Define The Relationship (Novel) - Capítulo 26
Capítulo 26
Karlyle afirmou isso para esclarecer sutilmente que ele e Ash não estavam nesse tipo de relacionamento. Era como se dissesse que nunca havia namorado ninguém e que também não estava namorando atualmente.
Mas, apesar de sua intenção, os outros pareceram se concentrar em uma parte diferente de sua declaração.
Natalie, que estava empratando a omelete, parou a mão no meio do ar e virou a cabeça abruptamente, exibindo uma expressão confusa. — Como assim você nunca esteve em um relacionamento?
Ele também pôde sentir o olhar de Ash ao seu lado. Como Karlyle ainda estava recuperando a compostura ao ouvir as palavras de Natalie sugerindo que ele estava em um relacionamento com Ash, ele não havia percebido que tinha, sem querer, revelado algo pessoal.
Mantendo uma expressão neutra, Karlyle reformulou sua frase para ajudar na compreensão de Natalie. — Eu nunca estive romanticamente envolvido com ninguém.
Natalie ficou com os olhos arregalados, como se tivesse ouvido a declaração mais absurda e sem sentido do mundo.
— Você, Karlyle? Se isso foi uma piada, funcionou. Estou honestamente chocada. — Natalie balançou as mãos enquanto rapidamente se convencia do contrário.
Por um momento, Karlyle ficou sem saber o que dizer. Ele não conseguia compreender qual era o problema.
Não era apenas Karlyle. Outros nobres ao seu redor com parceiros de casamento arranjado também se abstinham de buscar relacionamentos românticos, embora de fato fossem a encontros e tivessem múltiplos parceiros sexuais.
— Eu não brincaria com algo assim. — Conforme Karlyle respondeu de forma inequívoca, Natalie ficou em silêncio. Ash estava sem palavras desde antes.
Sentindo-se desconfortável com o silêncio inesperado, Karlyle vislumbrou Ash. Embora Ash ostentasse uma expressão sorridente, seus lábios estavam pressionados um contra o outro, revelando um rosto cheio de emoções complexas.
— Uau, isso é ainda mais impressionante à sua própria maneira. Então isso significa que você só conheceu outras pessoas casualmente? — Natalie pareceu ter entendido errado pelo lado inverso.
Karlyle balançou a cabeça e respondeu novamente com o rosto inexpressivo: — Eu quis dizer que nunca estive em um encontro com ninguém.
É claro que ele tinha relações sexuais com um novo ômega a cada cio e saía com outros por negócios ocasionalmente. No entanto, na memória de Karlyle, ele nunca havia se engajado em atividades que fossem definitivas de um encontro. Ele havia jantado ou desfrutado de festas, mas isso fora por necessidade — não na busca de desenvolver uma conexão emocional ou estar em um relacionamento romântico.
— Então… isso significa que o Ash é o seu primeiro?
Assim que Natalie perguntou, parecendo séria, Ash tossiu com um timing impecável. Uma mistura de engasgo e pigarro se seguiu.
Karlyle e Natalie se viraram simultaneamente na direção de Ash. Com uma mão cobrindo a boca e os olhos levemente semicerrados, Ash deu as costas para eles.
Notando suas costas largas arfando, Karlyle perguntou preocupado:
— Você está bem, Ash?
Ash acenou com a mão como se dissesse que não era nada, depois caminhou até a pia e lavou as mãos.
Natalie, que estava observando a troca de olhares deles, de repente questionou:
— Você não sabia?
Ash hesitou brevemente, então, com um sorriso sem graça, fitou Karlyle e jogou o cabelo para trás. Karlyle notou que já era a segunda vez que ele fazia esse gesto hoje. Ash parecia jogar o cabelo para trás quando estava perplexo.
Natalie repetiu sua pergunta, desta vez direcionando-a para Karlyle.
— Karlyle, você é mais novo que o Ash?
De acordo com sua memória, Ash era um ano mais velho.
— Sim, mas não é uma grande diferença, cerca de um ano — ele respondeu.
Então Karlyle reafirmou a verdade que o incomodava desde antes.
— Parece que eu não fui claro o suficiente mais cedo, mas o Ash e eu não estamos em um relacionamento romântico.
O rosto de Natalie obscureceu-se solenemente. Ela pegou um pistache de uma tigela de madeira sobre a bancada e jogou em Ash.
— Ashley Jones, o que diabos você está fazendo?
Ash pegou facilmente o pistache arremessado. Ele, de fato, estivera encarando Karlyle com um rosto pensativo o tempo todo.
Ash finalmente abriu a boca e disse:
— … Eu também estou ouvindo isso pela primeira vez hoje — com uma expressão confusa.
Karlyle estava confuso. Cada aspecto da troca de palavras que se desenrolava diante dele, desde a aparência perplexa de Ash até o comportamento sombrio de Natalie, estava além de sua compreensão. Ele não conseguia entender o que havia provocado tal reação.
— Isso é pior! — Natalie segurou ambas as bochechas com as mãos, como se estivesse questionando por que ele não sabia disso até agora ou não tinha feito algo a respeito.
— Eu sei — Ash admitiu calmamente.
A súbita censura de Natalie em relação a Ash aumentou o turbilhão interno de Karlyle. Ash nunca o havia tratado mal.
Portanto, Karlyle decidiu defender Ash por enquanto.
— O Ash não fez nada de errado. — Embora ele estivesse sem pistas sobre qual parte de suas observações havia provocado Ash e Natalie, parecia que ele era o responsável.
Natalie olhou para Karlyle com uma expressão que dizia: “Meu Deus”.
— Karlyle, você não entende a seriedade dos crimes dele. Ele está enrolando um homem mais novo e inexperiente, e por fim não oficializando as coisas! Claramente, seria melhor reconsiderar se encontrar com ele, Karlyle. Há tantas pessoas melhores por aí além do Ash.
Karlyle permaneceu em silêncio. Parecia que o mal-entendido de Natalie vinha de uma premissa incorreta. Além disso, como ele não conseguia imaginar uma pessoa melhor do que Ash existindo em todo o mundo, Karlyle achou impossível concordar com ela. Ash havia salvo Karlyle de seu dilema.
— Nat, você nos dá um momento? Nós precisamos conversar sobre uma coisa — Ash disse.
— Claro, tenho certeza que sim. — Natalie assentiu enfaticamente em concordância.
Após fitar Karlyle, Ash segurou gentilmente o pulso dele.
— Podermos dar uma palavra, Karlyle?
— Tudo bem.
O olhar de Karlyle fixou-se em seu pulso seguro, uma sensação formigante e elétrica fluindo dos dedos curvados. Apesar da seriedade da situação, Karlyle percebeu que esse contato prazeroso despertava uma emoção ondulante, porém inominável, dentro dele.
Eles subiram as escadas em direção ao terceiro andar. Todo o terceiro andar, menos espaçoso que os níveis inferiores, parecia ser usado como um quarto de hóspedes, equipado tanto com uma cama quanto com um sofá. Eles se sentaram um ao lado do outro na beirada da cama, inclinando os corpos um em direção ao outro.
— Karlyle.
— Sim.
Ash fechou os olhos brevemente antes de abri-los novamente, depois esfregou a testa com a mão. Observando-o realizar essas ações uma após a outra, estava claro que Ash estava verdadeiramente sem saber o que fazer.
Ele suspirou de leve e então fixou os olhos nos de Karlyle.
— Você disse que nunca namorou ninguém?
— Sim.
— Então… tudo o que fizemos juntos… foi tudo uma primeira vez para você?
Karlyle ficou em silêncio por um momento porque tinham sido tantas primeiras vezes. Ele precisava de exemplos específicos.
— Foi minha primeira vez dormindo com um alfa.
— Isso eu sei. Hum… Que tal apenas nós dois irmos ao cinema ou cozinharmos juntos? — Ash ofereceu exemplos antes que Karlyle precisasse pedir.
Relembrando suas memórias, Karlyle percebeu que normalmente assistia a filmes em exibições ou festivais de cinema para os quais havia sido convidado, mas esses eventos estavam sempre acompanhados por multidões de pessoas.
A única vez em que havia assistido a um filme com apenas uma outra pessoa foi com Kyle. Estritamente falando, isso contava como um caso. No entanto, cozinhar algo com outra pessoa era uma experiência inteiramente nova, que ele só havia compartilhado com Ash.
— Pensando bem, acho que foram. Acho que nunca cozinhei nada com mais ninguém antes.
Ash sorriu, o mesmo sorriso peculiar de antes. Era uma expressão fascinante, parecendo preocupado mesmo sendo um sorriso.
Karlyle endireitou a postura e fitou Ash. — Você está bem, Ash?
— Sim. Eu estou bem. — Ash suspirou suavemente com os olhos docemente curvados. Ele continuou: — Então… —
Karlyle esperou pacientemente, ouvindo com atenção.
— … foi o seu primeiro beijo também? — Ash perguntou, embora estivesse confiante de que esse não poderia ser o caso.
Claro, não havia sido o primeiro beijo de Karlyle. Seu primeiro beijo havia acontecido em uma idade precoce.
Ele não tinha certeza dos padrões sociais aceitos, mas dera seu primeiro beijo aos dezessete anos, e beijava regularmente sempre que estava no cio. Silenciosamente, Karlyle calculou em sua mente, levando em consideração a duração dos seus períodos mensais de cio, o número rotativo de parceiros e sua lembrança dos beijos durante esses momentos.
— Espere, Karlyle, com certeza você não está contando todos eles, está? — Ash interrompeu.
— Você não precisava de um número exato?
— Não, na verdade não. Então eu fui seu primeiro beijo. Isso é bom.
Ele não sabia por que isso era um alívio tão grande. Ponderou silenciosamente antes de falar:
— Eu nunca beijei ninguém mais de uma vez antes.
Ash encarou Karlyle.
Sentindo-se um tanto envergonhado com o olhar dele, Karlyle desviou os olhos de leve. — Então, se sentiu que fui meio desajeitado…
— É mesmo? — Ash sussurrou, inclinando-se mais perto, com seus olhos se aproximando. Quando ficaram tão perto que Karlyle conseguia ver os cílios trêmulos de Ash, ele desviou ainda mais o olhar.
O interior de Karlyle revirou. Sempre, antes de Ash beijá-lo, seu coração se contraía dolorosamente de nervosismo.
— … Sim.
— Karlyle. — Ash levou a mão ao rosto de Karlyle, seus dedos acariciando gentilmente sua bochecha. Calor radiava de seu toque.
— O que vou fazer com você, sendo tão inocente?
Ash havia usado a palavra inocente com frequência hoje. No entanto, não importava o que ele pensasse, Karlyle não acreditava que tal palavra combinasse com ele.
— Eu não acredito que eu seja inocente. — Karlyle havia testemunhado e vivenciado muitas coisas. Conforme ele socializava na alta sociedade e conduzia negócios sob o nome significativamente rico da família Frost, ele havia encontrado inúmeras situações sobre as quais preferia não entrar em detalhes.
Kyle herdaria o título de marquês e a propriedade da família, mas Karlyle planejava continuar gerenciando os assuntos mais sombrios ele mesmo por Kyle. Ele não queria que seu amado irmão mais novo tivesse que lidar com tais questões.
— Se você nunca namorou ninguém, como espera lidar comigo? — Ash sussurrou em uma voz baixa e suave. Seus lábios estavam tão perto que quase se tocavam.
Karlyle firmou a mão contra a cama e inclinou-se um pouco para trás. Respirar tornou-se difícil. Seu olhar foi atraído para os lábios de Ash, então ele se esforçou para baixar os olhos.
— … Isso é…
— Por acaso você estava descontente com a minha atitude, mas não disse nada esse tempo todo? Espero que não.
— De modo algum — Karlyle negou imediatamente.
— Por favor, me diga se houve algo de que você desgostou, mas guardou para si em vez de me dizer — Ash pediu com uma voz arrependida.
Karlyle ergueu os olhos. Com uma expressão perdida, ele falou:
— Eu não guardei nada.
— Mesmo?
Os olhos deles se conectaram. A boca de Karlyle ficou seca. Subconscientemente, seu olhar desviou-se em direção aos lábios de Ash. Com uma sensação estranha de que seu coração também estava desidratado, Karlyle calmamente, cautelosamente balançou a cabeça.
— Na verdade… — Karlyle começou. A mão de Ash pousou na coxa de Karlyle. Ele olhou para baixo antes de encontrar o olhar de Ash novamente e terminar sua frase. — … eu me diverti.
De alguma forma, soou como uma confissão de amor. Uma breve calmaria interna o sufocou.
Lutando para respirar, Karlyle entreabriu os lábios e exalou de forma fraca e trêmula. No limite do alcance de sua respiração estava Ash, observando-o silenciosamente.
Logo, Ash abaixou a cabeça e os lábios deles se pressionaram levemente. Um calor sutil tingiu primeiro a pele tocada, espalhando-se gradualmente por todo o corpo. Karlyle fechou os olhos.
O beijo deles foi delicado. Ash o acariciou com o máximo de cuidado, como se ele fosse alguém precioso, então Karlyle cerrou a mão que estava apoiada na cama. Era quase insuportável. Seus cílios baixos tremeram levemente.
Ash alternava languidamente entre morder provocativamente e soltar os lábios de Karlyle. O calor se acumulou dentro de Karlyle enquanto algo quente o envolvia por dentro. Finalmente, bem no momento em que Karlyle suspeitou que algo pudesse explodir, a língua de Ash habilmente separou seus lábios e entrou em sua boca.
Quando Karlyle arfou por reflexo, a língua de Ash continuou a explorar sua boca minuciosamente, deslizando pelos dentes bem alinhados e pela língua. A ponta da língua de Ash tocou o céu de sua boca e, conforme esfregava suavemente, Karlyle franziu a testa, soltando um som caloroso.
Seu corpo relaxou com o prazer crescente. Ash o perseguiu até que Karlyle estivesse estendido na cama. Em poucos segundos, Ash montou em Karlyle, com suas línguas se entrelaçando.
A língua de Ash roçava a de Karlyle de forma sensual enquanto envolvia a raiz. A saliva derretida se acumulou, com um gosto verdadeiramente doce. Karlyle ergueu os braços e abraçou os ombros de Ash.
Conforme ele apertava Ash mais forte, o beijo deles se aprofundava. Ele não conseguia formular nenhum pensamento coerente. Karlyle tremeu enquanto engolia ansiosamente a saliva de Ash. O calor surgiu por todo o seu corpo. Ele ansiava por tocar Ash ainda mais forte, ainda mais profundamente do que agora.
Karlyle gostava tanto de Ash que não sabia o que fazer. Ele estava à beira do desespero, quase ao ponto de chorar.
A mão de Ash moveu-se com confiança para baixo e escorregou para dentro da camisa social de Karlyle. Sua palma destra, quente ao toque, massageou o ventre inferior tenso de Karlyle antes de deslizar para cima em direção ao seu peito.
As costas de Karlyle se arquearam tensas enquanto Ash acariciava seus mamilos, fazendo com que gemidos escapassem. Seu membro e seu ventre inferior estavam ambos rígidos. Ele estava alarmantemente excitado.
Esquecendo-se de onde estavam, Karlyle apegou-se ansiosamente ao beijo de Ash. Conforme as mãos de Ash o acariciavam e o afagavam, sua excitação aumentava. Seus arquejos se intensificaram. Suas línguas se entrelaçavam, soltando sons úmidos. O tempo parecia ter deixado de existir, como se este momento estivesse se repetindo infinitamente. Beijar Ash, tocar Ash, era tudo o que importava.
Bem no momento em que ele começou a mover os quadris por instinto, temeroso de estar prestes a entrar em um estado perigoso, ele ouviu um som vindo de longe.
— Desculpe interromper. — Era Natalie. — Mas não deveríamos comer, gentis senhores? — Sua voz cúmplice chamou de forma travessa.
Os olhos de Karlyle se arregalaram e ele arfou com urgência. Ash ergueu brevemente as sobrancelhas ao chamado de Natalie, então estendeu as mãos para segurar as bochechas de Karlyle. Sua língua lambeu os lábios de Karlyle.
— Ash, hã, nós temos que ir…
— A comida pode ser reaquecida. E o trifle é melhor servido frio.
— Mas nós não podemos, ah, fazer isso aqui.
A mão que ainda estava dentro de sua camisa provocou seus mamilos eretos. Karlyle contraiu-se, assustado, e deu um solavanco com o torso. Ele sentia como se estivesse ficando estranho.
— Você quer parar? — Ash sussurrou de forma perigosa.
Karlyle olhou para Ash com os olhos tensos por causa de seu estado caloroso. Ele arquejou abruptamente. Até mesmo seus cílios tremiam com a estimulação. — Se nós continuarmos… —
Conforme seus mamilos foram acariciados mais uma vez, Karlyle cerrou os lábios com força e fechou bem os olhos, sentindo-se inebriado.
— Eu vou querer, hnnng, ir até o final… — Karlyle arfou honestamente, preocupado com o fato de estar prestes a se comportar de maneira imprudente, logo em uma casa onde fora convidado. — Então, o jantar… —
As palavras de Karlyle foram cortadas quando Ash semicerrou os olhos e cobriu os lábios de Karlyle com os seus. Sua língua mergulhou profundamente, lambendo o interior como se tentasse saborear Karlyle.
Karlyle não conseguiu suprimir seus gemidos, e Ash também resmungou, sugando com força os lábios de Karlyle antes de soltá-lo com um suspiro.
— Tudo bem. — Com um murmúrio muito baixo, Ash finalmente se afastou.
Com o peito arfando, Karlyle endireitou-se lentamente, mas sua mente estava de certa forma vazia. Essa era mais uma primeira experiência.
Olhando para ele com olhos contidos, Ash jogou o cabelo para trás como antes, antes de estender a mão para Karlyle.
— Deixe-me arrumar suas roupas.
Com movimentos gentis, Ash ajeitou as roupas desalinhadas de Karlyle. Sua mão tocou os lábios de Karlyle por último, seu polegar esfregando vagarosamente os lábios rosados e brilhantes. Sentindo-se envergonhado tardiamente, Karlyle lentamente virou a cabeça e se levantou.
Enquanto ajustava suas roupas, ele mal conseguiu continuar a conversa.
— Você deve estar faminto, então vamos descer agora.
— Há algo de que tenho fome além de comida — Ash brincou ao se levantar. — Mas acho que o mais velho deveria se comportar adequadamente, certo? — Com palavras sugestivas, Ash parou ao lado dele. Seu armou envolveu firmemente a cintura de Karlyle, conduzindo-o para fora do quarto de hóspedes.
Natalie não disse nada em particular para Ash e Karlyle, que haviam retornado após terminarem de conversar. A refeição que se seguiu foi realizada em uma atmosfera alegre.
Ash e Karlyle beberam vinho leve, enquanto Natalie manteve-se nas bebidas não alcoólicas. Eles conversaram sobre vários tópicos, tais como as histórias de trabalho de Natalie, lançamentos recentes de filmes, destinos de viagem e muito mais. Ao longo da conversa, Natalie divulgou suavemente as preferências de Ash.
A festa se dispersou quando Sara acordou e começou a chorar. Já era extremamente tarde. Natalie declarou que havia se divertido muito e pediu um abraço a Karlyle. Como era sua primeira vez fazendo algo assim, Karlyle achou estranho, mas consentiu silenciosamente ao pedido de Natalie com uma leve inclinação para a frente.
Natalie os conduziu até a saída, insistindo:
— Vejo vocês de novo na próxima vez!
Ash e Karlyle caminharam até a rua principal para pegar um táxi em um silêncio amigável. O céu que escurecia estava pintado com tons misturados de laranja profundo e violeta.
Conforme deixavam a rua tranquila do bairro coberta pelo crepúsculo e alcançavam uma estrada moderadamente movimentada, eles viram um táxi. Embora Karlyle não quisesse se separar, ele não podia exigir mais nada do tempo de Ash. Ash ergueu a mão para dar sinal para o táxi preto.
— Obrigado por hoje — disse Ash gentilmente enquanto observava o táxi vindo na direção deles.
Karlyle encarou a frente, imóvel, enquanto respondia:
— Sou eu quem deve agradecer.
Desde trazer Karlyle junto quando ele pensava que iriam se separar até apresentar Karlyle à sua irmã e desfrutar da noite juntos, Karlyle sabia que essa gentileza era concedida unicamente por causa da personalidade de Ash. Embora esse fato o ferisse, ele ainda se sentia contente porque o tempo passado hoje fora uma experiência maravilhosa em sua vida, algo que ele havia verdadeiramente desfrutado pela primeira vez.
O táxi parou em frente a Karlyle. Ash sorriu largamente ao abrir a porta.
— Vá para casa em segurança, Karlyle.
— Por favor, pegue este táxi primeiro.
— Eu estou bem. Quero ver você partir primeiro.
Ser aquele de quem se cuidava parecia novidade. Karlyle relutantemente se acomodou dentro do táxi com passos pesados e carregados de arrependimento.
— Karlyle.
No entanto, esse arrependimento logo se desfez com as palavras de despedida de Ash pouco antes de a porta do táxi se fechar. — Quando você chegar em casa, me avise que chegou em segurança.
Dizendo algo que nunca havia dito antes, Ash fechou a porta com cuidado.
Karlyle piscou. Quando o motorista do táxi perguntou pelo seu destino, levou alguns segundos antes que ele pudesse reunir seus pensamentos o suficiente para responder.
Ash havia permitido um contato por motivos pessoais… pela primeira vez.
Apesar de saber que sua antecipação, insuflada por essa declaração, não passava de uma ilusão, Karlyle não conseguia acalmar seu interior turbulento. Aninhando um fio de expectativa, seu coração começou a bater descontroladamente.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr