para manter o equilíbrio.
— Segure por mais 10 segundos.
Mas manter a postura não era tão fácil quanto parecia. Exigia um alto grau de concentração e resistência.
Ele estava atingindo gradualmente seu limite. Suas pernas tremiam e seus tornozelos estavam rígidos. A contagem do terapeuta parecia lenta demais para Yeonwoo.
— 3, 2, 1. Você foi bem. Vamos fazer uma pausa.
— Haa… Haa.
— Você fez isso facilmente da última vez. Suas articulações endureceram muito nesse meio tempo.
— …Acho que sim.
— Você pratica em casa?
Yeonwoo limpou o suor da testa e balançou a cabeça. Então, por hábito, ele virou levemente a cabeça para verificar se Seoyun estava bem do lado de fora da sala de reabilitação.
Mas Seoyun, que deveria estar além do vidro, não estava em lugar nenhum.
Yeonwoo, assustado, levantou-se.
— Yeonwoo-nim?
— Professor, só… espere.
Yeonwoo, com os olhos arregalados, aproximou-se rapidamente da janela. O lado de fora da janela de vidro e o corredor estavam vazios.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna