Kiss Me If You Can (Novel) - Capítulo 48
Side Story 1 – Capítulo 9
— Bem-vindo. Uau, você está horrível.
Assim que viu Chase, o doutor arregalou bem os olhos e exclamou. Chase e seus guarda-costas visitaram a clínica de Steward horas antes do amanhecer. Quando o doutor os recebeu, seus olhos estavam vermelhos, como se tivesse passado a noite inteira acordado, mas não havia nenhum sinal de cansaço em seu rosto. Ao ir recebê-los na porta principal, olhou para Chase com olhos brilhantes, mais do que cansados, e logo falou com seriedade:
— Quanto sangue você perdeu?… Você tem os resultados dos exames? Vamos verificá-los.
Quando Laura se apressou para entregar-lhe um pacote de documentos e um pen drive, ele fez um simples gesto para que o seguissem, e logo se virou em direção ao consultório. Como previamente combinado, alguns dos prédios estavam vigiados por fora, e o restante dos guarda-costas estava dentro do hospital com Chase. O som dos passos apressados pelos corredores do prédio ainda era ensurdecedor.
Sentindo-se tonto, Josh ficou mal por algum motivo. Deixando-os a sós, o doutor abriu a porta de seu consultório, olhou para Chase e disse:
— Tenho uma pergunta. Quer entrar com o Sr. Bailey?
Todos os olhos se voltaram para Josh ao mesmo tempo. Josh também piscou surpreso e apontou para si mesmo com os dedos.
— Sim — o doutor sorriu. — Você.
Então ele se virou para Laura, que estava prestes a dar um passo atrás dele.
— É melhor que entrem vocês dois, para termos privacidade.
Laura hesitou, e novamente todos alternaram seus olhares entre o doutor e Josh. Mas o doutor entrou primeiro sem dar mais explicações. Chase o seguiu, e Josh, que hesitou por um momento, também entrou. Quando Josh, o último a entrar, fechou a porta, Laura e o grupo de guarda-costas permaneceram no corredor.
O chefe da equipe olhou para Laura. Com um olhar de espanto, sem conseguir dizer uma palavra, “como isso é possível…”
Laura não teve outra escolha senão balançar a cabeça quando lhe perguntaram se sabia o que estava acontecendo.
“Não deve ser nada grave.”
Laura estava perdida em pensamentos com a testa franzida.
Ultimamente, Chase visitava Josh com frequência. Não saía por horas quando o chamava para seu trailer particular e, mesmo perguntando a Josh o que estava acontecendo, ele sempre dizia que não era nada. Quanto a Laura, ela só tinha uma suposição vaga.
“Tem a ver com a doença, não é?”
Durante o último exame, o doutor deixou Josh e Chase sozinhos. Ficava claro que algo sério estava acontecendo, especialmente por manter segredo até mesmo da secretária. O que era certo é que, depois disso, Chase não deixou de tomar a medicação e fazia tempo que não tinha problemas. “Mas não consigo acreditar que isso esteja acontecendo.”
“Será que está tudo bem mesmo?”
Laura olhou para a porta fechada com uma expressão séria no rosto.
…
Toc.
Foi possível ouvir a porta se fechar com um som incomum. Quando Josh, o último a entrar, fechou a porta e virou a cabeça, viu o doutor passando atrás da mesa. Logo ele se sentou em uma cadeira e começou a examinar os testes. Chase se sentou na cadeira em frente à mesa, e Josh sentou-se ao seu lado. Estava muito nervoso com o silêncio profundo do cômodo. Deu uma olhada rápida ao redor.
Quando virou a cabeça, limitou-se a encarar o doutor com o rosto inexpressivo. Josh olhou para o doutor depois de confirmar que Chase estava um pouco pálido, mas, fora isso, seu comportamento não era muito diferente do normal.
Durante um tempo, o único som na sala era o clique silencioso do mouse do computador. Chase permaneceu sentado diante do doutor e esperou em silêncio os resultados. O doutor, que parecia alternar entre a tela e os cliques no teclado, logo se acalmou. Observava o monitor com um olhar sério e segurando o queixo suavemente, ação que fez Josh sentir algo sinistro.
— Bem.
O doutor finalmente pigarreou como se fosse dizer algo, mas não continuou imediatamente. Com as mãos apoiadas na mesa, olhou o monitor e se virou para Chase.
— Como devo chamar isso… É difícil.
“É incomum vê-lo suspirar. O que você está tentando dizer?” O doutor, que pensou por um momento como se procurasse as palavras certas, finalmente abriu a boca:
— Você tomou todos os comprimidos, Chase?
— Claro, não deixei de tomar.
Diante da pergunta, Chase assentiu sem hesitar. “Eu verifiquei o remédio restante, então sabia que não era mentira.” Josh pensou. O doutor também sabia. Recostou-se na cadeira e esfregou a testa.
— Nunca vi algo assim antes… Teremos que verificar se há outros casos. Não sei o que dizer.
Josh estava irritado com a maneira lenta como ele falava. Não conseguia conter o nervosismo e apertava o punho com força para tentar se acalmar. Só depois de apertar o punho várias vezes e esperar o que pareceu uma eternidade, o doutor falou como se tivesse acabado de descobrir:
— Você não está controlando seus feromônios de forma alguma, não é, Chase? Você sabia?
Josh parou nas palavras e olhou para Chase.
— Acho que você não está liberando seus feromônios de propósito. É porque não consegue controlar?
O rosto de Chase permaneceu inexpressivo e inalterado diante da pergunta silenciosa.
Dessa vez, ele respondeu com alguma hesitação:
— …ia te contar na próxima revisão de rotina. Não é que eu não consiga de jeito nenhum. É só que…
— Isso já aconteceu antes?
Diante da pergunta do doutor, Chase ficou em silêncio por um momento e assentiu.
— Algumas vezes.
Até agora, Josh não fazia ideia do que estava acontecendo. Não, talvez ele conhecesse muito pouco Chase. Mesmo o doutor não conseguiu esconder a expressão de surpresa.
— Não acho que seja porque você parou de tomar os remédios de repente. Mas, por que não me contou antes? — murmurou o doutor para si mesmo, e então perguntou:
— Isso acontece com que frequência?
—… acontece muito ocasionalmente. — Chase, que respondeu em voz baixa, calou-se de repente.
Mas Josh parecia entender Chase sem precisar ouvir o que viria a seguir. Considerando o passado de Chase, não havia muita lógica a ser discutida. Ele frequentemente desejava morrer, e seu futuro nunca importara. Na verdade, ele suportara cada dia na esperança de que acabasse logo — até conhecer Josh e se apaixonar.
— Às vezes, há pessoas que não pensam no futuro. — disse Steward, que estava há um tempo olhando o rosto pálido de Chase. — Chase vive com arrependimentos do passado e até parou de tomar a medicação por um tempo, mas foi um ato inútil. — acrescentou, ainda olhando para ele.
— Você não pode fazer isso a menos que queira morrer agora mesmo… O passado sempre vai estar lá, então você tem que enfrentá-lo.
Dizendo algo significativo, ele de repente sorriu amargamente. Josh ficou curioso com aquelas primeiras palavras de encorajamento. Mas não era hora de questionar. A atenção de Josh voltou imediatamente para Chase, e o doutor também se recompôs.
— Segundo os resultados dos exames, os níveis estão altos. Fico feliz que você não tenha morrido imediatamente. Todos os efeitos colaterais da medicação que você tomou vieram à tona… Meu Deus.
Seus toques na mesa eram mais sérios do que nunca. O doutor olhava para ele como se não encontrasse explicação. Josh levantou a mão e a colocou suavemente no ombro de Chase. Não o fez porque achava que ele fosse desmoronar, mas para lhe dar forças.
“Você vai ficar bem.” Abriu a boca, mas as palavras permaneceram dentro dele. “Eu estarei ao seu lado, tudo bem.”
— Ouvi dizer que marcar estabiliza os feromônios, não dá pra fazer isso?
— Oh? — o doutor piscou. — É uma oportunidade única na vida, você tem algum Ômega para facilitar o processo? Há alguém com quem você está namorando?
Josh respondeu após uma breve pausa, o doutor estava sendo descarado de propósito, porque claramente já sabia da situação.
— Sou eu.
A expressão do doutor congelou. Josh repetiu:
— Eu sou um Ômega, e sou o parceiro dele.
— Oh, meu…
O doutor, que soltou uma exclamação baixa, murmurou para si mesmo:
— Achei que você fosse beta.
Josh já tinha ouvido essas palavras incontáveis vezes desde que seu segredo veio à tona. Embora o doutor duvidasse do relacionamento, não acreditava que Josh fosse um ômega.
— Às vezes é preciso comprar um Ômega para depois fazer uma marca, mas que sorte.
O doutor usou essa desculpa para mudar de assunto, mas Josh ignorou e continuou:
— Então, está tudo certo? Vou marcar ele, e os feromônios vão se estabilizar.
Chase o olhou. Quando Josh, que sentiu seu olhar, baixou os olhos, as emoções complicadas de ambos vieram à tona. Josh o agarrou pelo ombro novamente. Depois que Chase deu alguns tapinhas na mão dele, voltou-se para o doutor. O doutor, ao encontrar seus olhos, sorriu. Quando tentou se acalmar, abriu a boca:
— Não, você não pode.
— …
Por um momento, Josh olhou para o doutor com o rosto inexpressivo. Antes que pudesse perguntar por quê, o doutor continuou:
— Não podemos fazer nada no momento sem saber quais efeitos colaterais Chase pode ter. Pode ser algum tipo de veneno. Além disso, nunca houve um caso em que os feromônios ficassem instáveis por causa de remédios. Bem, nunca tive um alfa dominante tomando tanta medicação, então… Como você sabe, as marcas… sabe o quão diferente o corpo das pessoas pode reagir a elas? Você não sabe o que pode acontecer se falhar, então não podemos arriscar.
— Então…
O doutor sorriu amargamente para Josh, que parecia hesitar:
— Primeiro, vamos tentar métodos diferentes para estabilizá-lo, e se nada funcionar, faremos isso como último recurso.
Josh imediatamente segurou a gola da camisa e tentou conter os gritos, apertando com força a mão de Chase, que ainda repousava sobre seu ombro. Só depois que Chase deu alguns tapinhas de leve em sua mão é que Josh baixou o olhar.
Chase então olhou para o doutor e perguntou: — Há alguma outra maneira?
— Bem, em primeiro lugar, há experimentos sobre os efeitos colaterais e os tratamentos da droga.
Ele fez vários cliques enquanto olhava a tela, como se estivesse revisando, e logo virou o monitor para Josh e Chase. A expressão de Josh endureceu ao ver o texto completo na tela. Abriu a boca, mas falou só depois de alguns segundos:
— …não tem jeito, isso é demais.
— Pois é.
O doutor assentiu.
— Tudo isso foi tomado por Chase.
Josh ficou sem palavras novamente. Chase também não falou, e um pesado silêncio continuou dentro da clínica.
…
O anúncio bomba de Josh veio depois que o grupo voltou ao set. Josh reuniu os membros da equipe de segurança dizendo que tinha algo sobre o que queria conversar com eles, deixando Chase para trás, que imediatamente entrou no trailer.
— O que está acontecendo?
Josh respirou fundo diante de seus colegas, que demonstravam tanta curiosidade quanto ansiedade, e então abriu a boca.
— Acho que vou ter que deixar a equipe por um tempo.
— Deixar a equipe? Por quê?
Assim que ouviu, Isaac gritou, surpreso. Seth, que normalmente era tranquilo, arregalou os olhos, e Henry abriu a boca. Mark deu um passo à frente.
— De jeito nenhum, Josh. Conseguiu outro trabalho…
— Ah, isso não é verdade. Não tenho outro trabalho, Mark.
Mark então respirou aliviado diante da negação imediata de Josh. Henry silenciosamente tirou seu celular, escreveu “Fora” ao lado do nome de Mark na nota, e o guardou de volta no bolso. Então Mark voltou a perguntar, ignorando Henry.
— Então, o que está acontecendo? Por que você vai sair de repente?
— Os exames deram errado?
Isaac balançou a cabeça diante da pergunta de Seth.
— Não, Josh não tem nada a ver com os resultados dos testes de C…
“…Certo?” Isaac pensou.
Quando Isaac perguntou, meio confiante, Josh assentiu amargamente.
— Sou um ômega, então é melhor eu me afastar por um tempo.
— O quê?
— Do que você está falando?
— Como souberam que você é um ômega? Não era um segredo só entre nós? Quem é o traidor? Eu vou matá-lo por divulgar informação!
— Calma, Henry.
Todos gritavam e não dava para entender nada do que estavam dizendo. Em especial Seth, que era bom em analisar a situação, direcionou sua atenção para Josh.
— Não entendo, Josh. — Seth continuou. — Que diferença faz você ser um ômega? Como descobriram? …Espera. Tem a ver com o fato de você ter ido à consulta com o médico de C separadamente?
Seth foi rápido nas suposições. Sentindo o olhar de todos sobre ele, Josh deu um breve suspiro.
— Fui eu quem confessou para Laura que sou um ômega.
Todos arregalaram os olhos diante da confissão de Josh. Ele explicou a situação com frieza.
— Não tive escolha a não ser dizer. A razão pela qual C está tendo um ataque agora é que seus feromônios estão desequilibradas. A causa provavelmente é uma overdose de drogas… Ele precisa se estabilizar. Quero fazer meu trabalho, mas meus feromônios ômega estão interferindo. Porque eu continuo o estimulando.
— Você toma medicamentos, não? Além disso, seu cheiro é bem fraco.
Josh fez uma pausa diante do comentário de Seth. Mas ninguém percebeu sua reação. Logo, Josh respondeu com despreocupação.
— Posso ser estimulado por C e ter um ciclo de cio repentino. Mesmo tomando remédio, se o cio chegar e C sentir o cheiro, será perigoso para ele.
“Metade do que eu disse é verdade.”
A maior dúvida era se Chase conseguiria suportar ficar sem ver Josh durante o tempo em que estivessem afastados. Havia uma forma de esconder o fato de que ele era um ômega e se afastar um pouco de Chase, mas ele não sabia como Chase reagiria se notasse que Josh estava falando com alguém ou parecesse suspeito. Além disso, independentemente da vontade de Chase, Josh com certeza se excitaria se os feromônios dele escapassem. A marca na sua orelha reagiria antes da razão. Então, independentemente da vontade de Josh, ele derramaria feromônios, o que teria consequências fatais para Chase.
— E os outros ômegas? Tem um ômega no set também.
Josh respondeu à pergunta de Isaac.
— Foi isso que a Laura contou ao diretor, e ele decidiu excluir o pessoal ômega enquanto C continua filmando. Felizmente, só restam algumas cenas, então ouvi dizer que não haverá problemas.
Depois de terminar as filmagens às pressas, Chase decidiu ir ao hospital para um tratamento completo. Depois de tomar tanta medicação, agora ele tinha que tomar outra para aliviar os sintomas. Dava pena só de pensar, mas Josh nem podia ir vê-lo. Ele era o mais perigoso para Chase nesse momento.
— Mas você realmente precisa ir agora? Não falta muito para terminarmos o contrato mesmo.
“Meu Deus.”
— É meu dever proteger o corpo do meu cliente. Se acontecer alguma coisa, eu teria que me responsabilizar.
Pareceu uma resposta bastante convincente, mas Seth ainda parecia não estar totalmente convencido. Josh fingiu não perceber e se virou para Mark.
— Então foi decidido que, por enquanto, estou fora da segurança. Sou o único ômega em toda a equipe de segurança…
Mark suspirou de forma complicada ao ver Josh embolar o fim da frase. Era um alívio que Josh nem pensasse em mudar de emprego, mas também era desagradável ser excluído do trabalho daquela forma. Enquanto pensava no que fazer no futuro, Seth apontou de repente.
— Mas o estranho é que você tem uma marca. Não faz sentido o feromônio de outro alfa poder desencadear um cio.
Ao mesmo tempo, todos olharam para Josh com cara de surpresa, como quem diz “Ah, é mesmo.”
Naquele momento, Josh teve vontade de dar um soco em Seth para calá-lo e depois trancá-lo em algum lugar.
“Você pensa rápido demais, Seth.”
Josh respondeu da forma mais despreocupada possível, mal conseguindo conter o ranger dos dentes.
— Até agora, eu não reagi às seus feromônios, certo? Mas esse caso é diferente, porque C é um Alfa dominante.
Todos ficaram em silêncio após suas palavras. É muito difícil obter informações sobre os Alfas Dominantes. Josh também sabia pouco até se envolver com Chase. Só sabia que a cor dos olhos era diferente e que os feromônios acumuladas causavam problemas cerebrais.
“Mesmo que saibam muito sobre os Alfas Dominantes, essa situação é diferente. Steward, que entende mais do que todo mundo, também não conseguiu dar uma solução. Em outras palavras, mesmo que digam algo, poderei contradizê-los facilmente.”
Como era de se esperar, todos balançavam a cabeça com expressões complicadas e aceitavam as palavras de Josh ao pé da letra. Exceto Isaac.
— O irmão de C não jogou feromônios em você antes? No corredor.
Imediatamente, Josh sentiu que ia desmaiar e adicionou Isaac à sua lista de confinados. “Por que esses caras lembram de tudo?”
Henry piscou rapidamente, surpreso por Josh não ter dito nada.
— Aquele idiota? Quando?
Isaac continuou, franzindo a testa como se estivesse se esforçando para lembrar.
— Na mansão de C, quando estávamos indo para uma festa. Fui avisar vocês e vi ele fazendo isso. O corredor estava cheio do cheiro dos feromônios dele e eu fiquei tonto, mas… ele percebeu que Josh era um ômega? Como ele soube? A gente convive há anos e nunca soubemos.
— Só suspeitávamos.
Josh fechou os olhos com força tentando encontrar uma desculpa.
— Foi antes do meu cio, então tomei mais medicamentos que o normal. Senão, teria reagido aos feromônios dele. Enfim, essa foi a recomendação do Sr. Steward. A saúde de C pode ser afetada. Sou um funcionário, então se não faço o que me pedem, como posso manter meu trabalho? Por mais que eu tente, sou um ômega. Se me mandam embora, tenho que ir.
Sua repreensão foi bastante nervosa. O nervosismo estava no tom da sua voz sempre que falava, mas os membros da equipe de segurança entenderam errado.
— A verdade é que eu não entendo.
— Me desculpa, mas não é da sua conta.
— É injusto, mas não tem o que fazer.
Seguindo Mark, que assentiu, Isaac se desculpou, e Henry também murmurou com a voz abatida.
— Então o que vai acontecer com você? Quer dizer que está sem trabalho ou vai tirar férias?
Até o rápido Seth mudou o tom e perguntou. Josh se sentiu um pouco aliviado por ter superado por pouco sua crise mental.
— Me disseram para sair primeiro. Então, Mark, me desculpa por todos, mas posso tirar umas férias? Vou sair do set por um tempo, mas sabe que pode me chamar se precisar, né? Estarei de olho de qualquer forma. Também não é como se eu pudesse encerrar o contrato e cuidar de outras coisas…
— Entendi o que você quer dizer. Se é assim, não temos outra escolha.
Mark assentiu com facilidade. Achou que era uma sorte Josh não estar particularmente ofendido ou chateado por ter sido excluído do trabalho. Na verdade, Josh parecia estar mais envergonhado com os membros por tirar licença enquanto os outros continuavam trabalhando.
“É isso.”
— Sinto muito por ser o único fora enquanto todos estão trabalhando.
— Nem é culpa sua. Foi a pedido do cliente que você tem que ir.
— É comum cuidar tanto dos dominantes?… Deixa pra lá.
— Ei, me chama pra beber depois.
Seguindo Isaac, Henry tocou o braço de Josh e disse. Josh revezou agradecimentos e desculpas com todos antes de deixar o set. Após sua última despedida, depois de uma pequena reunião, ele se dirigiu ao trailer de Chase. Antes de sair, achou que poderia se despedir dele, mesmo que fosse só por um momento, mas foi imediatamente bloqueado por Laura.
— Sinto muito, mas não, Josh — continuou com uma expressão nervosa. — Chase está em perigo agora mesmo… Uh, deram uma injeção para enfraquecer os feromônios dele. Provavelmente ficará inconsciente por um ou dois dias. Nesse tempo, o Sr. Steward nos alertou para não deixar ômegas se aproximarem dele…
Como ele havia pensado, os arredores estavam cheios de seguranças. Imaginava que não poderia vê-lo por estar proibido de entrar. No entanto, quando percebeu que não poderia nem se despedir de longe, teve um sentimento amargo dentro de si. Josh sorriu como se nada tivesse acontecido e mudou de assunto.
— Queria agradecer a ele… mas acho que não tem jeito. Por favor, diga isso por mim. Obrigado, Laura.
— Vamos te chamar assim que o Sr. Miller melhorar, Josh. Não fique tão chateado.
Laura sorriu com dificuldade ao dizer isso. Ainda havia um traço de dúvida na sua expressão.
“Josh é ômega. Você tem certeza?”
Josh fingiu não perceber, virou-se e foi embora. Não estava muito longe de onde havia estacionado o carro. Enquanto caminhava, acenou para alguns passantes e trocou algumas palavras breves com eles, mas, ao entrar no carro, não conseguiu se lembrar do que disse nem de quem encontrou.
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Continua
☾ Tradução, revisão e Raws: Belladonna