Icing On The Cake (Novel) - Capítulo 09.2
2. Delícia de Cereja (Parte 2)
Ele bate uma às escondidas todas as manhãs, todas as noites, toda vez que toma banho, mas o desejo não se aplacava. —Uuu —respirando fundo, Cheriot agarrou seu sexo com perícia e o moveu. Apertou e esfregou para sentir a sensação de constrição ao massagear suavemente a glande. Tão excitado que se marcavam as veias azuis em seu antebraço, apoiou a testa contra o vidro do boxe e cerrou os dentes.
—Haa, uff…, ahg…
Embora a velocidade de seus movimentos aumentasse, quando se excitava até esse ponto ele não conseguia chegar ao clímax sem pensar em Yurij. Sentia que ele mesmo era sem-vergonha ao imaginar que penetrava um Yurij que não sabia de nada, mas mesmo assim não podia tocar alguém que continuava se recuperando, e muito menos um homem convalescente de um ferimento de bala.
«Eu quero meter dentro. Quero abrir com as mãos aquelas nádegas que se colam elásticas, e forçar a entrada por aquele buraco rosado que nunca permitiu a ninguém que não seja Cheriot Goodnight.»
Lembrando da noite em Big Fox, Cheriot apertou os olhos com força. Ao lembrar de quando o virou de bruços na cama e lhe separou as nádegas, seguiram-se naturalmente as sensações que vieram depois.
Depois de introduzir o dedo naquelas pregas rosadas e compactas e abri-las um pouco, usando o sêmen que ele já tinha derramado abundantemente dentro de Yurij como lubrificante, ao esfregar e empurrar gradualmente a glânde para dentro… o interior estreito se abria de uma vez num momento, depois de fazer força para expulsar o pau. No instante em que ele enterrava escorregando seu sexo em seu interior, as ardentes paredes internas se colavam. E ao começar a mover aquele interior macio para a frente e para trás, Yurij soltava um gemido baixo.
—Cherry, aah….
Naquela época ele não o chamava assim, mas ao imaginar tantas vezes, sem perceber, a lembrança tinha sido modificada favoravelmente. Seguindo Yurij, que exalava um fôlego profundo chamando-o pelo apelido, o buraco também apertava com força o pau de Cheriot. Talvez ele mesmo não soubesse, mas seu corpo já tinha se acostumado a Cheriot e, toda vez que o seu pau entrava e saía, se repetia o ciclo de apertar e soltar.
«E então… ah, quando você pressiona aquele ponto interno, sai um som lindo.»
Cheriot moveu a mão que esfregava seu sexo e tentou lembrar até onde ele devia introduzi-lo para que Yurij sentisse ao máximo. Se o enterrasse profundamente até a raiz, alcançava o cólon. «Aqui, mais ou menos por aqui, bem na metade, se eu pressionasse com força em direção ao interior do ventre… Sim. Aqui.»
Ao introduzir só a metade do pau e pressionar com a glânde em direção à parte baixa do ventre, apertando, penetrando, a voz de Yurij mudava de repente. —Uuhh, uh, ah, ugh—, seguindo os gemidos que ficavam cada vez mais agudos, o buraco de Yurij também esquentava gradualmente. E ao raspar aquele ponto e empurrar para dentro, as paredes internas tremiam convulsivas e o mordiam tão forte que parecia que iam cortar o de Cheriot.
—Uuung, ah, uh, Cherry, mais, mais fundo, enterra….
Cheriot continuou sua imaginação lasciva lembrando de palavras que Yurij nunca tinha dito. Ao retirar suavemente seu sexo para trás, a carne avermelhada interna se colava nele e o seguia. E ao investir com rudeza para dentro sem tirá-lo por completo, Yurij apertava as coxas com força e erguia as nádegas.
—Uuhhh, ahng, ah!
Sua voz grave, antes serena, agora adquiria um calor lascivo por culpa de Cheriot e se elevava. Toda vez que ele o empurrava fundo, profundo, perto do cólon, Yurij jogava a cabeça para trás e apertava as nádegas. Os gemidos também ficavam gradualmente mais altos e obscenos, saindo sem parar até sua voz se quebrar ligeiramente. Seus ouvidos se excitavam com os gemidos lascivos de Yurij, sua parte inferior enlouquecia com o buraco que o mordia com tenacidade, e suas mãos obtinham satisfação ao tocar as nádegas pequenas e elásticas de Yurij.
E então… fazia um tempo, a ponto de atravessá-lo, bem no instante em que ele investia com força seu sexo até o cólon, que ele não tinha conseguido perfurar de todo, o gemido de Yurij se elevou agudo e estridente.
—Uuughh, uuhh, uuung…!
«Merda. Que perverso.» Ao perfurá-lo até o fundo, ele sentia tão intensamente que acabava assim. Arqueava as costas por completo e retesava também as pernas, e então mordia seu pau com força e não o soltava.
Vendo-o chegar ao orgasmo e muito estimulado, Cheriot continuava revirando o interior de Yurij, se aproximando do clímax. Devido ao sexo que ele tirava e metia rapidamente, Yurij suplicava —chega, chega—, soluçando, e tentava se levantar apoiando-se na cama.
Ao pressionar seus ombros que tentavam escapar e investir com seu sexo como se o esmagasse de cima, Yurij abriu os lábios e todo o seu corpo tremeu convulsivamente. Seus olhos azuis, avermelhados de excitação, se abriam desmesuradamente, e seu interior, sensibilizado ao máximo, se apertava ardente como se fosse derreter seu sexo. Enquanto contemplava Yurij, que sem ejacular voltava a alcançar o clímax, Cheriot também ejaculou.
—Ha, ugh…!
Ao mesmo tempo em que terminava a fantasia, um líquido escorregadio jorrou pelas pontas dos dedos de Cheriot. Talvez Yurij não lembrasse, mas perto do fim do rut, Yurij também tinha tido um orgasmo seco. Enquanto exalava um fôlego agitado, lembrando extasiado do rosto atraente de Yurij, que desconcertado não entendia o que sentia, o sêmen aguado pingava por seus dedos e caía no chão do boxe, se misturando com a água.
Cheriot, que tinha apoiado a cabeça um momento, ainda sob os efeitos da ejaculação, a ergueu com um gemido. Fechou os olhos com força e encharcou o rosto com água fria, mas a excitação continuava sem ceder e se acumulava em seu baixo-ventre.
Sua cabeça estava completamente cheia de um Yurij lascivo. Toda vez que ouvia a voz grave de Yurij, lhe vinha à mente o gemido nasal que era sua contraparte. Quando Yurij, com um sorriso lânguido, o tocava, lhe vinha a lembrança de quando ele se agarrava a seus ombros e os arranhava.
«Eu quero fazer.»
«De verdade, eu quero muito fazer.»
Mas Cheriot não podia tirar essas palavras da própria boca. Também não podia deslizar a mão sutilmente por sua cintura para lhe tocar as nádegas. E tudo por causa do que Yurij tinha dito antes de voltar a Vancouver.
Durante aproximadamente uma semana depois que começaram a namorar, Yurij colocava Cheriot em apuros toda vez que se beijavam. O homem mais velho, que ainda era desajeitado beijando, soltava um gemido eletrizante toda vez que Cheriot lhe lambia o céu da boca, e toda vez que ouvia aquela voz que se elevava um pouco, Cheriot ficava duro por baixo.
E Yurij, que o beijava colado nele, também notava essa mudança, é claro. Como a excitação era mútua, o de Yurij também estava duro e, como ambos estavam excitados, como se fosse o natural, Yurij metia a mão dentro da roupa de Cheriot. Ele perdeu a conta de quantas vezes teve que deter a mão que tentava lhe baixar as calças.
Toda vez, Cheriot literalmente enlouquecia. Como fazia apenas um mês que Yurij tinha estado inconsciente e deitado numa cama, sua consciência e sua razão faziam soar o alarme de que ele não devia tocá-lo sob hipótese alguma.
Yurij dizia que já estava bem, mas sua resistência física ainda não tinha voltado ao normal e, naturalmente, seus músculos, antes firmes, tinham diminuído um pouco. Yurij, que ao perder peso tinha um físico mais esbelto que antes, parecia tão frágil que Cheriot tinha até a ilusão de que, se aplicasse um pouco de força, seus ossos poderiam se quebrar.
Além disso, como Yurij já tendia a minimizar os próprios ferimentos, Cheriot não confiava de todo em suas palavras de que estava bem. Como antes de deixar Boston, no hospital tinham lhe dito que recuperar por completo sua resistência física levaria pelo menos vários meses, Cheriot tinha pensado em manter a abstinência até primeiro de janeiro.
Com essa ideia em mente, toda vez que ele rejeitava as insinuações de Yurij ao tocá-lo, bem no dia antes de voltar a Vancouver, Yurij afastou a mão e perguntou:
—Você realmente não vai fazer até o meu corpo se recuperar?
Honestamente, no momento de escutar essa pergunta ele esteve a ponto de ceder, mas Cheriot resistiu.
—Eu estou falando sério. O sexo entre alfas exige muita resistência física. O Wolfie ainda não está nessa etapa.
—Aproximadamente quando você vai se sentir tranquilo?
Embora não pudesse saber com exatidão como Yurij se sentia por seu rosto inexpressivo, Cheriot intuiu que ele estava bastante incomodado. Porque o feromônio fresco como brisa de Yurij tinha ficado mais intenso. Como se seu namorado mais velho, que sempre concordava com qualquer coisa que Cheriot dissesse, tivesse voltado a ser frio como quando se conheceram pela primeira vez, Cheriot fez cara ligeiramente intimidada, e Yurij soltou um suspiro.
—Tudo bem, então. A gente não faz até eu melhorar.
Era o que Cheriot queria, mas quando Yurij concordou em não fazer, uma forte sensação de pesar o inundou. Cheriot perguntou com cuidado:
—E quando vai ser isso?
Agora era Cheriot que fazia a pergunta que antes Yurij tinha feito. Yurij observou Cheriot em silêncio com seus serenos olhos azuis. Cheriot, que esperava sua resposta muito tenso, ficou profundamente frustrado com a resposta que se seguiu.
—Não disseram no hospital que eu teria que me esforçar mais alguns meses pra recuperar a resistência? Então vai ser no ano que vem. Você também pensava o mesmo, não é?
Yurij conhecia Cheriot bem demais. Como na verdade ele estava planejando pedir que lhe dessem Wolfie de presente de Ano-Novo, não conseguiu dizer nada e só assentiu com a cabeça.
—Até lá, eu também vou tomar cuidado.
Com essas palavras, Yurij não submeteu mais Cheriot a provações. Eles se beijavam diariamente, mas antes que a intensidade ficasse excessiva, Yurij afastava sutilmente os lábios. Como Cheriot também se excitava quanto mais enfiavam a língua, durante as três semanas que estavam de volta em Vancouver eles tinham sido um casal casto.
Ou era o que parecia de fora.
Mas desde que voltou, Cheriot vinha continuando a se masturbar diariamente, abusando de seus braços e mãos. Ter Yurij ao seu lado e não tocá-lo exigia uma paciência além do imaginável.
Diferente de Boston, onde dormiam em camas separadas, em Vancouver compartilhavam a mesma cama. Quando deitava Yurij em sua resistente cama king-size e tentava dormir, tudo era um estímulo, desde o som de sua respiração até o barulho dos lençóis que ele ocasionalmente fazia ao se mexer.
E não só isso: os momentos de perigo espreitavam em cada canto da vida cotidiana para assaltar Cheriot. Yurij, que quase nunca comprava roupa, às vezes pegava emprestado o pijama ou as camisetas de Cheriot, e toda vez que o via vestido com sua roupa, lhe vinha à mente a manhã em Big Fox e lhe era difícil olhar diretamente para ele.
«Aquele Yurij que só usava a minha camiseta e nada por baixo. Aquele Yurij que derramava por suas coxas o sêmen que eu tinha depositado. Aquele Yurij que tinha até a ponta dos pés tingida com as minhas marcas….»
«Eu quero devorá-lo de uma bocada e engoli-lo. Mastigar a orelha dele e deixar marcas de beijos por toda a sua pele pálida. Mesmo que lhe dê vergonha, quando eu apoio os lábios nas suas costas marcadas por aquela cicatriz enorme, ele olha pra mim com aqueles olhos como que pedindo que eu continue, e eu quero meter.»
«Se a gente nunca tivesse feito, teria sido bom.»
«Se eu não soubesse como era o corpo nu do Yurij, o quanto era lasciva a sua voz oculta, como se apertava o seu interior e o quanto ele era ardente, eu só teria expectativas.»
Mas devido àquela vez em que passaram quase três dias rolando na cama, chupando-o da cabeça aos pés, o desejo de Cheriot só tinha crescido como uma bola de fogo.
—…eu quero fazer.
Murmurando com o olhar meio perdido, Cheriot enfim conseguiu reagir e começou a se lavar. Se ensaboou abundantemente para eliminar o cheiro de suor e lavou também o chão caso restasse algum vestígio de sêmen. Quando enfim saiu, depois de um banho que deveria ter durado 15 minutos mas que se aproximou dos 40, se deparou com Yurij parado diante da porta do banheiro e se assustou.
—Que susto, Wolfie!
«Desde quando ele estava aí? Será que ele não escutou o som da punheta? Se foi assim, eu poderia morrer de vergonha. Não é nada atraente. Se ele descobrir que eu não aguento e bato uma, vai parecer que eu não tenho nada de autocontrole.»
Como um garoto pego em plena travessura, Cheriot se atrapalhou. Com um olhar claramente culpado que denunciava seu nervosismo, reagiu de forma exagerada e Yurij arqueou uma sobrancelha.
—Eu sei que o Wolfie tem talento pra se infiltrar, mas agora mesmo você me assustou muito. O meu coração caiu e agora está rolando pelo chão. E se o Berry confundir com um brinquedo e levar mordiscando?
Sentindo-se pressionado pelo olhar silencioso que o esquadrinhava, Cheriot soltou qualquer palavra. Enquanto escutava seus disparates, Yurij separou lentamente os lábios.
—Você tomou banho por muito tempo.
—Ahh, sério? Hoje eu corri muito e como estava cheirando a suor, imagino que tenha levado mais tempo pra me lavar.
Yurij soltou um —hmm— significativo.
—Mais que quando você volta de um jogo?
O tempo médio de banho de Cheriot depois de um jogo, encharcado de suor, era de 20 minutos. Ao lembrar disso, Cheriot desviou o olhar e mudou de assunto.
—O café da manhã já está pronto, Wolfie? Depois de correr tanto, eu estou com muitíssima fome. O Berry também tem que comer.
—O Berry já comeu.
Em momentos como aquele, a impassibilidade de Yurij era um pouco exasperante. Por mencionar o tempo do banho ele parecia saber de algo, mas como nada transparecia em sua expressão, era impossível conhecer seu pensamento exato. «Talvez o de hoje ele tenha percebido. Mas que eu venho fazendo isso há três semanas, isso ele não vai saber… vai?»
—Se seca bem pra não se resfriar. Eu preparo tudo aqui.
Felizmente, Yurij, em vez de continuar indagando sobre o tempo do banho e colocando Cheriot em apuros, se preocupou amavelmente com ele e depois saiu. Ao soltar um suspiro de alívio, Cheriot se secou rapidamente e trocou de roupa.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna