Define The Relationship (Novel) - Capítulo 29
Capítulo 29
— Karlyle.
Uma voz veio de repente do lado de fora, sobressaltando-o. Os olhos de Karlyle se abriram abruptamente enquanto ele retirava o dedo rapidamente. Seu coração martelava. Conforme uma onda de náusea o invadia, ele afastou a testa da parede bem no momento em que Ash entrava no banheiro.
— Achei que você pudesse precisar de um roupão… — disse Ash, observando Karlyle através do painel de vidro com um sorriso. Mas ao ver o rosto agitado de Karlyle, Ash ergueu uma sobrancelha.
— Você estava se divertindo sozinho? — Ash perguntou.
Divertindo-se? Karlyle ficou perplexo com a escolha de palavras de Ash. Fechando os punhos, Karlyle desviou dos olhos de Ash antes de desligar a água.
— …isso não é muito gentil de se dizer.
— Se não era isso, então por que estava se tocando lá atrás? — Ash incitou.
Karlyle queria desaparecer naquele exato momento. A humilhação não tinha paralelo. Ele permaneceu congelado no lugar, dolorosamente mudo. Ash desandou a rir.
— Você tem razão, eu só estava provocando você… — admitiu Ash enquanto entrava no boxe e puxava Karlyle para os seus braços. Karlyle, que permaneceu imóvel, não conseguia sequer respirar. Ash envolveu o corpo encharcado de Karlyle firmemente com os braços, parecendo não se importar com o fato de suas próprias roupas estarem se molhando, e apertou as nádegas nuas de Karlyle.
— Mas acho que era verdade — concluiu Ash.
Karlyle fechou os olhos, incapaz de acalmar seu constrangimento esmagador. Seu pescoço ardia. Ele se sentia o idiota mais patético do mundo.
— Como você consegue ser tão adorável?
— … Por favor, me solte — murmurou Karlyle.
— Está envergonhado? — Ash cutucou verbalmente o já ferido Karlyle.
Karlyle não conseguia se lembrar de ter sentido tanta vergonha em toda a sua vida.
— Eu acho isso bem sexy — disse Ash, sugando o lóbulo da orelha de Karlyle. O cardigã roçando contra sua pele nua parecia estranho, agradável e ao mesmo tempo lascivo.
— Mas… deixe-me ser aquele quem vai relaxar você — sussurrou Ash em voz baixa, agora mordiscando o lóbulo da orelha de Karlyle.
Ash esfregou as pregas sensíveis e, em seguida, empurrou para dentro. A borda elástica, que tinha acabado de ser penetrada pelo dedo de Karlyle, engoliu prontamente o de Ash. Karlyle arfou por entre os lábios que se abriram de forma incontrolável.
O membro de Karlyle, anteriormente flácido, intumesceu rapidamente, pronto e roçando contra as roupas de Ash. Karlyle agarrou as roupas de Ash com firmeza enquanto sua própria respiração acelerava. À medida que os dedos de Ash investiam mais fundo e exploravam o interior macio, as nádegas de Karlyle se retesaram. A risada de Ash ecoou acima dele e, então, seus dedos deslizaram para fora.
— Vamos para a cama? — Ash sorriu com indiferença ao se afastar.
Com os olhos ardendo de calor, Karlyle piscou antes de olhar para baixo e acenar com a cabeça em silêncio.
Depois de entrarem no quarto, Ash removeu o cardigã e despiu lentamente sua camisa branca encharcada, sem tirar os olhos de Karlyle. O aroma misturado da fragrância do sabonete líquido com os feromônios distintos de dois alfas criava um ar inebriante e estonteante. Os cheiros que se mesclavam deixavam Karlyle sedento de desejo. E seu corpo, que se tornara sensível devido à estimulação anterior, reagia de forma receptiva até mesmo ao ar frio que tocava sua pele nua, arrepiando-se.
Ash guiou o hesitante Karlyle em direção à cama e o deitou no amplo colchão antes de subir em cima dele.
— Tudo bem se tentarmos algo diferente hoje? — Ash perguntou de sua posição entre as pernas de Karlyle, enquanto sua mão roçava o peito de Karlyle e passava por seus mamilos, enviando um calafrio pelo corpo dele.
— O que, hngh… você quer dizer com algo diferente?
A voz de Karlyle falhou quando suas pernas foram afastadas. Ele observou enquanto Ash se inclinava mais para perto e segurava o membro endurecido de Karlyle. Karlyle deu um sobressalto.
— Eu te conto depois. — murmurou Ash. Ele envolveu a glande de Karlyle com seus lábios vermelhos. Karlyle fechou os olhos com força e depois balançou a cabeça enquanto tentava se afastar.
— Eu… — Karlyle começou suavemente, encontrando os olhos curiosos de Ash. Ele decidiu agir de acordo com o que vinha pensando há algum tempo. — Eu gostaria de fazer isso por você — concluiu Karlyle, com a voz pouco acima de um sussurro.
— … Você, Karlyle? — Ash olhou para ele com perplexidade. Karlyle deu um leve aceno de cabeça, mantendo sua expressão neutra habitual ao encarar o olhar surpreso de Ash.
— Você sempre faz isso por mim, então… eu quero retribuir o favor — explicou Karlyle.
Embora tivesse inicialmente se encontrado com Ash para tratar de seus sintomas — que agora pareciam ter desaparecido há muito tempo —, ele começara a se sentir desconfortável pelo fato de apenas Ash praticar sexo oral nele durante o tempo em que passavam juntos. Ele também se questionava se Ash realmente encontrava prazer no sexo com ele, apesar de dizer que gostava ou que achava difícil se conter. Karlyle não conseguia afastar o pensamento de que Ash pudesse estar dizendo aquelas coisas apenas por gentileza.
Ash olhou para Karlyle por um momento antes que um sorriso radiante se espalhasse por seu rosto. Com os olhos fervorosos fixos nos de Karlyle, Ash ergueu-se, com as mãos prendendo Karlyle sob ele.
— Eu não esperaria por isso — a voz de Ash estava mais baixa do que o habitual. Ele acariciou a bochecha de Karlyle com uma das mãos. — Você acha que vai conseguir dar conta?
Karlyle olhou para Ash de forma estoica. Ele não gostava particularmente daquilo, nem via isso como algo para se gabar, mas…
— Eu farei o meu melhor para satisfazer você.
… ele era, na verdade, muito habilidoso em praticar sexo oral.
Ash sentou-se e inclinou-se para trás contra a cabeceira da cama sem pressa, como se convidasse Karlyle a prosseguir. Karlyle respirou fundo antes de se posicionar entre as pernas de Ash e estendeu a mão para abaixar o zíper, revelando a cueca cinza de Ash. Mesmo parcialmente excitado, o membro dele era impressionante grande.
Karlyle inclinou-se para a frente enquanto puxava silenciosamente a cueca de Ash para baixo. O membro de Ash estava corado em um tom suave de rosa e levemente curvado, exatamente como ele se lembrava. Era a primeira vez que ele olhava para o pênis de Ash tão de perto. Seu corpo chispou com o calor.
Ele segurou a haste ainda macia e sentiu-a ficar mais firme em sua mão. Embora nunca tivesse engolido algo tão grande em sua boca antes, o princípio básico seria o mesmo. Contudo, talvez ele não fosse capaz de recebê-lo em sua totalidade.
Karlyle abaixou a cabeça com cautela, com os olhos semicerrados enquanto abria seus lábios finos. Sua boca envolveu a glande e, em seguida, abriu-se mais para acomodar o comprimento que entrava. Ele então detectou o leve aroma cítrico do sabonete líquido.
Karlyle moveu a língua em um movimento sem pressa, começando por lamber a ponta da glande. Ele lambeu a superfície escorregadia, deixando rastros quentes, e depois provocou a abertura da uretra. A mão de Ash estendeu-se para agarrar o cabelo de Karlyle. Karlyle resistiu ao impulso de olhar para o rosto de Ash, concentrando-se em vez disso em sua tarefa.
Inclinando a cabeça, Karlyle sugou com mais força a glande e, em seguida, colocou mais para dentro da boca, centímetro por centímetro. Conforme devorava o membro, sua língua era pressionada para baixo e a saliva acumulava-se em sua boca, a qual ele usava para lubrificar o comprimento.
Como esperado, ele não conseguiu engolir todo o membro de Ash. Quando a ponta alcançou sua garganta, Karlyle arfou trêmulo e começou a se mover para trás e para a frente, sugando com força como se estivesse saboreando algo delicioso. Ele se retirou para respirar e esfregou os lábios contra a haste lisa e molhada. Fios de saliva ficaram suspensos entre seus lábios e o queixo.
— Karlyle — disse Ash com a voz rouca. Karlyle, que vinha lambendo o membro da base até a ponta, olhou para cima. Ash o encarava com uma expressão endurecida. Não, na verdade, parecia que ele estava suprimindo algo.
Piscando, Karlyle retomou o ato de lamber a glande com a língua, segurando firmemente o membro rígido com a mão enquanto inclinava a cabeça de leve e, repetidamente, engolia a glande em sua boca antes de se retirar outra vez.
— Como… — Ash soltou abruptamente, apertando o cabelo de Karlyle com mais força. Karlyle olhou para Ash novamente, com as bochechas encovadas enquanto sugava a carne dura profundamente em sua garganta. A mão de Ash envolveu sua bochecha. — Como você é tão bom em boquete?
O membro, que Karlyle pensava já estar totalmente ereto, cresceu ainda mais em sua garganta. Ele franziu as sobrancelhas ao tossir devido ao membro que bloqueava sua traqueia. Os quadris de Ash impulsionaram-se para a frente, como se ele quisesse afundar ainda mais na boca de Karlyle. Karlyle mal conseguia respirar pelo nariz.
— Você não é bom apenas em receber por trás — Ash gemeu.
O membro de Ash endureceu ainda mais. As veias proeminentes pulsavam à medida que sua ereção se contraía de forma ameaçadora. Sugando com força e depois com suavidade, de maneira intermitente.
Era estranhamente emocionante. Karlyle nunca tinha ficado excitado enquanto praticava sexo oral antes, mas sentir a excitação de Ash fez com que seu próprio corpo se aquecesse também. Ele acelerou o ritmo, com a mente ficando em branco à medida que se tornava mais absorto no ato. Karlyle chegou a soltar gemidos suaves sem perceber.
De repente, Ash retirou-se completamente. Seu membro escorregadio de saliva repousou contra os lábios de Karlyle antes de jorrar um líquido leitoso e amargo, que escorreu quente pelo queixo de Karlyle. Ash observou aquilo com ardor.
— Você quer limpar para mim? — Ash esfregou sua glande ainda proeminente em Karlyle e espalhou o sêmen viscoso pelos lábios e pela bochecha dele, o que enviou um calafrio por todo o corpo de Karlyle. Ele encontrou os olhos de Ash com uma expressão atordoada.
— Hum? — Ash incitou.
Karlyle abaixou seu olhar avermelhado e acolheu a glande de volta. O gosto amargo e salgado do sêmen atingindo a ponta de sua língua provocou um leve reflexo de gags, mas que passou rapidamente. Uma sensação estranha, quase surreal, surgiu. Karlyle lambeu o membro coberto de sêmen com entusiasmo, como se estivesse saboreando um sorvete delicioso.
Ash puxou Karlyle para mais perto e o ergueu para o seu colo.
— Está gostoso? — Ash perguntou, e então estendeu a mão, espalhando o sêmen ainda mais pelo rosto de Karlyle.
— Eu não te-tenho certeza — gaguejou Karlyle, recuperando o fôlego.
— Mesmo? Porque parecia que você estava gostando tanto então? — Ash perguntou enquanto estendia a mão em direção à gaveta da cabeceira. Com um estalido, ele puxou um frasco de lubrificante.
— É porque é seu… — Karlyle respondeu. Sua mente estava atordoada demais para ponderar como suas palavras poderiam soar.
— Você gostou tanto assim porque é meu? — Ash deu uma risadinha.
O gel frio tocou a entrada traseira de Karlyle. A antecipação aumentou à medida que seus quadris se retesavam, e sua ereção pressionava contra o estômago de Ash.
— … Sim — Karlyle arfou.
Os dedos de Ash incitaram, inundando o interior de Karlyle com o gel até que fizesse um som nitidamente úmido. Karlyle torceu os quadris enquanto apertava o aperto nos ombros de Ash.
— Eu não esperava que você fosse gostar tanto assim — disse Ash, com um tom brincalhão e um sorriso perigoso. — Mas fico feliz que tenha gostado do seu presente.
Karlyle piscou, percebendo tardiamente o que era o “presente” que Ash havia mencionado por telefone. Lembrar-se de que haviam discutido um assunto tão sugestivo pelo telefone fez o sangue subir ao rosto de Karlyle em um ataque súbito de clareza e acentuado constrangimento.
— Então, no telefone, você quis dizer…
Ash sorriu abertamente, confirmando a suspeita de Karlyle com um olhar travesso.
— Ainda parece que eu interpretei mal a sua inocência? — disse Ash e empurrou algo na entrada de Karlyle. Um objeto pequeno e arredondado deslizou para dentro.
Assustado com a leve pressão em suas paredes internas, Karlyle ergueu a cabeça abruptamente.
— Ash, o que você—?
— Estamos tentando algo novo.
Karlyle quis perguntar o que exatamente envolvia esse “algo novo”, mas uma vibração repentina irradiando de seu interior interrompeu seus pensamentos.
— Aah, Ash… hrgh!
Junto com as vibrações do zumbido, uma sensação bizarra espalhou-se dentro de Karlyle. Ele estremeceu, com os olhos arregalados. Deu um sobressalto involuntário enquanto tentava se afastar em pânico, mas Ash o segurou de forma terna, porém firme, não permitindo nenhuma fuga.
— Não é nada estranho — acalmou Ash.
— A-Ash, por favor, espere, hrgh! — suplicou Karlyle, mas os dedos de Ash apenas empurraram o objeto vibratório mais profundamente para dentro.
O medo tomou conta. Karlyle debateu-se, assustado com a possibilidade de o objeto inserido ser impossível de retirar. Era diferente de tudo o que ele já havia experimentado antes, deixando-o desorientado.
— Por favor, tire i-isso, ungh!
A coluna de Karlyle arqueou-se abruptamente, e arfadas descontroladas escaparam de seus lábios. Seu membro latejava conforme o objeto pressionava sua próstata com firmeza, disparando um prazer inimaginável por todo o seu corpo. Ele tremia incontrolavelmente, com os dedos dos pés se contraindo e as coxas sofrendo espasmos.
— Shh, respire — acalmou Ash, acariciando suavemente as costas de Karlyle. Lágrimas brotaram nos olhos de Karlyle com a sensação da mão quente de Ash em suas costas.
Alarmado pelo prazer avassalador, ele tentou fugir. Suas mãos escorregaram; ele foi incapaz de encontrar apoio enquanto tentava, fragilmente, empurrar Ash para longe. — P-Pare, por favor, mnn… Pare… — suplicou Karlyle com a voz embargada.
No entanto, o aperto de Ash sobre ele permaneceu firme. Embora Karlyle não fosse fisicamente mais fraco que Ash, ele achava impossível reunir suas forças por causa do objeto vibratório dentro de si.
— Você não está gostando? — Ash perguntou.
Karlyle assentiu quase por reflexo, enquanto as lágrimas ameaçavam transbordar de seus olhos. Naquele momento, sua próstata foi estimulada mais uma vez. O líquido seminal gotejou de seu membro dolorosamente rígido, que já estava intumescido há bastante tempo.
— Eu não esperava que você fosse sentir tanto assim… — murmurou Ash, como se falasse consigo mesmo, e segurou a cabeça de Karlyle para evitar que caísse para trás. Ash encarou os olhos de Karlyle diretamente e perguntou: — O que você quer que eu faça?
— Tire isso, hnn, para fora, por favor, nghh! — respondeu Karlyle, embora de forma incoerente. Ele mal conseguia suportar a necessidade de gozar, mas também temia perder o controle de si mesmo diante daquela estranha êxtase.
— Então, quer que eu coloque outra coisa no lugar?
Mesmo sabendo que Karlyle não tinha condições de responder, Ash persistia com perguntas brincalhonas.
— Não vai me dizer? — Ash o persuadiu, segurando o membro de Karlyle em sua mão.
Karlyle gemeu e desabou para a frente. Ele aninhou a testa contra o pescoço de Ash enquanto um soluço pequeno e desesperado escapava dele.
— S-Sim. Por favor, coloque dentro, hgh…
— Colocar o quê? — Ash instigou. Durante todo o tempo, as vibrações aceleravam mais, levando Karlyle impiedosamente em direção ao delírio. Karlyle tentou se erguer enquanto suas coxas tremiam, apenas para desabar de volta sobre Ash. Se mudasse de posição, mover seu corpo duplicava a estimulação de forma insuportável.
Karlyle não conseguia mais se conter. No entanto, bem no momento em que seu membro se contraiu para jorrar sua liberação, a mão de Ash cobriu a ponta da glande de Karlyle, interrompendo-o. Karlyle fechou os olhos com força enquanto puxava o ar abruptamente.
— Solte, hnn, Ash… — Karlyle engasgou e lutou para afastar os dedos de Ash de seu membro contido. Sua visão ficou embaçada, e suas nádegas se contraíam e relaxavam de maneira trêmula.
Ash suspirou profundamente e, em seguida, mordiscou a orelha de Karlyle. Seus braços musculosos se apertaram ao redor da cintura esguia de Karlyle. — Está difícil pensar?
Sem saber o que fazer, Karlyle assentiu com a testa apoiada contra Ash.
Ash sussurrou uma dica: — Você o engoliu com tanto entusiasmo mais cedo. — Seu membro ereto, que estivera aninhado sob as nádegas de Karlyle, agora roçava contra a entrada.
Embora tenha exigido um esforço considerável para Karlyle pensar em uma resposta, ele compreendeu que Ash estava se referindo ao próprio membro. Karlyle ergueu o queixo, que gotejava saliva, enquanto mal conseguia pronunciar em voz baixa:
— Ash, por favor, eu quero… você dentro de mim…
— Perdão? Eu não entendi muito bem essa última parte. — Ash esfregou o polegar sobre a glande de Karlyle, enviando pontadas de prazer por todo o corpo dele.
— Eu quero você dentro… Haah!
Os dedos que bloqueavam sua liberação se afastaram. Ash rasgou uma embalagem e algo alarmantemente espesso e sólido empurrou imediatamente para dentro das profundezas ardentes.
A boca de Karlyle abriu-se em um grito silencioso enquanto sua cabeça caía para trás. Uma onda de calor e êxtase o envolveu conforme sua entrada se esticava ao redor da intrusão. Seus músculos abdominais se contraíram, e ele ejaculou. Seus lábios, avermelhados pelo sexo oral de antes, arfavam lufadas de ar quente.
Pérolas de sêmen salpicaram por seu abdômen trêmulo, espalhando inclusive um pouco pelo de Ash. Ash empurrou Karlyle para baixo na cama e pressionou profundamente dentro dele sem pausa. Karlyle contorceu-se, percebendo que o objeto que Ash havia inserido ainda estava lá dentro.
— Não, Ash, aquilo ainda está… d-dentro de mim, hnghh…!
Ash prendeu Karlyle para baixo e segurou seus pulsos firmemente. Ele afastou as pernas de Karlyle com as suas próprias coxas, imobilizando-o no lugar com destreza.
— Está tudo bem, Karlyle. — A voz sussurrada de Ash era baixa e rouca. Os feromônios que emanavam de Ash estavam visivelmente potentes agora, preenchendo o ar com um aroma denso e inebriante, e enviando uma dor lancinante pelo peito de Karlyle. A percepção de que Ash ficava excitado ao vê-lo assim — desalinhado e vulnerável — enviou uma satisfação de arrepiar a espinha por todo o seu ser.
Os movimentos frenéticos de Karlyle cessaram. Enquanto ele tentava se preparar para aceitar Ash por completo, seu corpo relaxou lentamente.
Mordendo o lábio inferior, Ash olhou para Karlyle com fome, sua expressão usualmente gentil transformada em algo mais selvagem. Por um momento, Karlyle ficou hipnotizado pela visão erótica de Ash acima dele.
Os olhos de Ash se curvaram em um sorriso quando ele começou a mover os quadris sem pressa, embora não totalmente, consciente do brinquedo vibratório em formato de ovo que ainda estava lá dentro. Em meio ao zumbido, um som nitidamente úmido ecoou. Ash impulsionou-se para cima em uma estocada forte, enviando solavancos pelo interior de Karlyle. Karlyle torceu os ombros, tentando libertar seus pulsos presos. Ele encolheu-se e esticou seus dedos longos, impotente.
Ash movia-se de forma provocantemente lenta; o ritmo contido lembrou Karlyle do beijo que haviam dado mais cedo. A estimulação contínua da próstata causada pelo vibrador despertou o membro de Karlyle de volta ao estado ereto. O pré-gozo espalhou-se de forma escorregadia por seu abdômen.
Conforme sua entrada se contraía ao redor de Ash, uma sensação peculiar começou a se acumular em seu abdômen. Com o rosto corado e coberto de suor, Karlyle olhou para cima, encarando Ash.
— Ash, um pouco mais… — Karlyle olhou para Ash de maneira suplicante, sem saber ao certo por que se sentia daquela forma, mas buscando mais.
Em resposta, Ash sorriu, girando os quadris em um círculo amplo.
— Um pouco mais? Assim?
Karlyle estremeceu quando o membro mexeu com seu interior.
— Não isso… — Karlyle fraquejou.
Em vez de latejar fortemente como se fosse derreter sua mente como antes, as vibrações do brinquedo em formato de ovo haviam sido reduzidas a apenas um zumbido leve. Frustrado pelas estocadas superficiais do membro protelador de Ash, Karlyle abria e fechava as pernas repetidamente, em busca de algo mais.
— Sim? Estou ouvindo. — respondeu Ash, fingindo inocência enquanto observava Karlyle com seu sorriso habitual. Seu cabelo preto úmido de suor, mais escuro que os fios de estanho de Karlyle, colava-se à sua testa, emoldurando seu rosto de uma forma que o deixava ainda mais sensual.
Karlyle arfava pesadamente, sem saber como vocalizar o que precisava. Em vez disso, escolheu outra maneira de se comunicar. Agora que estava um pouco mais lúcido do que antes, sentiu uma leve onda de vergonha. No entanto, a necessidade avassaladora superou seu constrangimento. Após um batimento cardíaco de hesitação, Karlyle começou a mover os próprios quadris.
— Haah, nmm… — Um gemido suave e baixo soou enquanto ele acompanhava os movimentos de Ash, erguendo e abaixando os quadris no ritmo das estocadas. O som de carne batendo contra carne ecoava por todo o quarto.
Karlyle agora perseguia devotamente o prazer que antes costumava achar estranho. “Ah, aí… mais… eu preciso de mais…”
Ash parou de se mover e apenas observou enquanto Karlyle continuava a se impulsionar contra o membro de Ash, com os olhos semicerrados e os lábios partidos. Karlyle acelerou o ritmo, parando apenas quando o vibrador empurrava fundo demais, para então retomar seus movimentos cautelosos enquanto devorava o membro de Ash, saboreando aquela experiência eletrizante.
— Karlyle… — Ash imobilizou Karlyle, que se movia em transe. Assim que a estimulação cessou, Karlyle olhou para Ash com os olhos vidrados.
— Você sabe como está a sua aparência agora? — Ash falou com a voz rouca, densa de luxúria. — Essa sua expressão. É sexy para caralho.
Ash retirou-se completamente. Karlyle estremeceu com o vazio que aquilo deixou. Quando Ash também puxou o vibrador redondo para fora, o objeto raspou nitidamente contra suas paredes internas.
Karlyle cerrou as coxas e arqueou a coluna. — Aah, haah, ahh…!
Karlyle alcançou o orgasmo com um tremor violento. No entanto, nada saiu de seu membro. Havia apenas líquido seminal límpido e sêmen seco.
— Me diga se doer. — Ash afundou de volta para dentro, sem dar a Karlyle tempo algum para processar o que acabara de acontecer.
— Acho que não consigo mais me conter. — Com esse aviso, Ash começou a estocar contra Karlyle com força.
A entrada de Karlyle abriu-se e acomodou prontamente o movimento impiedoso. Seu corpo inteiro estremeceu e suas mãos pálidas contraíram-se, sem sangue de tanto agarrar-se a Ash em busca de apoio enquanto jogava a cabeça para trás.
Ele sentia como se estivesse perdendo a razão. Era estocado com tanta vigorosidade que sentia até mesmo seu cérebro convulsionar. O gel derretido espirrava como água conforme escorria por trás. Cada vez que seu interior quente era raspado e massageado, moldando-se ao formato do pênis de Ash, Karlyle gemia impotente.
Algo parecia diferente hoje. A cada estocada de Ash, o peito de Karlyle enchia-se de satisfação e de um profundo afeto. Ele ansiava por mais de Ash; queria estar mais perto. Quando ele se contraiu ao redor do membro de Ash de forma inconsciente, Ash rosnou e pressionou seus pulsos para baixo com mais força.
Mas Karlyle queria segurar a mão de Ash.
Por isso, ele acariciou as costas da mão de Ash com os dedos trêmulos. Quando Ash notou o gesto, entrelaçou seus dedos, palma com palma. Esse contato, simples mas íntimo, fez Karlyle tremer de alegria.
“Eu me sinto tão, tão bem… eu amo tanto isso…“
— Você vai gozar de novo?
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr