Toxic Affair (Novel) - Episódio 118
Capítulo 118── ⋆⋅☆⋅⋆
Yeonwoo inclinou a cabeça.
— Então?
— No dia do casamento, o secretário do Baek Chahyun entrou em contato com os convidados pela manhã. Ele disse para não irem porque o evento havia sido cancelado devido a circunstâncias imprevistas.
— Hyung. Eu disse que não queria saber. Mesmo que seja cancelado, a data do casamento sempre pode ser remarcada…
— Não ouvi nada sobre remarcação, e o lado da Yu-min também não disse nada, então parece que eles concordaram em cancelar o noivado.
“……”
— Ambos os pais também estão calados. Se fossem remarcar, já teriam dito alguma coisa.
Conforme Sang-gyun falava, a expressão de Yeonwoo tornou-se mais fria.
— Não é como se tivessem dito que foi cancelado de vez, então ninguém sabe o que aconteceu.
— De qualquer forma, foi só isso que fiquei sabendo.
— Hyung, mesmo depois de me ver assim, o senhor ainda quer tomar o partido do Baek Chahyun na minha frente?
— Eu não achei que ele fosse te contar isso. E você não teria perguntado… Eu não estou do lado dele, só estou dizendo para você ficar ciente.
Seria mentira dizer que ele não tinha nenhuma curiosidade sobre o casamento de Chahyun, mas era algo que ele não precisava saber.
Ele tinha uma vaga ideia de que seria cancelado, já que fora parar no Templo da Nuvem Carmim para alcançá-lo um dia antes da cerimônia. Chahyun também estava bastante ferido.
Contudo, só porque o casamento foi cancelado não significa que ele não vá se casar. Sang-gyun parecia pensar diferente, mas isso porque via Chahyun como um dongsaeng querido.
Yeonwoo sentia curiosidade. Será que ele conseguiria falar tão calmamente na frente dele mesmo depois de descobrir como Chahyun o enganara?
— Haa. Acho que falei o que não devia para um doente. Vou indo agora, descansa um pouco.
Sang-gyun coçou a cabeça ao ver o rosto rígido de Yeonwoo, sem qualquer reação. Ele levantou-se e deu um tapinha no ombro de Yeonwoo.
— Eu trouxe algumas frutas como presente de melhoras, então não deixe de comer.
— …Hyung, obrigado por ter vindo, de qualquer forma.
Yeonwoo cumprimentou Sang-gyun tardiamente. Ele trouxera notícias indesejadas, mas Yeonwoo sentia-se grato por ter passado por lá, apesar da agenda cheia.
— Sem problemas. Ah, recebi uma ligação. Um cuidador virá a partir de hoje, então fique ciente disso. Estou indo.
— Sim?
Um cuidador. De repente?
Antes que pudesse perguntar o que aquilo significava, Sang-gyun deixou o quarto do hospital às pressas. Yeonwoo ficou sozinho no recinto em uma posição desconfortável, tentando se levantar sem uma explicação adequada.
Olhando para a cesta de frutas que repousava solitária sobre a cama, lembrou-se de repente da conversa que tivera com Chahyun no dia anterior.
— Qualquer coisa que você quiser, Yeonwoo, eu posso fazer, não importa o quê. Mas… eu não posso fazer o que você acabou de dizer.
Não havia como expressar a desilusão intensa que sentira ao ouvir aquelas palavras. Ele ficara tão pasmo que até soltara uma risada oca, que não combinava com a situação.
— Você realmente só se importa consigo mesmo, até nessa situação. Saia daqui agora mesmo. Se você não for embora, eu prefiro…
— Espera, se acalme. Não estou dizendo que vou ficar do seu lado o tempo todo. Só estou pedindo que me deixe pelo menos consertar as coisas que fiz.
Chahyun o interrompeu às pressas e tentou persuadi-lo, como se quisesse acalmar Yeonwoo, que tremia.
— Mesmo que o hyung tenha alta agora, como você vai cuidar do Saebyeok? É demais cuidar de uma criança sozinho nesse estado.
“……”
— Deixe-me ajudar até que você receba alta e se recupere totalmente. Até que você esteja reestabelecido, seu tornozelo esteja curado e você esteja um pouco familiarizado com os cuidados com o bebê. De verdade… só até lá.
Yeonwoo encarara Chahyun. Gotas de suor frio brotavam em sua testa. A voz dele tremia, e sua respiração estava instável. Diferente de Yeonwoo, ele expressava a ansiedade com o corpo inteiro.
— Um mês. Não vou pedir mais do que isso. Talvez seja mais curto, dependendo da velocidade da recuperação.
Conforme o silêncio de Yeonwoo se prolongava, Chahyun espremeu as palavras desesperadamente.
Ao mesmo tempo, Yeonwoo estava perdido em pensamentos. Quaisquer que fossem as intenções dele, as palavras de Chahyun eram extremamente realistas.
À medida que o dia de sua alta se aproximava, era impossível para ele cuidar de Saebyeok e ganhar a vida sozinho.
Se seu corpo estivesse saudável, ele não hesitaria em fazer qualquer coisa, mas naquele momento isso era impossível. E ele não tinha ninguém em quem confiar.
Queria jogar tudo para o alto, dizendo que não precisava da ajuda de um moleque louco como ele, mas já não estava mais sozinho. Ele sempre tinha que manter Saebyeok em mente, não importava o que fizesse.
— Tudo bem.
Depois de um tempo, Yeonwoo abriu os lábios pesadamente.
— Mas espero não esbarrar em você tanto quanto possível.
— Tudo bem.
Chahyun concordou.
— Seria melhor se eu não te visse de jeito nenhum.
— …Se o hyung, não quiser, eu farei.
Yeonwoo acrescentou rapidamente, como se tivesse se lembrado de algo.
— Só estou dizendo isso por precaução, mas nem pense em ver o Saebyeok só porque está me ajudando. Eu já te disse antes, o verdadeiro pai dele é outra pessoa.
Desta vez, a resposta não veio de imediato.
Ele não ia dizer alguma bobagem como fazer um teste de paternidade agora, ia? Ansioso, Yeonwoo pressionou-o rispidamente.
— Se você não quer, ótimo. Não preciso da sua ajuda…
— Não. Vou fazer o que você diz. Também não vou ver o Saebyeok.
Chahyun assentiu tardiamente. Era possível ver o pomo de adão dele mover-se pesadamente, mas Yeonwoo desviou o olhar como se não tivesse visto nada.
— Espero que você cumpra essa promessa.
Havia um motivo para Sang-gyun ter providenciado um cuidador de repente.
Sua mãe, que tinha saído para dar uma volta, trouxe à tona um assunto inesperado assim que retornou ao quarto do hospital.
— Yeonwoo-ah. Disseram para a mãe fazer um exame nas costas aqui no hospital.
— Suas costas? Quem disse isso?
— O Doutor Oh Sang-gyun disse. Ele falou que te conhece bem?
— Ah.
— Disseram que posso fazer um check-up de saúde e um diagnóstico detalhado das costas no departamento de neurocirurgia.
Sua mãe explicou com um rosto que dividia-se entre a preocupação e a expectativa. Yeonwoo ficou constrangido porque era a primeira vez que ouvia falar aquilo.
— Se for o hyung Sang-gyun, é verdade que nos conhecemos. Mas ele não mencionou o check-up da mãe separadamente…
— Nossa, sério? Então ele só falou da boca para fora?
— Ah, não. Ele não é do tipo que faz isso. É só que foi muito de repente.
Yeonwoo balançou a cabeça, olhando para a mãe, que parecia mais velha do que se lembrava, talvez porque estivessem sem contato havia algum tempo.
— O hospital é grande? A senhora consegue ir sozinha?
— A equipe vai me guiar. Mas me preocupa deixar meu filho sozinho se a mãe for fazer o exame. É melhor eu deixar para fazer depois…
— A senhora deve ir já que estão oferecendo. Mãe, a senhora disse que suas costas vivem doendo.
— Você é próximo daquele médico? Não sei por que ele está me dando um check-up de repente.
— Aquele hyung é intrometido por natureza. Já que mandaram a senhora fazer lá primeiro, aproveite a oportunidade.
Assim que tranquilizou a mãe, que se sentia culpada, uma funcionária entrou. Em seguida, ela levou a mãe embora, dizendo que precisava preencher um questionário antes do exame.
Cerca de 10 minutos depois, o cuidador mencionado por Sang-gyun chegou.
A cuidadora já sabia bastante sobre a condição de Yeonwoo, então não houve necessidade de explicar mais nada.
Com a ajuda dela, Yeonwoo foi visitar o berçário. Estava claro que ele tinha ido ver Saebyeok havia pouco tempo, mas logo sentiu vontade de vê-lo de novo.
Apesar de Yeonwoo dizer que podia andar sozinho com as muletas, a cuidadora insistiu para que ele usasse uma cadeira de rodas. Sem escolha, ele sentou-se na cadeira que ela empurrava e chegou ao berçário.
— O bebê é muito iluminado e bonitinho. Como pode ter cílios tão compridos?
Yeonwoo não queria acordar o Saebyeok que dormia, então decidiu apenas observá-lo junto com a cuidadora através da janela de vidro.
Quando ela elogiou Saebyeok, o rosto de Yeonwoo iluminou-se.
— Verdade? É incrível de ver.
— Nossa, ele é um príncipe? Meu Deus. Ele vai ser uma pessoa incrível quando crescer.
Yeonwoo sentiu-se de algum modo orgulhoso com a admiração da cuidadora após conferir as informações do recém-nascido. Seria aquilo o coração de um pai?
— Parece que a criança puxou mais o outro pai do que o senhor.
— …Parece?
O rosto de Yeonwoo, que estava radiante, escureceu de repente.
— Talvez seja porque ele está com os olhos fechados. Não consigo ver muitas semelhanças.
“……”
— Mas nunca se sabe com o rostinho de um recém-nascido. Ele vive mudando conforme cresce.
— É mesmo?
O rosto de Yeonwoo finalmente relaxou um pouco diante daquelas palavras reconfortantes.
— O nome do bebê é Saebyeok?
— É o apelido de gravidez. Ainda não decidi um nome.
— Sério? É melhor decidir logo. Para fazer o registro de nascimento.
A cuidadora sorriu enquanto olhava para Saebyeok. Yeonwoo encarou-a com interrogação.
— Por quê?
— Bem, para conseguir qualquer auxílio ou benefício do governo, você precisa registrar o nascimento. É bom registrar e preparar as coisas com antecedência.
— Ah.
Os olhos de Yeonwoo arregalaram-se cada vez mais. Só então Yeonwoo percebeu que ainda não havia dado um nome a Saebyeok. E tampouco havia feito o registro de nascimento.
Isso significava que Saebyeok ainda não constava em seu registro familiar.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna