The Hound Behind The Mask (Novel) - ↫─Capítulo 12
↫─Capítulo 12
— Hum, rasgou.
Jang Taegun disse, fitando a carne levemente inchada. Cada vez que ele falava, sua respiração tocava a pele macia.
Ele estava falando sobre a camisinha. Foi por volta do momento em que Jang Taegun, que nunca havia ejaculado, agarrou a cintura de Lee Jaeha com força e enterrou os dentes na nuca dele. Algo lá dentro havia estourado com um estalo agudo.
Parecia que algo estava fluindo mais fundo lá dentro, e a sensação desconhecida fez sua cintura tremer. Eles haviam usado uma camisinha porque estavam no escritório, mas agora parecia sem sentido.
— Por que você está se contorcendo assim?
Ele mudou de posição desconfortavelmente sob o olhar intenso fixo em suas costas, mas teve que parar de se mover quando ouviu um estalo agudo de desaprovação.
Taegun inesperadamente cuidou da limpeza ele mesmo depois disso. Ele se lembrava de ter acordado limpo da última vez também. Era uma lembrança estonteante.
— Devo deixar aqui dentro por um tempo? Você consegue manter apertado?
Ele queria pedir para ele tirar, mas as palavras não vinham. Sua mandíbula, cerrada para abafar seus gemidos, estava dormente.
Jang Taegun pressionou os lábios contra o músculo tenso do maxilar de Jaeha. Aquele pequeno contato fez com que o resto do sêmen acumulado em sua uretra se misturasse ao líquido pré-ejaculatório e escorresse.
Mesmo sem ter sido introduzido em lugar nenhum, o membro de Lee Jaeha já estava molhado e entregue ao ápice do prazer. Lembrava um fruto proibido e reluzente, banhado por uma calda quente e viscosa que pedia para ser devorada devagar.”
Jang Taegun trouxe uma caixa de lenços de papel do canto da sala e limpou os fluidos. Cantolando baixinho.
…Sua raiva havia passado um pouco?
Claramente, Jang Taegun estava zangado até arrastá-lo para este quarto. Mesmo durante a nossa conversa, Taegun ainda estava zangado.
Sua expressão não mostrava nenhuma mudança. Apenas seus feromônios falavam. Tanto Jang Taegun quanto Lee Jaeha eram alfas dominantes; eles não podiam falhar em controlar seus feromônios.
No entanto, Lee Jaeha conseguia inferir as emoções dele por meio dos feromônios porque sua sensibilidade a eles era inatamente alta.
Será que o sexo o fez se acalmar?
Lee Jaeha teve um pensamento perigoso do nada. Sem se dar conta de que pensar daquela forma por si só significava que ele realmente via Jang Taegun como um canalha.
Lee Jaeha, que estava experimentando o amor pela primeira vez, era naturalmente do tipo que também era insensível a outras emoções.
Ele não ficava zangado ou desapontado facilmente com os outros. Para começar, ele não tinha expectativas e, mesmo que alguém arrumasse briga com ele, ele tendia a deixar para lá se o argumento fosse válido.
Suas emoções fluíam principalmente com base no bom senso. Se algo não violasse a moralidade ou o bom senso, não havia motivo para ficar zangado.
Por outro lado, se fosse contra a moralidade ou o bom senso, mesmo que não estivesse zangado, ele tinha que fingir estar. Ele precisava parecer um chefe claro sobre recompensas e punições.
Ele raramente se sentia deprimido também. A vida diária de Lee Jaeha era pacífica, e sua existência era monótona. O quão infeliz era a casa de sua infância ou em que tipo de ambiente ele vivia era irrelevante.
Consequentemente, ele era um pouco insensível às emoções dos outros. Embora fosse perspicaz e de olhos atentos, ele frequentemente tropeçava quando se tratava de assuntos ligados à vida pessoal.
Não que ele nunca tivesse namorado antes, mas seus parceiros costumavam ficar zangados por motivos inexplicáveis. Se ele não reagisse, eles de repente exigiriam contato físico.
— Me abraça —, — Me beija — e assim por diante. Cada vez, Lee Jaeha não recusava de verdade. Ele considerava essa a abordagem mais fácil.
Será que Jang Taegun também gostava de contato físico? Quanto mais se tocavam, mais feliz ele se sentia, então, se era isso que acalmava a raiva de Taegun, a dor lancinante ou a exaustão que vinha depois não importavam.
— Parece que você está perdido em pensamentos inúteis de novo.
Taegun se levantou de entre as pernas de Jaeha.
Ele observou com uma sensação ligeiramente estonteante enquanto Taegun amassava o lenço usado para limpar os vestígios pegajosos de sua intimidade de suas coxas internas e o jogava no lixo.
…Quem era a pessoa que arrumava este quarto? Lee Jaeha tentou se lembrar, então desistiu. Ele pegou as calças do terno que estavam caídas debaixo do sofá e as vestiu, começando pelos tornozelos.
O cinto as fazia parecer pesadas. Sentindo-se um pouco constrangido, ele se apressou em puxá-las, fazendo o velcro estalar e chacoalhar.
Jang Taegun riu baixinho com a cena, depois se inclinou para pegar algo. Era a cueca boxer de Jaeha.
— Sem pelos, sem cueca. Que obsceno… Você está tentando me seduzir para mais um round?
— …Não.
Jaeha fechou os olhos com força, depois os abriu e estendeu a mão para pegar de volta sua cueca preta que Taegun havia pegado.
Apesar da travessura em seus olhos, ele a devolveu sem comentar. Ele tirou as calças que estava vestindo e colocou a cueca de volta primeiro.
Ele curvou a cintura levemente para puxar o cós, mas Jang Taegun olhou fixamente para ele, lambendo o lábio inferior com a língua.
Uma língua vermelha e brilhante surgiu, lambendo o lábio interno, deixando um rastro reluzente. Seu olhar era igualmente molhado.
Para Lee Jaeha, era desconhecido ser olhado daquele jeito. Quem olharia para um alfa dominante com mais de 180 cm de altura como se pudesse devorá-lo?
Ele percebeu que havia uma solução para liberar sua raiva fisicamente, mas começar aquilo de novo agora mesmo era um pouco estranho. Jaeha estalou os lábios e falou.
— …Hoje não.
— Quem diz isso?
Jang Taegun, com os olhos ardentes apesar de sua expressão indiferente de sempre, deu um passo à frente e abraçou Lee Jaeha por trás.
Então ele envolveu os braços pela frente, fechando o zíper ainda aberto, apertando o cinto e prendendo-o com o velcro.
Era surpreendente o quão longos eram seus braços, capazes de alcançar ao redor de Jaeha — cuja espessa camada de músculos significava que ele tinha um peito grande — e ainda ajustar o cinto em seu abdômen.
— Obrigado…
Era estranho, mas o constrangimento era inevitável. Ele não era uma criança de três anos, mas outra pessoa estava ajustando suas roupas.
Ele podia sentir a solidez de sua caixa torácica e dos músculos do peito através do abraço. O farfalhar agradável de feromônios, um perfume de gardênias e sal marinho, era palpável.
“A primeira vez que senti o cheiro, pareceu incrivelmente doce.”
Foi no lugar onde conheceu Sumin que ele sentiu seu perfume pela primeira vez. Parecia rico demais para ser de Sumin, mas doce demais para ser do Alfa sentado ao lado dele.
“Mesmo agora…”
Aquele pensamento permanecia inalterado.
O perfume rico de magnólia misturava-se com a brisa do mar, abrindo caminho em suas narinas. Como algo que estimulava tão violentamente suas células olfativas podia terminar com uma nota tão doce?
Jaeha relaxou o corpo, sem perceber que a parte de trás de sua cabeça havia batido de leve contra a clavícula de Taegun.
Jang Taegun murmurou asperamente no ouvido de Jaeha.
— Quantos anos você tem para ficar relaxado assim sem controlar seus feromônios? E se houver um Ômega lá fora?
— Ah…
Ele pensou que estava apenas sonolento, com preguiça, mas de repente o quarto foi preenchido com o perfume de freixos.
Eram os feromônios de Jaeha. Um perfume fraco e fresco de flores de primavera também pairava. Jaeha gemeu enquanto se apressava em conter seus feromônios.
— Tsc. Apoie-se em mim. Depressa.
A liberação repentina de feromônios, seguida pela contenção abrupta e rápida, causou uma leve tontura. Jang Taegun, de alguma forma percebendo o estado de Jaeha, fez com que ele se apoiasse contra ele.
Com tantas experiências estonteantes acontecendo de uma só vez, Jaeha sentiu-se ligeiramente derrotado, deixando sua força se esvair e não tendo outra escolha senão apoiar-se totalmente nele.
Ele não se considerava falho em resistência, mas o leve tremor entre suas pernas e seu estado atordoado certamente contribuíram.
“Eu nunca esperei que a resistência da parte que recebe fosse esgotada assim…”
Ele pensou que deveria começar a se exercitar separadamente. Jang Taegun era enérgico, e o calor que compartilhavam em seu relacionamento era agradável. Então, ele decidiu que seria sensato aumentar sua resistência.
Porque ele gostava do calor que compartilhavam. Mas o sexo não envolve apenas a troca de calor corporal. O prazer que ele havia lhe dado veio à tona inconscientemente.
Prazer… Bem, ele não podia dizer que gostava daquele prazer imenso. Bala que é doce demais só dá uma sensação de queimação na língua.
Seu relacionamento com Taegun era assim. Jaeha não sabia que podia se sentir daquele jeito. Era um prazer que perfurava até as noções fixas de Lee Jaeha, solidificadas por viver a vida inteira como um alfa dominante.
Era uma sensação tão imensa que ele teve a premonição de que algo dentro dele poderia se despedaçar se continuasse assim.
No entanto, mesmo em meio a isso, Lee Jaeha não afastou Taegun. Ele o segurou perto, enterrando o rosto em seu ombro, porque o calor que o tocava parecia intensamente bem-vindo.
A carne e a estrutura óssea de Jang Taegun eram diferentes das de Jaeha. Ambos treinavam seus corpos, mas enquanto Jaeha possuía uma dureza de gesso com alguma fraqueza inerente, a de Taegun era como ferro.
Apegar-se a ele oferecia conforto a Jaeha, que nunca havia se apoiado nas costas de ninguém antes.
Mesmo quando ele batia em seu ombro, instando-o a se apoiar nele, Jaeha não tinha intenção de fazê-lo. No entanto, simplesmente a sua presença era suficiente para oferecer consolo.
— Você é tão bem-comportado. Você é lindo.
Jaeha, que estivera cobrindo o rosto com uma das mãos, totalmente envergonhado por ter seu cinto afivelado, corou novamente quando Jang Taegun o elogiou como se ele fosse admirável e depois deu um passo para trás.
Depois de terminar de vestir Jaeha, Jang Taegun até lhe deu um tapinha leve nas nádegas. Esse tratamento, que Jaeha nunca havia recebido nem de sua própria mãe, fez seu rosto empalidecer brevemente, mas ele não disse nada.
Porque ele o viu, tendo se afastado de mim, olhando ao redor do quarto aqui e ali.
Jaeha ficou parado sem jeito, sentindo-se estranhamente envergonhado.
Isso porque ele estava examinando os móveis do quarto com uma expressão estranhamente fascinada. Aproximando-se da escrivaninha, ele escovou levemente a borda. Ele também examinou cuidadosamente os objetos colocados em cima.
— O que é isso? Gosto interessante.
O peso de papel de tartaruga de jade foi um presente de seu avô. Jang Taegun bateu na cabeça da tartaruga, que segurava uma conta de jade de cor mais escura em sua longa garra parecida com um polegar, e murmurou.
…Ouvindo-o dizer isso, realmente era um gosto de velho.
Jaeha ficou sem jeito porque só o havia usado por sua conveniência em segurar as plantas ocasionais que surgiam, sem nunca prestar atenção à sua forma ou material.
— Isso é apenas…
Antes que pudesse terminar, Taegun já estava olhando para outra coisa. Parecia ser uma caneta-tinteiro. Aquela com um diamante incrustado em sua ponta fora um presente que sua mãe lhe comprara para a sua formatura do ensino fundamental.
Jang Taegun bateu na caneta-tinteiro enquanto a rolava entre os dedos e falou.
— Que tipo de caneta tem um diamante nela?
— …Você gostaria dela?
Arrependi-me das palavras no momento em que saíram da minha boca. Jang Taegun não tinha falta de riqueza, nem era do tipo que cobiçava pequenas posses. Por que eu de repente a ofereci a ele?
Não havia outro significado por trás disso. Aquela caneta-tinteiro tinha um certo significado para mim, e pensei que seria bom se ele a tivesse. Eu guardava todos os presentes que minha mãe me dava, mas poucos eram itens que eu realmente carregava por aí e usava.
Era apenas que de repente senti o desejo de dar algo que me foi dado por alguém de quem eu gostava para outra pessoa de quem eu gostava. Foi por isso que perguntei de forma tão abrupta, minha voz falhando no final.
As orelhas de Jaeha coraram de vergonha. Felizmente, Taegun não estava olhando para Jaeha; ele estava estudando a caneta atentamente.
— Ela tem o nome do gerente gravado?
— Sim… Acho que sim.
— Mas você está oferecendo para mim?
Mesmo que tivesse um diamante incrustado na ponta, era um presente do ensino fundamental — um item usado por mais de uma década agora.
Taegun, que estava sendo instado, também achou aquilo absurdo e não conseguiu responder direito. Ele estava prestes a dizer que havia falado errado. Jang Taegun virou a cabeça, olhou para Jaeha daquele jeito e riu baixinho.
— Tudo bem. Dá para mim.
— …Hã?
— Eu estava apenas testando você? Por que você está surpreso?
— Não, não.
Ele pegou a caneta-tinteiro e a enfiou no fundo do bolso do paletó. Jaeha mordeu o lábio. Pensando bem, dar algo que ele havia usado parecia rude.
— …Eu vou te dar uma nova de presente. Devolve.
— Você me dá e depois pega de volta? Você é um valentão, Gerente Lee?
Como alguém que protege uma posse preciosa, ele cobriu a caneta-tinteiro enfiada dentro de seu paletó com sua palma grande. A maneira como ele olhava para Jaeha era como se estivesse de olho em um bandido cobiçando a propriedade de outra pessoa.
Jaeha ficou momentaneamente sem palavras.
— Eu não sou um bandido…
— Então por que você pediu de volta? Roubar dos outros é o que pequenos bandidos fazem. Entendeu?
Sua voz era clara e deliberada, como se ensinasse moralidade a uma criança. Jaeha perdeu as palavras, quase assentindo levemente, mas parou, achando aquilo patético.
Jaeha, que havia acabado de consumar seu relacionamento em plena luz do dia, no próprio espaço em que trabalhara por anos, nem sequer percebeu que sua tez estava pálida e frágil, como um lagostim trocando de casca.
Ele se mexia inquieto como um estudante do ensino fundamental trazendo um colega de classe para casa pela primeira vez. Independentemente do estado de Jaeha, Taegun, tendo examinado minuciosamente a situação, limpou a poeira da placa de identificação de cristal que dizia “Lee Jaeha” com a palma da mão antes de falar.
— A partir de hoje, não vá para casa sozinho. Myeongsoon vai acompanhar você. Mesmo que seja um incômodo, fiquem juntos.
— …Eu não vou mais fugir. Vou direto para casa.
Jang Taegun riu baixinho. Ele empoleirou-se na borda da escrivaninha de Jaeha, cruzou os braços e o observou.
Jaeha começou até a se perguntar se Taegun era na verdade o mestre deste quarto e ele era meramente um convidado. Taegun traçou lentamente o dedo indicador ao longo da linha de sua sobrancelha e falou.
Ele franziu a testa ligeiramente, sua expressão sugerindo que havia ouvido algo absurdo.
— Então você estava ciente de que estava fugindo. Achei que estivesse fingindo ser um marido trabalhando dia e noite para me sustentar.
— …….
— Então. Por que você fugiu?
Lee Jaeha também ficou um pouco surpreso com sua própria sinceridade, que havia escapado inconscientemente.
Era menos sobre fugir e mais sobre evasão. Ele não tinha forças para ficar parado e assistir enquanto o foco desaparecia de seus olhos.
Ele tinha que sair e fazer algo. Ele precisava agir — ou para lidar com os bastardos que fizeram isso com ele, ou para descobrir a verdade por trás disso. Custe o que custar.
— Não tem nada a dizer? Só vai deixar passar?
— …….
Quando Jaeha olhou de volta sem responder, Taegun encontrou seu olhar e soltou uma risadinha baixa e rouca.
— Bem, sim. De qualquer forma, a partir de hoje, não dirija sozinho também.
— Por que isso…?
— Por que você está perguntando por quê? Eu também não tenho uma resposta. Você usou a tática da beleza e nem sequer respondeu, e agora está sendo sem-vergonha.
Jang Taegun endireitou seu corpo meio sentado e passou por Jaeha. Jaeha olhou apressadamente para o relógio. Estava perto da hora de ir embora.
— …Onde você vai?
— Parece que vou a algum lugar. Eu te disse para não dirigir sozinho. Apresse-se e fique perto. Vamos largar o trabalho.
Só então Jaeha acelerou o passo ligeiramente para seguir atrás dele.
Assistindo a isso, Taegun virou-se para trás e abriu a porta do escritório. Ele observou Jaeha de um ângulo diagonal atrás dele, e quase parecia que estava sorrindo de leve.
Embora não fosse totalmente certo.
* * *
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna