Toxic Affair (Novel) - Episódio 121
Capítulo 121── ⋆⋅☆⋅⋆
Pegar um táxi para o aparthotel não foi tão difícil. O problema começou depois disso.
Com as muletas, a bagagem de Saebyeok e o bebê-conforto em que ele estava deitado, era difícil dar até mesmo um passo em frente ao prédio.
— Nossa, quanta coisa! Me dá aqui. Eu ajudo o senhor.
O síndico do officetel por acaso apareceu ao ver Yeonwoo parado sem jeito com a bagagem.
— Ah, obrigado. Desculpe-me, mas o senhor poderia apenas me ajudar a ir até o elevador?
— Eu não o vejo há um tempo. Quando o senhor teve um filho? E o que aconteceu com a sua perna?
Ele se lembrava do rosto de Yeonwoo porque tinha impedido os agiotas de irem à casa dele antes. Por isso, parecia ainda mais surpreso ao ver seu estado atual.
— Aconteceu dessa forma.
Yeonwoo abaixou a cabeça, sentindo-se envergonhado.
Nesse momento, Saebyeok, que estava no bebê-conforto, fez uma birra, como se estivesse desconfortável.
— Sim, aguente só mais um pouquinho. Já estamos quase em casa.
Com a ajuda do síndico, Yeonwoo entrou em casa e pegou Saebyeok no colo. Saebyeok, que estava prestes a explodir em lágrimas, parou de resmungar assim que foi para os braços de Yeonwoo.
— Você está confortável agora, Saebyeok. Não, Seoyun.
Yeonwoo chamou pelo nome que ele mesmo lhe dera, em vez do apelido de gravidez, Saebyeok, ao qual estava acostumado. Ele achou que parecia estranho, mas, surpreendentemente, combinava bem com a criança e soava natural.
— Ah. Preciso trocar a fralda dele. É por isso que ele estava desconfortável.
O interior da fralda, que ele checou por garantia, estava molhado. Yeonwoo lavou as mãos, deitou Seoyun e pegou uma fralda nova para trocá-la.
Como o hospital tinha cuidado de quase todos os cuidados básicos, ele ainda era um pouco desajeitado na hora de tocar e manusear Seoyun.
Mas Seoyun não parecia desgostar do toque de Yeonwoo e ficou quieto sem chorar. Ele fazia alguns barulhos de grunhido de tempos em tempos.
Depois de trocar a fralda e vestir Seoyun com roupas novas, Yeonwoo beijou a sola do pé da criança, que era muito menor do que a palma de sua mão. Tinha um cheiro doce como o de um bebê. Era sutilmente viciante. Yeonwoo olhou para Seoyun com afeição.
Ainda ontem, ele tinha recebido uma mensagem de texto da subprefeitura informando que o registro de nascimento fora concluído. Seoyun estava registrado em segurança em seu registro familiar.
“Meu bebê. Minha família, Hong Seoyun.”
Só de pensar nisso, ele sorria.
Na verdade, Yeonwoo estava aterrorizado até deixar o hospital pouco tempo atrás. Ele não tinha certeza se conseguiria cuidar devidamente da criança naquele estado.
Mas, assim que ficou sozinho com Seoyun em casa, foi preenchido pela vontade de fazer aquilo acontecer de algum jeito.
“O que eu não consigo fazer? Eu consigo fazer isso bem.”
Ele tinha retornado em segurança daquela montanha. Aqui, onde a luz nunca se apagaria durante a noite toda, provavelmente seria mais fácil fazer qualquer coisa.
Yeonwoo tocou cuidadosamente a ponta do nariz da criança com o dedo. Então, Seoyun caiu na gargalhada.
Em seguida, como se estivesse com sono, o riso foi diminuindo gradualmente e ele voltou a uma expressão vaga. Era tão parecido com um rosto que ele tinha visto em algum lugar que Yeonwoo estremeceu.
“Como o bebê pode se parecer tanto com ele…”
Yeonwoo tinha certeza depois de ver os olhos de Sang-gyun observando Seoyun no hospital. Que seu bebê se parece inegavelmente com Baek Chahyun.
Era algo amargo. Durante sua internação, nenhuma das enfermeiras jamais mencionaram, nem mesmo como um elogio da boca para fora, que Seoyun se parecia com Yeonwoo. Nem uma única vez.
Yeonwoo se sentiu um pouco deprimido. Isso não significava que ele não amasse Seoyun, mas não podia deixar de se sentir um pouco triste.
— É hora de comer. Você não está com fome?
Graças à sua mãe, que tinha visitado o Officetel antes de ele receber alta e o limpado com antecedência, o interior estava muito limpo. Estava pronto para morar de imediato.
Depois de checar as horas, Yeonwoo foi para a cozinha preparar a fórmula.
— Waah.
Assim que foi separado de Yeonwoo, Seoyun caiu em prantos. O coração de Yeonwoo, que estava ajustando a temperatura da água na cozinha, ficou ansioso.
— Só um momento. Já estou indo.
Ele tinha aprendido a preparar a fórmula no hospital, mas era inevitável que fosse lento ao tentar fazer isso sozinho.
No fim, apenas alguns minutos depois de Seoyun derramar lágrimas, Yeonwoo finalmente concluiu a fórmula. Assim que colocou a mamadeira na boca dele, Seoyun começou a mamar diligentemente, mesmo enquanto soluçava tristemente. Ele devia estar com muita fome.
Depois de alimentá-lo com a fórmula e fazê-lo arrotar, e até trocar a fralda dele de novo, ele estava exausto.
Como seu estômago estava cheio e seu corpo estava limpo, Seoyun bocejou enquanto o sono o invadia. E, em pouco tempo, ele finalmente adormeceu.
— Ele é tão pequenininho, mas alimentá-lo e fazê-lo dormir não é fácil.
Yeonwoo murmurou, finalmente respirando fundo. Talvez por ter ficado nervoso demais desde o hospital, sentiu um cansaço profundo enquanto observava Seoyun dormir.
Um pouco mais tarde, Yeonwoo adormeceu junto com Seoyun.
Ding-dong.
Yeonwoo acordou com o som de alguém tocando a campainha pela manhã.
Ele sentia que não tinha dormido nada porque estava acordando a cada duas horas durante a noite toda para cuidar de Seoyun.
— Não estou esperando ninguém.
Yeonwoo mancou até a porta da frente. Ele desligou apressadamente o toque da campainha do interfone e checou o lado de fora da porta na tela.
— Quem é?
— Olá, senhor. Sou Shim Soo-yeon e estou aqui para ajudá-lo com os cuidados pós-parto a partir de hoje.
— Como?
— Sou a ajudante que deve ajudá-lo com os cuidados pós-parto a partir de hoje.
Ela devia ter pensado que ele não conseguia ouvi-la porque sua voz estava baixa demais, então aumentou a voz.
Envergonhado, Yeonwoo abriu a porta da frente, preocupado que Seoyun acordasse. Então, encontrou os olhos de uma jovem segurando muita bagagem em ambas as mãos.
— Eu não chamei ninguém.
— O endereço está escrito aqui. Não é a casa do Sr. Hong Yeonwoo?
— É, mas… de onde a senhora é?
— Ah. Vim por recomendação do Doutor Oh Sang-gyun.
— …Só um momento.
Yeonwoo tirou o celular para ligar para Sang-gyun. Não, ele estava prestes a ligar.
Mas percebeu tardiamente que o celular que trouxe da vila não estava ativado e o colocou de volta no bolso.
— Por favor, entre por enquanto.
Yeonwoo abriu a porta totalmente porque não podia deixar a pessoa com a bagagem pesada parada ali.
— A casa é muito limpa. O Doutor disse que haveria muitas coisas para ajudar.
— O que é tudo isso?
Yeonwoo perguntou, encarando a bagagem que Soo-yeon segurava.
— Comprei alguns mantimentos no caminho para cá.
— Sim? Por quê?
— Vou fazer alguns acompanhamentos para o senhor.
— …Os ajudantes de pós-parto não deveriam cuidar apenas da criança?
— Ouvi dizer que o senhor está com problemas na perna no momento. Vim para ajudá-lo, então como posso cuidar apenas da criança?
— Ah.
Ele tinha ouvido falar que havia um serviço de ajudante apoiado pelo governo, mas não tinha condições de pagar, por isso não tinha pensado em se inscrever. Sang-gyun antecipou isso e mandou alguém em seu lugar? Era a cara do Sang-gyun, que estava tentando ajudar até o fim.
Ainda assim, parecia excessivo até mesmo comprar mantimentos assim.
Yeonwoo, sentindo pena da mulher à sua frente sem motivo, estendeu a mão como se pedisse a bagagem.
— Me dê aqui.
— Não, o senhor não deve forçar demais a perna. O bebê parece estar dormindo e não parece que o senhor precisa limpar a casa, então devo fazer os acompanhamentos primeiro?
— Mas a senhora não precisa cozinhar…
— Ouvi dizer que o senhor precisará de alguém para ajudá-lo na reabilitação da perna. É demais ir ao hospital sozinho, cuidar do bebê e fazer o serviço doméstico quando se está machucado.
Ela continuou a falar com fluidez, como se tivesse antecipado a reação de Yeonwoo. Quanto mais ele ouvia, mais fazia sentido, mas havia algo desconfortável em aceitar a ajuda prontamente.
— Waaaaah.
No momento em que Yeonwoo abriu a boca para apontar algo, Seoyun, que tinha acordado, começou a chorar.
— Ah. Só um momento, vou checar o bebê. Conversamos um pouco mais tarde.
— Pode levar o tempo que precisar. Vou lhe mostrar meu certificado de ajudante de pós-parto depois que organizar isso.
Yeonwoo, que tinha pegado Seoyun para acalmar seu choro, logo se esqueceu do que estava tentando dizer. Ele não tinha dormido muito e estava organizando os artigos do bebê desde ontem, por isso não tinha ideia do que estava acontecendo.
No dia seguinte. Yeonwoo, que tinha deixado Seoyun com Soo-yeon — a qual visitou a casa pela manhã —, comprou e ativou apressadamente um telefone usado em uma loja de celulares próxima.
Ele não queria deixar Seoyun com Soo-yeon, a quem conhecia há pouco tempo, mas não podia levar um recém-nascido para fora porque não era bom para a imunidade dele.
Yeonwoo ligou imediatamente para Sang-gyun usando as informações de contato que tinha recebido.
— Hyung, é o Yeonwoo.
— Yeonwoo? Você deve ter mudado de número. O que está acontecendo?
— Por que o senhor mandou alguém sem dizer nada?
— Alguém?
— A Sra. Shim Soo-yeon. Ela disse que é uma ajudante de pós-parto.
— Ah, isso! Estava me perguntando o que era. Como está sendo? É muito mais fácil com alguém te ajudando, não é?
— Claro que é mais fácil. Mas é certo ela fazer o serviço doméstico e cozinhar também?
— Essa pessoa é bastante famosa no setor. Foi difícil contratá-la. Não, foi bem difícil, então apenas agradeça quando o hyung disser que vai te ajudar.
Sang-gyun disse como se não fosse nada. Soava indiferente à primeira vista.
— Eu não posso te pagar de volta por tudo isso.
— Quem disse que você tem que me pagar de volta? Ei, estou recebendo uma ligação, então vou desligar. Conversamos de novo mais tarde.
Antes que pudesse agradecer devidamente, Sang-gyun desligou o telefone unilateralmente, dizendo que estava ocupado.
Yeonwoo guardou o celular e caminhou diligentemente até o officetel. Mesmo que a distância da casa até a loja de celulares não fosse tão grande, seu pé ficava cada vez mais desconfortável à medida que caminhava porque estava usando gesso.
Pensando que definitivamente deveria trazer suas muletas da próxima vez, Yeonwoo entrou em casa.
— Bem-vindo de volta.
— Sim. Saebyeok… Seoyun estava indo bem sem chorar?
Assim que Yeonwoo entrou, foi até o berço do bebê para checar se Seoyun estava bem.
Ver o bebê fechando os olhos e movendo os lábios com seus próprios olhos fez a ansiedade que vinha se agitando em seu interior desaparecer por completo.
— Ele parecia estar resmungando um pouco, mas está bem agora.
Não havia como Seoyun ter desaparecido enquanto ele esteve fora por um curto período, mas ele se perguntava por que tinha ficado tão ansioso durante todo o tempo em que esteve do lado de fora.
Neste momento, ele apenas achava adorável o jeito que ele usava o macacão de bebê e se contorcia.
— Hum, Sra. Soo-yeon.
— Sim?
— Ouvi do hyung Sang-gyun. Que a senhora é originalmente uma pessoa muito ocupada…
— Haha. É isso o que o professor diz?
Soo-yeon, que estava lavando a mamadeira, riu envergonhada.
— Sim. Mas não me sinto confortável apenas recebendo ajuda assim. Claro que sou grato.
— Não estou te ajudando de graça, então com o que o senhor está preocupado? Ah, gostaria de uma xícara de café?
— Acho que não há grãos de café em casa no momento…
— Comprei grãos de café enquanto fazia compras ontem. Na verdade, já passei e tomei uma xícara.
Soo-yeon disse com convicção que sabia como fazer café porque costumava trabalhar meio período em uma cafeteria.
Pensando bem, fazia bastante tempo que ele não tomava café. Ele naturalmente nem pensava em tomar no Templo da Nuvem Carmim, e tinha se esquecido completamente no hospital porque estava preocupado com Seoyun.
— Então, por favor.
Yeonwoo disse, guardando os artigos do bebê que não tinha terminado de organizar na gaveta.
Um pouco mais tarde, Soo-yeon trouxe-lhe um café quente recém-passado. Depois de agradecer e dar um gole, uma nota de topo de caramelo familiar se espalhou por toda a sua boca.
— Como está? Está bom?
Yeonwoo encarou Soo-yeon em silêncio por um momento. Em seguida, bebeu o café de novo. Ao mesmo tempo, a mão que segurava a caneca se apertou.
— …Sim, está muito delicioso. Obrigado.
Eram os grãos de café que ele costumava passar com frequência na vila em Gangwon-do.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna