Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 102
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 102
O pequeno Il-hyeon estava brincando em uma boia na piscina. — Mamãe. Por favor, olhe para mim. Mamãe. — Ele chamava repetidamente sua mãe, que estava sentada na cadeira, mas ela apenas bebericava seu vinho e sequer olhava para Il-hyeon.
Il-hyeon acenou a mão alegremente sobre a boia para atrair a atenção dela um pouco mais, mas de repente seu corpo afundou na água. Ele debateu os braços, incapaz de respirar enquanto a água subia até sua cabeça. — Ajuda, me ajude. Mamãe! Mamãe, me salve! Mamãe! — Cof, cof.
Ela olhou para trás tardiamente enquanto ele lutava por ar.
Os olhos dela o encaravam em silêncio enquanto segurava uma taça de vinho, como se estivesse esperando que ele morresse. Glub, glub, a água flui por sua garganta e ele perde gradualmente as forças enquanto seu corpo afunda sem fim. Era estranho que ele pudesse respirar debaixo d’água quando não deveria ser capaz.
Além disso, ele não estava sozinho. Dezenas de pessoas debaixo d’água olhavam para ele com olhos cheios de ressentimento. Entre pessoas cujas cabeças foram cortadas e cujos dedos estavam faltando, seu corpo afundou até o fundo. Agora, a superfície da água parecia incrivelmente distante.
Os mortos miseráveis aproximaram-se lentamente de Il-hyeon. O pequeno Il-hyeon estava apavorado e gritava para que não se aproximassem. Então, alguém pulou na água — alguém que corta a correnteza e nada para baixo, estendendo a mão sem hesitação.
No momento em que o jovem garoto agarrou a mão para sobreviver, seus olhos se arregalaram.
Um teto branco era visível através de sua visão embaçada. Ele moveu os olhos para a esquerda e para a direita. Consegue ver os fios do soro pendurados sobre sua cabeça e ouvir o som regular de uma máquina. Moveu as mãos e os dedos dos pés. A enfermeira que abriu a porta e entrou verificou e olhou para ele com uma expressão surpresa. Ela desapareceu e logo várias pessoas apareceram.
A luz brilhante da lanterna clínica incidiu em seus olhos. Através da visão mais clara, ele viu pessoas em aventais e, entre elas, estava Kang Yoo-jung. Kang Yoo-jung perguntou: — Você está acordado? Pode me ouvir? — Il-hyeon queria falar, mas estava bloqueado pelo respirador de oxigênio. Em vez disso, ele piscou várias vezes e ela sorriu com alegria. Ela devia estar segurando as lágrimas, pois seus olhos ficaram vermelhos.
***
Nada havia mudado quando Ja-kyung voltou para casa depois de dez dias. Ainda estava silencioso, e o número de guardas posicionados do lado de fora da casa permanecia o mesmo. Ja-kyung ficou no quarto de Kang Il-hyeon no primeiro andar, não no segundo. Ele abraçou seu travesseiro e cobertor e se aconchegou na cama, onde o cheiro dele ainda pairava.
Apenas o som do ponteiro dos segundos tiquetaqueando no relógio soava alto naquela noite. Ja-kyung acordou muitas vezes para garantir que não houvesse ligações do hospital. A cama parecia estranhamente larga quando ele se virava. Até o calor do quarto sem dono havia desaparecido.
Ele teve um sonho quando fechou os olhos por um momento. Ele ia brincar com Kang Il-hyeon, mas ele desaparecia. Não importa o quanto procurasse e chamasse seu nome, Il-hyeon não aparecia, então, mesmo sendo um sonho, o coração de Ja-kyung afundou e ele ficou com medo. Não conseguiu dormir depois de acordar assim.
As horas de espera pela manhã que chegava passaram devagar demais. Quando a manhã chegou, a primeira coisa que Ja-kyung verificou foi que não houvera ligação do hospital. Ele ficou desapontado ao descobrir que não houve chamada, mas ao mesmo tempo aliviado por não haver notícias piores.
Ja-kyung entrou no banheiro e apenas lavou o rosto para evitar molhar a ferida com pontos antes de sair. O chef da casa olhou para ele com preocupação, observando seu rosto inchado pela falta de sono.
— Você está bem?
— Sim… — Ele assentiu. O número de pessoas perguntando se ele estava bem aumentou drasticamente nos últimos dias. Ele dizia que estava bem, mas não estava nada bem. Sentia-se entorpecido como se um lado de seu coração tivesse sido cortado por uma faca, e não conseguia suportar porque pensava em Kang Il-hyeon mesmo enquanto comia ou se sentava para descansar.
Algo poderia ter dado errado enquanto ele estava aqui. Não é como se Il-hyeon estivesse melhorando só porque ele está no hospital, mas Ja-kyung estava preocupado e não conseguia fazer mais nada. Ele vestiu suas roupas e tentou sair com as chaves do carro após dizer ao chef da casa que pularia o café da manhã.
Ela parou Ja-kyung.
— Onde você vai?
— Hospital…
Os olhos dela foram atraídos para sua perna esquerda, que estava ferida, mas não importava. Ela soltou um pequeno suspiro. Ele saiu depois que ela apenas lhe disse para pedir a outro funcionário para dirigir. Ele ligou o motor e partiu.
Wang Han ligou para ele depois de dirigir por quase 20 minutos, furioso. Ja-kyung o convenceu de que voltaria em breve. Wang Han ameaçou amarrar Ja-kyung na cama a partir de amanhã. Ele dirigiu por um tempo até o hospital após desligar o telefone.
O estacionamento estava vazio por ser cedo de manhã, então ele estacionou em um lado e saiu mancando. Entrou no hospital e sentou-se em uma cadeira em frente à unidade de terapia intensiva, como de costume, esperando o tempo passar. Uma enfermeira familiar sai e seus olhos se arregalam quando avista Ja-kyung.
— Oh, você não acabou de sair do hospital ontem?
Ja-kyung fez uma expressão sem graça. E então ela lhe deu uma notícia inesperada.
— Você veio bem na hora.
— Sim?
— Ele acordou de manhã e foi transferido para o quarto comum.
Ja-kyung ficou em êxtase e saltou de seu assento. — Sério? — Ela assentiu. Ja-kyung não conseguiu esconder sua alegria e sorriu abertamente. Depois de agradecer várias vezes, ele pegou apressadamente o elevador para chegar ao quarto dele.
Não foi difícil encontrar o quarto. Vários homens em ternos pretos já haviam se reunido à porta. Eles cumprimentaram Ja-kyung após reconhecê-lo. As três sílabas do nome de Kang Il-hyeon estavam escritas na frente da porta do quarto do hospital. Ja-kyung ficou aliviado ao ver que ele havia acordado, e sentiu-se emocionado.
Ele estava se perguntando se poderia entrar. Respirou fundo em frente à porta, pois não conseguia realmente abri-la. Estava pronto para bater quando a porta se abriu, revelando uma longa fila de médicos. Kang Yoo-jung era uma delas.
Ela pareceu surpresa quando viu Ja-kyung. Ela ainda não tinha contado a Park Tae-soo, então perguntou como ele descobriu. O rosto dela também iluminou-se visivelmente. Ele não conseguia ver Kang Il-hyeon porque a porta estava fechada. Seu coração estava inquieto e sua expressão parecia mostrar isso, então ela sorriu.
— Sério… Ele acordou?
Ela fez uma expressão de quem estava em apuros.
— Sim… Mas você não deve entrar agora.
— Por que… por quê?
Ja-kyung perguntou com um rosto nervoso, e Yoo-jung respondeu de brincadeira.
— Eu menti dizendo que o Ja-kyung-ssi tinha fugido.
— Não me responsabilizo se ele gritar assim que você entrar. — Ela riu e desapareceu com a equipe médica. Ja-kyung pareceu confuso. Por que ela contou tal mentira… Ele abriu a porta cautelosamente, e Kang Il-hyeon estava sentado na cama, sua expressão completamente feroz.
Ele realmente acordou. Lágrimas brotaram quando Ja-kyung o viu parecendo bem. Ele não queria mostrar seu rosto chorando, então se virou. “Ai, eu não acredito em deuses, mas graças a Deus, Buda. Obrigado por salvá-lo. Farei muitas coisas boas no futuro.”
Sua garganta estava embargada pelas lágrimas, e ele ouviu Kang Il-hyeon rindo incrédulo.
— Você está aqui? Eu estava ficando puto pra caralho pensando que você tinha fugido de novo.
— …
— Mas por que está olhando para o outro lado?
— …
O sorriso desaparece do rosto de Kang Il-hyeon enquanto Ja-kyung ainda permanecia de costas para ele.
— Lee Ja-kyung.
As lágrimas que ele vinha segurando derramaram-se quando Il-hyeon chamou seu nome. Fungada, fungada. Lágrimas escorreram por suas bochechas e caíram no chão. Foi só então que a voz de Il-hyeon suavizou, como se ele tivesse entendido a situação.
— Não pode ser… Você está chorando?
— Não, — soluço. Ja-kyung fez um som estranho enquanto engolia o choro. O tom de Il-hyeon tornou-se mais afetuoso.
— Venha aqui. Quero ver seu rosto.
Os olhos de Il-hyeon se estreitaram quando Ja-kyung se virou relutantemente. Seus olhos e a ponta do nariz estavam vermelhos de chorar, mas não era exatamente fofo. Ele rangeu os dentes tentando conter a luxúria que surgiu junto com o riso.
“Porra. Não é algo para se dizer depois de quase morrer, mas quero deitá-lo e fodê-lo agora mesmo.”
Il-hyeon queria tirar uma foto disso. Procurou por seu telefone, mas não o encontrou em lugar nenhum. Ele gesticulou para Ja-kyung se aproximar para aliviar seu desapontamento. Seu desejo foi momentaneamente esquecido quando ele notou a perna manca de Ja-kyung e sua expressão endureceu instantaneamente.
— Você machucou a perna?
— Não é tão ruim. É apenas uma torção.
— O que aconteceu?
Mais uma vez, o incidente voltou à mente e Ja-kyung engasgou.
— Você me empurrou, droga.
Quem pediu ajuda, quem sacrificou a vida para me salvar, quem me disse para viver por eles. Quem disse para ele morrer por minha causa. Uma onda de remorso e amargura o invadiu. Il-hyeon pegou um lenço de papel ao lado da cama e disse para ele se sentar na cama enquanto Ja-kyung limpava as lágrimas com o braço enfaixado. Il-hyeon limpou as lágrimas de Ja-kyung e acariciou suavemente sua bochecha enquanto ele se sentava.
Um misto de emoções cruzou seu rosto.
— Vendo você chorar por minha causa, suponho que não fugirá de agora em diante.
Il-hyeon nem pensou em seu próprio corpo e apenas verificou o quão seriamente Ja-kyung estava ferido. Isso fez Ja-kyung chorar ainda mais. Porra. Que vergonha. Se os irmãos Wang vissem isso, ele seria motivo de piada pelo resto da vida.
Ele mal parou de chorar e estava soluçando quando Il-hyeon buscou sua mão. — Venha aqui se já terminou de chorar. Quero te abraçar. — Ele o abraçou cuidadosamente para não colocar pressão em seu braço e corpo feridos, e Il-hyeon riu baixinho em seu ouvido.
Sua atitude travessa de pouco tempo atrás havia sumido e sua voz estava cheia de ternura.
— Morrer e voltar à vida… Não é nada mal.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna