Toxic Affair (Novel) - Episódio 132
Capítulo 132── ⋆⋅☆⋅⋆
— Eu vou ao Templo da Nuvem Carmim. Se você vai descer, vá sozinho.
Yeonwoo resistiu ao impulso de se virar e respondeu.
— …Não. Vamos juntos.
Chahyun cedeu prontamente à resposta fria. Sua voz estava sem vida, um contraste gritante com o desespero de momentos atrás.
Mesmo assim, Yeonwoo relutava em ir ao Templo da Nuvem Carmim junto com ele daquela forma.
— Eu não quero ir com você, então desça.
— Deixe-me ir com você.
— Apenas vá, por favor.
— Eu vou seguir atrás sem ser visto.
Yeonwoo, que vinha caminhando em linha reta, finalmente se virou, incapaz de suportar sua irritação. Chahyun, que o seguia, também parou.
“……”
Ele abriu a boca para soltar uma torrente de xingamentos, mas seus olhos captaram o suor frio na testa de Chahyun.
— Não perambule pela montanha sozinho, é perigoso. Vai escurecer se demorar mais.
— Do que você está falando? É uma da tarde agora. Há bastante tempo antes do pôr do sol.
— Mesmo assim, não venha sozinho.
“……”
Chahyun esperava a resposta de Yeonwoo com uma expressão extremamente ansiosa. Seus olhos estavam vermelhos e sua respiração estava instável, como se estivesse sendo estrangulado por uma mão invisível. Era o suficiente para fazer qualquer um perder a vontade de brigar.
Yeonwoo moveu os lábios como se fosse dizer algo, mas depois parou.
Ele não sabia por que estava discutindo com Baek Chahyun ali. Estava cansado até de questionar como e por que ele o havia seguido até aquele lugar.
Não mudaria nada mesmo se soubesse por que Chahyun estava ali, e ele provavelmente faria o que bem entendesse, mesmo que mandasse parar. Ele não tinha mais nenhuma expectativa em relação a Chahyun.
Yeonwoo o ignorou completamente e voltou a caminhar para a frente. Chahyun, como havia dito, manteve uma certa distância e o seguiu silenciosamente como um fantasma, sem dizer mais nenhuma palavra.
Cerca de cinco minutos se passaram. Em certo ponto, ele começou a ouvir passos irregulares atrás de si. Soava como se ele estivesse tropeçando, ou como uma criança cheia de energia brincando com os pés, o que era uma distração.
Incapaz de suportar por mais tempo, Yeonwoo não teve escolha a não ser virar a cabeça novamente.
— Você simplesmente…!
Não me siga. Era isso o que ele ia dizer, mas Chahyun, assustado com a parada de Yeonwoo, vacilou. Perdendo o equilíbrio, ele tropeçou para trás.
Yeonwoo ficou desconcertado porque aquilo era totalmente diferente do Chahyun habitual.
Além disso, os olhos de Chahyun estavam desfocados. O suor frio em suas têmporas e testa ainda estava lá.
Será que ele estava se sentindo mal? Se sim, por que de repente estava sendo tão incômodo em vez de ir para casa?
Yeonwoo encarou Chahyun por um longo tempo antes de perceber que seus lábios estavam sem cor. Sua tez estava pálida, como se estivesse sentindo calafrios. Ele namorava com ele há quatro anos, mas nunca o tinha visto assim antes.
Não deveria ir ao hospital se estivesse tão mal? Mesmo nessa situação, o estômago de Yeonwoo se contorceu diante da insistência de Chahyun em segui-lo.
Não importava o quanto dissesse para ele sumir, ele não escutava.
Yeonwoo não teve escolha a não ser se virar e descer a montanha.
— Aonde você vai?
Chahyun, com o rosto parecendo que ia morrer, ainda o seguiu persistentemente e perguntou.
— Estou descendo.
Ele obviamente o seguiria mesmo se dissesse para ir embora. E parecia perigoso deixá-lo daquele jeito.
Mesmo que fossem como inimigos, ele não queria abandonar alguém que estava em um estado tão precário. Estava claro para qualquer um que Chahyun precisava de tempo para se acalmar.
“Eu tentei não fazer nada. Mas não consigo. Não importa o quanto eu tente… Eu ainda vejo você desmoronando toda vez que fecho os olhos, e isso está me deixando louco.”
Suas palavras anteriores passaram por sua mente. Ele só tinha ouvido pela metade na época, mas vendo Chahyun agora, parecia que o que tinha acontecido na montanha definitivamente o tinha deixado traumatizado.
Então por que ele o seguiu sem permissão? Ele o repreendeu intimamente, mas aquele rosto, pálido como o de alguém sendo perseguido, era tão desconhecido que ele não conseguiu subir mais.
Conforme começaram a descer a montanha, Yeonwoo pôde definitivamente sentir que a respiração de Chahyun estava melhor do que antes. Foi ele quem caiu e se machucou, então não sabia por que ele estava sendo tão dramático.
— Por que você faltou à reabilitação?
Chahyun, que vinha caminhando silenciosamente há algum tempo, agora parecia estar se sentindo melhor e perguntou algo estranho.
— Eu tive meus motivos. Tenho que te contar tudo?
Yeonwoo respondeu rispidamente. Então, de repente, ele se deu conta.
Espera. Ele até sabia que eu não fui à reabilitação ontem? Os olhos de Yeonwoo se estreitaram.
Esse desgraçado não mudou nada em seis meses. E deve ter alcançado a iluminação, porque nem fica mais irritado.
— Caminhe com cuidado.
Chahyun não conseguiu esconder a impaciência com o ritmo cada vez mais rápido de Yeonwoo.
— Tenha cuidado você. Quem está fora de si agora?
— Um pouco mais devagar…
— Haa.
Chahyun calou a boca diante do suspiro irritado de Yeonwoo.
— Por que você me seguiu até aqui?
“……”
— Ahn?
— Eu não te segui.
Um estouro de riso escapou dos lábios de Yeonwoo.
Encontrar-se no meio de Seul é uma coisa, mas esbarrar um no outro em um vilarejo de montanha remoto na província de Gangwon é só uma coincidência?
Ele ficou pasmo com a audácia de Chahyun em mentir mesmo nessa situação. Ao mesmo tempo, pensou que Baek Chahyun era realmente o mesmo de sempre. Ele ainda tentava enganar as pessoas sem pensar duas vezes.
— Ah, então você não me perseguiu, só me encontrou por acaso? Então como sabia que eu não fui à reabilitação? Descobriu isso por acaso também?
“……”
Yeonwoo sorriu como se já soubesse ao ver Chahyun incapaz de responder facilmente.
Por que ele estava tão preocupado com um cara desse tipo a ponto de estar descendo a montanha que tinha escalado? Chahyun provavelmente continua tentando enganá-lo porque ele está sendo muito tolo.
Mesmo com esses pensamentos autodepreciativos, Yeonwoo continuou caminhando. Subir tinha parecido tão longo, mas descer estava sendo ridiculamente curto.
Logo, Yeonwoo chegou à entrada da montanha e encontrou o carro de Chahyun estacionado em frente.
— Não me siga por aí e vá ao hospital.
Chahyun tinha voltado à expressão de certo modo fria que Yeonwoo conhecia, como se nunca estivesse demonstrado nenhum sinal de ansiedade.
— E você?
— Eu vou pegar o trem de volta para Seul.
Ele sentia que tinha desperdiçado um dia inteiro.
Mas não havia nada que pudesse fazer, já que a situação não permitia. Primeiro de tudo, ele tinha esquecido os presentes para os monges e, mais do que tudo, não podia deixar Chahyun, cujo rosto estava pálido como o de um doente.
Ele não sabia por que tinha se dado ao trabalho de segui-lo quando tinha tanto medo da montanha. Embora não demonstrasse, Yeonwoo estava bastante surpreso.
Yeonwoo estava furioso àquela altura. Por que ele ainda não conseguia ignorar Baek Chahyun completamente? Ele deveria apenas ignorá-lo, estivesse ele doente ou não, mas simplesmente não conseguia fazer isso.
Yeonwoo passou pelo estacionamento e foi para a estrada principal para pegar um táxi, e Chahyun o seguiu persistentemente de novo dessa vez.
Será que ele realmente teria virado um santo nos últimos seis meses? Ver Chahyun, que sempre fazia o oposto do que dizia, e ainda estar tão calmo.
Yeonwoo sentiu uma sede intensa que estava rapidamente o queimando por dentro. Ele suspirou e perguntou a Chahyun.
— Você tem água?
— No carro.
— Haa. Traga aqui.
Então Chahyun se virou imediatamente e se dirigiu até onde seu carro estava estacionado.
Naquele momento, algo caiu no chão com um baque em meio aos seus movimentos apressados. Chahyun, sem saber que tinha deixado cair algo, estava abrindo a porta do carro.
Yeonwoo se curvou e pegou o que tinha caído no chão. Era um envelope branco e fino. E no canto inferior do envelope, as palavras “Templo da Nuvem Carmim” estavam escritas.
Logo, Chahyun veio com água do carro. Ele percebeu tardiamente que Yeonwoo estava segurando seu item na mão e franziu a testa.
— Por que você está com isso…
— Não é nada.
Chahyun arrancou o envelope de Yeonwoo e o colocou no bolso. Em seguida, entregou-lhe uma garrafa de água.
Enquanto recebia a água inadvertidamente, Yeonwoo ficou intrigado.
O que era aquilo agora há pouco? O que Chahyun poderia ter que envolvesse documentos relacionados ao Templo da Nuvem Carmim?
Será que ele realmente tinha vindo ao Templo da Nuvem Carmim a negócios, e não para segui-lo? Ele tinha assumido que ele estava mentindo, mas…
— Não suba a montanha por um tempo. É perigoso.
Chahyun repetiu o que tinha dito antes como um papagaio. Seus olhos escuros encaravam Yeonwoo obstinadamente, como se precisasse obter algum tipo de confirmação.
Yeonwoo tomou a água em goles largos e jogou o cabelo para trás de qualquer jeito. Em seguida, deu uma respiração funda.
Embora quisesse discutir sobre o porquê de ele estar dizendo tais coisas, as palavras afiadas não saíram de sua boca.
— Eu estou bem para fazer esse tanto de caminhada agora.
— Eu sei. Mas… mas.
“……”
— Eu gostaria que você não fosse.
— …Eu não sei o que estou fazendo com você agora.
Ele não sabia por que estava até mesmo escutando coisas assim. Era apenas uma série de eventos absurdos.
— Você está… hum, bem?
Yeonwoo disse, entregando a garrafa de água a Chahyun, e ele assentiu.
Então Yeonwoo decidiu parar, embora estivesse prestes a perguntar por que ele tinha ficado daquele jeito mais cedo. Qual era o ponto de saber disso agora? Era o suficiente que ele estivesse bem agora.
Ele não poderia subir a montanha de qualquer jeito hoje, então deveria apenas voltar para Seul. Chahyun tinha um carro, então cuidaria de si mesmo. Ele já tinha usado toda a sua paciência do dia só por ter sido arrastado até ali por ele.
Quer fosse coincidência ou não eles terem se encontrado na montanha, Yeonwoo decidiu seguir caminhos opostos com Chahyun a partir desse ponto.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna