Toxic Affair (Novel) - Episódio 134
Capítulo 134── ⋆⋅☆⋅⋆
Chahyun disse para ele entrar em contato se precisasse de ajuda, e Yeonwoo debochou intimamente, pensando que isso nunca aconteceria. No entanto, antes mesmo que alguns dias se passassem, ele se viu contatando-o primeiro.
Yeonwoo encerrou o expediente na cafeteria e buscou Seoyun na creche como de costume. Não tinha nada para comer em casa, então parou em um supermercado próximo para comprar mantimentos enquanto segurava o menino.
Seoyun começara a comer papinha recentemente e era exigente, por isso Yeonwoo vinha cozinhando diligentemente sempre que tinha oportunidade nos últimos tempos.
Ele estava olhando a seção de legumes, ponderando o que fazer, quando Seoyun começou a resmungar.
— O que foi? Está com fome?
Perguntou Yeonwoo, dando tapinhas em suas costas.
— Ooiiing.
— Já vamos para casa, então vamos aguentar só mais um pouco.
Mas a reclamação de Seoyun foi ficando cada vez pior. Normalmente, ele ficava bem depois de ser acalmado uma vez assim, mas Seoyun parecia insatisfeito com alguma coisa, balbuciando e, de repente, caindo no choro.
— Hong Seoyun. Por que você está assim hoje?
Conforme o som aumentava gradualmente, Yeonwoo não teve escolha senão interromper as compras e pagar rapidamente pelo que já havia colocado na cesta.
Mesmo correndo para fora do supermercado, Seoyun não parava de chorar.
— Está na hora de trocar a sua fralda?
Yeonwoo afagou o menino e dirigiu-se para casa. Ele se apressou como se estivesse correndo e checou a fralda de imediato, mas, para sua surpresa, estava limpa.
— Por que o Seoyun chorou? Estava com fome?
Ele olhou para o filho, intrigado. Ironicamente, assim que o deitou no berço, Seoyun sorriu abertamente como se nunca tivesse chorado.
Yeonwoo pensou casualmente que Seoyun estivesse desconfortável por estar sendo carregado no canguru. Em seguida, foi para a cozinha cozinhar.
Depois de fazer a papinha rapidamente, trouxe Seoyun para a mesa e o alimentou, mas o menino começou a resmungar de novo. Fechou a boca teimosamente e recusou-se a comer, deixando Yeonwoo exausto após tentar convencê-lo.
Em dias assim, o melhor é colocá-lo para dormir cedo. Yeonwoo deu banho em Seoyun, vestiu-o com roupas novas e deitou-o na cama. Pensou que ele dormiria tranquilo agora que estava alimentado e limpo, mas Seoyun continuava ganindo e se contorcendo como se estivesse incomodado com algo.
— Por quê, o que está desconfortável? Hã?
Era frustrante não conseguir se comunicar com ele. Por via das dúvidas, Yeonwoo tocou a testa do menino. Parecia que a temperatura corporal dele estava mais alta do que o normal.
Não era grave, então deu-lhe antitérmico primeiro. Pensando bem, parecia ter ouvido que a gripe estava circulando na creche recentemente. Será que ele pegara um resfriado?
Felizmente, Seoyun adormeceu pouco depois de tomar o remédio. Nesse meio-tempo, Yeonwoo lavou a louça e a roupa acumuladas.
Terminados os afazeres domésticos, Yeonwoo, que já jantara, decidiu ir para a cama cedo hoje.
— Euaaaang!
Mas, pouco depois de adormecer, Seoyun caiu no choro de novo.
Raramente ele chorara tão alto, mesmo quando acordava no meio da noite, então Yeonwoo deu um pulo e pegou Seoyun no colo.
— O papai está aqui, Seoyun-ah.
Yeonwoo, ainda com os olhos turvos de sono, afagou o bebê enquanto o examinava e, de repente, percebeu que sua mão estava molhada. Logo em seguida, um cheiro azedo passou por seu nariz.
Olhando de perto, Seoyun havia golfado.
— …O Saebyeok vomitou? Quando?
Surpreso, Yeonwoo acendeu a luz e examinou o menino em detalhes.
— Heueeeeng.
A temperatura corporal dele estava mais alta do que antes. Pegou um termômetro às pressas e checou: 38,2 graus. Era um nível além de uma febre baixa.
A partir daí, seu coração começou a bater ansiosamente. Ficou totalmente desperto.
— Espere um minuto. Vamos tomar o remédio mais uma vez. Quantas horas se passaram?
Yeonwoo colocou Seoyun no chão por um instante e foi procurar o remédio. Nesse meio-tempo, o menino chorou ainda mais alto.
— Abah.
Ouvindo o som dele o chamando com urgência, Yeonwoo voltou rapidamente para Seoyun assim que pegou o remédio.
Mas Seoyun, que estivera deitado quieto no quarto, já havia engatinhado até a frente da porta.
— Euaaaang!
— Ah? Por que tem sangue…
Quando pegou o corpo pequeno que chorava tão tristemente, viu sangue nos lábios do bebê.
Yeonwoo ficou desconcertado e checou onde Seoyun estivera deitado agora há pouco. A única coisa próxima em que o menino poderia ter batido era o ventilador. Ele devia ter engatinhado para procurá-lo e batera os lábios no ventilador.
— Deixe-me ver. Deixe-me ver o quanto você se machucou, hã?
O coração de Yeonwoo afundou diante do choro doloroso que nunca ouvira antes.
Seu rosto estava vermelho de febre, e o sangue escorria levemente de seus lábios feridos. Além disso, as roupas de Seoyun estavam uma bagunça com o vômito.
Quando tentou tocar seus lábios, ele balançou a cabeça, tornando difícil examinar o ferimento adequadamente. Não parecia gravemente machucado, mas era a primeira vez que Yeonwoo via o sangue de Seoyun, então ficou completamente fora de si.
Qual era o problema? Resfriado? Gastroenterite? Seoyun nunca ficara tão doente desde que nasceu, então Yeonwoo não sabia como lidar com aquilo.
Quanto mais o menino chorava, mais pensamentos extremos vinham à mente: de que poderia não ser um resfriado, mas algo maior.
— Primeiro…
Primeiro, tenho que levá-lo ao hospital. Yeonwoo olhou com pena para o rosto vermelho e febril do menino e checou a hora.
Já era tarde da noite, então teria que ir ao pronto-socorro.
Segurando Seoyun chorando, Yeonwoo pegou o celular. Tentou chamar um táxi imediatamente, mas aquele bairro tinha ruas estreitas e sinuosas, tornando difícil a entrada de carros por experiência própria. Mesmo que escrevesse o endereço corretamente, os táxis costumavam se perder.
Então terei que ir até a avenida principal e chamar um táxi.
Tendo decidido o que fazer, Yeonwoo vestiu Seoyun apressadamente. Sentia muito por não poder fazer nada por ele naquele momento, quando estava tão doente e chorando. Sentia pena dele e até lacrimejou.
No meio de tudo isso, mais uma coisa chocante aconteceu.
— Saebyeok!
Seoyun vomitou novamente no ombro de Yeonwoo enquanto ele arrumava as coisas. Não foi uma grande quantidade, mas ele ficou chocado ao ver o vômito fluindo de sua boca pequena.
A partir daquele momento, a visão de Yeonwoo ficou em branco.
Após recobrar os sentidos a custo alguns segundos depois, Yeonwoo largou a bagagem que estava arrumando e correu para fora de casa sem hesitar. Abraçou Seoyun chorando e correu em direção à rua.
— Táxi. Um táxi…
Bateu os pés e olhou ao redor, mas a estrada estava vazia porque já era tarde. Pegou o celular tardiamente e chamou um táxi, mas estava apenas em espera e ele não conseguiu nenhum.
Enquanto isso, Seoyun parecia exausto e abraçava o pescoço de Yeonwoo com força, arfando. A temperatura corporal do menino tocando sua pele parecia mais alta do que antes, e seu peito se apertou dolorosamente.
Apenas uma solução veio à mente de Yeonwoo agora.
Ele colocou seus pensamentos em prática sem hesitação. Claramente pensara nisso desde o início, mas ligou para Chahyun, a quem vinha tentando ignorar.
A outra pessoa atendeu o telefone antes mesmo que o sinal tocasse três vezes.
— O que houve?
Ouvindo a voz dele, os olhos de Yeonwoo se encheram de lágrimas. Emoções inexplicáveis e complexas subiram à sua garganta de uma só vez.
— O Seoyun está doente.
— O quê? Por quê?
— E-eu não sei. A febre não baixa nem depois de dar remédio. E ele vomitou duas vezes. Não sei se comeu algo errado ou…
A voz de Yeonwoo tremia enquanto explicava incoerentemente os sintomas do bebê para Chahyun.
Sua voz calma, em contraste com a dele, fluiu imediatamente do alto-falante.
— Aonde você está agora?
— Estou na rua em frente de casa.
— Estou indo para aí agora mesmo, espere vinte minutos, não, quinze minutos.
— Tá bom.
— É perigoso, então não vá para a avenida principal e fique na calçada.
— Eu entendi. …Vem depressa.
— Vai ficar tudo bem, não se preocupe. Tá bom?
Com essas palavras, a ligação foi encerrada. Em seguida, o som do choro de Seoyun em seus braços soou mais claro.
Yeonwoo recuperou alguma calma com a notícia de que Chahyun viria em breve.
Não podia ser algo estranho. Ele era um ser a quem odiava e desconfiava tanto, mas, estranhamente, após ouvir sua voz, seu coração, que vinha batendo descontroladamente de ansiedade, acalmou-se gradualmente.
Ficou envergonhado e amargurado com a reação que ele próprio não entendia.
Yeonwoo foi primeiro para a calçada como Chahyun lhe dissera e limpou cuidadosamente a boca de Seoyun. Enquanto acalmava ansiosamente o menino, que chorava como se estivesse prestes a desmaiar, viu um carro familiar no final da rua.
Yeonwoo correu em direção aos faróis amarelos sem hesitar.
— O Saebyeok ainda está vomitando?
Assim que ele entrou no carro com Seoyun nos braços, Chahyun perguntou, pisando no acelerador.
Yeonwoo balançou a cabeça.
— Não. Ele não vomitou mais.
— E a temperatura dele?
— Passou de trinta e oito graus. E os lábios do Saebyeok também cortaram.
Com isso, a testa de Chahyun, que estivera relativamente calma, franziu-se.
— O quê? Como?
— Acho que ele bateu em algo enquanto fui pegar o remédio por um momento. Acho que não se machucou muito. É a primeira vez que ele sangra…
— Isso não vai ser problema.
Yeonwoo assentiu diante das palavras firmes de Chahyun. Por que ficara tão aliviado se ele nem sequer era médico?
Pouco tempo atrás, sentira como se o mundo tivesse desabado, mas as palavras de Chahyun de que ficaria tudo bem acalmaram gradualmente seu estômago fervilhante.
— Entrei em contato com o hospital, então o médico vai examiná-lo assim que chegarmos lá.
— Tá bom…
Yeonwoo assentiu frouxamente de novo e beijou a testa de Seoyun, que ainda chorava. Chahyun, que segurava o volante, olhou de relance para a cena e voltou o olhar para a frente.
— Ele já ficou tão doente assim antes?
— Não. É a primeira vez que ele tem febre e vomita tanto assim como hoje.
— Por que ele ficaria assim? Mesmo que a gripe esteja circulando entre os bebês ultimamente…
A voz de Chahyun foi abafada pela respiração exausta e arfante de Seoyun. E, um pouco mais tarde, o carro carregando os três chegou ao hospital.
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna