Toxic Affair (Novel) - Episódio 137
Capítulo 137── ⋆⋅☆⋅⋆
“……”
A expressão de Younghwan azedou ao reconhecer o olhar condescendente direcionado a ele.
Ele havia pedido desculpas primeiro, então deveria haver pelo menos uma resposta educada. Como o homem não disse uma palavra e permaneceu imóvel apesar do erro mútuo, Younghwan expressou seu descontentamento e abriu a boca.
— Com licença. Você derramou café em mim.
Younghwan balançou o suporte contendo o Americano na frente do homem. O bebê, aconchegado nos braços do homem, brilhou com interesse.
— Foi você que não olhou para a frente por descuido e esbarrou em mim.
— Mesmo assim, se alguém está carregando carga…
— Não consegue ver a criança?
— Baek Chahyun?
Uma voz baixa fluía dos lábios torcidos do homem, quando de repente a voz de Yeonwoo cortou.
— …Ah, o que vocês dois estão fazendo aqui?
Yeonwoo, que saiu após ouvir a confusão na frente do café, alternou o olhar entre os dois homens parados face a face, segurando sacos de lixo em ambas as mãos.
Younghwan estava prestes a perguntar a Yeonwoo se ele conhecia aquele homem.
— Terminou?
O homem, que não havia se movido um centímetro, caminhou em direção a Yeonwoo sem hesitação, como se nada tivesse acontecido.
— Sim. Você chegou cedo. Como está Seoyun?
— Está bem. Acordou há pouco da soneca.
— Parece que ele perdeu peso… Ainda não posso segurá-lo porque não lavei as mãos.
Yeonwoo disse com um toque de arrependimento ao olhar para a criança segurada pelo homem. Só então Younghwan entendeu mais ou menos a situação.
— Devo jogar o lixo fora? Me dê.
— Não, você está segurando Seoyun. Eu faço isso.
— Vai estar pesado.
— É só plástico e papel, então é leve. Mas por que vocês dois estavam aí? Achei que Younghwan já tivesse ido embora.
— Hyung, você conhece essa pessoa?
Parecia estranho apenas passar sem apresentá-los após esbarrar um no outro assim, então Yeonwoo explicou relutantemente.
— Sim. Ele é um conhecido que ficou com Seoyun no hospital hoje no meu lugar porque ele está doente… E este é o presidente do restaurante neste beco.
— Se você terminou o trabalho, vamos rápido. Seoyun deve estar cansado.
Chahyun reajustou a criança em seus braços e naturalmente virou o corpo em direção a Yeonwoo.
Younghwan ficou pasmo com aquela atitude. Ele achou que pelo menos ofereceria uma saudação curta, mas estava completamente o ignorando.
A julgar por seu físico e aparência robusta, era óbvio que ele era um Alfa, e como a criança se parecia exatamente com ele, como se tivessem sido carimbadas do mesmo molde, ele pôde dizer o que ele era para Yeonwoo sem precisar de explicação.
— Ah, certo. Vamos conversar de novo mais tarde. Vão com segurança.
Antes que Younghwan pudesse dizer mais alguma coisa, Yeonwoo disse rapidamente adeus e foi embora com o homem. Por sua vez, Younghwan ficou parado em seu lugar por um tempo, encarando as costas das três pessoas como se não pudesse acreditar.
O pai da criança é esse tipo de pessoa?
— Ele é um gângster?
Logo, um murmúrio saiu da boca pasma de Younghwan.
Yeonwoo encarava atentamente Chahyun colocando Seoyun na cadeirinha do carro.
Ele achou o design familiar, e acabou descobrindo que eles haviam comprado juntos em uma loja de departamentos há muito tempo. Ele ficou um pouco envergonhado ao descobrir que Chahyun havia guardado sem jogar fora.
— Seoyun não chorou muito enquanto estava no hospital?
— Sim. Ele comeu bem também. Né?
Chahyun esfregou suavemente a bochecha de Seoyun com o dedo como se buscasse concordância. Seoyun abriu bem os olhos e depois sorriu brilhantemente.
Yeonwoo ficou aliviado por ele parecer estar bem, mas sentiu-se de alguma forma triste. Agora que ele tinha seis meses de idade, estava começando a ficar desconfiado de estranhos, mas ele havia passado mais de meio dia com alguém que nunca tinha visto antes sem qualquer senso de desconforto.
Pensando bem, Chahyun havia trocado de roupa nesse meio tempo e agora usava um terno. Bem, era natural que ele não pudesse continuar andando de pijama…
— Não tem mais nenhum lugar para passar? Estou indo para casa.
Chahyun, que estava sentado no banco do motorista, disse enquanto segurava o volante.
— Sim.
— Aperte o cinto.
— Mas por que você está de terno?
— Tenho que ir ao escritório mais tarde.
Ele pensou tardiamente que poderia ter aumentado desnecessariamente sua carga de trabalho por causa dele. No entanto, Yeonwoo não se deu ao trabalho de expressar esse pensamento.
Ele estava distraído demais quando pegou este carro para o pronto-socorro tarde da noite para notar, mas os feromônios de Chahyun eram bastante fortes dentro do carro. Yeonwoo apertou o cinto firmemente e tentou pensar em outras coisas para evitar ficar ciente disso o máximo possível.
— O principal sintoma de Seoyun é a enterite, mas ele também pegou um resfriado.
Então Chahyun abriu a boca como se de repente se lembrasse.
— Ah, sério?
— O médico disse que ele pode passar para outras crianças, então não deve ir para a creche por enquanto.
— …Acho que sim.
A cabeça de Yeonwoo ficou complicada com o pensamento de não poder mandá-lo para a creche por alguns dias.
Deveria encontrar alguém para cuidar de Seoyun a curto prazo? Ou deveria fechar o café e cuidar dele ele mesmo?
Este último seria melhor para Seoyun, é claro, mas considerando várias situações, fechar o café por vários dias não foi uma decisão fácil. Talvez devesse pedir ajuda à sua mãe…
— Hong Yeonwoo.
Yeonwoo saiu de seus pensamentos ao som de seu nome.
— Hã?
— Devo cuidar de Seoyun por enquanto?
— …Hã?
— Enquanto você estiver no café.
Era uma proposta difícil de aceitar precipitadamente. Confiar Seoyun a Chahyun por vários dias.
Surpreso, Yeonwoo encarou Chahyun sentado ao seu lado. Ele estava olhando fixamente para a frente com sua expressão única e seca. Se não tivesse visto as veias saltando ao longo da mão de Chahyun segurando firmemente o volante, não teria percebido que ele estava nervoso.
— Não há necessidade disso.
— São apenas cinco horas por dia, no máximo. Eu me sentiria mal pedindo para sua mãe vir a Seul cuidar da criança.
“……”
Chahyun citou os motivos pelos quais deveria cuidar de Seoyun como se tivesse preparado com antecedência.
Chahyun conhecia suas circunstâncias muito bem para simplesmente ignorar e recusar. Yeonwoo suspirou e balançou a cabeça.
— Tudo bem. Não há necessidade de ir tão longe…
— Eu vou cuidar dele. Apenas se o hyung estiver de acordo.
“……”
— Vai ser preocupante entregá-lo de repente a um estranho. Onde você vai achar alguém agora mesmo?
— Baek Chahyun.
— Não é por um mês, são apenas alguns dias. Não tenho outras intenções.
As palavras de Chahyun tornaram-se mais longas e rápidas. Cada palavra que ele proferia estava cheia de força. Ele transmitia sua vontade de persuadi-lo a todo custo. Até mesmo sua ansiedade também.
— É demais para o hyung cuidar de uma criança doente sozinho.
Ele deveria estar ansioso com a atitude de Chahyun, mas por que a força em seu corpo estava diminuindo gradualmente?
Será que Chahyun sabia que ele sempre o chamava de ‘hyung’ sempre que queria alguma coisa?
— E o trabalho?
— Posso tirar alguns dias de folga.
— Você foi rebaixado…
— Mesmo rebaixado, ainda tenho dias de férias. Essa é a vantagem de ser funcionário de escritório.
Infelizmente, o carro chegou em frente à casa antes que Yeonwoo pudesse responder. O Pomo de Adão de Chahyun balançou fortemente.
Observando Yeonwoo desafivelar o cinto, Chahyun engoliu um suspiro que estava prestes a escapar. Ele encarou Yeonwoo, que estava cuidando de Seoyun após sair do carro, e disse:
— Isto. O remédio prescrito no hospital hoje. Dê a ele duas vezes ao dia após as refeições.
Yeonwoo, que segurava Seoyun em um braço, recebeu a sacola de remédios que Chahyun estava entregando. Chahyun abriu a boca novamente.
— Entre com cuidado.
— Sim.
— Tchau, Seoyun.
Seoyun, que estava dormindo na cadeirinha do carro e acordou ao voltar para casa, abriu bem os olhos enquanto era segurado por Yeonwoo. Então, ele sorriu brilhantemente, balançando sua mãozinha fofa para Chahyun.
Os lábios rígidos de Chahyun desenharam uma curva legal com isso.
Yeonwoo, que observava os dois, hesitou por um momento. Chahyun e Seoyun eram tão parecidos que até seus rostos sorridentes eram exatamente iguais.
Ele havia vagamente reconhecido que eles ‘se pareciam’ porque não tinha tido a chance de ver os dois lado a lado, mas vendo-os assim pessoalmente, eles eram ridiculamente parecidos.
— Vou indo.
Chahyun, que estava com o braço no banco do motorista, deu uma saudação curta e fez um gesto para ele subir rapidamente. Mesmo assim, ele não conseguia tirar os olhos de Seoyun.
Yeonwoo assentiu e virou o corpo. Ele estava prestes a entrar direto em casa, mas estava muito consciente do olhar em suas costas. Seus passos não caíam facilmente, como se tivesse pesos presos às pernas.
No fim, Yeonwoo mudou de direção novamente e voltou para ele.
— …Que horas você vem amanhã?
Então, sem perceber, ele perguntou a Chahyun, que estava prestes a ir embora. Chahyun hesitou por um momento e depois abriu a boca naturalmente.
— Que horas você costuma sair de casa?
— Por volta das 7h20?
— Então eu passo às 7h.
— …Ok.
— Até amanhã.
Como se entendesse a saudação de Chahyun, Seoyun balançou os braços diligentemente de novo enquanto se despedia.
Yeonwoo viu o carro desaparecer no final do beco e percebeu que havia cometido um ato desnecessário por um impulso momentâneo.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna