Define The Relationship (Novel) - Capítulo 21
Capítulo 21
Quando ele voltou a si, um aroma familiar preenchia o ar — melancólico, porém sedutor. Com um esforço considerável, ele conseguiu abrir seus olhos pesados, franzindo a testa ao fazê-lo. Seus olhos estavam secos, sua garganta sedenta por água.
Eu devo ter desmaiado.
Ao tentar se levantar, ele notou o calor do corpo de outra pessoa perto dele. Ele também podia sentir o tecido de uma roupa roçando contra sua pele nua, uma sensação distintamente diferente de seu roupão.
— Você está acordado?
Karlyle piscou. Sua visão embaçada clareou, e ele pôde ver um rosto no quarto escuro. Suas sobrancelhas se franziram ligeiramente ao avistar alguém que simplesmente não poderia estar ali — era impossível.
Se isso fosse um sonho, seria um pesadelo. Não havia necessidade de ele ver a pessoa que precisava esquecer de forma tão vívida.
— …Ash?
Ele chamou por seu nome mesmo enquanto duvidava de seus próprios olhos. O aroma de Ash se intensificou à medida que ele ficava mais desperto. Embora ele olhasse para baixo com uma expressão gentil, não exibia seu sorriso habitual.
— Sou eu.
Sua voz, que normalmente era amável, também soava um pouco estranha. Karlyle percebeu tardiamente que aquilo não era um sonho. Assim que essa verdade despontou nele, ficou completamente perplexo. A confusão era intensa o suficiente para eclipsar brevemente a febre do rut que consumia todo o seu ser.
— Como você est… Como chegou aqui?
— Você me ligou, Karlyle. Não se lembra?
Ele não tinha nenhuma lembrança de ter feito isso. A última coisa de que se lembrava era de esticar o braço em busca dos supressores na mesa de cabeceira. Se ele havia ligado para Ash, deve ter sido inconscientemente.
Com Karlyle deitado em seu colo, Ash disse:
— Eu vim porque sua voz não parecia bem quando atendi sua ligação. — Ash continuou: — Achei que algo tivesse acontecido com você.
Havia um estranho distanciamento em sua própria voz calma, embora parecesse verdade que Ash tinha vindo vê-lo por preocupação. O coração de Karlyle parou.
— …Peço desculpas — disse Karlyle.
Ash ficou em silêncio por um momento. Seus lábios e olhos se curvaram no que lembrava um sorriso, mas não chegava a ser um. Era estranho.
— Você está no seu rut? — Ash finalmente perguntou, quebrando o silêncio.
Não havia como Ash não ter percebido depois de ver o quarto repleto de feromônios. Karlyle sentou-se e desviou o olhar antes de murmurar:
— Sim.
— Você quer minha ajuda?
Karlyle hesitou. Ele havia planejado originalmente passar seu rut com Ash. Enquanto baixava sua guarda, um desejo ardente subiu por sua espinha. Ele sentiu um impulso avassalador de empurrar Ash para baixo e beijar seus lábios imediatamente.
No entanto, Karlyle conteve-se novamente.
— Não há necessidade de se forçar pelo meu bem.
— O que você quer dizer com “se forçar”? — Ash retrucou secamente.
Aquela voz firme esfaqueou dolorosamente seu coração. Karlyle considerou suas próximas palavras com cuidado. Levou um tempo para pensar de forma coerente com sua mente perturbada pela febre.
— Eu… presumi que você não gostaria de me ver.
O silêncio os envolveu. As mãos de Ash agarraram os ombros nus de Karlyle e gentilmente o viraram. O corpo de Karlyle formigou e o calor aumentou em resposta a esse toque inesperado.
— Karlyle.
Seus olhos se encontraram. Karlyle tentou desviar o olhar, mas a mão de Ash segurou seu queixo, mantendo-o firme. Agora fixo na posição, Karlyle viu seu olhar ser atraído para os lábios provocantes de Ash.
— Você é… — Ash suspirou, lutando com as palavras. — Você é um mistério tão grande. Eu realmente não consigo decifrar você — ele murmurou, com a voz tingida de incredulidade. Karlyle também não conseguia entender o que Ash queria dizer. Os dedos que seguravam seu queixo agora acariciavam cuidadosamente seus lábios, para depois passarem por sua bochecha.
— Por que você continua me confundindo com esse tipo de expressão?
Com essas palavras, Ash empurrou Karlyle na cama. Karlyle estremeceu com a força, sabendo instintivamente que estava no seu limite. Embora curioso sobre o que Ash queria dizer, ele não tinha capacidade para refletir mais sobre aquilo.
— Ash… Eu não consigo mais me conter.
Ele tentou acrescentar: — Então, se você não quer isso, é melhor ir embora agora. — No entanto, ele foi incapaz. Ash puxou para baixo o roupão que estava frouxamente jogado sobre ele.
— Karlyle — Ash sussurrou rouco. — Você realmente quer que eu vá embora?
Com a visão turva, Karlyle balançou a cabeça negativamente. Apertou o pulso de Ash, que estava segurando seu ombro. Ash sorriu levemente, enquanto olhava para a mão que agarrou seu pulso. Vendo o sorriso que finalmente apareceu, uma estranha sensação de satisfação espalhou-se por dentro de Karlyle.
— Então não se contenha. — Com essas palavras, Ash cobriu os lábios de Karlyle.
Karlyle sentiu a razão desaparecer quando Ash mordeu a carne macia e quente. Karlyle agarrou o ombro de Ash.
Agora que Karlyle havia finalmente obtido a pessoa pelo qual ansiava como parceiro, seus movimentos tornaram-se desenfreados, seguindo seu instinto natural. Ele empurrou sua língua na boca de Ash, puxando-o para mais perto. Karlyle beijou Ash com uma fome voraz, como se temesse que ele pudesse desaparecer, apesar de Ash estar bem diante de seus olhos. A urgente necessidade de afirmar a presença de Ash era ainda mais forte do que o desejo físico que seu corpo buscava.
Nesse momento, Ash deslizou a mão pelo corpo de Karlyle e agarrou sua cintura. Uma sensação de formigamento se espalhou à medida que a cintura esguia era espremida e solta.
O toque das mãos mais frias do que o corpo em chamas de Karlyle, era maravilhoso. Um gemido baixo começou a vazar Karlyle sentou-se enquanto sugava com força a língua dele. Seus peitos colidiram um contra o outro. Karlyle impulsionou seus quadris para cima e os esfregou inconscientemente. Era um movimento obsceno que nunca poderia ser visto no Karlyle habitual.
Karlyle não queria parar de beijar, embora estivesse sem fôlego a ponto de sentir que sua cabeça explodiria por falta de ar. No entanto, ele empurrou sua língua mais fundo, ainda mais fundo. Foi Ash quem se afastou primeiro do beijo profundo que quase sufocou a ambos. Quando seus lábios se separaram e o ombro de Karlyle foi empurrado para trás, ele rosnou e mordeu o lábio inferior de Ash com avidez enquanto ele se afastava.
— Você tem lubrificante? — Ash perguntou, tirando a camisa enquanto estava posicionado entre as pernas de Karlyle. Tudo o que ele fez foi puxar as roupas pela cabeça, mas foi inexplicavelmente erótico.
Levou alguns momentos para Karlyle compreender o que Ash havia perguntado, porque ele estava ansioso demais para recuperar o que havia perdido — o contato, o toque — o mais rápido possível para pensar em qualquer outra coisa.
— Não podemos fazer isso se você não tiver nenhum, Karlyle. Peça para alguém trazer um se for preciso. Se fizermos sem isso hoje, você com certeza vai rasgar.
Embora estivesse sorrindo, o tom de Ash era firme. Karlyle balançou a cabeça diante da finalidade do tom de Ash e da ideia de que não poderiam fazer aquilo sem. Ele não queria isso.
Desde o dia em que Ash o havia possuído pela primeira vez, ele mantinha algo preparado. Ele se lembrou das palavras que Ash havia sussurrado enquanto o preparava com a língua naquela ocasião. Ele estendeu o braço em direção à gaveta da mesa de cabeceira, mas sua mão lutou para abri-la, para sua frustração.
— Aqui, dentro… — Karlyle murmurou.
Ash olhou para a mesa de cabeceira com surpresa. Karlyle arquejava ao erguer a cabeça. Seus olhos baixos estavam nublados pela febre.
Ele tinha que tirar o que estava lá dentro rapidamente para que pudessem fazer isso. Depois que sua mente atordoada processou isso desesperadamente, Karlyle torceu a parte superior do corpo e estendeu o braço. Justo quando sua mão conseguiu segurar o puxador da gaveta, Ash a cobriu com a sua própria. A gaveta se abriu.
— …Você tinha isso preparado? — Ash perguntou com a voz rouca.
Karlyle tentou se virar para encarar Ash, mas a outra mão de Ash pressionou sua nuca, mantendo-o no lugar. Piscando de surpresa por sua posição imobilizada, Karlyle observou enquanto a mão de Ash alcançava o interior da gaveta e puxava o lubrificante.
— Porra, você está me enlouquecendo — Ash murmurou entre dentes.
Depois de jogar o frasco azul translúcido de lubrificante na cama, Ash tirou preservativos da gaveta.
O som de uma embalagem de preservativo sendo rasgada e de um zíper de calça sendo aberto preencheu o ar. Karlyle não conseguia confirmar com seus próprios olhos o que estava acontecendo, pois era difícil se mover de sua posição atual.
— Você mesmo preparou isso — Ash perguntou com a voz contida —, pensando no meu pau dentro de você?
Ash virou Karlyle completamente de bruços e abriu bem suas pernas. O gel frio escorreu pela fenda das nádegas de Karlyle. Karlyle reflexivamente fechou as coxas e ergueu os quadris em resposta ao calafrio. Ash se reposicionou entre as pernas de Karlyle e afastou suas coxas com firmeza.
— Me diga, Karlyle.
Ash separou as nádegas de Karlyle com o polegar. Quando seu dedo roçou na entrada franzida, as coxas de Karlyle se tencionaram. Com o rosto corado meio enterrado nos lençóis da cama, Karlyle rebolou os quadris em resposta.
O corpo de Karlyle estava totalmente confuso. Como estava no rut, ele deveria ter encontrado um ômega para enterrar seu membro, mas o único lugar onde ele estava sendo estimulado era em sua entrada.
— Ha, haa, hnn… — Karlyle gemeu, movendo os quadris de forma errática, como se não conseguisse decidir como se mover. Os pés de Karlyle amarrotavam os lençóis da cama, com seus tornozelos surpreendentemente delicados arqueados.
— Não é assim que você se move quando está comigo, Karlyle — Ash repreendeu. Ele acalmou os quadris de Karlyle que se impulsionavam inutilmente, movendo-se como se fossem penetrar algo, embora não houvesse nada para ele penetrar.
Um dedo esfregou sua entrada que vazava antes de empurrar para dentro. Os lábios de Karlyle se abriram silenciosamente, movendo-se no ar como se arfasse por falta de ar. Ash aprofundou o toque, afastando as paredes internas de Karlyle, que se contraíram ao redor de seus dedos quase dolorosamente. A entrada engoliu o dedo até a base.
— Me diga agora, hmm?
O dedo pressionou firmemente contra o órgão inchado bem no fundo. O corpo de Karlyle reagiu, com o prazer irradiando rapidamente de sua próstata. Seus quadris que antes se impulsionavam se aquietaram, com seu corpo sobrecarregado pela sensação. Era inteiramente diferente do prazer de penetrar um parceiro ômega.
— Você estava esperando que eu te fodesse?
— Aah, aí, hnn…
O prazer que se espalhava entorpeceu as pernas de Karlyle. A cada toque habilidoso do dedo de Ash, sua entrada sofria espasmos, enviando calafrios por todo o seu corpo. Seu pênis intocado vertia pré-gozo.
O número de dedos invadindo o interior de Karlyle aumentou, esticando as paredes internas apertadas que não eram naturalmente macias como as de um ômega. Gradualmente, com a mão habilidosa de Ash, elas começaram a relaxar.
— Eu não vou continuar a menos que você me responda, Karlyle.
Karlyle sentiu-se chateado por Ash dizer que iria parar, novamente. Apesar da vergonha que surgia à medida que sua razão lentamente retornava, era mais importante para ele fazer o que Ash desejava para que pudessem continuar.
— Você é o… motivo de, haah, eu estar assim, ah, ah…!
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr