Kiss Me If You Can (Novel) - Capítulo 57
Side Story 1 – Capítulo 18
Passaram-se mais alguns dias antes que Chase voltasse a se encontrar com Pete. Durante esse tempo, ele tentou dar conta da sua agenda apertada para conseguir, de alguma forma, ter o dia livre. Depois de ter desocupado um dia para Pete com muito esforço, também se dedicou a planejar um dia perfeito.
Quando pediu um conselho à Laura, que tinha um sobrinho de idade semelhante, ela espiou pela janela sem querer. Não havia sinais de que o mundo estivesse acabando. Estava confusa, mas o aconselhou com sinceridade. Até que, finalmente, chegou o dia.
…
—Chase, o que aconteceu com os seus olhos?
Josh, que visitou a mansão de Chase como havia prometido anteriormente, arregalou os olhos e o olhou surpreso. Chase respondeu com vergonha.
—Estou um pouco cansado, é que não consegui dormir.
—Imagino.
Seus olhos vermelhos representavam claramente a falta de sono e o cansaço acumulado. Josh, que falava de forma brincalhona, não demorou a completar em voz baixa:
—Não seja tão apressado, temos muito tempo.
Depois de dizer isso, abaixou o olhar. Dessa vez, Pete estava grudado na perna de Josh.
—Ei, Pete.
Disse Josh carinhosamente, pegou-o pelo ombro e o puxou para a frente.
Hoje Pete vestia um traje de marinheiro e um short, também havia colocado o novo chapéu de palha que sua avó havia comprado no dia anterior. Pete, que se olhou no espelho pela manhã, estava muito feliz, dizendo que parecia com um personagem de desenho animado que tinha visto na televisão recentemente. É claro que a única semelhança com o personagem principal era o chapéu de palha, mas como Pete era tão fofo, Josh respondeu várias vezes dizendo que ele estava certo.
—Fofo, né?
Josh, que empurrou gentilmente o menino para frente de Chase, não pôde conter seu orgulho e encheu a bochecha de Pete de beijos. Pete, que já estava acostumado com esse comportamento, sorriu e se contorceu por causa das cócegas, mas não se opôs ao carinho de Josh.
Chase apenas os observava em silêncio. Josh, que colou os lábios na bochecha da criança com um último beijo, levantou a cabeça. Imediatamente se deparou com o olhar de Chase.
—Pete.
Josh abriu a boca.
—Cumprimente, este é Chase Miller. Você se lembra? Ele nos visitou alguns dias atrás.
Pete levantou os olhos, mas o rosto de Chase estava muito alto, e o chapéu de Pete era tão grande que, quando ele ergueu a cabeça, o chapéu cobriu seu nariz. Josh sorriu e retirou o chapéu para ampliar o campo de visão de Pete. Então, Chase se ajoelhou diante de Pete.
—Oi, Pete. Como você está?
A voz de Chase estava mais suave que o habitual, também tremia muito levemente. Josh percebeu que ele estava nervoso, mas fingiu não notar. Em vez disso, afastou-se de Pete e falou com suavidade.
—Pete, o papai tem que trabalhar hoje. Você pode passar o dia com o Sr. Miller no lugar dele?
—Hã?
O menino olhou novamente para Josh com surpresa. Como se nunca tivesse esperado por algo assim, seus olhos bem abertos estavam cheios de vergonha e ansiedade.
—Eu disse a ele que iríamos à Disneylândia.
Josh avisou Chase e voltou a falar com Pete.
—A Disneylândia não vai abrir hoje. Então vamos a outro parque de diversões. Papai vai investigar, então você pode esperar com o Sr. Miller? Eu volto logo. Tá bom?
—Uhh…
Pete piscou rapidamente várias vezes, sem conseguir responder. A maneira como agitava o corpo, brincando com as mãos, revelava claramente sua ansiedade.
Chase conteve o nervosismo. Se perder a oportunidade agora, nunca poderá consertar as coisas com Pete. E Chase não queria perder a chance de se aproximar de Pete.
Então, Pete olhou para Chase. No momento em que seus olhos se encontraram, o menino se assustou e abraçou Josh. Foi então que Chase suspirou, se perguntando se a mesma situação dos encontros anteriores iria se repetir. Vieram à mente as palavras de Josh:
—Não se preocupe, ele vai gostar de você. Porque…
Não ouvi o que ele disse depois disso. Mas, de alguma forma, Chase sentiu que sabia.
“Vamos tentar.”
Engoliu a saliva nervosamente e abriu a boca.
—Pete.
Ao pronunciar seu nome suavemente, observou as costas do menino, que deu um pulo de surpresa. Chase continuou falando, resistindo à vontade que tinha de abraçá-lo.
—Hoje é meu dia de folga e eu não tenho amigos para brincar. Então pensei que Pete poderia brincar comigo. O que acha?
—…
—Hm?
Quando foi gentilmente questionado, o menino pensou por um momento e virou a cabeça com cautela. Quando seus olhares se encontraram novamente, Chase sorriu sem hesitar. Ele sabia. Sabia como sorrir, e Josh o olhava encantado. Pete reagiria da mesma maneira se sua suposição estivesse correta. E sua ideia acertou em cheio.
—Uh…
Pete olhou cautelosamente para Chase com a mesma expressão que Josh. Assim que Chase percebeu que Pete o encarava de boca aberta, sem virar a cabeça, seu nervosismo desapareceu, e finalmente Chase se encheu de confiança.
Quando levantou os olhos sem esconder o sorriso cada vez maior, Chase fez contato visual com Josh, que o observava com a mesma expressão de Pete. Ao ver Josh e Pete hipnotizados ao mesmo tempo, Chase caiu na risada.
Ao ver Chase rindo alto, Pete piscou e afrouxou o aperto na camiseta de Josh. Seus olhos continuavam fixos nos de Chase. Quando Josh percebeu a mudança, abriu rapidamente a boca:
—Então, Pete, tudo bem? Você vai esperar aqui com o Sr. Miller.
—… Sim.
Só depois que Pete respondeu é que Josh o olhou. Ao ver que suas bochechas redondas estavam tingidas de vermelho, Josh não se conteve e lhe deu um beijo.
…
—Eh, aqui está.
Mark, que levantou a cabeça ao ouvir o tilintar da campainha, fez um gesto com a mão. Josh foi imediatamente até a mesa onde seus colegas estavam sentados. A garçonete que chegou naquele momento deixou o cardápio fino de uma página e sorriu. Josh retribuiu o sorriso. Depois que a garçonete se afastou, Henry, que a observava, abriu a boca.
—Você não deveria usar um anel, senhor noivo? Hein?
Até agora Josh tinha apenas rido com todos, mas já era hora de mudar. Lembrando de Chase, que tinha ficado irritado e com ciúmes por ele ter conversado com Laura, achou que agora deveria evitar sorrir daquele jeito para os outros. Mas, para sua vergonha, voltou a sorrir quando a garçonete retornou para anotar os pedidos algum tempo depois.
—Ahh.
Josh suspirou, envergonhado, e logo sacudiu a cabeça.
“Vivi assim a vida toda, então não vou conseguir mudar tão fácil. Será que é um hábito que precisa ser mudado?”
Era a primeira vez que pensava nisso, porque era natural sorrir quando seus olhos encontravam os de outras pessoas.
“Bom, quando vejo o Henry, não acho que sorrio toda vez que nossos olhos se cruzam.”
Seu olhar se encontrou com o de Henry, que dava uma grande mordida no sanduíche.
Henry mostrou o dedo do meio enquanto segurava o sanduíche com a outra mão, com uma expressão totalmente séria. Josh apenas sorriu e desviou o olhar.
—Como vocês estão? Ouvi dizer que deixaram a residência.
Mark, que deu um gole no café diante da pergunta de Josh, abriu a boca.
—Primeiro, me mudei para um motel. Já estou lá faz um tempo.
—Acho que ninguém sabe que fiquei lá.
—Por que não?
Enquanto Henry resmungava, Isaac apontou:
—Os seguranças sabiam, porque estavam de plantão.
Henry deu um chute embaixo da mesa sem dizer nada. Seth, que olhava para Isaac há um tempo, abriu a boca.
—Depois das férias do Mark com a família, talvez tenhamos um cronograma. De qualquer forma, estou pensando em tirar um tempo de descanso. Talvez viajar pra algum lugar.
À frente de Seth, que havia terminado de falar, havia um guia de viagens para Cuba. Seguindo o olhar de Josh, ele disse casualmente:
—Para comprar umas coisas.
—Você não fuma, né?
—Talvez.
Respondeu à pergunta de Josh com indiferença.
—Então vai fumar em Cuba.
Era um plano confuso. Josh concluiu que ele não tinha planos de verdade. Seth logo mudou de assunto e perguntou:
—E você? Como está indo?
—Deve ter muita coisa para preparar, mas se precisar de ajuda…
—Hmm.
Mark, que havia sugerido de forma inadvertida, imediatamente se viu diante do olhar de Henry e se apressou em concluir. Isaac apenas esticou as costas e abriu a boca.
—Não muita gente sabe do seu noivado. Quando vai anunciar?
—Ah, não sei… — Josh respondeu vagamente à pergunta de Isaac. —Você contou pro Pete? Qual foi a reação dele?
Todos prestavam atenção ao que Josh iria responder. De qualquer forma, os membros da equipe se preocupavam com Pete, que Josh havia dado à luz e criado sozinho, e o viam como um sobrinho. Josh respondeu sem hesitar:
—Ainda não conversamos sobre isso. Primeiro achei que eles deveriam se acostumar um com o outro.
—De que jeito? Ah.
Josh continuou, fingindo não ter ouvido Isaac, que estava com pressa para saber.
—Sim, eles ainda não são tão próximos… Bom, deixei que passassem um tempo juntos. E agora estou aqui.
—Você o deixou sozinho? C e Pete? — perguntou Mark, surpreso. Para os que estavam familiarizados com as explosões de Chase, de forma alguma o deixariam sozinho com a criança, mas Josh pensava diferente.
—Você sabe que ele é o pai, né?
Josh assentiu diante da pergunta desconfiada de Henry. Isaac, que percebeu o significado, lançou uma leve repreensão.
—Você acha que o C bateria no próprio filho?
—Existe pai que não bate? — respondeu Henry imediatamente, mas não demonstrava sinais de estar sendo sarcástico.
Ele realmente achava que todos os pais batiam nos filhos. Josh não o corrigiu de imediato, mas se algum dia ele dissesse que se casaria e teria filhos, pensou que seria melhor ter uma conversa séria com ele. Claro, Josh não era o único a pensar assim. Então, Seth, que balançava o folheto sem sentido, abriu a boca.
—Ainda não consigo acreditar. Pete, o anjinho, é filho de um filhote de demônio.
Ele olhou para Josh e acrescentou:
—Na última vez que estive na Inglaterra, saiu uma matéria dizendo que um ômega teve um bebê sozinho, ou seja, sem um alfa.
—Você acredita no que aquele ômega britânico disse?
Henry zombou, mas Josh respondeu com calma:
—Pete é filho do C.
Seth rapidamente levantou a mão para interrompê-lo.
—Você não precisa dizer que dormiram juntos.
Josh se calou diante da negativa dele. O silêncio voltou, e dessa vez Mark tomou a palavra.
—Jannet vai trazer as crianças semana que vem. Era pra eu tirar uma semana de férias na praia, e vocês?
Depois disso, o assunto mudou para outro lado, alguns falavam sobre a praia, outros dizendo que era bom e que não era bom, tentando descobrir mais. Josh pensou por um momento, se perdendo na conversa ao redor.
“Como será que eles estão?”
…
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Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna