Kiss Me If You Can (Novel) - Capítulo 56
Side Story 1 – Capítulo 17
—Josh, quanto tempo! Como você está?
—Ei, você parece melhor, feliz em nos ver de novo? Hm?
—Josh, que bom te ver. Senti sua falta.
Henry, que estava ao lado de Seth, imediatamente olhou para trás ao ouvir as palavras de Isaac.
“Que cara sem tato.”
Seth mordeu a língua internamente e prestou atenção em Josh, que fingiu não ter ouvido. Josh, que se aproximou do grupo de colegas, cumprimentou a todos alternadamente e perguntou:
—Como estão todos? Fico feliz que tenham terminado sem problemas.
—Sim, bem… houve um incidente recentemente, mas…
Isaac interrompeu despreocupadamente Seth, que estava terminando sua frase:
—Chega, lembre-se que tudo relacionado ao “C” é confidencial.
—Você não deveria falar sobre isso.
—Verdade.
Seth e Henry revezaram-se concordando. Josh não teve escolha senão rir.
Fazia dois dias que Laura havia anunciado o término do contrato. Josh recebeu ordens para voltar para casa em vez de retornar ao trabalho. De fato, todos estavam fazendo as malas e o local estava uma bagunça. Naquele momento, Mark entrou no prédio e logo avistou Josh.
—Josh, você!
Abrindo os braços, Mark esfregou as costas de Josh e depois o soltou.
—Você passou por maus bocados, não é? Agora acabou, vamos voltar.
Segurou Josh pelos ombros com uma expressão confiante, mas Josh nem conseguiu acenar com a cabeça. Em vez disso, ao olhá-lo com perplexidade, todos que observavam sentiram algo estranho.
—O que foi? Ainda tem algo para fazer?
Como esperado, Seth, que tem reflexos rápidos, perguntou. Isaac olhou intrigado: —Você quer dizer que ainda tem trabalho pendente?
Seth acrescentou, acostumado com essas situações:
—Quando vejo o Josh não reagindo ao dizermos para voltar, fico pensando se há algo que ele precise fazer aqui que o impeça de retornar.
Josh, sentindo o olhar de todos sobre si, não teve escolha senão admitir. Impressionado com a perspicácia de Seth, concordou:
—Sim, na verdade tem algo que preciso discutir.
Uma leve tensão pairou no ambiente descontraído. Henry pegou seu celular e encontrou uma nota sobre o conteúdo daquela aposta que fizeram, Isaac olhou para ele com severidade, e Mark decidiu não se surpreender com qualquer coisa que Josh dissesse. Enquanto isso, Seth só observava a boca de Josh, questionando se seu palpite estava certo. Finalmente, Josh começou:
—Primeiro, vou trabalhar em equipe o máximo possível. Só faltarei em ocasiões muito, muito especiais.
—Ah, bom, tudo bem.
Mark relaxou ao falar, mas os outros ainda estavam tensos. Seth lançou um olhar incomum para Mark, que cortara as palavras de Josh, e então perguntou:
—E? Isso não é tudo, certo?
—Claro que não. O principal é que, de agora em diante…
Novamente, a tensão surgiu entre eles. Josh tossiu e continuou:
—Na verdade, eh… vou me casar… aqui.
—…
Josh esperava gritos de surpresa, mas, inesperadamente, houve um silêncio mortal. Tão quieto que dava para ouvir sua própria respiração. Ele coçou a cabeça sem jeito diante da reação dos colegas, que estavam com os olhos arregalados e bocas abertas.
—Não achei que fosse tão surpreendente.
Suas palavras quebraram o choque repentinamente. Então veio uma reação mais intensa do que ele imaginava:
—Casamento? De jeito nenhum, CASAMENTO?
—Ouvi direito? Josh, o que você acabou de dizer? Sério?
—Você vai se casar, Josh? Nem sabia que você estava namorando alguém! CASAMENTO?
—Você está mentindo, né? É pegadinha? Já vi isso antes – cadê a câmera?
—Em pegadinhas, eles preparam tudo e pegam um pedestre. Acho que não é isso, você conhece o Josh.
Enquanto isso, Seth foi o único que permaneceu calmo. No entanto, Mark piscou confuso e protestou:
—Talvez ele só queira ver nossa reação! Além disso, por que o Josh faria algo assim? Josh…
—Ele é um segurança. O melhor da nossa equipe.
—Exato! Josh é como nós, parte da nossa família. Mas o que fazemos com essa notícia? Vamos todos morar aqui? Nos reunir no local de trabalho? Josh, por que só está falando isso agora?
Mark e os outros começaram a falar qualquer coisa, em pânico. Henry disse: “Queria criar um hamster, mas agora não vou poder”, e depois “não vou ter um hamster”. Isaac ficou em transe, balançando a cabeça e murmurando algo em francês.
Seth e Josh pareciam os únicos sãos no momento. Ou pelo menos aparentavam estar. Seth, observando silenciosamente o frenesi dos colegas, virou-se para Josh com uma expressão de “que diabos está acontecendo?”
—Hmmm.
Josh esperou todos começarem a se acalmar e tentou chamar atenção tossindo em vão. Quando o silêncio voltou, ele falou:
—Não sei por que estão tão surpresos.
—CLARO que estou surpreso que você vai se CASAR, Josh!
—Você vai mesmo se casar? Foi para Las Vegas, bebeu e se casou por acidente no seu descanso?
—Se for isso, pode divorciar. Quanto tempo passou? Se registrar dentro do prazo…
Josh começou a se irritar com a enxurrada de perguntas.
—Por que diabos estão todos falando de DIVÓRCIO quando eu digo que vou me CASAR?
Todos calaram-se ao ver que Josh não conseguia conter a irritação. Percebendo sua reação, ele se arrependeu, mas não achou que tivesse feito algo errado. Mesmo sendo a primeira vez que tocavam no assunto, Josh reagiu como se estivesse diante de pessoas se opondo ao seu casamento. Não conseguia evitar o cansaço.
Depois, Josh suspirou, acalmou-se e continuou:
—Não foi um erro, não é um acidente. Vou me casar, Mark.
Com frieza, ele acrescentou rapidamente antes que gritassem de novo:
—Meu noivo é o pai do Pete.
—O QUÊ?
—Espera, o que você acabou de dizer?
—Isso não é pegadinha? CADÊ A CÂMERA? PROCUREM!
Novamente, um alvoroço explodiu. Dessa vez, Seth arregalou os olhos, claramente sem esperar por isso.
—Espera, Josh. Agora não entendi.
Seth estendeu a mão, demonstrando confusão.
—Você vai se casar com o pai do Pete? Vocês estavam se vendo às nossas costas? Desde quando?
Henry conseguiu segurar o que queria gritar: “Quanto você quer apostar?” naquele momento. Pensou que poderia piorar ainda mais o clima estranho que se formara. Enquanto mordia o lábio e esperava a resposta de Josh, Seth, que soltou um grunhido incomum, continuou:
—O que aconteceu no período em que você foi forçado a descansar? Não quero te ofender, mas você é a primeira pessoa que conheço que não se casaria. E agora é a primeira dizendo que vai se casar. O que houve? E o pai do Pete… é um homem? Um alfa? Vocês dois estão marcados? Desculpe tantas perguntas, mas estou muito confuso agora.
Seth vomitou uma quantidade anormal de palavras. Enquanto ele falava, os outros colegas mantinham a boca fechada e acenavam continuamente. Henry, por outro lado, invejava Seth, pensando: “Seria ótimo se eu pudesse formular essas perguntas calmamente e falar com eficiência assim.”
Quando Seth terminou, todos aguardaram em silêncio a resposta de Josh. Havia muitas coisas que ele queria dizer, mas decidiu responder às perguntas primeiro. Josh suspirou e começou a falar. Todos olhavam fixamente para sua boca. Josh riu ao sentir a pressão.
—Não podem olhar para outro lugar?
Brincou, mas a única resposta foi a voz fria de Seth:
—Fala logo.
A reação foi unânime. Josh não teve escolha senão responder uma a uma:
—Conheci o pai do Pete quando vim para a Califórnia antes. Nos esquecemos e nos reencontramos quando vim trabalhar aqui.
—Você gostou dele esse tempo todo, Josh?
—Cala a boca, Isaac.
Henry rangeu os dentes e o interrompeu. Josh continuou o mais superficial possível:
—Aconteceu que estávamos na mesma situação e sentíamos o mesmo, então decidimos nos casar. Vou explicar ao Pete em breve. Também penso em me mudar para cá, mas vou a qualquer estado se o trabalho exigir. Não quero parar de trabalhar.
Agora vinha o maior problema. Seus colegas estavam confusos, mas aceitaram suas palavras em linhas gerais. Claro, isso foi antes de Josh soltar a bomba. Mas a primeira surpresa veio antes disso. Seth olhou para Henry e disse:
—Bom, eu ganhei, né? Me dá aqui.
—Droga!
Henry revirou os olhos, pegou uma nota amassada do bolso e a colocou na mão de Seth com relutância. Deixando Josh perplexo sozinho, Mark apenas sorriu, e Isaac baixou a cabeça.
“Que diabos é isso…?”
—Josh, na verdade, estávamos achando seu comportamento estranho.
Seth, contando o dinheiro, falou com sua voz tranquila de sempre. Enquanto Josh o encarava confuso, ele continuou:
—Isaac começou dizendo que você estava agindo estranho ultimamente.
Seth olhou para Isaac, depois de volta para Josh.
—Fizemos uma aposta para nos divertir, tentando adivinhar o motivo. Como pode ver, ganhei o dinheiro.
Balançou as notas entre os dedos. Josh, perplexo com a história absurda, olhou ao redor. Isaac confirmou tudo com a cabeça baixa.
—Achei que você estava doente e escondendo que ia ao hospital.
—Nem pensar.
Henry cortou rápido.
—Agora sabemos a verdade.
Mark sorriu por trás dele, aproveitando para cutucar Isaac:
—Sabe o que o Henry achou? Que você estava jogando.
Mesmo assim, Henry manteve-se confiante:
—Apostar é menos idiota que achar que ele estava doente, Mark.
Josh virou-se para Seth ao ver Henry chamar Isaac de idiota.
—Então você está dizendo que era mais razoável supor que eu estava saindo com alguém?
—Sim.
Seth sorriu, confiante como se já soubesse que estava certo. Josh sorriu de volta e avisou gentilmente:
—Cuidado para não ser sequestrado e trancado num porão um dia, Seth.
—Eu? Por quê?
A razão era que Seth deduzia tudo rápido demais, mas dessa vez nem ele sabia. Josh nem se deu ao trabalho de explicar e mudou de assunto:
—Enfim, fico feliz que todos parecem entender. Achei que não aceitariam e me demitiriam.
—Nada disso! Não precisa se preocupar, Josh.
Mark apertou sua mão apressadamente, sorrindo mais caloroso que nunca:
—Você pode ficar quanto quiser. Nossa empresa sempre estará aberta para você.
—Obrigado, Mark.
Os dois apertaram as mãos amigavelmente. Isaac, observando, falou despreocupado:
—A propósito, Josh, quem é sua cara-metade?
Josh hesitou, soltando a mão de Mark.
—Sim, onde vai ser o casamento? Precisamos arrumar smoking? — Mark falou animado, como se já estivesse sonhando em ser padrinho. Diante da pergunta inesperada, Josh percebeu tarde que precisava de uma dama de honra.
—Sim, vou ver o que consigo arrumar e te aviso. Se não se importarem, quero um padrinho.
Olhou para os colegas como se todos fossem candidatos. Seth acenou como se fosse óbvio, e Isaac murmurou: “Sim, sim”. Henry nem precisava falar – seus olhos brilhavam e suas bochechas estavam coradas.
—Quem pega o buquê?
Josh franziu a testa sem querer com a pergunta de Henry.
—Buquê?
—Preciso de um buquê? Não tinha pensado nisso.
—Ah.
Henry ficou desapontado. Josh achou-o inesperadamente romântico. “Henry, que é surpreendentemente bonito, ficaria bem com flores.”
Mark interrompeu seus pensamentos:
—Deve ter muita coisa para preparar, então me pergunte se tiver dúvidas. Tenho experiência. Posso levar a Janet? Estava pensando em trazer minha família de férias.
Desde o pagamento inicial até os extras pelo contrato estendido, todos ganharam mais do que imaginavam. Josh pensou seriamente se poderia ficar um ano sem trabalhar. Mark planejou férias em família, Isaac decidiu ir ao Canadá, e Seth ainda estava pensando. Claro, Henry só soube disso depois.
—Por que o pagamento é tão baixo? Essas pessoas têm muito dinheiro.
Henry reclamou, mas Mark fingiu não ouvir. Era a única forma de evitar que ele gastasse tudo de uma vez. Os outros concordaram. Por isso, Henry era o único sem planos de férias, sempre gastava tudo em apostas ou bebidas antes mesmo de planejar.
“Por que ele aposta se já conhece as consequências?”
Josh olhou para Henry com pena. Todos estavam na mesma página. Mark mudou de assunto:
—Então vou procurar hospedagem. Me avise quando marcar a data, Josh. Isaac, precisa adiar sua volta?
—Não é urgente.
Isaac respondeu no seu jeito despreocupado. Mark brincou:
—Mas quem é seu noivo? Não é alguém que conhecemos, né? Todos saberíamos.
O clima, que tinha se acalmado, esquentou de novo.
—O quê? Alguém que conhecemos?
—Você disse que é um alfa, certo? Então é alguém da equipe?
—Não, ele conheceu o cara na Califórnia. Não deve ser do time do filme.
Henry falou depois que Isaac se surpreendeu e Seth balançou a cabeça. Todos se lembraram da última vez que Josh foi à Califórnia. Se não foi a trabalho, as possibilidades eram infinitas.
—Quantos anos o Pete tem?
“Essa foi uma maneira muito certeira de fazer uma suposição baseada na idade de uma criança.”
Foi Mark quem disse isso, mas Josh achou que a ideia vinha do fato dele ter três filhos. Foi quando Josh, observando-os especularem de um jeito ou de outro, tentou dar a resposta correta.
—Espera!
Henry, que percebeu as pistas como um fantasma, bloqueou suas palavras.
—Não me diga ainda, espera.
Enquanto Josh fazia uma pausa, Henry começou a tirar notas do bolso.
—Vamos, apostem, todo mundo aposte.
Diferente da última vez, todos estavam curiosos e tiraram dinheiro. Seth também tentou entrar na jogada, quando de repente Henry agarrou seu pulso.
—Você não pode, Seth. Você já apostou outro dia.
—O quê?
Enquanto Seth piscava confuso, Henry disse com um sorriso malicioso:
—Todo mundo lembra em quem o Seth apostou, né?
—Claro.
—Sim, lembro.
Enquanto Mark concordava, Isaac também confirmou. Seth, que sempre tinha as suposições mais improváveis, hesitou por um momento.
—Tá bom, mas não esqueçam que, se eu ganhar, as apostas dobram.
Seth, que cerrou os dentes e os avisou, soltou uma risada afiada direcionada a Mark, Isaac e Henry.
—Ah, sim.
—Claro, se você acertar.
—Chega, já deu. Então, quem é? Quem?
Henry ignorou sua opinião como se não houvesse mais nada a ouvir. Depois de pensar cuidadosamente, Mark arriscou um palpite contundente: “É um alfa que ele conheceu há muito tempo.”
Então Isaac falou com seriedade:
—Acho que esse alfa era um dos funcionários que iam e vinham da mansão do C. naquela época. Acho que era o coordenador. O pessoal do C. deixou quase todo o trabalho, mas ainda tem um alfa da equipe antiga. Aposto nele.
Isaac, que tem uma memória surpreendente para rostos devido ao seu olhar afiado, deu uma explicação bem detalhada. Por outro lado, Henry, que ficou quieto um tempo, soltou algo absurdo:
—Ele disse “pai” só para nos enganar. O parceiro do Josh é uma mulher.
Os outros riram incrédulos, mas Isaac foi o único que levou a sério. Arregalou os olhos: “Sério?” e coçou o queixo pensativo.
—Bem, o Josh sempre ficou com garotas…
Olhando assim, todos começaram a pensar o mesmo, exceto Henry.
Henry refletiu um momento e finalmente falou:
—Agora, vamos ouvir a resposta. Fala, Josh. Vamos, estamos prontos.
Henry estava tão animado que pressionou Josh. Vendo suas bochechas levemente coradas, era óbvio que ele estava adorando a situação. Josh pensou que seria bom se eles ficassem assim mesmo depois da revelação. Mesmo que fosse difícil de processar. Josh falou com calma:
—O pai do Pete é o C.
—…
Houve um silêncio mais pesado que nunca. Todos só olhavam para Josh, imóveis, como estátuas. Só depois que Henry soltou o ar que estava prendendo nos pulmões é que os outros também respiraram.
—Espera, o que eu ouvi?
Ele olhou para trás e perguntou. Mas os outros também não reagiam muito diferente.
—Não sei, meu ouvido está ruim esses dias.
Mark concordou com as palavras de Isaac.
—Teve muitas cenas explosivas no set. Se continuar assim, você vai ficar surdo. Melhor descansar e ir ao hospital.
Até Seth continuou, solidário:
—Ah, é por isso. Ultimamente não tenho ouvido bem as coisas, vou no médico.
—Tem algum hospital perto?
Logo focaram no hospital e começaram a conversar sobre isso. Josh, que já trabalhava com eles há anos, percebeu que estavam tentando ter uma conversa casual consigo mesmos. Todos estavam fugindo da realidade.
—Eu sei o que tá rolando, mas vocês não ouviram errado.
Josh destruiu friamente suas fantasias. Mais uma vez, eles ficaram pálidos ao serem lembrados da dura realidade.
—O pai do Pete é o C.
—…
—Chase Miller.
—…!
Ao ouvir essas últimas palavras, não havia mais para onde fugir. Vendo os rostos pálidos e assustados, Josh evitou sua própria vergonha.
—Isaac.
Isaac nem olhou para trás, mantendo os olhos fixos em Josh, e pegou o dinheiro da aposta, estendendo para Seth.
—Acho que você ganhou. O Josh acabou de confirmar.
Isaac desviou o olhar do dinheiro para Josh. Ainda havia incredulidade em seu rosto.
—Então é isso.
Henry, que não conseguia falar até então, vendo Josh coçar a cabeça sem jeito, de repente gritou:
—Que sentido isso tem?!
Com essas palavras, ele repentinamente desfez suas malas e jogou o pendrive longe.
—Olha, você não lembra? Não lembra da surra que você deu no Chase Miller? Eu revi isso umas mil vezes! Coloquei na nuvem caso perdesse, e comprei três pendrives de backup! Pelo resto da vida, vou pensar nisso.
—Espera, do que você tá falando? Isso é…
De repente, Mark interveio com uma expressão sombria. Henry entendeu alguns segundos depois. Mark olhou para um Henry assustado e o pressionou.
—Tudo bem você ver as gravações, mas copiar e guardar em privado, ainda por cima na nuvem? Eu ia deixar passar porque achei que você ia se livrar disso quando cansasse, mas isso faz sentido? Meu funcionário roubou informação de cliente.
Isso nunca poderia ter acontecido com Mark, que sempre considerou a segurança uma virtude suprema e se orgulhava disso. Henry, sabendo muito bem disso, não tinha desculpas.
—Não, Mark, não é isso.
—Como não? Henry, como você pôde fazer isso? Você sabe que eu sempre levo isso a sério.
Mark estava furioso. No final, Henry se desculpou várias vezes, apagou os dados da nuvem na frente dele e devolveu todos os pendrives extras.
—Ouvi dizer que são quatro pendrives.
—O quê?
Diante de um Henry envergonhado, Mark repetiu com severidade:
—Você disse que comprou três a mais e guardou, certo? Isso significa que tem mais um original. Vamos, me dá tudo, antes que eu fique realmente bravo.
Depois de alguns segundos de interrogatório, Henry finalmente entregou seu último pendrive escondido. Henry, que estava animado com a notícia do casamento de Josh, de repente se viu despojado de seu tesouro e ainda levou uma bronca, se sentindo péssimo.
Todos tiveram pena ao vê-lo jogado no sofá, cabisbaixo e chorando. É verdade que ele é viciado em apostas, mas Mark também sabia que ele não roubaria dados ou trairia um cliente. Caso contrário, não teria trabalhado com ele todos esses anos, sabendo de sua falta de discrição.
Mas regras são regras. Ele tinha que puni-lo severamente até pelas menores faltas. Os membros observaram em silêncio enquanto Mark, que destruiu todos os pendrives com as próprias mãos, pisoteou-os mais uma vez.
—Não pode fazer isso de novo.
Com mais um aviso, Mark varreu os pedaços dos pendrives em um saco plástico. Iria queimá-los depois.
Outro silêncio pesado se instalou. Ninguém falou, todos se sentindo sujos por suas próprias razões. Enquanto isso, Isaac lembrou de algo.
—Espera, ouvi dizer que o C. visitou sua casa outro dia. Nosso time ficou de espera, e o time de segurança regular o acompanhou. Achei que por isso você foi excluído do time.
—Achamos que foram te consolar, que idiotas.
Seth respondeu na hora. “Impossível o Chase Miller ter tanta consideração por funcionários.” Josh respondeu com sinceridade:
—Ele foi visitar e cumprimentar minha mãe e minha irmã naquele dia.
—Huh.
Mark soltou um suspiro longo. O silêncio voltou. Agora todos pareciam com a cabeça completamente vazia.
—Hmmm.
Josh, que estava sondando o ambiente, tossiu sem motivo. Ninguém mantinha contato visual.
Sorriu sem jeito para todos.
—Então eu vou, vou pegar minhas coisas depois, não se preocupem.
Ele ainda estava falando algo, mas ninguém ouviu. Por fim, Josh acenou para cada um e deixou o alojamento. Suas últimas palavras foram “Mando notícias.”
Ele se foi.
Depois que a porta do prédio fechou, o resto do time finalmente voltou a si. Foi Henry quem se levantou depois de soltar um suspiro. Tirou o dinheiro da aposta do bolso e estendeu para Seth.
—…? O que é isso?
Diante da pergunta, Henry respondeu com um rosto sombrio:
—Você ganhou.
Com essas palavras, Seth percebeu que havia vencido. Isaac também tirou o dinheiro do bolso e deu a Seth, e Mark fez o mesmo. Seth ficou com uma pilha inesperada de dinheiro, mas sentiu que era dinheiro sujo…
Era a primeira vez que ele se sentia assim.
—Mark, Henry, Isaac.
Chamou os nomes em voz baixa.
—Vamos beber, por minha conta.
Todos saíram do prédio sem hesitar. Ainda era cedo, mas ignoraram a hora. Se não se embebedassem, não tinham certeza se superariam esse choque.
—Mark, a gente tem que ser damas de honra?
Seth perguntou antes de ligar o carro. Mark ficou pálido ao se lembrar do que tinha dito. Henry então começou a gritar:
—Por que diabos você tá fazendo escândalo por algo que nem sabemos ainda, por quê? O Josh nunca pensou em nos chamar de padrinhos, ou é que não queria nos contar? Vou ter que ver aquele maluco filho da puta até depois do contrato, é? É? É?
Mark não tinha como acalmá-lo, que gritava e chorava. “Eu não sabia”, disse baixinho, mas isso só aumentou a raiva de Henry. Ninguém o impediu, mesmo depois de uma série de empurrões. Antes, ele concordava com Mark e simpatizava com Josh, mas agora nem simpatizava mais com Mark.
Isaac, sentado ao lado de Seth, que dirigia friamente, olhava teimosamente pela janela e não dizia nada. Enquanto isso, Henry continuava gritando.
Henry agarrou Mark, que só abaixava a cabeça, e não o soltou até chegarem ao bar.
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Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna