The Hunter’s Gonna Lay Low (Novel) - ↫─☫ Episódio 95
𓆰𓆪Episódio 95𓆰𓆪: O Retorno
— …Então.
— Sim.
— Resumindo o que ouvi até agora.
— Sim.
— Ga-eul entrou na masmorra erodida para encontrar um fragmento do mundo, e Hong Ye-seong, que havia sumido de repente, entrou na masmorra com ela por algum motivo desconhecido.
— Sim.
— Por alguma razão, a masmorra foi reestruturada. No meio disso, encontrei vocês e, enquanto eu estava protegendo vocês do mestre da masmorra e perdi a consciência, J apareceu de repente e derrotou o golem com um único golpe?
Crunch.
— Exatamente.
— E J disse para contar a todos que ele voltou? Diretamente?
— Correto. J é incrivelmente forte. Como esperado do número um do ranking. Ele atravessou aquele golem gigante com um único golpe, uau.
— Coó!
— …Eu tenho que acreditar nisso?
— O que eu posso fazer se é verdade? É triste você não acreditar em mim mesmo quando estou dizendo a verdade.
— Hã…
Um suspiro profundo escapou como se o chão estivesse afundando. O dono do suspiro era Jung Bin, sentado na cama de hospital envolto em bandagens.
Ao redor da cama havia cestas de frutas e flores e caixas de bebidas energéticas. A fita rosa com a mensagem desejando uma rápida recuperação tremulava com a brisa que entrava pela janela aberta.
Ele colocou a mão esquerda, relativamente intacta, sobre a testa e murmurou.
— Como a história do meu desmaio se espalhou?
— Bem, pelo chat dos rankers? Parece que só circulou no primeiro canal. Foi compartilhado por grandes guildas como a Guilda HB, a Guilda Pado e a Guilda Samra.
— …
— Não há segredos na Coreia, potência da informação, oficial-nim.
Ao lado de Jung Bin, que fitava perplexo o teto branco, estava Hong Ye-seong em roupas de paciente, mordiscando uma maçã vermelha. À beira de sua cama, uma galinha estava sentada encolhida. Comparado a Jung Bin, ele parecia bastante limpo.
O lugar onde um paciente em estado crítico, um paciente com sintomas leves e uma galinha estavam deitados era o quarto de internação dentro da Guilda Seowon. Era um espaço aconchegante e secreto, permitido apenas para aqueles que haviam recebido autorização do Líder de Guilda Nam Woo-jin, mas não era confortável. Afinal, Nam Woo-jin estava prestes a vir ouvir suas histórias.
O problema era que Jung Bin não sabia nada sobre a situação atual. A última sensação que restava em sua cabeça era o punho enorme voando em sua direção e a dor excruciante que fazia seu corpo parecer estar se despedaçando. Quando abriu os olhos, viu o teto branco da Guilda Seowon.
Assim que mal recuperou a consciência e piscou as pálpebras rígidas, virou a cabeça em direção ao som de movimento e viu Hong Ye-seong, a própria pessoa que o fazia querer fugir, sentado ali.
Antes que Jung Bin pudesse dizer qualquer coisa, Hong Ye-seong descarada e gentilmente apertou a campainha de chamada. Imediatamente, uma marionete chegou e puxou suavemente a cama de Jung Bin para a sala de exames.
“Alguma coisa está errada.”
Jung Bin pensou enquanto era conectado a incontáveis máquinas e a um soro. Ele precisava reunir mais informações de Hong Ye-seong, que mal havia sido liberado de uma sequência interminável de exames.
Mas ele foi de pouca ajuda, pois as incontáveis palavras que Hong Ye-seong e a galinha tagarelavam podiam ser resumidas em uma única frase.
“E então J apareceu…”
Isso era algum tipo de chave-mestra? Eles achavam que tudo se resolveria mencionando J? Claro, antes da Fenda do Mar Ocidental, era mais ou menos assim, mas não agora.
Ele estava cansado. Só de estar perto de Hong Ye-seong já drenava sua energia mental. Apesar da cabeça tonta, Jung Bin convocou seu espírito de servidor público.
— Primeiro… por favor, não toquem nos presentes endereçados a mim. Eles precisam ser devolvidos. Vocês podem ficar com os do Departamento de Gestão de Despertos.
— O quê, ainda existem limites de preço para presentes?
— Sim, é a lei. Não há nada de bom em ficar em dívida com guildas ou caçadores… o melhor é não receber nada de jeito nenhum.
— Que sem graça.
— É, não se torne servidor público. É um trabalho extremo em que você tem que limpar a bagunça de gente como Hong Ye-seong com um corpo surrado.
Jung Bin respondeu gentilmente e começou a digitar algo rapidamente no celular com a mão esquerda. Era uma mensagem para a equipe de segurança, que provavelmente ainda estava em plantão de emergência. Hong Ye-seong, que limpou as mãos com um lenço umedecido, resmungou.
— Você acabou de me insultar?
— Você é perspicaz. Sim, insultei.
Justo quando Hong Ye-seong fez bico com os lábios para começar a resmungar de verdade.
Toc, toc. Houve uma batida ritmada. A porta branca de correr abriu-se suavemente, e um homem de jaleco branco entrou em silêncio.
— Vendo você tagarelando, deve estar bem. Levei um choque quando trouxeram um cadáver.
Era Nam Woo-jin. Ele ajeitou os óculos e cruzou os braços. Jung Bin soltou um pequeno gemido e corrigiu a postura.
— Você chegou.
— Fique deitado. Embora o tratamento esteja concluído, você precisa descansar mais. Se não fossem as correntes, teria sido difícil recuperar com as minhas habilidades.
Seus olhos de um branco puro lançaram um olhar ao gesso no braço direito dele. Jung Bin sorriu amargamente.
— Sim, obrigado.
— Certo…
Nam Woo-jin esfregou a nuca e soltou um pequeno suspiro.
— Não posso deixar de ouvir a história. Recebi um relatório formal de Lee Sayoung. Houve um fenômeno súbito de reestruturação de masmorra na masmorra erodida, e a classificação da masmorra foi elevada para S+. Está correto?
— Sim, está correto.
— Sabemos a causa da reestruturação?
— Ainda não.
— Bem, J disse que foi por causa dele.
— …O quê?
— Sim?
Jung Bin e Nam Woo-jin arregalaram os olhos para Hong Ye-seong. No entanto, a pessoa que soltou a bomba estava concentrada em descascar uma laranja.
— J disse isso. Ele acha que a reestruturação da masmorra aconteceu por causa dele, mas ainda não sabe o porquê. Até descobrir, ele disse que só apareceria quando fosse absolutamente necessário, como desta vez.
— …
Sua voz estava inesperadamente calma, indicando que não era brincadeira. E o J que Jung Bin conhecia era alguém capaz de dizer tais coisas. Nam Woo-jin murmurou.
— Então J realmente apareceu. Não foi um erro de sistema; ele de fato escapou vivo da Fenda do Mar Ocidental.
Jung Bin lançou um olhar a Nam Woo-jin, que refletia. Havia um calor peculiar nos olhos de um branco puro que fitavam o vazio enquanto ele tocava os lábios. Mesmo tendo tido seus olhos e a luz de sua cabeça tirados, sua sede de conhecimento era interminável. Parecia que ele não ficaria satisfeito nem mesmo que se consumisse por inteiro.
Jung Bin tossiu alto de propósito. Cof, cof. Quando seus ombros se sacudiram, os olhos brancos se voltaram para ele. Felizmente, o estranho calor que havia bruxuleado por um momento logo se aquietou, substituído pela preocupação com o paciente.
— Você está bem? A temperatura do quarto está um pouco baixa?
— Não, está bom. Está no ponto certo.
— Certo… Vou entrar em contato com Ham Seok-jeong. Nem pense em sair até seu braço direito estar totalmente curado.
Nam Woo-jin, que emitiu um aviso severo, agitou o jaleco e saiu do quarto. Jung Bin esfregou a boca e respirou fundo em silêncio. O tempo lá fora estava surpreendentemente ensolarado. Enquanto contemplava as folhas cintilando em um verde-claro sob a luz quente do sol, Jung Bin falou.
— Hong Ye-seong.
— Sim?
— Como estava o J?
Hong Ye-seong arregalou os olhos. Jung Bin murmurou.
— Ele parecia bem? Estava machucado em algum lugar?
Como era J na memória de Jung Bin? Tempo demais havia se acumulado desde o último encontro, tornando-a indistinta.
Naquela época, todos estavam à flor da pele. Já era difícil só sobreviver. O máximo que podiam fazer quando ocasionalmente se cruzavam era um aceno de cabeça.
Não, houve uma vez em que ele ofereceu um cigarro a J. Houve também um dia em que J parecia de bom humor. Provavelmente. Porque J também era uma pessoa.
Hong Ye-seong silenciosamente entregou uma laranja limpa e descascada, cortada ao meio. Jung Bin arregalou os olhos e fitou a polpa da laranja.
Só depois de ter insistido algumas vezes é que ele finalmente a pegou. Hong Ye-seong sorriu.
— Ele parecia bem.
— …
— Ele sorriu depois de quebrar o golem. Foi meio assustador.
— …É mesmo?
Finalmente, Jung Bin sorriu debilmente. Ele desajeitadamente rasgou um pedaço de laranja com uma mão e o colocou na boca. Seu rosto suave se contorceu sutilmente.
— …Está azeda.
— Foi por isso que te dei.
— …
Coooó! A galinha soltou um cacarejo longo. Soou como uma risada, ou talvez um escárnio.
***
No dia anterior à internação de Jung Bin e Hong Ye-seong, na entrada da masmorra subterrânea em Jongno 3-ga.
Baque. Um par de botas de trilha trêmulas saiu da entrada da masmorra para o chão. As botas estavam cobertas de terra, cinzas brancas e manchas de sangue, tudo misturado. Cortando o ar silencioso do amanhecer, o dono das botas falou com a voz trêmula.
— Que… peso.
Hong Ye-seong, que segurava Jung Bin no colo como uma princesa, fez uma cara de choro. Com um braço quebrado, não conseguia carregá-lo nas costas, e não podia enrolar em um tapete a pessoa que os havia protegido, então carregá-lo era a única opção. Lee Sayoung passou apressadamente pelo trêmulo Hong Ye-seong como um bezerro recém-nascido.
— Aguente firme.
— Lee Sayoung, você não pode carregá-lo?
Lee Sayoung torceu os lábios enquanto se virava.
— Ah… se você quer ver Jung Bin morrer, fique à vontade.
— Seu desgraçado.
Hong Ye-seong fez uma cara como se estivesse prestes a chorar. Cha Eui-jae, que estava de pé ao lado de Lee Sayoung, murmurou de forma constrangida.
— Devo carregá-lo…
— Não.
Lee Sayoung se moveu ligeiramente para bloquear a visão de Cha Eui-jae.
— Hyung, nem pense em conhecer Nam Woo-jin.
— Corta essa, seu maluco desgraçado.
Cha Eui-jae empurrou a cabeça de Lee Sayoung para longe. As ações dos dois, implicando um com o outro, tinham uma familiaridade natural, como se fizessem aquilo há muito tempo. Observando isso, Yoon Ga-eul chamou Cha Eui-jae com cautela.
— Mas… J.
Cha Eui-jae respondeu com um som interrogativo, “Hm?”. Ao mesmo tempo, o olhar afiado de Lee Sayoung também se focou nela. Sentindo um calafrio repentino, Yoon Ga-eul fingiu tirar a terra da calça e murmurou de cabeça baixa.
— Contar a todos que J voltou é ótimo e tudo mais… mas e o restaurante de sopa da ressaca?
— Hm? O restaurante de sopa da ressaca? Por quê?
— Bem… se você vai trabalhar como J, não vai ter que largar o emprego no restaurante?
— Claro que não.
— O quê?
— Vou fazer os dois.
— O quê?
Com um sorriso confiante, Cha Eui-jae colocou as mãos atrás das costas.
— O herói J e o funcionário de meio período do restaurante de sopa da ressaca, Cha Eui-jae, são pessoas diferentes. Certo?
Na era dos grandes caçadores, onde caçadores também são modelos, atores e até YouTubers de ASMR de masmorra, o caçador número um do ranking declarou com confiança que teria dois empregos: caçador e funcionário de meio período em um restaurante de sopa para ressaca.
↫。。⛧ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki