Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 106
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 106
— Espere, ah, espere.
Ja-kyung era incapaz de pensar com clareza enquanto era atingido em uma posição de quatro na cama. Ele não aguentou mais e tentou se afastar engatinhando, fazendo com que o pau que estava em seu buraco escorregasse abruptamente para fora.
Mas sua perna logo foi agarrada e ele foi arrastado de volta. Ele soltou um grito quando Il-hyeon estocou seu pau direto no buraco escancarado.
Slap, slap, slap, o som da carne colidindo era alto, e o corpo balançava para frente e para trás sem parar. Ja-kyung estendeu a mão para dizer a ele para parar, mas foi agarrado e puxado. Ele conseguia ver sua postura sentado no espelho do teto quando se inclinava para trás.
Seus peitos e costas estavam pressionados um contra o outro como gêmeos siameses. Kang Il-hyeon, que vinha mordendo e sugando seu pescoço tenazmente, baixou a calcinha dele e tirou o pau de Ja-kyung para fora. Sua mente gradualmente ficou em branco enquanto ele o estimulava com a mão. Ele já havia ejaculado uma vez, e sua calcinha e pernas estavam secas com sêmen.
— Mmm.
Enquanto ele engolia seus gemidos, Kang Il-hyeon sussurrou em seu ouvido.
— Diga que gosta.
Quando Ja-kyung não respondeu, Il-hyeon beliscou e torceu seu mamilo. Ele pressionou seu pau assim que soltou a mão. Quando a estimulação foi aplicada, Ja-kyung abriu a boca e olhou para o teto. Kang Il-hyeon agora também olhava para cima. Ele encontrou seu olhar luxurioso no espelho.
— Diga, vamos lá.
Ja-kyung sentiu que seria devorado por aqueles olhos ardentes e fechou os olhos sem perceber.
— Ugh, eu, eu gosto.
— De novo.
— Eu gosto.
Il-hyeon enterrou seu pau completamente no buraco de Ja-kyung, esmagando suas nádegas. Veias se formaram em seu pescoço enquanto ele cerrava os dentes e inclinava a cabeça para trás, e o sêmen jorrou. Ja-kyung ejaculou quase simultaneamente. Quando Ja-kyung abriu os olhos para recuperar o fôlego, viu Kang Il-hyeon sorrindo para ele no espelho.
***
O dia amanheceu enquanto eles ainda dormiam, esticados como cadáveres. Ja-kyung rolou de um lado para o outro. Ele planejava subir para o segundo andar antes que todos acordassem e começassem a se movimentar pela casa. Ao virar a cabeça, ele primeiro olhou para o espelho no teto e fez uma expressão de nojo.
Kang Il-hyeon dormia deitado de costas como uma sanguessuga no espelho. Ja-kyung removeu cuidadosamente o braço dele e tentou rastejar para fora da cama. Mas ele foi agarrado e arrastado para baixo das cobertas antes que pudesse sair.
Como se isso não bastasse, ele esfregou os lábios e as bochechas contra as costas dele e o abraçou apertado.
— Durma mais.
Sua voz estava pesada de sonolência.
— Você não vai trabalhar?
Il-hyeon mexeu no peito de Ja-kyung em vez de responder. Ja-kyung apenas deixou e permaneceu imóvel enquanto as mãos dele desciam cada vez mais. Ja-kyung estremeceu, afastou o braço dele e saltou da cama quando Il-hyeon esfregou sua calcinha.
— Ficou bom, não ficou?
Ja-kyung baixou o olhar para sua calcinha de renda. Estava dura com o sêmen seco. Praguejando, ele arrancou a calcinha esfarrapada e a jogou no rosto de Kang Il-hyeon. Il-hyeon esfregou o nariz com a calcinha que caíra em seu rosto e a inalou.
— Aah, que porra é essa? — O rosto de Ja-kyung se contorceu. Il-hyeon fez menção para que ele viesse, então ele se vestiu e pegou um cigarro. Ele o colocou na boca e caminhou até a janela, mas Kang Il-hyeon se levantou e se aproximou, abraçando-o por trás. Il-hyeon colocou o queixo no ombro de Ja-kyung, pegou casualmente o cigarro de sua boca e o colocou na dele.
Após algumas tragadas, ele o devolveu para Ja-kyung. Os braços de Il-hyeon em volta de sua cintura se apertaram.
— Eu não quero ir trabalhar.
Era realmente engraçado quando ele reclamava como uma criança com uma voz muito profunda.
— Apenas desista.
— Devo? Devo pedir demissão e construir uma fazenda de melancias no quintal com você?
Havia um espaço vazio atrás da casa, mas ele não tinha certeza se era um campo.
— O solo é bom, então as melancias vão crescer bem.
Ele falou como se tivesse experiência em agricultura, o que foi bastante surpreendente.
— Como você sabe que o solo é bom?
— Eu enterrei tantas pessoas nele.
Ja-kyung se virou com o cigarro na boca. A expressão sem vergonha de Il-hyeon implicava que ele realmente havia enterrado algo. Quem iria querer comer melancias cultivadas em um campo de cadáveres? Quando Ja-kyung mencionou isso, Il-hyeon disse que não importava, desde que tivessem um gosto bom. Depois de dizer para ele comer até se fartar sozinho, Ja-kyung tentou subir as escadas.
Mas Il-hyeon o agarrou e o virou em direção ao banheiro.
— Vamos nos lavar.
— Eu quero subir antes que os outros acordem.
— Não há ninguém que não saiba sobre nós, de qualquer maneira. Mesmo se nos casássemos amanhã, eles não ficariam surpresos.
Ja-kyung não tinha argumentos para rebater isso. As mãos de Il-hyeon estavam ocupadas desamarrando o roupão de Ja-kyung enquanto entravam no banheiro. Não estava claro se ele pretendia que tomassem banho ou fizessem outra coisa, mas ele tocou o corpo de Ja-kyung tão intimamente que eles se entrelaçaram mais uma vez antes de saírem do banheiro.
***
Ja-kyung olhou para a gravata na mão de Kang Il-hyeon com uma expressão confusa. Ele estava todo vestido e até usava gesso no braço esquerdo. E agora queria ajuda para dar o nó na gravata. Ja-kyung não conseguia acreditar que ele era o mesmo cara que estava trepando no banheiro pouco antes.
Sentindo um impulso travesso, Ja-kyung deliberadamente colocou a gravata bem apertada no pescoço de Il-hyeon e puxou com força. E deu uma risadinha.
— Não faça isso. Se você apertar mais, pode quebrar.
— Cala a boca.
— Fale com educação. Eu sou seu patrão.
Ele escolheu bem as palavras.
— Se você é meu patrão, então me dê algum trabalho. Pare de me deixar vadiar e comer.
— Não há trabalho.
Ja-kyung olhou para ele fixamente. O que ele poderia fazer se não houvesse? Essa era a expressão no rosto de Il-hyeon.
— Então posso passar um tempo fora por um tempo? Eu não vou fugir.
A comida na casa era deliciosa, mas ele sempre parecia encontrar muita gente aqui, e tinha a sensação de que estava sendo vigiado. Wang Han não estava acostumado com essa vida e queria sair por conta própria. Ele precisava de tempo para organizar as coisas que vinha fazendo por todos os cantos, porque planejava ficar na Coreia por muito tempo.
E Wang Lun ainda não havia se recuperado completamente da dor de um coração partido. Ele disse que gostaria de fazer uma viagem se não tivesse trabalho por um tempo. Queria relaxar a mente enquanto vagava para onde quer que seus pés o levassem.
Ja-kyung esperou pela permissão, mas, ao contrário de sua preocupação, Il-hyeon concordou rapidamente.
— Vou encontrar um lugar em Seul para eles. E tenho certeza de que não será um problema para os dois morarem juntos.
Ao ouvir a palavra dois, Ja-kyung arregalou os olhos e apontou para o próprio peito.
— E quanto a mim?
Il-hyeon inclinou a cabeça. Seu olhar tornou-se enviesado, e então sua língua moveu-se dentro da boca enquanto ele escolhia as palavras.
— Além dos dois, por que você iria querer ir embora?
Não se tratava de ir embora definitivamente. Agora que Kang Il-hyeon não corria mais perigo, Ja-kyung queria ir para a ilha por um tempo e morar lá. Queria meditar, pescar e caçar. Ele estava cansado da rotina de guerra da vida cotidiana e precisava de seu próprio tipo de descanso.
Ele se divertiu mais do que esperava na última vez que fugiu com seus irmãos e ficou na ilha por um tempo. Era pacífico e tranquilo até que Kang Il-hyeon apareceu em um helicóptero vindo do céu e disparou uma arma contra eles.
Enquanto ouvia, Il-hyeon soltou um pequeno suspiro e, relutantemente, assentiu com a cabeça.
— Tudo bem. Mas apenas por um mês.
— Sim!
Ja-kyung tentou esconder sua alegria, mas não conseguiu evitar de corar, e os cantos de sua boca gradualmente se ergueram. No entanto, os olhos de Kang Il-hyeon tornaram-se ferozes.
— Porra. Você gosta tanto assim?
— Quem, quem disse que eu gosto? Eu apenas, eu apenas quero sentir a importância do CEO Kang enquanto moro sozinho.
Assim que ele murmurou, Il-hyeon riu com deboche. Ja-kyung sentiu-se mal e percebeu a situação, então desfez a gravata torta de Il-hyeon.
— Então, quando você vai?
— Bem, eu ainda não tenho certeza.
— Me avise quando estiver decidido.
— Claro.
— Porque eu tenho que tirar férias também.
A mão que envolvia a gravata no pescoço dele estremeceu e parou. Ele levantou o olhar e encontrou o rosto sorridente de Kang Il-hyeon. Ja-kyung franziu as sobrancelhas em resposta.
— Por que tirar férias…?
— Achei que seu sonho fosse morar em uma ilha deserta com sua esposa e ter filhos.
— Quem, quem disse isso!
— Seus irmãos.
— …
— Eu ficarei feliz em ser sua esposa. Embora eu não possa ter filhos.
— …
— Devemos levar um cachorro, em vez disso?
Ja-kyung achou que era gentil da parte dele acompanhá-lo, mas não tinha certeza se Il-hyeon poderia ficar longe do trabalho por tanto tempo. Ele parecia estar ocupado resolvendo as coisas agora. Imaginar os dois pescando e nadando em uma ilha deserta não parecia tão ruim. Claro, eles teriam muito mais sexo. Ja-kyung não pôde evitar de rir ao imaginar os dois ficando selvagens e pescando.
— Por que você está rindo?
— Eu não ri.
Ja-kyung riu apesar de suas palavras. Ele beliscou a bochecha de Ja-kyung e a puxou para cima. — Ai! — Ele tentou remover a mão de Il-hyeon, mas Il-hyeon envolveu os braços em sua cintura e o beijou nos lábios. Ignorando sua desaprovação fingida, Il-hyeon continuou a cobri-lo de beijos.
— Supondo que você permitiu, eu tirarei minhas férias então?
— Faça como quiser. Você já se decidiu de qualquer maneira.
— O motivo das férias deve ser a lua de mel.
Ja-kyung não tinha ideia de quem ouviria aquilo, mas conseguia imaginar suas expressões. Ja-kyung deu o nó na gravata corretamente desta vez, após avisar Il-hyeon para não fazer aquilo. Embora resmungasse, suas mãos eram gentis ao fazer o nó. Il-hyeon o encarava fixamente enquanto ele ajustava o colarinho da camisa.
Ja-kyung o beijou primeiro e sorriu travesso. — Tudo pronto. Acho que você já pode ir trabalhar agora. — Mas Il-hyeon segurou sua cintura e não pretendia soltar. A troca brincalhona de beijos tornou-se gradualmente mais apaixonada.
Thump! Eles se moveram e acidentalmente esbarraram nas decorações do closet. Ele deslizou a mão para dentro da camisa de Ja-kyung enquanto suas respirações ficavam pesadas. Ja-kyung agarrou rapidamente a mão dele para contê-lo, sentindo que as coisas estavam prestes a escalar.
— Espere. Você tem que ir trabalhar!
— Porra. Eu provavelmente não vou.
O ar que ele exalava era irregular.
— Devemos partir para a ilha imediatamente?
Ja-kyung sorriu e assentiu enquanto olhava em seus olhos. Quando pensou sobre isso, percebeu como seria bom estarem juntos, fosse em uma ilha ou em qualquer lugar. Ele sorriu docemente como algodão-doce. Encantado por seu sorriso, Il-hyeon inclinou-se e o beijou mais uma vez.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna