The Hound Behind The Mask (Novel) - ↫─Capítulo 13
↫─Capítulo 13
Ele estava um pouco fora de si.
— É assim que você vai e se mete em problemas, seu bastardo do Myeongsoon, não, me desculpe. Eu deveria vigiar minhas palavras na sua frente, senhor, mas me deixei levar…
— Está tudo bem.
Jaeha respondeu não por enquanto, mas mesmo depois de dizer isso, sentiu-se ambíguo — ele estava recusando o pedido de desculpas de Jeonggil ou rejeitando o título de “cunhado” que ele havia usado para se referir a ele?
Cunhado é cunhado, mas o que exatamente é “Cunhado”? O título estonteante fez Jaeha pegar seu copo de água.
Ele olhou de relance para Taegun, sentado ao lado da mesa redonda, silenciosamente erguendo um copo de bochecha de soju aos lábios.
A mesa circular no restaurante de carne tinha pernas grossas para sustentar o braseiro central, mas estavam bem abertas, talvez desconfortáveis.
Jaeha também continuava tendo os joelhos batendo na mesa e estava prestes a cruzar as pernas. A mesa era estreita e, com quatro homens altos sentados ao redor dela, seus joelhos continuavam batendo na mesa. Tentando evitar isso, ele cruzou as pernas, mas seu joelho acabou tocando a coxa de Taegun.
Preocupado que ele pudesse achar o contato desconfortável, Jaeha mudou de posição para o lado, mas Taegun simplesmente o segurou ali e pressionou para baixo. Assustado com a mão grande em seu joelho, Jaeha olhou para ele. Taegun estava apenas aceitando um refil de Myeongsoon ao seu lado, sem sequer olhar para cá.
Eu havia sugerido jantar no caminho de volta do trabalho. Minha coragem veio um pouco tarde, e não foi até encontrar Jeonggil e Myeongsoon no estacionamento subterrâneo, que tinham vindo buscar o seu Hyung, que pude finalmente dar voz ao convite.
— Vocês gostariam de jantar antes de ir?
Antes mesmo que Taegun pudesse responder, um ronco alto irrompeu do estômago de Jeonggil, que estivera curvado para saudar Jaeha e Taegun.
Só então Jaeha percebeu que havia acabado de fazer algo parecido com um pedido de encontro a Taegun na frente de Myeongsoon e Jeonggil. Ele rapidamente acrescentou:
— Vamos juntos, Myeongsoon e Jeonggil.
— Hã, sério?
Os olhos de Jeonggil brilharam. Semelhante em altura a Jaeha, Jeonggil tinha uma estrutura mais magra com olhos afiados de pálpebra única.
Ele tinha o tipo de rosto que poderia parecer bastante imponente de longe, mas os cantos de sua boca se curvaram em um amplo sorriso, fazendo-o parecer um tanto inocente.
No entanto, Myeongsoon acenou com as mãos em desdém ao lado dele, cutucando o lado de Jeonggil com força com o cotovelo antes de responder.
— Nós estamos bem. Apenas os dois, o hyung e o gerente, aconchegados juntos—
— Ele está preocupado que vocês dois morram de fome. Parem de discutir e abram a porta do carro.
Taegun virou-se rapidamente em direção ao sedã. Jaeha não conseguia ver sua expressão por causa disso.
Jeonggil correu e abriu a porta do carro para Taegun entrar. Antes de subir, Taegun deu um tapinha leve na nuca de Jeonggil.
Jeonggil nem sequer fez um som. Ele apenas coçou a nuca, depois fechou a porta com cuidado como se a estivesse servindo, antes de abrir um sorriso para Jaeha. Percebendo que significava para se apressar, Jaeha entrou também.
Então caiu a ficha — esta era a sua primeira vez andando no carro de Taegun. Ele franziu os lábios. Taegun, já sentado, apoiou os cotovelos na moldura da janela, queixo apoiado. Aquela mesma expressão indiferente.
Myeongsoon assumiu o volante. Jeonggil, no banco do passageiro, afivelou o cinto e perguntou alegremente, virando-se para o banco de trás.
— Onde devemos ir?
— Onde quer que aquele bastardo na sua barriga queira comer.
Era claramente uma provocação, mas Jeonggil não se importou, tagarelando alegremente: — Tudo bem então, que tal o restaurante de carne de porco?
Jaeha gostava da atmosfera relaxada deles. Como trabalhava mais perto de Taegun, convidá-los para comer parecia uma boa decisão.
Graças a Jeonggil rindo no banco da frente, vi-me sorrindo de leve antes de virar a cabeça, sentindo um olhar. Taegun estava olhando direto para mim.
Os cantos de sua boca, que haviam subido sem ele notar, caíram ligeiramente. Foi porque ele estava nervoso por fazer contato visual com ele.
Taegun, que estivera olhando intensamente, estendeu a mão, agarrou Jaeha pela nuca, puxou-o para perto e deu-lhe um beijo rápido nos lábios antes de se afastar. O som de membranas mucosas ligeiramente úmidas se tocando e se separando ecoou.
Assustado com o beijo infantil, ele voltou a si e olhou para o espelho retrovisor do banco da frente.
Myeongsoon estava olhando para outro lugar, sua expressão inalterada. Ele não achava que era porque ela não tinha visto o que acabara de acontecer.
Jaeha sabia melhor — ela estava apenas fingindo habilidosamente não notar. Suas orelhas coraram ligeiramente antes de recuperar a cor.
O que quer que tivesse acontecido no banco de trás, parecer flertando na frente dos homens de Taegun não seria bom para ele, muito menos para o próprio Taegun.
O mundo dos Alfas era decididamente hierárquico, e Taegun precisava da lealdade deles. Jaeha não queria intervir e se tornar um obstáculo.
Era apenas que as pessoas com quem ele lidava eram diferentes. Jaeha também estava no topo de sua organização. Ele sabia que quando essas situações menores se interligavam, a insubordinação podia irromper.
Mulheres Ômega e Beta tinham mentalidades inerentemente horizontais e racionais; explicar as coisas de forma lógica e razoável funcionava para elas. Mas homens Alfa e Beta eram diferentes.
Entre Alfas com hierarquias claras, situações em que você tinha que usar a força para fazê-los ouvir eram frequentes.
Esse conceito permeava tudo, desde as salas de diretoria de grandes corporações até os becos de bandidos de rua. Então, mesmo que a atmosfera deles parecesse confortável e agradável, seria melhor não mostrar nenhum sinal de relaxamento total.
Tendo pensado até aqui, Jaeha instantaneamente recompôs sua expressão e sentou-se ereto. Taegun riu baixinho ao seu lado, como se soubesse exatamente o que Jaeha estava pensando.
— Droga, ele é tão legal que faz meu pau pulsar.
— ….
Claro, Jaeha ignorou calmamente seu comentário ambíguo, que beirava o assédio sexual. O carro logo entrou na área atrás da floresta de edifícios. Era um lugar do qual Jaeha só ouvira o nome e nunca visitara antes.
Jeonggil tagarelou sobre o lugar por um bom tempo. Ele havia sugerido ir, mas parecia hesitante, talvez porque Jaeha tivesse nascido e sido criado em uma família chaebol.
Sua mãe fora um tanto exigente, mas como falecera quando ele era jovem, Jaeha na verdade preferia comer fora. A menos que o Professor Jeong cozinhasse, ele raramente fazia refeições em casa.
Foi o mesmo quando frequentou a universidade antes de estudar no exterior. Gwanak-gu tinha muitos restaurantes acessíveis que atendiam a estudantes universitários, e seus colegas de classe, que não perguntavam sobre sua origem, frequentemente o arrastavam para vários lugares.
Então, esse tipo de lugar não era totalmente desconfortável para em nada. Era apenas que ele raramente visitava restaurantes à moda antiga depois de voltar para casa.
De qualquer forma, o carro parou suavemente.
Assistindo Myeongsoon dirigir sem ligar a navegação, Jaeha percebeu que eles estavam indo para um lugar que frequentavam.
Ele não pôde deixar de se sentir animado. Parecia que estava tendo um vislumbre da vida diária de Jang Taegun, mesmo que apenas uma pequena parte.
E eles chegaram a esta mesma loja. Eles se sentaram em seus lugares com familiaridade.
Parecia que eles a visitavam com frequência suficiente para ter um lugar designado. Pedir o menu foi fácil também. A comida chegou rapidamente, e Jaeha misturou-se facilmente à atmosfera.
Lidar com outros Alfas não era difícil para ele, para começar. Era em parte porque Alfas dominantes eram raros no grupo, mas mesmo entre Alfas dominantes, a maioria nutria uma impressão favorável de Jaeha. Aqueles mais jovens que ele o admiravam, enquanto os mais velhos o consideravam com admiração.
Esse parecia ser o caso de Myeongsoon e Jeonggil também. Eles sentaram-se em silêncio com os braços cruzados, agindo em nome de seu chefe silencioso, instando Jaeha a experimentar várias coisas e encorajando-o a falar.
Jaeha assentiu com a cabeça às palavras deles, fez perguntas quando curioso e esperou que a carne na grelha cozinhasse.
— Parece que está pronto agora.
Myeongsoon disse enquanto virava a carne com a pinça. A loja estava lotada, fervilhando freneticamente.
Sem saber que tal lugar existia nos becos atrás da floresta de edifícios, Jaeha calmamente pegou seus palitinhos, pegou um pedaço bem cozido de peito de frango e o colocou na boca.
Myeongsoon sorriu abertamente.
— Senhor, é do seu agrado? Nós vínhamos a lugares como este todos os dias…
— Eu gosto também. Eu estive aqui algumas vezes para jantares de funcionários… Ouvi dizer que churrascarias de beco são raras, mas você conhece um bom lugar, Sr. Myeongsoon.
Jaeha sorriu gentilmente e respondeu a Myeongsoon. Taegun pousou o copo. Uma gota de orvalho que se apegava ao copo de soju deslizou e caiu na mesa.
Sua outra mão ainda estava apoiada no joelho de Jaeha. Taegun cerrou o punho, deu um tapinha leve no joelho de Jaeha, depois deslizou a mão sobre o ponto que havia batido e abriu a boca.
— Você está flertando com a sua esposa bem ao seu lado? Eu te disse que ele está ficando careca.
— Não é careca, apenas raspado de perto.
Myeongsoon, como se para evitar qualquer mal-entendido, respondeu rapidamente enquanto encolhia sua grande estrutura. Jaeha olhou para Taegun uma vez, depois assentiu para Myeongsoon.
Significava que ele não acreditava que era calvície, mas Myeongsoon, sentindo-se injustiçada não importa como pensasse sobre isso, acrescentou uma desculpa: — É apenas raspado bem rente como eu raspo todos os dias.
Jaeha franziu os lábios, depois expressou casualmente a pergunta que queria fazer desde mais cedo.
— …O Diretor Jang vem aqui com frequência também?
Jang Taegun virou o soju que Jeonggil havia derramado para ele, colocou a garrafa na mesa e olhou de relance para Jaeha.
Mesmo sentados lado a lado, o olhar de Taegun estava fixo ligeiramente acima dele. Mesmo quando ele estreitava os olhos e olhava para baixo para ele, de alguma forma parecia que estava provocando-o.
— Antigamente.
— Quando exatamente é “antigamente”?
— Você está curioso?
Jaeha assentiu honestamente.
Desta vez, quando Myeongsoon tentou derramar soju no copo de Taegun, Jaeha estendeu a mão e bloqueou a borda com a palma da mão. A mão de Myeongsoon, ainda segurando a garrafa, congelou no ar.
Taegun bateu no pulso de Jaeha levemente com o dedo indicador. Parecia que ele estava perguntando o que estava acontecendo.
— Seu ferimento não cicatrizou completamente ainda. Você não deveria beber mais.
— Você é bem ranzinza, não é?
Taegun, com os cotovelos apoiados na mesa, apoiou o queixo na mão e deu a Jaeha um sorriso irônico. No entanto, Jaeha exibia uma expressão composta, rara nele. Não era implicância; era a verdade. Como alguém com um ferimento abdominal grave, de apenas dez dias de idade, podia estar bebendo? Ele queria dizer para ele não beber desde o primeiro copo, mas hesitou em mandar nele na frente de seus subordinados.
Vendo aquela expressão resoluta, Taegun pegou a mão de Jaeha que estava apoiada em seu próprio copo e entrelaçou seus dedos.
Jaeha olhou para cima surpreso, mas desta vez Taegun virou a cabeça para o outro lado. Sentado à sua esquerda, Taegun pressionou a mão que seguravam com força e disse.
— Eu sou destro.
— Sim. Eu sei.
Jaeha deu um leve aceno de cabeça em resposta. Ele sabia que Taegun era destro há muito tempo. A mão que pegou a sua no dia do casamento e deslizou o anel em seu dedo esquerdo fora a mão direita de Taegun. Após a resposta simples de Jaeha, Taegun, parecendo indiferente, levantou o queixo do braço e apontou para a carne na grelha.
— O que você está fazendo? Você tem que me alimentar. O gerente não solta a minha mão.
…Não era que eu não estivesse soltando.
Mesmo pensando assim, ele pegou os palitinhos, imaginando se ele estava com fome já que pedira para ser alimentado. Ele pegou um pedaço de carne bem cozido e soprou levemente, com medo de que estivesse quente demais, quando sentiu um olhar.
— ……
— …Hum, bem… Vamos pedir macarrão frio. Myeongsoon, sua peste, vai lá pedir.
— Uh, uh. Quatro tigelas de macarrão frio, por favor.
Jeonggil e Myeongsoon falaram de repente, evitando o olhar de Jaeha. Jaeha congelou, ainda segurando a carne.
↫─☫ Continua no Volume 2…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna