Toxic Affair (Novel) - Episódio 122
Capítulo 122── ⋆⋅☆⋅⋆
Era meramente uma coincidência que ela e eu compartilhássemos das mesmas preferências de café? Yeonwoo tinha certeza de que não.
Claro, entre os incontáveis tipos de café, ela passar um que eu particularmente gostava poderia ter sido uma notável coincidência.
Mas olhando para trás, todos os acompanhamentos que Suyeon fizera para mim ontem eram coisas de que eu gostava. Mesmo que todo o resto fosse coincidência, é difícil dizer que a raiz de lótus ensopada ou bardana salteada sejam muito comuns…
Eu estava fortemente convencido de que não era de forma alguma uma coincidência que fermento em pó e farinha de bolo estivessem entre as coisas que ela comprou.
E havia apenas uma pessoa que conhecia meus gostos em tais detalhes.
No fim das contas, Suyeon era alguém que Baek Chahyun enviara.
Ao chegar a essa conclusão, Yeonwoo sentiu um aperto na garganta. Era como se alguém estivesse pressionando seu peito, tornando difícil respirar. Ele se sentia como se estivesse com grilhões nos membros.
Ele não sabia se deveria colocar Suyeon para fora de casa imediatamente, interrogá-la sobre o porquê de ter mentido dizendo ser indicada por Sang-gyun, ou fingir que não sabia de nada.
— Senhor..
Sim, foi estranho desde o início que Sang-gyun estivesse prestando atenção tão minuciosa em mim. Eu sabia que ele era uma boa pessoa, mas eu não era tão próximo de Sang-gyun em primeiro lugar.
Não fazia sentido ele tentar cuidar de mim, considerando não apenas o meu quarto de hospital, mas também a saúde da minha mãe e a minha vida, só porque eu fui internado no hospital onde ele trabalhava.
Eu deveria ter percebido isso antes. Fui ingênuo.
— Patrão?
— Ah… Sim.
— Como estava o seu tornozelo quando o senhor saiu?
— Está… melhor do que antes. Ainda desconfortável, contudo.
— Ouvi dizer que compressas mornas são boas para a dor no tornozelo. Se o senhor tiver uma bolsa de compressa, por que não tenta fazer sempre que tiver tempo?
“……”
Yeonwoo estava rígido e incapaz de responder.
— Hum. O senhor… está chorando?
— …Suyeon-ssi.
Após um silêncio, Yeonwoo abriu a boca, limpando os olhos úmidos com as costas da mão.
— Sim?
— Não estou me sentindo bem. Eu gostaria que a senhora fosse embora por hoje.
— Se o senhor estiver doente, posso pegar algum remédio…
— Não. Eu só quero ficar sozinho.
Yeonwoo recusou firmemente a gentileza dela.
— Se o senhor está doente, e quanto à Seoyun? Amanhã também não é meu dia de vir…
— Eu posso cuidar dele sozinho.
“……”
— Estou cansado demais para explicar qualquer outra coisa.
— …Eu entendo.
Suyeon olhou para o estado de Yeonwoo com uma expressão duvidosa, depois arrumou suas coisas e saiu. Deixando palavras de que o veria em dois dias.
Assim que ela saiu, Yeonwoo se virou como se estivesse esperando por isso e começou a vasculhar cada canto do officetel.
Baek Chahyun poderia ter instalado outra câmera de segurança em algum lugar aqui. Para assistir, monitorar e confinar à força cada movimento meu.
Por horas, Yeonwoo procurou no interior do officetel, escrutinando os tetos, gavetas, espelhos, armários e relógios digitais. Mas não conseguiu encontrar uma câmera.
Não sei se é sorte ou azar. Ele se apoiou contra a parede, exausto.
— Uii. Waaaaah!
Bem nessa hora, Seoyun, que havia acordado de seu sono, começou a chorar, procurando por Yeonwoo.
Yeonwoo se levantou imediatamente. Mas ele havia levantado uma quantidade razoável de poeira enquanto vasculhava a casa. Ele não podia segurar Seoyun desse jeito.
— Seoyun-ah. Me, me desculpe, o papai vai tomar um banho e volta já.
Yeonwoo foi apressadamente para o banheiro para se lavar. O choro doloroso da criança ecoava claramente do lado de fora.
Seu coração estava disparado, mas não era fácil se lavar porque sua perna não estava em boas condições.
Yeonwoo terminou o banho rapidamente, quer o gesso tivesse molhado ou não, vestiu algumas roupas de qualquer jeito e saiu do banheiro.
— Seoyun-ah. Você esperou, o papai já se limpou todo. Me desculpe.
Yeonwoo pegou Seoyun no colo e deu tapinhas suaves em suas costas para acalmá-lo.
Olhando para o relógio, era hora da fórmula. Yeonwoo envolveu Seoyun em um canguru de bebê e mancou até a cozinha.
Enquanto despejava água na mamadeira e adicionava a fórmula, suas mãos tremiam, e o pó continuava caindo no chão. Yeonwoo seguidamente fechava e abria as mãos, respirando fundo. Mas os espasmos não paravam.
— Waaaaah!
Seoyun, que estava em suas costas, continuou a chorar alto, e Yeonwoo bateu os pés, misturando a fórmula com pressa. Ele pegou a mamadeira, foi para o sofá, segurou Seoyun e lhe deu a mamadeira, e só então a criança se acalmou.
Yeonwoo viu que os longos cílios de Seoyun estavam encharcados de lágrimas e os limpou cuidadosamente com um lenço.
— Você devia estar com muita fome.
Sentia-se culpado por ter se distraído e negligenciado o bebê enquanto estava meio fora de si, vasculhando a casa.
Olhando para Seoyun sugando a mamadeira diligentemente, Yeonwoo sentiu tanto admiração quanto medo ao mesmo tempo.
— Haa…
No fim das contas, e se eu não conseguir te proteger? Eu não sei. Não sei mais o que fazer além disso.
Como poderei um dia escapar de Baek Chahyun?
Se Baek Chahyun ver Seoyun apenas uma vez, ficará convencido de que é o pai biológico. Seus traços eram parecidos a esse ponto. Talvez ele já o tenha visto enquanto eu estava deitado inconsciente.
É por isso que ele continua se aproximando para levar Seoyun embora? Ou é simplesmente porque está ressentido por eu ter tentado escapar dele e quer me punir? Ou será que Chahyun realmente sente alguma simpatia por mim?
Yeonwoo não sabia o que fazer e se sentia impotente. Era como se uma parede enorme estivesse bloqueando seu caminho. Mesmo sabendo que Seoyun estava registrad como seu filho nos documentos, ele ainda estava ansioso.
Suportando a constante arritmia em seus olhos, Yeonwoo acariciou cuidadosamente a mãozinha de Seoyun.
Naquele dia, Seoyun chorou a noite toda sem parar.
Eu troquei sua fralda e lhe dei fórmula suficiente. Me perguntei se era porque suas roupas estavam desconfortáveis, então mudei para roupas novas várias vezes. Também forrei um cobertor macio porque a cama em que ele estava deitado era muito dura e desconfortável, e também mudei a temperatura da casa pouco a pouco.
— Hwaeeeeng! Wee, waaaah!
Mas foi tudo em vão. Parecia parar por um tempo, mas depois de alguns minutos, ele começava a chorar de novo.
— Ele não está com febre, então por que está fazendo isso…?
Yeonwoo suspirou e segurou a criança sem dormir nada.
Em certo ponto, ele ficou exausto e seguidamente pegava no sono por alguns segundos enquanto segurava Seoyun.
Seoyun vinha chorando sem parar, e seus olhos estavam dolorosamente inchados. Yeonwoo ergueu suas pálpepras pesadas e checou as horas. Eram quase 5 da manhã.
A essa altura, algo sério deve ter acontecido. Acho que devo ir ao hospital.
Uma vez tomada a decisão, seu corpo se moveu por conta própria. Primeiro, ele vestiu um casaco em Seoyun e pegou sua carteira e o bebê-conforto.
E o que mais eu devo levar? Fraldas? Fórmula? Qual hospital eu devo ir?
Enquanto deitava Seoyun e vagava pelo quarto atordoado, Yeonwoo de repente percebeu que não conseguia mais ouvir o choro da criança.
Surpreso, ele checou Seoyun apressadamente e o viu deitado silenciosamente, parecendo sonolento, piscando devagar.
A criança, que vinha chorando a noite inteira sem conseguir pegar no sono não importava o que ele fizesse, resmungou baixinho: “Awoo, owoo oong”, e logo adormeceu profundamente como se nunca tivesse chorado.
— Que alívio.
Yeonwoo, que estava consolando Seoyun a noite toda, ficou aliviado pela respiração regular da criança.
Alguns minutos depois, ele desabou no chão, dominado pela exaustão que cobria seu corpo.
Mas era impossível descansar confortavelmente mesmo depois disso. Os recém-nascidos tinham que ser alimentados com fórmula a cada duas horas, então ele teria que se levantar de novo em breve.
Às 9 da manhã, Yeonwoo comprou apressadamente um kit de biscoitos de presente na loja de conveniência bem em frente ao officetel.
Desta vez, ele não teve escolha a não ser carregar Seoyun nas costas, ir até a porta vizinha e tocar a campainha.
O vizinho ao lado da sua casa devia ter ficado acordado a noite toda por causa do choro de Seoyun. Se ele causara tanto transtorno, era certo pedir desculpas pessoalmente.
Mas mesmo depois de tocar a campainha várias vezes, não houve resposta.
Sem outra escolha, Yeonwoo se dirigiu à outra porta do outro lado. Mas por alguma razão, não havia sinal de ninguém na casa ao lado, incluindo a casa de cima e a de baixo.
— É porque é de manhã?
Envergonhado, Yeonwoo carregou Seoyun nas costas e se dirigiu à administração no primeiro andar. Ele explicou a situação ao síndico, que estava lendo o jornal, e perguntou se poderia entregar a caixa de biscoitos mais tarde quando alguém chegasse, e ouviu notícias inesperadas.
— Ah, aqueles apartamentos? Todos eles se mudaram na semana passada.
— A casa da esquerda?
— Ambos os lados. A casa acima e abaixo do quarto onde o senhor está morando.
— …Como?
O síndico dobrou o jornal que havia aberto e bateu no balcão da administração com o dedo.
— Agora que penso nisso, é estranho. Ouvi dizer pelo presidente da imobiliária lá da frente que alguém queria comprar o prédio inteiro.
⛧°. ⋆༺♱༻⋆. °⛧
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna