Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 82
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 82
Ja-kyung fumava um cigarro e silenciosamente desmontava a arma de fogo, limpando-a e lubrificando-a com um pano. Ele iria trabalhar no segundo serviço amanhã à noite e, como precisaria descer de rapel pelo telhado, precisava estar totalmente preparado, incluindo a arma.
Mesmo em meio a isso, ele se lembrou do que aconteceu pela manhã e soltou um suspiro. Wang Han, que estava sentado ao seu lado, observou e disse uma palavra.
— Não ligue para isso. O CEO Kang simplesmente deixou passar.
Kang Il-hyeon não simplesmente deixou para lá. Ja-kyung tinha certeza de que aquele homem zombaria desta manhã por cem anos. Wang Lun podia ser visto no canto se olhasse de perto. Wang Lun então apareceu sorrindo. Ele parecia estar de bom humor após uma longa chamada de vídeo com a namorada.
Ja-kyung olhou feio para ele e encheu o carregador com balas, uma a uma.
— Wei. Por que você está me olhando desse jeito?
Olhando para ele sorrindo, Ja-kyung perguntou com os dentes cerrados.
— O hyung contou para ele?
— E daí? Se você tivesse visto o rosto do CEO Kang ontem, teria contado a verdade.
Wang Han também concordou. Ontem, os dois estavam bebendo mais no quarto ao lado, quando um barulho alto veio do quarto de Ja-kyung e eles saíram correndo. A sala estava uma bagunça, o CEO Kang tinha uma cicatriz no nariz e suas roupas estavam desarrumadas.
Seus olhos brilhavam como os de uma fera, e ele estava pronto para arrastar Ja-kyung para fora e matá-lo. Wang Lun confessou rapidamente o que havia acontecido durante o dia. Embora não admitisse abertamente, ele soltou sorrateiramente as palavras de que Ja-kyung estava com ciúmes.
Depois de saber das circunstâncias, a raiva desapareceu do rosto de Kang Il-hyeon, e um sorriso se espalhou em seu lugar. Wang Lun achava que ele era um homem que não conseguia entender de jeito nenhum, mas seus sentimentos por Ja-kyung foram revelados em um relance.
— Ele deve ter gostado muito de você.
Wang Lun concordou com as palavras descuidadas de Wang Han.
— Você viu esta manhã. Mel escorrendo dos olhos dele mesmo depois de você ficar bêbado e dizer aquela merda.
— Não sei quanto a isso, mas não acho que ele esteja levando o relacionamento de ânimo leve.
— Eu já sabia. Se ele tivesse a intenção de me matar, teria me matado na hora quando me pegou.
— É verdade.
— E Wei. Sobre você. Você é um cara legal e tudo, mas tem tendência a dizer coisas cruéis às vezes.
— Do que você está falando?
— Você ouviu. Foi demais dizer que ele parecia velho. Eu também teria ficado magoado.
Wang Han, que estava ouvindo, franziu a testa ao se lembrar do passado.
— É verdade. Você costumava ficar bravo e gritar comigo por eu ser um velho careca.
Wang Lun pareceu chateado como se tivesse ouvido aquilo agora. O cabelo espesso estava desaparecendo gradualmente, então a dor era compreensível.
— É cruel. Eu achei que sempre teria muito cabelo.
Wang Han riu.
— Por isso. Fico feliz que você também entenda o meu coração.
— Se o CEO Kang te chamasse de raposa. Como você se sentiria?
Ja-kyung rangeu os dentes. Desde criança, diziam que ele parecia uma raposa, por isso odiava a palavra.
— Olha só. Apertando os olhos de novo.
Depois de gritar para ele parar de falar, Ja-kyung focou apenas na arma. De que lado ele estava? Wang Lun passava a gostar de Kang Il-hyeon cada dia mais. Não, ele gostou dele desde o dia em que Il-hyeon os perseguiu de helicóptero até a ilha. Ele disse que gostava muito da personalidade viril de Il-hyeon.
Depois de terminar a arma, eles limparam tudo e voltaram para seus quartos para descansar. Ja-kyung deitou na cama, ligou uma música de meditação para se acalmar e sentou-se no chão. Respirando fundo, ele limpou as emoções ruins acumuladas em seu corpo e organizou a cabeça.
Mas tudo foi em vão. Ele continuava pensando no rosto debochado e sorridente de Kang Il-hyeon que vira esta manhã. Ele preferia ir lá fora nadar e tomar sol. Pegar um pouco de sol o faria se sentir um pouco melhor. Depois de meditar, ele se levantou de seu lugar, tirou a roupa e vestiu seu traje de banho.
****
Ah, com uma expressão consternada no rosto, Il-hyeon inclinou a cabeça para trás. Um centro comercial e um hotel estavam sendo construídos na Ilha de Jeju, e houve confrontos frequentes com grupos de proteção ambiental por algum tempo. Acabou escalando para uma briga física esta manhã, e a construção foi interrompida por um tempo.
Ele teve que sair do trabalho cedo para viajar para a Ilha de Jeju em cima da hora. Ele estava determinado a atormentar o gato esta noite. Quanto mais se aproximava de casa, mais arrependido ficava. Quando entrou no quintal, notou alguém deitado em uma espreguiçadeira na piscina ao fundo.
Claro, era Lee Ja-kyung. Ele estava deitado de bruços ao sol, vestindo apenas um traje de banho, fones de ouvido e até óculos escuros, sem se mexer.
Il-hyeon gesticulou para Tae-soo entrar e então se aproximou. Olhando de cima, as marcas roxas eram nítidas por todo o corpo. Mesmo em meio a isso, os quadris bem protuberantes chamaram sua atenção. A tatuagem que ele gravou estava habilmente escondida pelo topo do traje de banho. O desejo de puxar a roupa de banho e lambê-la surgiu.
Ele sentou-se na frente dele e deslizou as pontas dos dedos pela espinha dorsal, partindo dos ombros. Ja-kyung se virou. Ele inclinou a cabeça, levantou os óculos escuros e lançou um olhar nebuloso para Il-hyeon. Ja-kyung provavelmente estava dormindo.
— Você vai fazer um churrasco de si mesmo?
Ja-kyung sentou-se, tirou os óculos escuros e esfregou o rosto. Ele verificou o relógio de pulso ao lado com um rosto sonolento e uma expressão intrigada. Não eram nem 3 horas ainda. O que trouxe Kang Il-hyeon aqui? Antes que tivesse tempo de se perguntar, Il-hyeon trouxe uma toalha grande e a enrolou no corpo de Ja-kyung.
— Eu sou o único que pode ver seu corpo magnífico.
Sua mão deslizou pela frente da toalha e deu um peteleco em um mamilo. Ja-kyung franziu a testa e afastou a mão dele. Il-hyeon lambeu o lábio inferior e sorriu.
— Temos alguns assuntos inacabados desta manhã, não temos?
Ja-kyung estremeceu e tentou fugir, mas foi pego e devolvido à espreguiçadeira. Il-hyeon tirou o paletó e dobrou as mangas da camisa. Os funcionários chegaram bem na hora para servir suco de melancia gelado e café gelado. Depois que os funcionários saíram, Il-hyeon deu o suco a Ja-kyung.
— Não preciso explicar, mas não tenho nada com ela.
Ja-kyung segurou o canudo na boca e engoliu o suco. O olhar de Il-hyeon fixou-se em sua boca.
— Não estou curioso.
— Achei que estivesse com ciúmes.
— Meus irmãos entenderam errado.
— Você realmente não se importou?
Ja-kyung ficou sem palavras. Para ser honesto, seu orgulho doía e, para mentir, ele tinha medo das consequências de Kang Il-hyeon. Enquanto ele desviava o olhar, Kang Il-hyeon agarrou sua mão e a levou ao rosto. Quando Ja-kyung tentou puxá-la, Il-hyeon a colocou em sua bochecha e sorriu.
— Não provoque o velho. É mais atraente quando você se faz de difícil.
Ja-kyung assustou-se e retirou a mão. Dado o modo como ele mastigou e cuspiu as palavras velho, aquilo deve ter causado um impacto. Ele estava debatendo se deveria se desculpar quando Tae-soo saiu de casa com uma mala. Il-hyeon sorriu ao fazer contato visual com Ja-kyung.
— Tenho uma viagem de negócios urgente hoje, então vamos terminar nossa conversa quando eu voltar.
Ja-kyung soltou um suspiro de alívio internamente. Ele sobreviveu por enquanto.
— Não fique tão feliz. Eu volto amanhã.
Maldito. Ele deveria ter ficado por um mês e voltado só depois.
— Então me abrace e diga adeus.
— Por que… eu deveria?
— Você nunca me abraçou primeiro.
— …
— É o desejo de um homem velho.
Ja-kyung rangeu os dentes. Droga. Ja-kyung apostava que Il-hyeon usaria aquilo até morrer. Il-hyeon esperou enquanto Ja-kyung olhava ao redor. Tae-soo não estava em lugar nenhum, nem os guardas. Ja-kyung estendeu hesitantemente os braços à sua frente. Ja-kyung sentiu-se culpado por tê-lo batido no dia anterior e dito que Il-hyeon era velho.
O perfume da pele dele emanou enquanto ele abraçava seu pescoço em uma postura desajeitada. Il-hyeon envolveu Ja-kyung com os braços e o puxou para si. A parte superior do corpo deles ficou completamente colada como resultado disso. Um abraço sem sexo parecia estranho e desconhecido. Os lábios de Il-hyeon se aproximaram desta vez enquanto ele soltava o corpo de Ja-kyung.
Ja-kyung baixou os olhos em vez de desviar. A língua deslizou para dentro da boca depois que seus lábios colidiram. Il-hyeon percorreu o interior da boca de Ja-kyung uma vez, e logo se separaram. Il-hyeon exibiu uma expressão triste e, apesar de ter sido apenas por um momento, Ja-kyung aceitou seu beijo porque sentiu pena dele.
Mas esse sentimento não pôde durar mais que um minuto.
— Eu fiquei duro só com você me abraçando.
Il-hyeon esfregou a frente da calça apertada de Ja-kyung com as mãos. Ja-kyung odiou e olhou feio para ele, pedindo para não fazer aquilo. Ele riu e puxou Ja-kyung pela nuca. Os lábios se tocaram de forma um pouco mais suave desta vez. Eles podiam sentir um ao outro através dos lábios levemente entreabertos.
Il-hyeon sussurrou secretamente.
— Tenho 10 minutos sobrando, gostaria de fazer uma rodada atrás da casa?
— Uma rodada?
Il-hyeon levantou-se, agarrou o braço de Ja-kyung e o puxou assim que terminou de falar. Il-hyeon gentilmente persuadiu e arrastou Ja-kyung quando ele tentou puxar o braço de volta.
— Não estou te obrigando a fazer isso. Não se preocupe.
— Cale a boca e solte minha mão.
Ja-kyung sacudiu os braços vigorosamente, mas sem sucesso. Quando chegaram atrás da casa, ele notou um espaço vazio sem ninguém. Il-hyeon empurrou Ja-kyung contra a parede e sugou seus lábios com força. Ja-kyung agarrou seu ombro e o empurrou, franzindo a testa e apontando para o CCTV.
Il-hyeon então pegou uma pedra do canteiro de flores e a entregou a Ja-kyung. Mesmo sem ser instruído, Ja-kyung instintivamente jogou a pedra e atingiu o CCTV. Il-hyeon sorriu enquanto a câmera girava para o outro lado.
— Belo tiro.
Ah, por que estou fazendo isso? Il-hyeon ajoelhou-se no gramado enquanto Ja-kyung tentava recuperar os sentidos. Ja-kyung estava ciente do que ele estava prestes a fazer, mas não conseguia manter a boca fechada. Il-hyeon puxou o traje de banho dele para baixo e engoliu o pau de Ja-kyung com a boca num piscar de olhos. Ja-kyung agarrou a cabeça dele e o arrancou em uma situação inesperada.
— Você é um cão no cio?
— Não, sou um tolo.
— …
— Depois de ser humilhado daquele jeito ontem, hoje estou de joelhos para chupar o seu pau.
— …
— Com todo esse esforço, ceda um pouquinho.
Ele zombou e engoliu o pau de Ja-kyung novamente. Ja-kyung pressionou a cabeça contra a parede e mordeu o lábio inferior. Ele conseguia ver a cerca à sua frente. Ainda estava coberta de rosas vermelhas. Ele baixou o olhar ao som nítido de sucção. A cabeça de Kang Il-hyeon movia-se para frente e para trás, e o pau de Ja-kyung entrava e saía de sua boca.
Ele odiava admitir, mas até o modo como as bochechas de Il-hyeon ficavam tão profundamente encovadas sugando seu pau era ridiculamente sexy.
Sem saber, ele estendeu a mão, agarrou a cabeça de Kang Il-hyeon e moveu a cintura.
Mais, mais forte, mais forte.
Seu corpo inteiro formigava de excitação, e sua mente ansiava por algo mais estimulante.
↫─☫ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna