Toxic Affair (Novel) - Episódio 136
Capítulo 136── ⋆⋅☆⋅⋆
Antes de sair do hospital, Yeonwoo pensou que as palavras de Chahyun faziam muito sentido. Ele era grato por Chahyun ter saído sem hesitar a uma hora tão tardia. Por causa disso, sua desconfiança afiada havia desmoronado até certo ponto.
Mas assim que chegou ao café, ele sentiu um choque de lucidez, como se tivesse sido banhado com água fria. As preocupações que havia esquecido momentaneamente começaram a inundá-lo de uma só vez.
Chahyun realmente conseguiria cuidar de Seoyun sozinho? Ele não conseguia imaginar como lidaria com um bebê que nem sequer tinha um ano de idade.
O que diabos ele estava pensando ao confiar seu filho a Baek Chahyun tão facilmente? Quem sabe o que ele poderia fazer com ele. Afinal, ele era a pessoa de quem ele tinha que tomar mais cuidado, desde antes de Seoyun nascer até agora.
— O que diabos aconteceu comigo?
Yeonwoo murmurou, parecendo meio sem alma.
Ele estava pensando se deveria voltar ao hospital agora mesmo quando os clientes começaram a chegar. Yeonwoo mordeu ansiosamente o lábio inferior.
Antes que pudesse se preocupar mais, um pedido entrou pelo totem. O número de cafés que ele precisava fazer disparou para quatro em questão de segundos. Yeonwoo moveu-se mecanicamente, incapaz de afastar suas preocupações.
Mas sua cabeça ainda estava explodindo com pensamentos complexos. Olhando para trás, para o que aconteceu de madrugada, Chahyun não parecia particularmente interessado em Seoyun. Ele não estava verificando ativamente o bebê febril quando estavam se movendo no carro ou depois que chegaram ao hospital…
Ele ficava ainda mais inquieto quando pensava na expressão ambígua no rosto de Chahyun enquanto segurava Seoyun enquanto a enfermeira coletava sangue.
Além disso, e quanto à comida? Eles não foram formalmente internados, então o hospital forneceria comida para bebê? Ele estava tão fora de si que esqueceu de perguntar.
Ah, o que ele estava pensando ao entregar sua criança doente a Baek Chahyun? Ele estava enlouquecendo.
Mas ele não podia simplesmente deixar os clientes alinhados na frente do café para fazer uma ligação.
No fim, Yeonwoo não teve tempo de pensar profundamente em nada e teve que fazer café na cozinha até o fim do seu turno.
Só quando o movimento da manhã diminuiu é que ele finalmente teve a chance de pegar o telefone. Ele estava tão desesperado que tateou várias vezes antes de conseguir pressionar o botão de chamada para ligar para Chahyun.
— O que foi?
O que foi? Era isso que ele queria perguntar.
Yeonwoo escondeu seus sentimentos ansiosos e tentou acalmar a voz o máximo possível antes de abrir a boca.
— Vou chegar ao hospital um pouco depois das 14h.
— Ok.
— Como está a criança?
— Ele dormiu há pouco.
— O quê? Não estou te ouvindo direito.
Yeonwoo franziu a testa e apurou os ouvidos diante da voz incomumente baixa.
— Eu disse que ele dormiu há pouco.
— Ah.
Yeonwoo ficou aliviado ao saber que Seoyun estava dormindo. Ele estava preocupado que ele ainda estivesse acordado por estar doente, mas era uma preocupação desnecessária.
— Que alívio. E quanto à comida?
— Eu dei comida de bebê para ele. Esquentei algo que comprei no supermercado às pressas, e ele comeu bem.
— Você foi ao supermercado?
— Pedi para o meu secretário ir. Ele também comprou fraldas.
— Você… você sabe trocar fraldas?
Yeonwoo não conseguiu esconder sua desconfiança quando o assunto de fraldas surgiu. Chahyun nunca tinha trocado uma fralda antes.
— Eu sei.
— Como você sabe?
Antes que percebesse, um tom afiado escapou.
— É só colocar uma nova, por que eu não saberia como fazer?
Ao contrário do coração ansioso de Yeonwoo, a voz de Chahyun estava seca como tudo.
— Não… não é higiênico se você fizer errado, então se não souber, pergunte a outro responsável por paciente infantil ou a uma enfermeira…
— Eu pesquisei tudo.
Yeonwoo fechou a boca diante da resposta firme. Ele não podia discutir mais, já que não conseguia ver por si mesmo.
— …Enfim, se acontecer qualquer coisa com Seoyun, me ligue imediatamente. Não tente resolver sozinho.
Graças à curta ligação, seu estômago revirado acalmou-se um pouco. Ele ficou aliviado por nada parecer errado até o momento.
Certo. Se Chahyun tivesse a intenção de fazer algo com Seoyun em primeiro lugar, ele já teria feito. Não havia necessidade de prolongar as coisas enquanto observava sua reação.
Além disso, ele tinha a guarda de Seoyun. Hong Seoyun, não Baek Seoyun. Era tarde demais para ele tomar medidas legais. Então, ele não devia exagerar.
Tendo chegado a essa conclusão, Yeonwoo desligou o telefone e estava prestes a colocá-lo no bolso quando ele vibrou brevemente. Era uma mensagem de texto.
[(Foto)]
Quando ele tocou na notificação, a imagem de Seoyun dormindo profundamente apareceu.
[Ele está segurando meu dedo tão apertado que não consigo ir a lugar nenhum]
Yeonwoo esqueceu completamente o quão congelado estava até agora e riu baixinho da mensagem que se seguiu.
Como ele disse, Seoyun estava dormindo enquanto segurava o dedo indicador de Chahyun. Vendo suas bochechas coradas de febre, ele sentiu uma mistura estranha de pena e fofura.
Yeonwoo salvou a foto que Chahyun enviou por enquanto.
— Yeonwoo hyung! O que você está fazendo?
Nesse momento, Younghwan, que passava pelo café, chamou Yeonwoo. Vendo-o segurando sacolas cheias de ingredientes em ambas as mãos, parecia que ele estava voltando de uma rápida viagem ao supermercado.
— Eu só estava checando o celular um pouco. Você foi ao supermercado?
— Ah, acabaram os vegetais. O presidente sempre me faz fazer esses trabalhos extras.
Younghwan riu de boa vontade e balançou a sacola.
— Ah, hyung. Por favor, faça quatro americanos gelados para viagem antes de fechar. Venho buscá-los.
— Tudo bem.
— Até mais!
Younghwan desapareceu pelo beco, balançando a cabeça em vez da mão. O restaurante que ele gerenciava era cheio de energia, assim como seu presidente. Ele ouvira dizer que os funcionários frequentemente apostavam quem compraria o café e, a julgar pela expressão brilhante de Younghwan hoje, ele devia ter ganho a aposta e conseguido uma carona grátis.
Yeonwoo tirou o lixo e lavou a louça da manhã, depois começou a preparar os pedidos da tarde. Graças ao seu coração completamente acalmado após ver a foto de Seoyun, ele conseguiu se concentrar exclusivamente no trabalho à tarde.
Talvez porque os feriados estivessem chegando logo, havia menos clientes à tarde do que o habitual hoje. Era uma coisa boa para Yeonwoo.
Depois de se concentrar por um tempo, todos os pedidos pendentes foram concluídos com sucesso. Yeonwoo não esqueceu de colocar os quatro Americanos gelados que Younghwan havia pedido em um suporte para copos. Em seguida, ele começou imediatamente a limpar.
Ele estava esfregando freneticamente o chão da cozinha para sair do trabalho o mais cedo possível quando Chahyun ligou. Quando o número dele apareceu na tela do celular, ele se perguntou se algo havia acontecido e largou as ferramentas de limpeza que segurava como se as estivesse jogando fora antes de pressionar o botão de chamada.
— Você terminou o trabalho?
— Quase. Por quê, o que houve?
— A febre dele baixou bastante, então disseram que podemos deixar o hospital. Tudo bem se eu for ao café agora?
— Hã? Disseram que podemos sair?
Yeonwoo retrucou, surpreso com a notícia inesperada.
— Sim. Ele está muito melhor. Ele comeu e agora está engatinhando que nem louco.
— Ah, então…
Yeonwoo hesitou por um momento. Ele não tinha certeza se era bom ter Chahyun vindo ao café tão de repente. Ele tinha a sensação de que, se ele pisasse ali, tudo em que havia traçado uma linha seria invalidado.
Mas ele não podia mandá-lo para casa, e era estranho mandá-lo continuar esperando no hospital. Não importa como olhasse para isso, era mais eficiente para Chahyun vir para cá.
— Tudo bem. Sabe onde fica o café?
— É no bairro onde costumávamos nos encontrar com frequência quando éramos universitários.
— …Certo. Acho que suas memórias realmente voltaram.
— Ah. Eu ia te contar, mas o timing…
— Aboo! Wooaa.
A voz de Seoyun, cortando a tentativa de explicação de Chahyun, ecoou alto pelo viva-voz. Ouvindo o balbucio do bebê, parecia que ele havia recuperado as energias. Embora sua garganta ainda parecesse um pouco rouca.
Yeonwoo soltou uma risada.
— Você ouviu o que Seoyun disse? O que ele está dizendo? Não entendo nada.
— Como se eu soubesse. Ele chorou porque sentiu minha falta?
Era uma pergunta que ele nem precisava fazer. Ele podia dizer como Seoyun estava apenas pela voz que ouvira momentos antes.
— Hmm. Ele estava bem.
— …Como você ousa.
— Porque eu brindei bem com ele. Né, Seoyun? Nós nos divertimos, não foi?
— Awoo woong.
Yeonwoo estava prestes a dizer que Seoyun havia arrancado um punhado de seu cabelo como se estivesse arrancando mato, mas parou porque parecia infantil demais.
— Então já estou saindo.
Depois de desligar, seu coração ficou ainda mais inquieto. Ele tinha que terminar a limpeza e tirar todo o lixo de hoje antes que Chahyun e Seoyun chegassem.
O café de Younghwan também precisava ser levado rapidamente. Ele estava pensando que, se estivesse muito tarde, teria que levar para o restaurante dele pessoalmente mais tarde, quando Younghwan entrou no café bem a tempo.
— Hyung, o café que mencionei antes… ah. Já está pronto.
— Sim. Está no suporte, pode pegar.
Younghwan pegou o suporte e aproximou-se sutilmente do balcão, conversando com Yeonwoo.
— Mas o que você vai fazer neste fim de semana? Você gosta de musicais? Consegui dois ingressos…
Depois que ele rejeitou sua confissão da última vez, ele pareceu ficar quieto por um tempo, mas recentemente começou a dar em cima dele de novo. Yeonwoo, que havia terminado o cálculo, virou a cabeça indiferentemente.
— Não tenho tempo no fim de semana.
— Por quê! Você nem está pensando sobre isso, está me cortando de forma muito seca, não está?
— Seoyun está doente, então não posso sair.
— Hã? Ele se machucou em algum lugar?
— Gastroenterite. Foi bem forte, então fomos ao hospital.
— Entendi. Como ele está agora?
— Ele está muito melhor, mas temos que ter cuidado por um tempo.
— …Então não há o que fazer. Mas me avise depois quando ele estiver melhor.
Younghwan encolheu os ombros como se estivesse desapontado e recuou. Então, ao sair do café, gritou para Yeonwoo.
— Yeonwoo hyung. O musical só vai passar até o fim deste mês mesmo, então vamos ver juntos. Beleza? Sempre consigo dois ingressos…
Nesse momento, Younghwan, que andava de costas olhando apenas para Yeonwoo sem prestar atenção na frente, colidiu com alguém.
— Ah, desculpa.
Ele se desculpou casualmente sem sequer verificar em quem havia esbarrado e conferiu primeiro o café no suporte. O impacto devia ter sido forte, pois algumas gotas de café espirraram dos copos de viagem.
— Ah, isso caiu na minha roupa.
Younghwan resmungou consigo mesmo e virou a cabeça para olhar a pessoa com quem havia colidido. A outra pessoa era muito alta, então ele teve que levantar bastante o olhar.
Então, ele fez contato visual com um homem de terno segurando um bebê em um braço.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna