Icing On The Cake (Novel) - Capítulo 09.1
2. Delícia de Cereja (Parte 1)
No fim de outubro, Vancouver fervilhava em clima de Halloween.
Se você fosse ao supermercado, enormes abóboras lhe davam as boas-vindas antes de tudo, e as lojas decoravam suas vitrines e interiores com morcegos, fantasmas de abóbora e coisas do tipo. Ao caminhar pelos bairros residenciais, não era raro ver casas que decoravam os jardins da frente com personagens de filmes de terror.
Originalmente o Halloween já era uma das maiores festividades da América do Norte, então o alvoroço era natural, mas este ano o Halloween foi ainda mais estrondoso. Porque Cheriot Goodnight, o capitão do Vancouver Red Maple, tinha voltado com um espetacular jogo de retorno.
Depois do fim dos playoffs, tinha sido informado que o homem, incluído na lista de lesionados de longa duração devido a um ferimento, provavelmente não poderia participar por um tempo na próxima temporada. No entanto, ele apareceu no primeiro jogo como um presente surpresa.
Os torcedores, que já conheciam os grandes acontecimentos que o cercaram durante o verão, demonstraram amor e apoio infinitos ao capitão que voltava pelo time. Cheriot Goodnight, já por si querido, conquistou dessa vez os corações dos cidadãos de Vancouver com sua decisão de voltar.
Cheriot Goodnight, que numa entrevista declarou que nesta temporada enfim ganharia a Copa Stanley, como que para provar sua promessa, fez uma atuação histórica desde o primeiro jogo. Já no primeiro período marcou 2 pontos e depois registrou 1 assistência, derrotando por 6 a 2 o Winnipeg Jets, um candidato ao título da Copa Stanley e um time tradicionalmente forte.
A partir dali começou a arrancada solo de Goodnight. Três dias depois, no jogo fora de casa contra o Red Wings, venceu por 3 a 1, marcou 1 ponto e registrou 2 assistências, participando de todos os gols. E três dias mais tarde, no jogo em casa contra o Predators, continuou marcando 2 pontos por conta própria.
Até as pessoas que normalmente não tinham interesse em hóquei se interessaram por Cheriot Goodnight devido ao conflito familiar dos Goodnight. A isso se somou sua sequência de vitórias, o que atraiu muitos novos torcedores. Sua habilidade era indubitável, mas sem dúvida sua aparência deslumbrante também teve um grande papel.
A Cheriot, de volta, chegaram ofertas de publicidade uma atrás da outra. Seria porque os jogos iam bem, ele tinha trabalho atrás de trabalho esperando e além disso sua base de torcedores tinha crescido? Embora tivesse passado por uma experiência terrível, Cheriot Goodnight nas entrevistas parecia feliz. Depois de um crime daquela magnitude seria difícil estar bem, então muitos se preocupavam se ele não estaria escondendo sua angústia ao se mostrar assim.
Mas surpreendentemente, Cheriot estava bem. Dizem que depois de passar o pior momento só restam coisas boas por vir, e ele, que durante o verão tinha transitado pelo inferno, com a chegada do outono recebia o paraíso.
—Berry, vamos acordar o Wolfie.
Incapaz de conter sua energia transbordante, Cheriot tinha se levantado desde o amanhecer e acabava de voltar junto com o cachorro adotado havia pouco, depois de terminar sua corrida matinal. Correu até o Stanley Park, que não era longe de sua casa, correu lá durante uma hora e voltou ao apartamento às 8h.
«Me custou horrores segurar a vontade de voltar antes.»
No quarto da cobertura, o andar mais alto do condomínio onde ele morava agora, dormia profundamente a pessoa mais bonita do mundo. Como logo seria a hora em que seu namorado acordaria, Cheriot se apressou em subir no elevador para estar ao seu lado no momento em que ele abrisse os olhos.
Com o coração acelerado por medo de que seu namorado tivesse acordado durante sua ausência, Cheriot respondeu de passagem ao cumprimento do porteiro. Tendo morado ali desde que se transferiu para Vancouver, Cheriot costumava ser próximo dos porteiros do condomínio. Normalmente, quando lhe davam bom-dia, ele dedicava pelo menos um minuto a bater um papo, então provavelmente eles se surpreenderam ao vê-lo passar como se os ignorasse. «Mais tarde, quando eu descer, compro café e algo pra eles beliscarem.»
Desviando por pouco das pessoas que saíam para trabalhar, Cheriot chegou ao último andar e parou com cuidado diante da porta. Depois, introduziu e girou a chave bem devagar, com muito tato, para que o barulho ao abrir fosse mínimo. Ao soar um suave clique da fechadura ao se abrir, Cheriot prendeu a respiração e abriu a porta.
Dentro da casa reinava o silêncio. Parecia que Yurij continuava dormindo. «Que alívio. Vou lavar as patas do Berry e depois eu vou pro Yurij.» Como se tivesse percebido a intenção do dono, Berry, mal entrou em casa, ficou quieto e só olhou para cima, para Cheriot. Ele olhou para baixo, para o cachorro que tinha corrido empolgado com ele pelo parque, e sorriu abertamente.
—Quando o Yurij acordar, eu vou servir um café da manhã bem cheio no seu pote. Espera um pouco, Berry.
Ao ver Berry, que punha a língua para fora ofegando para se refrescar, balançar a cauda de um lado para o outro, Cheriot observou com carinho a grossa cauda marrom que não parava de abanar e lhe acariciou a cabeça.
Berry, o cachorro resgatado havia algumas semanas, era um Pastor-australiano que se calculava ter pouco mais de um ano, ainda em plena juventude. No começo estava esquálido e sob sua pelagem abundante se marcavam as costelas, mas depois de ir periodicamente ao veterinário, ajustar sua condição e alimentá-lo abundantemente, logo ganhou peso.
No corpo de Berry não havia um microchip que indicasse um dono claro. No entanto, os exames de sangue mostraram anticorpos contra a raiva, o que deixou evidente que, embora não se soubesse por quanto tempo, alguém o tinha tido durante um período.
Embora ele devesse ter estado exposto a muitos perigos depois de ser abandonado e vagar sozinho, por sorte Berry não contraiu doenças difíceis de tratar como a dirofilariose. Sua pata traseira, que antes mancava de dor, também se recuperou depois de uns dez dias.
O corajoso cãozinho que suportou bem o longo voo de Boston a Vancouver obteve uma licença animal com o nome Berry. Também foi registrado numa clínica veterinária com enfermeiras e um veterinário simpático.
Berry, agora forte, tinha uma pelagem lustrosa. Seu pelo avermelhado, bem escovado, era fofo e agradável ao toque, e Yurij também gostava do pelo marrom de Berry.
—Fica aqui. Entendeu? Espera.
Berry, que tinha acabado de começar seu treinamento, tinha aprendido logo a sentar, deitar e buscar, e recentemente praticava o «espera». Como ele obedecia bastante bem quando Yurij dizia «espera» com sua voz grave e suave, eles acharam que ele tinha aprendido rápido, mas não era assim. Muitas vezes, quando Cheriot lhe dizia para esperar, Berry o ignorava conforme o humor.
Cheriot, estendendo a mão no gesto de «espera», olhou com certa tensão enquanto desafivelava a coleira que levava na cintura. Berry, que tinha esperado quieto que soltassem a guia, também ficou quieto quando Cheriot lhe tirou a coleira. Bem quando Cheriot ia se alegrar pensando que enfim ele tinha aprendido a obedecer à ordem, Berry saiu disparado em direção ao quarto.
—Berry! Espera! Fica!
Embora o tenha seguido apressadamente chamando seu nome, já era tarde. Berry, empurrando a porta do quarto, que estava entreaberta, com o corpo, saltou sobre a cama onde Yurij estava deitado, sem sequer ter lavado as patas. «Eu que tinha chegado prendendo a respiração desde a porta pra acordá-lo pessoalmente, e o Berry leva essa glória.»
—Berry…
Yurij, suportando o peso do animal que passava folgadamente dos vinte e sete quilos, murmurou seu nome em voz baixa. Ao ouvir Yurij chamando-o, Berry ergueu as orelhas, balançou a cauda freneticamente e baixou o corpo dianteiro. Ao remexer a colcha com as patas dianteiras e armar um alvoroço para que ele se levantasse, Yurij abriu os olhos.
«Mas os olhos do Yurij recém-acordado sou eu que tenho que ver primeiro…!»
Sentindo um espírito competitivo em relação ao próprio cachorro, Cheriot correu até a cama, mas já era tarde. Yurij, olhando para Berry com seus olhos azuis ainda carregados de sono, estendeu lentamente a mão e acariciou o alto da cabeça do cachorro. No começo lhe era estranho ser tocado, mas agora ele já estava bem acostumado com carinho.
—Sim, eu sei… Eu vou levantar.
Recém-acordado, a voz de Yurij soava atraentemente rouca. Sua voz, que se parecia com o dono, masculina e atraente, era profunda e moderadamente grave. Seu jeito de falar também era sereno e, diferente de Cheriot, ele não costumava demonstrar muito as emoções, então se fosse visto só de passagem, poderia parecer uma pessoa puramente séria.
«Mas o Wolfie na verdade é uma pessoa super fofa.»
Ele não se interessa muito por comer, então cozinha por compromisso, e seu jeito de segurar a caneta é um pouco diferente do dos outros, por isso sua letra é péssima. Quando Cheriot lhe pede para fazer algo, ele nunca diz não e às vezes até brinca.
—Oi, Wolfie.
Embora o incomodasse que Berry tivesse lhe roubado a oportunidade do primeiro bom-dia, Cheriot decidiu ser maduro e cumprimentar primeiro. Ao ouvir sua voz, Yurij girou a cabeça, ergueu levemente os cantos dos lábios e retribuiu o cumprimento.
—Bom dia.
Yurij, afastando lentamente a colcha branca e se levantando, o observou. Cheriot, por sua vez, contemplava sem fôlego aqueles olhos azuis que o esquadrinhavam. Suas pupilas, serenas como um rio azul profundo, ao receber a luz do sol não pareciam clarear, mas sim o contrário, se sentiam mais intensas. A atmosfera mudava também conforme a cor com que o sol brilhasse.
Nos olhos se revela a alma. Quando Cheriot olhava os olhos azuis de Yurij, costumava sentir uma dor profunda, melancolia e uma ternura silenciosa.
Talvez naquele primeiro amor à primeira vista, o que atraiu Cheriot foi a alma que havia para além de suas pupilas. Ele achou que eram olhos como um rio, difíceis de encontrar em outro lugar mas, embora depois visse olhos azuis parecidos por acaso, nunca sentiu a mesma ressonância que sentiu com Yurij.
—Quando você saiu e voltou? Eu tive a impressão de que você tinha saído de madrugada.
Ao ver Cheriot vestido com roupa esportiva, Yurij perguntou. Cheriot, que estivera contemplando extasiado seus olhos, reagiu, se aproximou de Berry, que estava sentado em cima de Yurij, e disse:
—Umas seis da manhã? Como o Berry acordou cedo, a gente foi junto pro Stanley Park. Já está bem frio! Você deveria sair bem agasalhado, Wolfie.
—Mas a sua roupa parece bem fria.
Como sua temperatura corporal é naturalmente alta, ele costumava usar camiseta de manga curta e bermuda para correr. Cheriot, olhando para o próprio traje, sorriu com um sorriso único e respondeu:
—Eu sou tipo um aquecedor, estou bem. Você vai ver no inverno. Se você ficar do meu lado, em qualquer lugar vai fazer calor.
Diante do comentário de que ele ficaria grudado nele, Yurij sorriu de leve.
—Eu espero por isso.
Mesmo diante daquelas bobagens, Yurij sempre responde com seriedade. Incapaz de conter o sentimento que o tomava, Cheriot ergueu Berry, que estava em cima de Yurij, afastando-o, e ocupou seu lugar. Ao abraçar Yurij envolvendo-o, ouviu-se uma risada grave que ressoou em sua garganta.
—Que peso, Cherry.
—E o Berry não é pesado?
—O Berry também é pesado. A cada dia que passa eu sinto mais o peso dele.
—Como ele é macho, pode ganhar pelo menos mais uns quatro quilos e meio no futuro.
—Hmm.
Segurando a bochecha de Yurij, que assentia com a cabeça, Cheriot lhe deu beijos na testa, nos lábios, na bochecha, sem deixar um canto. Yurij deixou que aqueles lábios macios lhe beijassem o rosto, como se um pássaro o bicasse, e estendeu a mão para acariciar o cabelo de Cheriot como fazia com Berry.
—Ai, a minha cabeça está suada. Você não deveria me tocar, está suja.
Lembrando tarde que tinha suado muito, Cheriot afastou a cabeça para trás ao falar. Yurij respondeu com expressão indiferente.
—Não me importo.
Como é possível que Yurij sempre encontre a resposta perfeita? Diante daquela resposta adorável que o fez sentir cócegas sob as costelas, Cheriot afundou a cabeça e se recostou contra seu peito. Ao apoiar a orelha no tórax que subia e descia com regularidade, pôde escutar a leve batida do coração de Yurij. Era a prova de que ele estava vivo e saudável.
—Eu também gostaria do Yurij até encharcado de suor.
Com a orelha colada ao peito que se movia de maneira uniforme, Cheriot inalou profundamente o aroma de feromônios que emanava de Yurij, recém-acordado. Como ele tinha lhe dito para não tocar sua cabeça, quando Yurij estendeu a mão e esfregou sua orelha, seu estado de espírito melhorou ainda mais. Mas quando a mão de Yurij esfregou suavemente o interior de seu pavilhão auricular, Cheriot arregalou os olhos de repente.
—Isso não vai dar certo. Eu vou tomar banho.
«Merda. Quase levantou.»
De repente, o contato lhe pareceu tão prazeroso que ele sentiu uma sensação lasciva. Cheriot se levantou de um salto e se afastou da cama. Yurij, olhando-o com perplexidade, disse:
—Tudo bem. Então eu… preparo o café da manhã.
Desde que voltou a Vancouver e começou a frequentar a casa de Cheriot, Yurij começou a cozinhar com ele. Agora, em certos pratos, ele já sabia prepará-los bastante bem. Não eram muitos. Por ora, ele só sabia fazer sanduíches, panquecas e a caçarola que tinham preparado juntos pela primeira vez.
—Obrigado, Yurij. Deixo com você.
—Tudo bem.
Sem motivo algum, depois de olhar para Yurij, Cheriot escapuliu apressado da cama antes que sua virilha se levantasse e se dirigiu direto ao banheiro contíguo. Assim que fechou a porta, arrancou a parte de cima da roupa e começou a se despir. Abriu a água fria a toda pressão e se enfiou embaixo do jato. Ao baixar a cabeça, encharcando o alto da cabeça com a água gelada, viu seu membro meio ereto.
Seu pau grosso e grande tinha vagado sem rumo até então sem sequer saber o que queria, mas agora esse magnífico membro só desejava um lugar em concreto. O interior de Yurij.
«Ah, merda. Eu quero muito mesmo…»
A água que encharcava seu corpo estava fria, mas o fôlego que ele exalava entreabrindo os lábios estava ardente de excitação. Cheriot envolveu seu sexo com sua mão grande e começou a esfregar a carne pesada que se enchia, subindo e descendo.
🍒。・゚♡゚・。🎂。・゚♡゚・。🍒
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna