Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 81
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 81
Seu estômago estava de cabeça para baixo e sua cabeça doía como se fosse quebrar. Ele mal conseguia abrir os olhos, então não tinha disposição para se mexer. Ele se moveu tanto que os lençóis da cama estavam bagunçados e ele estava deitado de costas. Ja-kyung, que tinha acabado de se levantar, arregalou os olhos.
Um sofá estava empilhado na frente da porta.
— Hein…?
Ele esfregou os olhos se perguntando se estava vendo errado. Ele até se lembrava de ter bebido na sala com Wang Han e Wang Lun na noite anterior, mas a memória parava depois disso. Ele saiu da cama e olhou em volta, mas não viu nada fora do comum.
Ele se perguntou o que havia acontecido.
Primeiro, ele foi ao banheiro para descansar um pouco. Parado em frente à pia, ele levantou a franja enquanto olhava para o rosto. Um hematoma era claramente visível no meio de sua testa. O que é isso. Eu caí? Também havia hematomas em seus joelhos e braços.
Que diabos eu fiz? Depois de tomar um banho para acordar, ele colocou um curativo nas marcas de beijo deixadas por Kang Il-hyun e trocou de roupa. Depois de mover o sofá e colocá-lo no lugar, ele abriu a porta com um pouco de medo.
Apesar de suas preocupações, a sala estava como de costume. O sofá e a mesa onde beberam ontem também estavam limpos. Ele soltou um suspiro de alívio e seguiu para o primeiro andar. Ele ouviu as vozes de Wang Han e Wang Lun vindas de dentro da sala de jantar enquanto passava pela sala de estar.
Antes de ir até eles, a chef da casa se aproximou e perguntou gentilmente.
— Você está bem?
Ja-kyung balançou a cabeça sem jeito. Sim.
— Quer que eu te traga água quente?
— Não, vou querer o de sempre.
Wang Lun e Wang Han estavam comendo à mesa quando ele chegou. As expressões deles eram estranhas, para dizer o mínimo. — Por quê? — Ja-kyung perguntou com os lábios, mas eles apenas balançaram a cabeça em resposta.
A chef da casa se aproximou e lhe entregou água com mel em vez de suco.
— Vai ser bom para se acalmar antes da refeição. O café da manhã ficará pronto logo.
Ja-kyung sentou-se com sua xícara. Wang Lun, que estava comendo pão com sopa, arqueou os lábios e se contorceu como se estivesse tentando não rir. Uma inquietação rastejou por suas costas. Antes que Ja-kyung pudesse perguntar o porquê, ouviu vozes vindas de fora da sala.
Kang Il-hyun entrou, apesar de já ter passado da hora do rush. Quando Ja-kyung se virou para cumprimentá-lo, seus olhos se arregalaram levemente. Havia um curativo no dorso do nariz de Il-hyun. Il-hyun fez contato visual e sorriu abertamente.
— Bom dia.
Ele puxou a cadeira ao lado de Ja-kyung e sentou-se. Wang Lun e Wang Han se levantaram e pegaram o pão como se tivessem combinado.
— Obrigado pela comida, senhora.
Olhando para os irmãos Wang, Il-hyun fez sinal para que se sentassem.
— As testemunhas não podem fugir.
Testemunhas?
Il-hyun mudou de postura, olhou diretamente para Ja-kyung e colocou os braços atrás da cadeira. Ja-kyung moveu gradualmente o tronco para trás para evitá-lo, que se aproximava.
— Por que, por quê?
— Você tem algo a me dizer?
O que eu quero dizer?
— Seu nariz… O que aconteceu com ele?
Quando Ja-kyung perguntou, Il-hyun franziu o dorso do nariz como se sentisse dor.
— Fui atacado por um gato louco ontem à noite.
Ja-kyung fez uma expressão confusa. Que gato louco? Não pode ser… Ja-kyung desviou o olhar para os irmãos Wang sentados à sua frente, mas ambos estavam inquietos. Ele deve ter feito algo errado, baseado na atmosfera. Ele se envolveu em uma briga de bêbado? Por mais que tentasse, não conseguia se lembrar de nada.
Ele olhou atentamente e perguntou com cuidado.
— Eu… Eu fiz isso?
Il-hyun não respondeu. Ja-kyung não conseguia se lembrar de nada, então ficou sem palavras. Logo depois, Il-hyun puxou a gravata e desabotoou a camisa. Estava vermelho ao redor do pescoço dele.
— Você também não se lembra disso?
Ja-kyung abriu a boca e inclinou a cabeça.
— Não pode ser, eu…?
Il-hyun chamou Park Tae-soo e gesticulou assim que terminou de falar. Park Tae-soo, que estava parado perto do sofá, trouxe algo consigo. Era um tablet com um vídeo na tela. Quando o botão foi pressionado, imagens dos dois apareceram na tela do circuito interno.
Estava gravado e o horário mostrado abaixo era o da noite passada. Na sala de estar do segundo andar, os dois se agarravam, se empurravam e discutiam um com o outro. Ja-kyung deu o primeiro soco. Il-hyun desviou levemente, mas o problema veio depois disso. Os dois se embolaram e caíram no chão quando Ja-kyung colocou as pernas sobre os ombros de Il-hyun, cruzou-as e o estrangulou.
Il-hyun rolou no chão por um longo tempo, como se lhe faltasse força para resistir ao estrangulamento feito com as pernas de Ja-kyung em vez dos braços. Ja-kyung corre para o seu quarto assim que Il-hyun se liberta da perna que o estrangulava. Il-hyun levantou-se e parou na frente da porta, colocando uma mão no quadril e passando a outra nos cabelos caídos.
Dava para sentir a fúria de Il-hyun mesmo assistindo pela tela. Com um pedaço de pão na mão, Ja-kyung encarava a tela, sem fala. Kang Il-hyun sorriu suavemente ao lado.
— Gostaria de ouvir sua voz? É ainda mais quente.
Ao abrir o arquivo seguinte, duas vozes se alternavam.
— Não aja assim, diga-me exatamente por que você está bravo.
A voz baixa e profunda pertencia a Kang Il-hyun.
— Vá embora! Seu filho da puta! Se você se atrever a chegar perto… Eu não vou te deixar escapar!
A voz de Ja-kyung estava cheia de rancor.
— Eu continuei te chamando de lindo, então você está abusando da liberdade agora, não está?
— Quando foi que eu te pedi para me chamar de lindo!
— Venha aqui enquanto eu ainda estou falando educadamente.
— Não! Seu velho pervertido!
Os olhos e a boca de Ja-kyung se arregalaram. O silêncio fluiu da mesma forma no arquivo de áudio que ele estava ouvindo. Depois de um tempo, ouviu a voz perplexa de Kang Il-hyun.
— Velho… o quê?
— Velho bastardo!
Il-hyun rangeu os dentes enquanto segurava o tablet. Ja-kyung colocou o pão que estava mordendo no prato e apoiou as mãos nos joelhos. Porra. Cometi um pecado hediondo.
Il-hyun olhou para trás e chamou Tae-soo.
— Tae-soo, eu pareço tão velho assim?
Park Tae-soo respondeu imediatamente que não. Ja-kyung suspirou e revirou os olhos. Tae-soo fez um ótimo trabalho, mas foi desonesto. Quando Il-hyun fez a mesma pergunta à chef da casa e aos irmãos Wang, todos deram a mesma resposta. Todos estavam mentindo. Quando Ja-kyung o viu pela primeira vez, não conseguia acreditar que Il-hyun tinha apenas vinte e nove anos. Ele parecia um pouco mais jovem agora que tinha 30. Ele parecerá ter a idade que tem quando tiver uns trinta e cinco.
Mas esse não era o ponto agora. Il-hyun apertou o botão novamente justo quando Ja-kyung estava prestes a se desculpar. Ouvia-se Il-hyun ofegante por ar. Ja-kyung começou a ter suores frios. A voz assassina de Il-hyun pôde ser ouvida como se ele tivesse acabado de escapar por pouco.
— Querido, você vai realmente fazer isso?
Ja-kyung não desistiu e gritou de raiva.
— Como é? Você também se sente péssimo quando é estrangulado! Me estrangule mais uma vez! Eu também vou enfiar no seu rabo e pisar no seu pescoço!
Ah, não consigo ouvir mais nada. Il-hyun pausou e pousou o tablet. Ao mesmo tempo, apoiou o queixo na palma da mão e sorriu gentilmente para Ja-kyung.
— Você se lembra agora?
— Desculpe…
— Eu quase morri por sua causa ontem.
— Eu sinto muito mesmo…
— Você não precisa se desculpar. Graças a isso, fui ver minha falecida mãe por um breve momento.
— …
— Seu rosto parece melhor do que quando você estava bêbado. Que bom.
Ja-kyung estava sem palavras enquanto Il-hyun sorria tristemente. Com aquele temperamento, é estranho que ele não tenha matado Ja-kyung ontem. Sua cabeça caía gradualmente como se ele tivesse se tornado um criminoso traidor. Houve silêncio ao redor da mesa como se não houvesse ninguém ali. Ja-kyung não conseguia nem ouvir a respiração dos irmãos Wang sentados à sua frente.
Il-hyun bateu levemente as pontas dos dedos na mesa antes de estender a mão e colocar o cabelo lateral de Ja-kyung atrás da orelha. O toque foi gentil.
— Pare com as desculpas, por que você não me conta com suas próprias palavras o que aconteceu ontem?
Ja-kyung aguentou firme.
— Se você falar honestamente, eu te perdoarei.
— … Desculpe. Eu não me lembro…
— Pense com cuidado. Deve haver uma razão.
— …
— Eu não acho que você seja uma pessoa louca que fica bêbada e briga com qualquer um.
Isso era estranho. Ele parecia estar de bom humor, apesar de estar claramente acusando Ja-kyung de má conduta. Ele estava sorrindo, o que o tornava ainda mais assustador. Ja-kyung afastou o garfo e a faca de si silenciosamente.
— Eu… não me lembro…
Uma estranha corrente de ar fluiu em seu olhar com um senso de brincadeira. Ja-kyung apressadamente inventou uma desculpa.
— É que… isso acontece quando eu bebo, meus irmãos sabem.
Ele inventou palavras que não existiam para evitar uma crise. Houve apenas um caso em que Ja-kyung ficou bêbado e sua memória foi cortada, foi quando ele tinha dezoito anos. Ja-kyung pensou que o pão que acabara de comer tivesse ficado preso no estômago, então pegou um copo de água fria.
Gole, no momento em que ele deu um gole,
— Você ficou tão chateado assim por eu ter ido a um hotel com uma garota?
Cuspe! Ele borrifou a água que estava na boca no rosto de Kang Il-hyun. Il-hyun sorriu alegremente enquanto Park Tae-soo lhe entregava um lenço para limpar o rosto molhado. Ja-kyung estava sem fala e encarou com a boca aberta antes de virar a cabeça para encarar Wang Han e Wang Lun, que estavam sentados à sua frente.
Os dois desviaram os olhares simultaneamente. Il-hyun inclinou-se mais para perto de Ja-kyung enquanto limpava o rosto.
— Diga-me. O que te deixou com tanta raiva que você quis me estrangular?
Um sorriso se espalha em seu rosto. O lábio superior do perplexo Ja-kyung tremeu. Era verdade que ele estava com raiva. No entanto, ele não estava com raiva de Kang Il-hyun porque ele estava com uma mulher; ele estava com raiva de si mesmo por estar de mau humor ao vê-los. Então definitivamente não era ciúme.
— Eu entendo, porque se fosse o contrário, eu teria te despedaçado na hora.
Uma intenção assassina brilhou e desapareceu nos olhos de Kang Il-hyun.
— Eu não sei do que você está falando…
Il-hyun pegou o tablet novamente.
— Assim não vai dar, vou ter que te mostrar a prova.
Ja-kyung murmurou e seu rosto ficou pálido. Não havia como ele ter dito tal coisa, mesmo bêbado.
— Você está mentindo…
— Você saberá quando ouvir.
Ja-kyung saltou de seu assento quando Il-hyun tentou pressionar algo no tablet. Ele então agarrou o tablet e correu para o segundo andar. Ele bateu a porta atrás de si, trancou-a e sentou-se ofegando pesadamente. Ele verificou a tela, mas não havia nada além dos arquivos de vídeo e áudio que vira antes.
Ele ouviu o arquivo de áudio só por precaução, mas não havia menção a ciúmes. Ja-kyung tremeu ao segurar o tablet, com uma expressão de derrota no rosto. Depois de algum tempo, uma mensagem de Kang Il-hyun chegou no celular que ele carregava no bolso.
— Já que você parece envergonhado, vou te enviar o café da manhã.
O rosto feliz de Il-hyun brilhou diante de seus olhos. Ele rangeu os dentes de frustração e a mensagem seguinte chegou.
— Conte-me na cama esta noite o quanto você estava com ciúmes ♥
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna