Define The Relationship (Novel) - Capítulo 41
Capítulo 41
Após confundir a silhueta de outro homem com a de Karlyle, Ash percebeu que seus sintomas pioraram. Sempre que via alguém em um terno que se assemelhava ao de Karlyle, seus passos vacilavam. Mesmo enquanto finalizava seus projetos, ele se via cada vez mais perdido em pensamentos, e os períodos que passava em contemplação se prolongavam até se tornar difícil manter qualquer foco. Até a Mackenzie notou sem muita dificuldade.
— Eu te disse para dar um tempo, e agora olha para você — já se passaram três dias, e você está pior do que nunca. — Mackenzie olhou de relance para Ash, que estava encarando o lado de fora pela janela do escritório com uma leve expressão de descontentamento. Ele rapidamente suavizou sua expressão, virando-se para ela com um sorriso.
— O trabalho só está agitado.
– Você nunca esteve assim, nem mesmo quando teve uma agenda mais severa que essa.
— Acho que estou ficando velho.
— Então eu já estou com o pé na cova?
— … — Ash deu uma risada curta. — Desculpe.
Com as sobrancelhas franzidas, Mackenzie sentou-se na ponta da mesa dele. — Só tire uma folga. Nós já terminamos a parte importante.
— Eu estou bem.
— Eu não estou bem. É exaustivo ver você deprimido por aí o dia todo. Você está carente?
Ash fez uma cara estranha, fazendo uma careta para Mackenzie até que ela deu de ombros.
— Você sabe que tem dezenas de pessoas me implorando para apresentá-las a você, certo? É só escolher uma delas.
— Não me diga — ele respondeu com um sorriso contido.
Mackenzie pegou o telefone, segurando-o como se já estivesse preparada; parecia que ela vinha sendo importunada para fazer aquilo. — Sempre que você está solteiro, a notícia corre como fogo em palha. Como você está livre feito um pássaro há um ano completo, está todo mundo praticamente fazendo fila por uma chance! Falando nisso, a Olivia não serve mesmo? Ela é uma boa pessoa e está a fim de você há séculos.
Apoiando o queixo na mão, Ash simplesmente cerrou os olhos em um sorriso. O amor não podia ser unilateral. Só porque alguém gostava dele, não significava que ele tinha a obrigação de retribuir os sentimentos da pessoa. Conforme seus olhos sorridentes se voltavam novamente para o lado de fora, uma pergunta surgiu em sua mente.
E se ele tivesse feito todas aquelas perguntas a Karlyle lá atrás?
— Que tal uma amiga minha… — sugeriu Mackenzie, vasculhando seus contatos. — Na verdade, não. Ela provavelmente não faz o seu tipo. Ah, e que tal…
E se Karlyle tivesse dito sim?
Ele teria aceitado Karlyle então? Provavelmente. Mas havia uma coisa da qual ele não podia ter certeza: o que ele sentia por Karlyle era verdadeiramente amor?
Quando Ash amava, tudo começava com uma forte atração, como quando vira Nicholas pela primeira vez. Mas ele não sentira isso com Karlyle, possivelmente devido à primeira impressão conturbada deles. Era muito diferente do amor com o qual Ash estava familiarizado.
Na vida de Ash, o amor sempre fora acompanhado por uma paixão intensa. Como a maioria das crianças, ele aprendera sobre o amor primeiro com sua mãe, Sophia — uma mulher de cabelos castanhos fartos e olhos azuis brilhantes que expressava suas emoções de forma vivaz. Ash, Natalie e todos que conheceram Sophia a adoravam. Até o pai deles provavelmente a adorara no passado. De acordo com Natalie, que era oito anos mais velha que Ash, o relacionamento de seus pais não tinha sido assim desde o início, mas eles haviam começado a brigar frequentemente muito antes de Ash nascer. Isso era tudo o que Natalie sabia. Como eles eram apenas crianças na época, não havia como entenderem por que seus pais haviam se afastado. Mas uma coisa era clara — tudo mudou depois que Ash nasceu.
Os olhos do pai de Ash eram castanhos, os de sua mãe, azuis. No entanto, o filho mais novo deles nasceu com um olho cinzento e um azul. Para o pai, isso era uma prova de infidelidade e, aos seus olhos, Ash não passava do filho de um homem que Sophia amara há muito tempo e quem ele suspeitava que ela ainda amasse.
À medida que Ash crescia e desenvolvia feições gentis e refinadas semelhantes às de Philip Gordon, o próprio homem em questão, essa suspeita amadureceu em certeza. Sophia sustentava que o olho cinzento de Ash era um tom muito claro de azul. Ela constantemente assegurava ao marido que o amava e que era apenas uma boa amiga de Philip Gordon, que nunca havia sequer se encontrado com Philip em particular após o casamento, sempre tentando ao máximo acalmar as dúvidas do marido. Ash ainda se lembrava daqueles dias.
— Shane, você é quem eu amo — a mãe de Ash dizia ao seu pai.
Durante as brigas deles, Ash assistia silenciosamente através de uma fresta na porta enquanto sua mãe expressava seu amor, com o rosto sofrido, enquanto seu pai negava as palavras dela, parecendo atormentado. Mas a suspeita era uma doença e, uma vez que criava raízes, fraturava o coração, consumindo o corpo e alma. Seu pai nunca seria capaz de se libertar disso.
— Então livre-se daquela maldita pintura!
— Mas aquela… aquela pintura me consolou imensamente quando minha mãe faleceu. Shane, eu… —
As discussões deles sempre voltavam para aquela pintura. Philip Gordon, um nobre abençoado com imensa riqueza, era um pintor talentoso, além de bonito. Havia rumores de que, se Sophia não tivesse amado Shane, ela poderia ter se casado com Philip em vez dele. No entanto, Philip estivera noivo de uma noiva escolhida por sua família. No decorrer de suas tentativas de rescindir o noivado, Sophia sofrera demais e conhecera Shane, por quem acabou se apaixonando.
Todos sabiam que Sophia era o tema da pintura. Os tons resplendentes de violeta e azul combinavam perfeitamente com ela. Mas a pintura guardava um segredo — um segredo conhecido apenas por Ash e sua mãe.
— Veja bem, meu amor, esta pintura é, na verdade, da época em que conheci seu pai. Philip a deu para mim em uma tentativa de me reter. Foi um gesto gentil, mas olhe ali. O olhar de Ash acompanhou o dedo de sua mãe apontado para a pintura. Ele absorveu os redemoinhos de amor em cada pincelada. Mesmo para os olhos de uma criança, a pintura era extraordinariamente bela.
— O motivo pelo qual estou sorrindo aqui é que eu estava ansiosa por um futuro maravilhoso com o seu pai.
Ash adorava muito sua mãe. Ele amava a mulher carinhosa que sempre sorria gentilmente para ele, apesar das brigas com o pai dele. Ele amava a mulher que jurara amá-lo não importa o que acontecesse. Ash queria ser exatamente como ela — uma pessoa gentil, mas forte, que conseguia sorrir para aqueles que amava.
— Você é meu filho e do seu pai, meu bombom mais querido. Você e a Natalie me trazem toda a felicidade do mundo. — Sophia envolveu a bochecha de seu filho com as mãos. — O papai está apenas magoado, e a culpa é da mamãe. Quando alguém que você ama está triste, sempre há um motivo. Eu vou consertar isso, então não se preocupe, Ash.
E ela realmente tentou, até o momento de sua partida.
Apenas uma semana antes de falecer, Sophia começou a desmoronar — o pai dele tivera um caso. Embora atormentado pela culpa, o homem tentava manter sua fachada de dignidade, esbravejando defensivamente que queria que Sophia sentisse a mesma dor que ele havia suportado. A mãe dele achou aquilo insuportável.
Toda noite, assim que Ash pegava no sono, ela se sentava no sofá perto da janela. Depois de encarar o vidro por algum tempo, ela enterrava o rosto nas mãos, com seus ombros curvados e frágeis tremendo dolorosamente enquanto chorava. Mas sempre que Ash aparecia, ela rapidamente exibia um sorriso, como se nunca tivesse derramado uma lágrima.
— Aí está você, meu bombom.
Ash queria odiar seu pai por fazê-la sofrer, mas, como Sophia amava tanto Shane, ele escolheu não guardar rancor das ações dele. Por isso, ele também nunca demonstrava sua tristeza diante dela. No dia em que sua mãe morreu, Ash também estava lá. Foi uma morte que ninguém previu, um evento terrível que ninguém poderia ter antecipado. Londres era frequentemente atingida por ataques terroristas e, tragicamente, Sophia fora pega no fogo cruzado.
Quando Ash expressara o desejo de pintar, Sophia o pegara pela mão e saíra para comprar materiais de arte. Lá, eles se depararam com Philip.
Talvez o encontro não tenha sido um golpe do destino, mas uma inevitabilidade. Afinal, o estabelecimento, um dos lugares favoritos de Philip, unia os dois pelas memórias que compartilhavam.
E, naquele dia, Ash testemunhou o verdadeiro amor.
Explosivos suicidas atingiram vários locais da cidade. Explosões destruíram ônibus e romperam o metrô, engolfando passageiros desavisados. Em meio à cacofonia da destruição, houve outro estrondo alto. Uma fumaça preta e espessa e uma onda de calor sufocante irromperam à direita deles. Outro ônibus havia explodido. Philip imediatamente puxou Ash para seus braços para protegê-lo.
Enquanto o teto do ônibus voava na direção deles, Sophia entrou em ação, colocando-se no caminho para receber o impacto direto. Empurrando-os de volta com um empurrão firme, ela gritou um nome. Seu pai acreditava ter sido o de Philip, mas Ash se lembrava dos olhos azuis de sua mãe olhando diretamente para ele. Ela não estava salvando Philip; ela estava salvando seu filho, o filho do homem que amava.
Com seu corpo pequeno e frágil, Sophia absorveu toda a força do inferno. E com sua pele fina carbonizada num vermelho sangrento e preto, e com incontáveis ossos quebrados, Sophia faleceu. Philip havia arriscado a própria segurança para salvar o filho da mulher que amava. E pelo homem e pelo filho que ela amava, Sophia sacrificara sua vida. Essa era a intensidade de amor que Ash conhecia.
Seu pai, em vez de lamentar a morte de Sophia, empenhou-se em apagar qualquer vestígio dela. Ele não guardou uma única lembrança, nem mesmo a pintura favorita dela.
Ash sabia por que sua mãe havia se apegado àquela pintura até o fim; ela queria preservar o momento em que havia se apaixonado pelo pai dele, um momento repleto de emoções mais brilhantes e adoráveis do que todas as outras. Ela olhava para a pintura para afastar a tristeza e o desespero.
Tudo naquela pintura encarnava o amor, até mesmo o nome do artista, Philip Whitewood — sendo Whitewood o lugar onde Philip e Sophia haviam se conhecido.
Embora seu pai negligenciasse Ash completamente, Natalie, com o apoio de seus avós, acolheu-o quando se tornou independente em uma idade precoce. Tendo aprendido o amor com a mãe deles, Natalie criou-o com esse mesmo amor, e sua irmã se tornou outra mãe para ele. E assim, Ash cresceu bem, tendo aprendido o que era o amor graças à sua família amorosa.
Mas era também por isso que Ash não conseguia ter certeza do que realmente sentia por Karlyle. Esse amor parecia muito diferente do tipo de amor que ele conhecia. Além disso, Karlyle era o tipo de pessoa que ele costumava evitar. Ash achava difícil lidar com pessoas que escondiam seus verdadeiros sentimentos. Era algo que ele percebera ao observar seus pais, e sua experiência com seu primeiro amor não havia ajudado. Aquela traição só havia reforçado sua tendência de evitar tais indivíduos.
Pensando bem, seu primeiro amor não fora do tipo que escondia as coisas, mas isso ainda não os tinha impedido de traí-lo…
— Você está sequer me ouvindo? — Mackenzie perguntou, interrompendo os pensamentos errantes de Ash.
Ash sorriu e balançou a cabeça. — Não.
— …Você não era chato assim há um bom tempo.
— Eu só ando um pouco exausto ultimamente — ele admitiu, esfregando a testa e soltando um leve suspiro. Ele cerrou os olhos de leve e voltou a olhar para a janela. Não havia nada para ver, mas ele continuou fixando o olhar adiante. Exatamente como sua mãe fazia.
— O que diabos está acontecendo com você?
Ash ficou em silêncio por um momento. Ele podia confiar em Mackenzie, mas como seus assuntos pessoais eram sempre um tema quente dentro da empresa, ele era particularmente reservado sobre sua vida pessoal. A única vez em que havia buscado um breve romance de escritório, tanto ele quanto sua ex haviam sofrido com as consequências após o término. Todos ao redor deles sabiam os detalhes do relacionamento.
Ele não se importava em ser o assunto das fofocas — lidara com isso a vida toda —, mas odiava quando a outra parte, especialmente alguém que não estava acostumado com a atenção, ficava envolvida nos boatos.
Ainda assim, Mackenzie era confiável o suficiente.
Ash soltou um breve “Hum”. — Vamos lá, desembucha de uma vez. Você sabe que eu sei guardar segredo.
— Eu sei. É por isso que você anda por aí mostrando minhas fotos para todo mundo… —
— Aquelas eram das suas redes sociais! Se você não quer que as pessoas vejam, mude para privado! Hoje em dia, não é difícil encontrar essas coisas. Lembra daquela vez que vasculhamos a conta de um cliente?
Fingindo concordar, Ash acenou com a cabeça e esfregou o queixo.
— Ei, sua sábia e velha veterana está te dando um conselho, então é bom você aceitar. Não é todo dia que você ganha uma sessão de terapia gratuita, sabe?
A persistência de Mackenzie lhe rendeu um suspiro e, por fim, Ash abriu a boca. Na verdade, ele sentia vontade de desabafar um pouco. Aquilo não era algo que valesse a pena ligar para um amigo próximo, mas como Mackenzie já estava bem na frente dele, ele achou que não custaria nada compartilhar. Ash costumava se sentir confiante em relação ao amor e a relacionamentos, mas desta vez, ele estava totalmente sem saber o que fazer.
— Digamos que haja alguém que parecia gostar de você…
— Eu sabia! — Mackenzie exclamou.
Ash ergueu uma sobrancelha. Mackenzie cobriu a boca rapidamente e acenou com a mão livre de forma apologética.
Ash continuou: — Se essa pessoa de repente dissesse que queria parar de te ver, por que você acha que seria? — Isso é sobre você?
Ash encarou-a de forma incisiva. Mackenzie rapidamente balançou a cabeça. Em momentos como esse, era fácil esquecer quem exatamente era o mais velho ali.
— Bem… talvez eles apenas tenham pensado que continuar com as coisas não era possível — ela sugeriu.
— Em que sentido?
— Pode ser por todo tipo de motivo. Realmente depende da personalidade da pessoa. Por exemplo, se fosse alguém como você, confessaria seus sentimentos não importa a situação. Mas se fosse eu… Hum, talvez tenham recuado porque não tinham absoluta certeza de que você sentiria o mesmo.
Acariciando o queixo pensativamente, Ash baixou o olhar. Mackenzie tinha um ponto. Antes de Karlyle sugerir colocar um fim nas coisas, ele havia perguntado algo. Tinha perguntado? Sua voz estivera contida, como se estivesse buscando confirmação. Parecia que ele havia ouvido Mikayla e Susan bisbilhotando o relacionamento deles.
Mas, mesmo assim, Ash não tinha notado nada de estranho. Rigorosamente falando, não havia nada entre ele e Karlyle. O relacionamento deles nunca havia sido definido de forma alguma. Eles não eram amigos, conhecidos casuais ou amantes — eles nem sequer estavam namorando. Sendo assim, não teria sido desrespeitoso com Karlyle permitir que boatos sobre eles se espalhassem antes que tivessem a chance de esclarecer as coisas? Era por isso que Ash queria confirmar os sentimentos de Karlyle diretamente — porque apenas quando ele soubesse é que o relacionamento deles poderia mudar.
— Porque ele não tinham absoluta certeza… — a voz de Ash sumiu, com a mente em uma confusão emaranhada.
Os pensamentos íntimos de Karlyle permaneciam um enigma. O homem parecia tão resoluto, sem falhas em sua compostura, quando expressara seu desejo de evitar sentimentos desnecessários. Seu rosto sem expressão permanecera impassível, como se absolutamente nada do que Ash escolhesse fazer pudesse surtir qualquer efeito sobre ele.
Mas… até mesmo aquele homem tinha seus momentos vulneráveis.
O rosto choroso de Karlyle surgiu na mente de Ash, fazendo seu coração se apertar dolorosamente. Ele ainda conseguia imaginar claramente aquelas bochechas coradas e os olhos avermelhados, enquanto a voz mansa perguntando por que ele estava falando de outros alfas ecoava em seus ouvidos. No dia em que vira lágrimas caindo daqueles olhos cinzentos e frios, seu coração havia desabado.
Karlyle tinha sido cativante — de partir o coração de tão adorável.
Sim, adorável.
Então, de repente, um pensamento o atingiu: não havia como saber o que Karlyle havia pensado. O que importava era como Ash se sentia agora.
“Seria isso nada mais do que um tempestade passageira?”
“Serei capaz de seguir em frente?”
Não, não parecia que sim. Ele continuava se pegando correndo atrás da silhueta de Karlyle. Era difícil se concentrar no trabalho, e Ash duvidava que esses sintomas desapareceriam até que visse Karlyle novamente.
Com a mente decidida, Ash percebeu quão direta era a solução assim que mudou sua mentalidade. Ele não tinha certeza se Karlyle aceitaria se encontrar com ele novamente, mas acreditava que tinha o direito de pedir por pelo menos mais um encontro.
— Eu só vou fazer uma ligação.
— E que tal agradecer à velha sábia que acabou de resolver todos os seus problemas com poucas frases?
— Obrigado — respondeu Ash, meio sincero, enquanto abria rapidamente os contatos no celular. Ele procurou pelo nome salvo e, em seguida, pressionou o botão de ligar.
Eram cinco da tarde. Havia uma grande chance de ele não atender. Karlyle parecia bem firme quando colocou um fim nas coisas, e já havia se passado um bom tempo.
— …O número discado não está mais em serviço. Por favor, verifique o número e tente novamente… —Mas Ash não esperava por isso.
Ele piscou, franzindo a testa enquanto abaixava o telefone e o encarava desacreditado. Lentamente, ele ergueu a mão para esfregar os lábios, encerrando a ligação antes de verificar o número duas vezes; era definitivamente o de Karlyle. Até um mês atrás, eles ligavam e trocavam mensagens usando esse número sem problemas. No entanto, a mesma voz automatizada o cumprimentou quando ele tentou novamente — o número não estava mais em uso. Ash soltou uma risada baixa enquanto um sentimento indefinível crescia dentro dele.
— Meg. — Com a expressão séria, Ash levantou-se de seu assento. — Preciso dar uma saída rápida.
— O quê? Agora? — perguntou Mackenzie, que o observava com uma expressão séria.
— Preciso que você verifique os mock-ups para mim. Desculpe. — Ash pegou seu casaco e as chaves do carro. Mackenzie, que estava prestes a provocá-lo por agir como o chefe, mudou de ideia ao ver o rosto dele e, em vez disso, assentiu com a cabeça.
— Seja lá o que for, boa sorte.
Ash esboçou um sorriso tenso, eclipsado por uma sensação incomum de urgência.
↫─☫ Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr