Define The Relationship (Novel) - Capítulo 15
Ash abraçou Karlyle enquanto seu corpo tremia com uma resposta de rejeição, apertando-o com firmeza até que não restasse nenhum espaço entre eles. Ouvindo seus corações baterem em ritmos diferentes, Karlyle gradualmente começou a se acalmar.
Eventualmente, tudo o que restou foi o torpor do clímax e o calor emanando de Ash, que o segurava. A mesma sensação de completude que sentira antes o preencheu mais uma vez — a satisfação de ser despido e acolhido por Ash. Então, um curioso sentimento de possessividade assumiu o controle, desencadeado ao testemunhar lados de Ash que ele nunca vira antes.
Emoções rebeldes eclodiram dentro dele, como se uma represa que por muito tempo contivera uma parte de seu coração tivesse desmoronado de repente. Esses sentimentos surgiram de forma incontrolável, deixando Karlyle tenso e perplexo.
Para afastar seu tumulto interno, Karlyle puxou Ash para mais perto. Apenas abraçar Ash e sentir seu corpo sólido e largo — um corpo sem um único ponto frágil e tão semelhante ao seu próprio — proporcionava um conforto imenso. As lágrimas que ele estivera segurando durante todo o ato ameaçavam transbordar. Ele franziu as sobrancelhas e mordeu o lábio, determinado a não mostrar nenhuma fraqueza.
Ash exalou um suspiro aquecido e lentamente ergueu as costas. As veias saltadas no braço apoiado ao lado do rosto de Karlyle pareciam tentadoramente sensuais. O olhar de Karlyle derivou daquela visão para o rosto de Ash, mas ele achou estranhamente difícil encará-lo nos olhos.
Ash estreitou levemente os olhos antes de soltar uma respiração profunda e voltar seu olhar para Karlyle. Seu rosto, brilhando de suor, carregava um magnetismo erótico. Os fios de cabelo úmidos colados à testa, seus cílios longos e as linhas finas marcadas ao redor dos olhos pelos sorrisos frequentes — tudo aquilo. Olhando para Karlyle, Ash gradualmente começou a sorrir.
Um sorriso amplo e descontraído floresceu nos lábios esculpidos de Ash. Ele fitou Karlyle com adoração, então beijou sua bochecha. Uma sensação de formigamento se espalhou mais uma vez, fazendo a pele de Karlyle arrepiar de leve.
Bem no momento em que Karlyle escolhia cuidadosamente suas palavras, ele se sobressaltou. Ash estava retirando seu membro da bunda de Karlyle. O sorriso que brincava nos lábios de Ash estagnou enquanto ele olhava para baixo, e então o ar de diversão desapareceu por completo.
— Porra. — Ash soltou o xingamento baixo enquanto passava os dedos pelo cabelo e se impulsionava para cima. A palavra súbita e rude fez o coração de Karlyle despencar.
“Qual é o problema?”, Karlyle se perguntou, um pressentimento diminuindo o ritmo de seus batimentos cardíacos. O calor que preenchera seu corpo a ponto de doer esfriou um grau. Ele assistiu enquanto Ash cobria os olhos com a mão, sentindo um aperto doloroso no coração.
— …Há algum problema? — Karlyle perguntou.
Ash gemeu, esfregando a testa antes de olhar para baixo, em direção a Karlyle. Suas sobrancelhas se curvaram em arcos piedosos, sua expressão profundamente arrependida.
— Me desculpe, Karlyle — Ash conseguiu dizer, finalmente.
Ash abraçou Karlyle novamente. Os braços de Karlyle, que por um momento haviam perdido o rumo, rapidamente se envolveram ao redor de Ash em resposta.
— Qual é o problema? — Karlyle perguntou.
— Eu sou um idiota. Eu trouxe camisinhas, mas esqueci de usar — Ash soltou e franziu a testa em frustração consigo mesmo. Sua expressão se suavizou de volta para uma de pedido de desculpas, seus olhos formando curvas suaves. Seus lábios roçaram a bochecha de Karlyle. — Eu perdi o controle depois de me segurar por tanto tempo.
Diante dessas palavras, Karlyle soltou o ar que prendia. Uma sensação familiar de formigamento espalhou-se por ele. O que Ash dissera… soava como se ele desejasse Karlyle há muito tempo.
— Achei que fosse enlouquecer porque você é irritantemente sexy — Ash continuou.
Incapaz de encontrar uma resposta adequada, Karlyle acabou desviando o olhar, embora não tenha afrouxado o aperto ao redor de Ash. Após um momento abrindo e fechando os lábios repetidamente, ele finalmente pensou em algo para dizer.
— Está tudo bem.
— Eu sinto muito mesmo. Não vai acontecer de novo.
Era o certo pedir desculpas. A menos que o propósito fosse a concepção, usar camisinha era higiênico, mesmo com ômegas. Era ainda mais entre alfas, então Karlyle conseguia entender por que Ash estava tão arrependido. Com suas leves tendências misofóbicas*, Karlyle sempre insistira no uso de preservativos durante as relações sexuais. Nunca houvera uma exceção.
(*N/T: misofóbico (ou misófobo) é alguém que sofre de misofobia, um medo patológico e irracional de sujeira, germes ou contaminação.)
Apesar disso, Karlyle não sentiu repulsa em relação ao sêmen que o preenchia, além da reação fisiológica à inundação avassaladora de feromônios. O que Karlyle experimentava no momento era, na verdade, uma sensação inexplicável de exaltação ao ver Ash confessar que havia perdido o controle.
Karlyle tinha que admitir que, ao longo das últimas três semanas, achara impossível manter a compostura quando se tratava de Ash.
— …Você não precisa usar uma. — E assim, ele disse uma tolice.
Karlyle se sobressaltou. Ash piscou devagar. Karlyle estava ciente de que alguns alfas preferiam não usar preservativos durante o ato. Ele não tinha certeza se Ash tinha essa preferência, mas, como já ouvira frequentemente que isso fazia uma grande diferença, não pôde deixar de pensar que talvez Ash pudesse não desgostar da ideia.
O rosto de Ash se contraiu em uma expressão reflexiva, um tanto desanimada, e então ele acabou sorrindo com um suspiro.
— Você disse isso para me tranquilizar, não é?
Karlyle franziu os lábios. O sorriso de Ash tornou-se mais caloroso enquanto ele passava os dedos gentilmente pelo cabelo de Karlyle.
— Obrigado, Karlyle — Ash disse suavemente. — Mas da próxima vez que você estiver com outro alfa, seria melhor não dizer esse tipo de coisa primeiro.
“Outro alfa…?”
As palavras que Ash pronunciou com uma expressão gentil drenaram o sangue do sistema de Karlyle.
— Você quer dizer… outras pessoas?
Parecia que sua circulação estava sendo cortada, deixando Karlyle lutando por ar. Seu coração se contraiu dolorosamente, exatamente como antes. Doía. Ash falava de outro alfa.
— Porque há um monte de idiotas que vão se aproveitar de você só porque conseguiram permissão — Ash explicou, com a voz tingida de preocupação. — Tenho certeza de que você já sabe disso, mas me preocupa de qualquer forma.
Enquanto isso, as mãos de Karlyle, que estiveram envolvidas ao redor das costas de Ash, afrouxaram-se lentamente. Seu peito estava sendo consumido pelo fogo. A dor começou a se espalhar.
Ash estava preocupado com ele; era só isso. Mas por que aquilo o machucava tanto?
— Depois de você, Sr. Jones, eu…
Ficar em silêncio ali não seria o certo, mas Karlyle lutou para formular até mesmo uma frase simples. Proferir palavras em uma sequência coerente provou-se extremamente difícil naquele momento. Seus olhos ardiam, e seu coração doía como se estivesse espetado por espinhos.
— Eu não acredito que estarei com outro alfa — Karlyle concluiu, finalmente.
Ash continuava sorrindo enquanto persistia em afagar o cabelo de Karlyle docemente.
— É mesmo? — Ash perguntou com leveza.
— Sim, já que este é um acordo especial com um propósito — Karlyle respondeu.
— Acho que você tem razão. — Ash pausou, ponderando por um momento antes de seus olhos se enrugarem em um sorriso suave.
— Isso significa que eu serei o seu primeiro e último alfa?
“Primeiro e último”. As palavras ecoaram com força dentro de Karlyle.
Sim, tudo tinha sido Ash. O primeiro desconhecido que ele já beijara, o primeiro com quem compartilhara momentos aparentemente insignificantes, o primeiro a quem mostrara seu rosto desalinhado e o primeiro de quem ouvira palavras ternas. Sua primeira intimidade física fora do período de rut e sem cálculos também fora com Ash.
Seria por isso que ele não conseguia manter a compostura?
Seria por isso que ele constantemente atribuía significado a tudo o que Ash fazia?
Karlyle estava bem ciente de como estava oscilando de forma instável. Sabia que aquilo não parecia em nada com ele. Em mais de trinta anos de vida, Karlyle nunca fora assim. Era a primeira e única experiência desse tipo.
E Karlyle não conseguia nem começar a imaginar fazer tudo aquilo com qualquer outra pessoa que não fosse Ash, pois…
— …Parece que sim.
…ele desejava apenas o homem diante dele.
— É uma honra — Ash disse com um sorriso encantado.
Karlyle afrouxou os braços ao redor das costas de Ash. Suas mãos caíram sem forças antes que ele as cerrasse em punhos, os dedos dolorosamente curvados sob os ossos salientes de seus nós dos dedos. Então, sua mente ficou dormente com a súbita percepção.
A mesma pessoa que insistira em manter emoções desnecessárias fora daquele acordo não fora outra senão o próprio Karlyle. No entanto, apesar disso, ele agora se via… desejando Ash.
Aquela constatação cruel esfaqueou Karlyle, desmoronando inadvertidamente sua expressão controlada. Suas sobrancelhas, geralmente severas, franziram-se, e seus lábios formaram uma linha firme, refletindo seu coração em turbulência.
Ash percebeu essas mudanças sutis com facilidade.
— Karlyle?
— …Seria melhor se nos limpássemos agora.
Colocar de volta a máscara que usara por toda a vida parecia excruciante hoje, então Karlyle tentou escapar da situação por aquele momento. No entanto, Ash interrompeu sua retirada, pressionando gentilmente para baixo o homem que tentava se levantar.
— Olhe para mim, Karlyle — Ash disse.
Quando a voz preocupada de Ash o alcançou, Karlyle não conseguiu endurecer seu coração, apesar de seu bom senso. Ele voltou os olhos para Ash. Por baixo do cabelo incomumente bagunçado, aqueles olhos estavam fixos unicamente em Karlyle.
Uma vez reconhecidas, as emoções que Karlyle tentara suprimir ergueram-se teimosamente. Uma onda de possessividade brotou dentro dele. Ele queria prender aquele olhar em si mesmo, fazer com que Ash continuasse olhando para ele e apenas para ele.
— Você não parece bem. Está com dor? — Ash perguntou em um tom preocupado.
— Não, não estou — Karlyle respondeu.
— Você não gostou, então?
Karlyle ficou sem palavras. Para alguém que estava acostumado a provar a si mesmo por meio de resultados, avaliar os momentos íntimos após o ato sexual era algo bastante estranho. Embora os ômegas com quem estivera tivessem lhe dito que desfrutavam do tempo juntos, ele nunca atribuiu muito significado a isso. Seguira seus aprendizados diligentemente, adaptando-os quando necessário, e tinha confiança de que aquilo satisfaria seu parceiro. Isso sempre fora o suficiente.
No entanto, Karlyle sabia como a reticência seria interpretada naquele contexto. Um silêncio assim raramente era positivo, e ele não queria desagradar Ash.
Antes mesmo que pudesse definir claramente o que sentia por Ash, Karlyle tinha certeza de uma coisa: ele queria agradar aquele homem. Gostava de vê-lo sorrir por sua causa. Ao longo de toda aquela farsa ridícula, pensara exatamente isso.
— Eu… gostei — Karlyle admitiu suavemente.
E ele realmente gostara.
Seu avô ficaria furioso se descobrisse, indignado com o absurdo completo de tudo aquilo. E absurdo certamente era. Os desafios enfrentados durante o rut devido à sua própria falta de disciplina, a própria ideia de um alfa ser penetrado por outro e o prazer estranho e inegável que sentira — tudo aquilo era vergonhoso e humilhante.
Mas, ao mesmo tempo, ele não podia negar a verdade por causa de seu orgulho. Karlyle podia não ser a pessoa mais cândida do mundo, mas não era de piorar uma situação apenas para salvar as aparências.
Então Ash riu abertamente, seus lábios se curvando em um sorriso enquanto roçavam contra a testa dele. — Fico feliz em ouvir isso.
A voz de Ash, quando fizera a pergunta, não transparecera nenhuma ansiedade específica. Karlyle sabia que Ash não seria afetado, não importava o que ele dissesse. De beijos de tirar o fôlego a um sexo no qual o prazer superava a dor, aquelas eram habilidades que não se dominavam facilmente através de experiências comuns.
De repente, Karlyle foi atingido pelo pensamento de quantas pessoas deveriam ter passado pela vida de Ash antes de se conhecerem. Um desconforto surgiu. Era semelhante ao sentimento que tivera quando flagrara as recepcionistas do hotel encarando Ash no saguão.
— Eu também gostei — Ash murmurou.
Sua mão que não estava acariciando o cabelo de Karlyle deslizou para baixo. Sua entrada, ainda inchada, não havia se fechado completamente, ligeiramente entreaberta devido ao tamanho excessivamente generoso do membro de Ash que acomodara. As pontas dos dedos de Ash roçaram o revestimento sensível, enviando uma fisgada aguda.
— Achei que não conseguiria entrar, Karlyle. Porque a sua entrada estava tão apertada.
Gentilmente, os dedos afundaram mais, cavando por entre as paredes internas aquecidas de Karlyle. Seu interior contraiu-se, prendendo-os. Ash riu languidamente.
— Mas uma vez que estive dentro, ela não soltou e apertou com tanta avidez que achei que fosse perder o juízo.
— Você está… exagerando.
Ao contrário de seu protesto, o corpo de Karlyle inflamou-se em calor. As paredes internas se contraíam e relaxavam ao redor dos dedos de Ash, respondendo aos sussurros salazes, porém carinhosos. A passagem interna de Karlyle, agora aparentemente acostumada a ser preenchida, aceitou a invasão. Seu membro começou a se erguer mais uma vez.
— Você não gosta de conversa obscena? Me diga do que você gosta, eu vou fazer o que você quiser, Karlyle — Ash disse com um toque de riso na voz. Seu dedo médio, enterrado profundamente, começou a raspar de leve. Karlyle torceu os quadris e mordeu o lábio, os olhos semicerrados em um olhar ardente.
— Haah. — Um suspiro quente escapou de Karlyle. — O que você quer dizer, ha, hg, com o que eu quero? — ele perguntou entre golfadas de ar.
— Devo continuar com calma ou você prefere algo um pouco mais dominante? Que tal um jogo de encenação, ou talvez usar brinquedos? — Ash explicou com uma voz comedida.
Karlyle, incapaz de compreender qualquer uma das opções, em vez disso se concentrou inteiramente nos dedos de Ash. As coxas de Karlyle se fechavam e se abriam repetidamente. Os dedos de seus pés se contraíam. Os dedos ligeiramente curvados de Ash raspavam cuidadosamente suas paredes internas.
— Ash, se você, hmn, fizer isso, uggh, parece, aah…!
— Mas precisa ser feito. Se você deixar o esperma aí dentro, vai te causar problemas mais tarde.
“Esperma.” Karlyle estremeceu com a palavra vulgar.
Para alguém que supostamente estava apenas limpando o sêmen, Ash estava agitando o interior de Karlyle de uma maneira bastante provocativa. Os dedos errantes de Ash, que vinham sondando todos os lugares, exceto o ponto sensível, roçaram ali como se por acidente. Os dedos dos pés de Karlyle se esticaram, tensionando-se com a onda súbita de sensação.
— Ah, hm, uhn, ahg…
Os gemidos continuavam escapando. Era especialmente difícil abafar os sons quando aquela área específica era estimulada. Era um nível diferente de dificuldade se comparado a suportar a dor. Até mesmo os olhos de Ash, que vinham sorrindo, escureceram.
Com uma expressão perturbada, Ash retirou os dedos. Uma substância morna fluiu para fora de seu interior, deixando apenas uma sensação de vazio para trás. Inconscientemente, Karlyle contraiu o interior novamente.
— Se você continuar sendo tão sexy, eu não vou conseguir me segurar.
Karlyle arquejou em busca de ar, lutando para abrir os olhos. Enquanto olhava para Ash com as sobrancelhas franzidas de forma lasciva, Ash deslizou a mão por trás de Karlyle para ajudá-lo a se levantar, exalando um suspiro pesado.
— Não podemos fazer mais nada. Você vai se machucar.
Karlyle calculou que eles já deviam estar naquilo há quase duas horas. Mas também era verdade que era ele quem queria parar. Como apenas fitava Ash, sem saber o que fazer a seguir, Ash o ergueu em seus braços.
Pego em um momento de incredulidade, Karlyle sobressaltou-se e olhou para baixo. Então, exatamente agora, Ash o colhera em seus braços e… se levantara.
— Vamos nos lavar, então? — Ash disse, acalentando Karlyle.
— Ash, me coloque no chão — Karlyle objetou, tomado pelo choque e pela perplexidade.
— Hm, vamos ver — Ash riu com diversão, inclinando a bochecha em direção a Karlyle enquanto seus olhos cintilavam com travessura. — Eu posso colocar, em troca de um beijo bem aqui.
Karlyle franziu os lábios. A ideia parecia totalmente absurda. Enquanto ele hesitava, Ash aproveitou a oportunidade para dar um passo para dentro do banheiro com Karlyle em seus braços. Apesar da distância curta, o coração de Karlyle martelava de espanto.
Karlyle, com sua estatura imponente de um metro e oitenta e cinco e pesando cerca de oitenta quilos, nunca havia sido carregado por ninguém. Embora ele fosse perfeitamente capaz de levantar esse mesmo peso sozinho, não se tratava da capacidade física.
— Cuidado com os pés — disse Ash, pousando Karlyle com cuidado antes que a confusão o dominasse por completo. Karlyle rapidamente se afastou do abraço de Ash, mas assim que seus pés tocaram o chão, uma dor desconhecida o atingiu.
Suas costas latejavam dolorosamente. Uma sensação de ardência irradiava de sua retaguarda, acompanhada por um formigamento entorpecente que se espalhava abaixo de sua cintura. Como se já tivesse antecipado isso, Ash rapidamente envolveu a cintura de Karlyle com os braços, apoiando-o firmemente por trás.
— Deixe-me lavar você — disse Ash, sua voz assumindo um tom natural enquanto plantava um beijo na nuca de Karlyle. O embaraço o invadiu, mas ele não ficou descontente com as ações ternas de Ash. Na verdade, ele gostava delas.
— Está tudo bem, você não precisa fazer isso — Karlyle ainda protestou.
Ao contrário de antes, quando recuara sem pensar duas vezes, desta vez Ash perguntou novamente:
— Posso?
Talvez fosse a intimidade remanescente do tempo que passaram juntos na cama, mas Karlyle não conseguiu afastar Ash, então deu seu consentimento através do silêncio. Ash roçou os lábios mais uma vez contra a nuca de Karlyle antes de guiá-lo para dentro do box do chuveiro.
O banheiro espaçoso, com acabamento em mármore preto, exibia um design elegante acentuado por detalhes em madeira. O box do chuveiro em si tinha dimensões generosas, acomodando facilmente os dois adultos. Fechando a porta atrás deles, Ash ligou a água.
A água morna caiu em cascata, encharcando seus cabelos. As mechas cinza-escuras de Karlyle gradualmente colaram em sua testa, e Ash estendeu a mão por trás, afastando-as com os dedos. Ele podia sentir o peito sólido de Ash pressionado contra suas costas, o calor de seu corpo e a viscosidade de suas peles molhadas.
Ash alcançou o gel de banho na prateleira ao lado do chuveiro e derramou um pouco. As mãos ensaboadas deslizaram lentamente pela pele, massageando gentilmente do pescoço ao peito. Os dedos de Ash vagaram para perto do peito, circulando sutilmente ao redor de sua aréola.
Karlyle inclinou a cabeça de leve e fechou os olhos. — Ugh. — Um gemido curto — assustadoramente alto no silêncio do banheiro — escapou de seus lábios.
A mão que estivera provocando o peito de Karlyle deslizou para o seu abdômen bem definido. Bolhas de sabão se formavam e eram levadas pela água enquanto a mão que acariciava a barriga reta de Karlyle alcançava sua virilha. Ash segurou com cuidado o membro agora ereto de Karlyle.
— Ash.
— Sim?
— Não há, uhh, necessidade, uhh…
— Você precisa se lavar direito, Karlyle.
Karlyle afastou seu corpo que tremia. Enquanto recuperava o fôlego pesado, ele se virou para olhar para Ash. A expressão deste não era diferente da de Karlyle; era o mesmo rosto que ele usara enquanto limpava o esperma do interior de Karlyle mais cedo. Naquele momento, algo se acendeu dentro de Karlyle.
O rosto de Ash, molhado pelo chuveiro, tinha um charme diferente em comparação a quando estivera umedecido de suor na cama. Havia um ar juvenil nele, mas o magnetismo era inegavelmente sensual.
O olhar de Karlyle foi capturado pelas gotas de água que escorriam pela testa lisa de Ash, pelo nariz reto e pela linha do maxilar esculpida. Ash pegou a mão de Karlyle e a puxou para baixo. A palma de Karlyle preencheu-se com o calor da excitação combinada — a sua própria e a de Ash.
Como era impossível segurar ambos os membros com uma só mão, a palma de Karlyle apenas repousou sobre eles. A mão de Ash uniu-se à dele por cima. Gradualmente, Ash empurrou Karlyle para trás até que suas costas encontrassem a parede fria de mármore. Ash então exalou um suspiro longo e quente contra a boca de Karlyle, mordiscando seus lábios de leve. Tomando aquele leve toque como seu sinal, Karlyle começou a mover a mão.
As ereções pulsantes que roçavam em sua palma tinham duas formas diferentes: a de Karlyle era reta, enquanto a de Ash curvava-se ligeiramente. A fricção frenética entre elas acumulava prazer, com o líquido pré-ejaculatório fluindo das pontas. Transparente, mas viscoso, esse líquido escorria em um rastro pegajoso, cobrindo e deslizando ao longo dos membros de uma maneira estranhamente excitante.
Talvez por já estar excitado há algum tempo, Karlyle percebeu que estava perto do limite. Ele não pôde evitar emitir pequenos sons embaraçosos enquanto tentava firmar as pernas, que ameaçavam fraquejar sob ele. Sua região lombar tensionou-se em antecipação.
Suas línguas se enredavam rigidamente, com o gosto sutil da água que escorria de seus cabelos e se infiltrava entre seus lábios. O beijo era tão fervoroso quanto os movimentos abaixo, pegajoso e desesperado. Gemidos e golfadas de ar escapavam continuamente da garganta de Karlyle. Ele acariciou as ereções até que seu braço doesse.
Karlyle, que raramente havia se masturbado mesmo na juventude, achava todos aqueles movimentos bastante vulgares. No entanto, era justamente essa crueza que alimentava ainda mais a sua excitação. E, ao mesmo tempo, uma estranha satisfação florescia dentro dele.
A pessoa que ele estava tocando agora era tão querida e preciosa que quase o enlouquecia. Ele estreitou os olhos, oprimido pela intensidade de seus sentimentos. Torcendo as costas, ele soltou uma respiração aguda e irregular.
Conforme a rigidez tomava conta de sua virilha, Karlyle instintivamente segurou os membros deles com um pouco mais de firmeza. Ash então afastou os lábios dos de Karlyle e mordeu com força a curva de seu pescoço. Ele chupou intensamente, e a pele de Karlyle ardeu, para depois latejar.
Karlyle não conseguiu mais se segurar, dominado por uma onda de prazer intenso. Ele fechou os olhos com força e entreabriu os lábios trêmulos enquanto gozava em uma ruptura pulsante. O fluido opaco derramou-se sobre sua mão em fluxos leitosos.
Logo, o fluido foi levado pela água, escorrendo para o chão do box. O esperma de Ash juntou-se a ele, e Karlyle assistiu, quase atordoado, as duas cargas se misturarem em uma poça branca sobre os azulejos.
Foi o orgasmo mais intenso, diferente de qualquer outro que ele já tivesse experimentado antes.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr