Toxic Affair (Novel) - Episódio 127
Capítulo 127── ⋆⋅☆⋅⋆
Yeonwoo debateu-se sobre se deveria tomar outro inibidor. Ele tinha certeza de que sua condição estava diferente do habitual, mas não a ponto de não conseguir controlar seus feromônios ou de seu corpo estar mudando devido à estimulação dos feromônios de alfa dominante, então era ambíguo.
Ele se armou de coragem para suportar mais um pouco e, contrariando suas preocupações, seu estômago ficou bem à tarde, como se nada tivesse acontecido.
Será que o remédio estava fazendo efeito lentamente? Ou talvez fosse porque ele estava tão ocupado que conseguiu se concentrar em seu trabalho e sua mente se distraiu.
Em todo caso, ficou aliviado por não sentir mais nenhuma reação anormal. Yeonwoo não tinha intenção nem energia para encontrar ninguém por enquanto. Não queria adicionar mais preocupações à sua vida.
Ao contrário de seus receios, o expediente da tarde terminou em segurança, sem grandes erros. Como o horário de trabalho era curto, ele ainda tinha energia no corpo mesmo após encerrar as atividades.
Depois de arrumar tudo rapidamente, era um pouco antes das 14h. Yeonwoo verificou pela última vez se a porta estava devidamente trancada e deixou a cafeteria, vendo a dona da floricultura do outro lado da rua acenando em despedida. Yeonwoo curvou a cabeça em resposta.
Ele estava a caminho do ponto de ônibus para buscar Seoyun quando recebeu uma ligação. Era Park Yoon-geon, um colega de classe que se casara no ano passado.
— Ei, o que foi?
— Hong Yeonwoo. Você sabe que o casamento da Jeong Inju é neste sábado, certo?
— Claro que sei.
— Você vai, não vai? Eu te mato se você desaparecer de repente de novo.
— Não vou. Já disse para a Inju que estaria lá.
— Não se atrase.
— Tudo bem.
Havia outro casamento de um colega de classe neste fim de semana. Ele tinha cortado contato com os amigos por um tempo, mas reconectou-se com eles há alguns meses, após decidir abrir a cafeteria.
Na época, Yeonwoo contatara Park Yoon-geon primeiro porque não tinha em quem confiar ao pesquisar informações imobiliárias e distritos comerciais. Lembrava-se de que a mãe dele costumava ser corretora de imóveis.
Sabia que era insolência contatá-lo depois de tanto tempo por causa de um assunto desses, e hesitou muito antes de enviar uma mensagem de texto. No entanto, Park Yoon-geon inesperadamente ligou para Yeonwoo na mesma hora e o cumprimentou com carinho.
Graças à ajuda da mãe de Park Yoon-geon, Yeonwoo pôde avaliar rapidamente imóveis que atendiam às suas condições desejadas e dar andamento ao contrato. Desde então, mantinha contato com outros colegas de classe de tempos em tempos.
— Ah, você vai levar a criança também?
— Vou sozinho. Já encontrei alguém para cuidar dele nesse dia.
— Você poderia levá-lo. Por que vai deixá-lo com outra pessoa?
— De jeito nenhum. Ele vai chorar e atrapalhar a cerimônia.
— Verdade. Ouvi dizer que sua cafeteria está indo bem. Se ficasse perto do salão de festas, eu diria aos convidados para irem todos tomar uma bebida lá.
Park Yoon-geon riu e brincou. Yeonwoo fez uma careta de desgosto, como se imaginar aquilo fosse terrível.
— Me deixe descansar um pouco no fim de semana.
— Então por que você montou em um lugar tão pequeno? Deveria ter feito onde minha mãe recomendou. Aquele lugar tinha mais espaço. Onde você está agora nem é um bairro que você conheça bem.
— Por que está procurando confusão?
— Só estou dizendo que é um desperdício, já que está indo bem. Se a loja fosse maior por um preço parecido, você poderia pelo menos ter colocado mesas.
— Eu gosto do jeito que está. Venha visitar com a sua mãe qualquer dia desses.
— Fechado. Vou para comer de graça. Enfim, te vejo no sábado.
Depois de desligar, Yeonwoo pensou em pegar o ônibus para a creche como de costume, mas mudou de ideia e decidiu caminhar um pouco hoje. O tempo estava muito limpo.
Ele comprou uma bebida na loja de conveniência e caminhou devagar pelo beco repleto de lojas.
O conteúdo da ligação de antes continuava flutuando em sua cabeça. Estava se sentindo sentimental, embora estivesse apenas indo ao casamento de outra pessoa.
Quando ele seria capaz de aceitar essa palavra sem remorsos?
Yeonwoo ainda pensava automaticamente no casamento de Chahyun sempre que ouvia a palavra casamento.
Ele não procurara nenhuma notícia sobre Chahyun depois que fugira do officetel com Seoyun. “Talvez ele já esteja casado a esta altura.”
Ele não veio procurá-lo nem entrou em contato há mais de meio ano, então talvez já o tenha esquecido…
Era o que ele queria, mas não se sentia bem. O processo de separação fora doloroso a esse ponto.
Agora que um bom tempo se passara e ele estava levando uma vida ocupada, aqueles eventos pareciam um passado muito distante.
“Sei que sou descarado, mas apenas finja que eu não existo. Não vou aparecer na sua frente como uma pessoa inexistente, então, por favor, apenas me deixe ajudar.”
Na época, ele estava tão ansioso que tinha certeza de que as palavras e ações de Chahyun tinham a intenção de enganá-lo. Agora… ele pensava vagamente que ele poderia ter sido sincero até certo ponto. Mas isso não muda nada.
Poderia levar mais um pouco de tempo para que ele se tornasse indiferente a tudo relacionado a Chahyun. Querendo ou não, ele namorara com ele por muito tempo, então não podia evitar ser afetado.
Na verdade, a razão pela qual decidira abrir a cafeteria neste bairro também estava um pouco relacionada a Chahyun. Quando estavam na faculdade, os dois estudavam em faculdades diferentes e distantes, então se encontravam principalmente no meio do caminho, que era este bairro.
Yeonwoo estava familiarizado com a atmosfera e o cenário dos becos por aqui. Conhecia bem as características do distrito comercial porque vinha aqui com frequência, por isso deu prioridade a este lugar ao procurar uma localização para a cafeteria.
Ironicamente, se não tivesse memórias com Chahyun, não saberia sobre este lugar e não teria pensado em abrir uma cafeteria nesta localização.
Por essa razão, ele não podia deixar de recordar velhas memórias sempre que via prédios ou lojas que não haviam mudado.
— Olá, professora. Vim buscar Seoyun.
Quando Yeonwoo entrou na creche, a professora logo trouxe Seoyun.
Seoyun, que acabara de acordar de uma soneca, espremeu os olhos e balbuciou ao encontrar Yeonwoo.
— Seoyun-ah. Você não pode pegar no cabelo da professora.
No entanto, sua mãozinha estava agarrando o cabelo da professora. Yeonwoo ficou constrangido e rapidamente o convenceu a soltar. Mas, mesmo assim, ele não afrouxou o aperto, então Yeonwoo abaixou a voz e disse:
— Tsc, não pode.
Os olhos de Seoyun arregalaram-se como se soubesse que estava levando bronca, e logo se encheram de lágrimas enquanto ele desdobrava cuidadosamente os dedinhos gordinhos. Em seguida, com uma expressão triste, abraçou Yeonwoo com força.
— Bom menino, Hong Seoyun. Agora temos que ir para casa.
Disse Yeonwoo, beijando a bochecha da criança. Seoyun piscou os olhos, que já estavam cheios de lágrimas, e depois rolou os olhos e encarou Yeonwoo. Em seguida, sorriu abertamente e se contorceu.
Antes, ele era leve mesmo quando se movia com todas as forças enquanto era carregado nos braços, mas recentemente ficara notavelmente mais pesado, por isso muitas vezes era um fardo.
A professora da creche também dissera que Seoyun era maior do que outras crianças da sua idade e fizera uma pergunta difícil sobre se o outro pai era alto.
— Ele continua tentando pegar no cabelo ultimamente se o vê.
— Me desculpe. Meu cabelo é curto, mas acho que ele ficou curioso com o cabelo comprido da professora.
— Tudo bem. Não dói porque ele não puxa.
A professora acariciou a bochecha de Seoyun e se despediu.
— Obrigado. Até logo.
Yeonwoo cumprimentou educadamente e deixou a creche levando Seoyun, que estava ocupado esfregando a bochecha no ombro de Yeonwoo.
— O Seoyun se divertiu enquanto o papai esteve fora?
Perguntou Yeonwoo, ajustando o canguru que estava usando na frente para se adaptar a Seoyun.
— Ung…
— Divertiu?
Yeonwoo assustava-se toda vez que Seoyun fazia um som que parecia entender o que ele estava dizendo ultimamente. Claro que era apenas sua imaginação.
— E o que mais você fez?
— Woong. Abu.
— Mas você ao menos sabe o que está respondendo?
— Woong!
— …Não sabe, não é?
Yeonwoo cutucou as bochechas gordinhas que estavam estufadas como se ele estivesse segurando bolinhos na boca. Seoyun arregalou os olhos e olhou para Yeonwoo. Em seguida, dobrou os olhos em forma de lua crescente e sorriu timidamente.
Vendo aquilo, Yeonwoo logo sorriu junto com Seoyun.
— Como o sorriso dos olhos dele pode ser tão…
Yeonwoo surpreendeu-se e fechou a boca quando estava prestes a murmurar que ele se parecia com Baek Chahyun sem perceber.
Ele se parecia com Chahyun desde bebê, mas seus traços pareciam se tornar ainda mais semelhantes à medida que crescia.
O jeito como sorria e a expressão única que fazia quando não gostava de algo eram especialmente iguais. Ele até tinha preocupações desnecessárias de que, se ele crescesse assim, haveria outra pessoa exatamente igual a Baek Chahyun.
— Tudo bem porque ele é fofo.
Yeonwoo deu tapinhas gentis na criança. Em seguida, apressou-se para o ponto de ônibus para pegar o ônibus de volta para casa.
Seus tornozelos já estavam rígidos por ter caminhado há pouco. A sensação de rigidez não ia embora facilmente, por isso era frustrante mesmo quando realizava atividades do dia a dia.
Ainda assim, a dor latejante havia desaparecido bastante desde que começara a reabilitação no mês passado.
— Eeing.
Seoyun pressionou enquanto o passo de Yeonwoo desacelerava. Surpreendentemente, Seoyun tinha uma velocidade preferida quando era carregado nos braços. Se o passo de Yeonwoo fosse lento ou rápido demais, ele reclamava assim.
— Tudo bem. Vamos para casa com o papai rapidamente.
Além de ser fofo, ele era um bebê difícil de agradar.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna