Define The Relationship (Novel) - Capítulo 14
— Karlyle.
A mão de Ash cobriu a de Karlyle, que tremia enquanto agarrava os lençóis. Afrouxando o aperto com gentileza, Ash guiou a mão dele para baixo. Seus dedos tocaram a entrada.
Ash guiou a mão de Karlyle para sentir atrás de si mesmo, para tocar a abertura tensa e dilatada. Os dedos dele roçaram a entrada que havia acolhido o membro de Ash até a base. Ele conseguia sentir. Que Ash estava dentro dele.
Com uma expressão desalinhada, Karlyle tossiu um suspiro estrangulado. Seus olhos se contorceram de forma sensual.
— Você me engoliu por completo.
A mão que segurava seus dedos os incentivou a acariciar a entrada. Karlyle temeu que sua mente pudesse se desfragmentar. Karlyle havia acolhido… o membro de Ash. O pênis dele estava dentro dele…
— Se parecer que é demais…
Ash guiou a mão de Karlyle para a frente. Palma encontrou palma, e seus dedos se entrelaçaram com firmeza. Era a primeira vez que suas mãos se agarravam daquela forma. O coração de Karlyle corria ferozmente, como se pudesse explodir a qualquer momento. O interior de suas costelas também latejava. Era tanto agonizante quanto estimulante.
— …Me abrace bem forte, Karlyle.
Ash retirou todo o seu comprimento. Diante da sensação de ter suas entranhas puxadas para fora, Karlyle lutou para controlar a respiração. Antes que pudesse se estabilizar, Ash estocou de volta para dentro dele, penetrando profundamente.
Parecia que a carne delicada estava sendo rasgada. Suas paredes internas tensas se contraíram com força, tentando expelir o grande objeto invasor. A outra mão de Ash alcançou a frente de Karlyle.
A mão quente de Ash acariciou o membro de Karlyle, que havia amolecido por causa da dor. Afagando o corpo do pênis de forma reconfortante, ele pressionou seu corpo mais perto. À medida que seus corpos se alinhavam, o pênis dele afundava ainda mais fundo, fazendo os tecidos internos macios se contraírem diante da dureza perfurante da ereção.
— …Hmn, gr… — Karlyle abafou sons incoerentes, achando os ruídos de dor um pouco mais fáceis de suprimir do que os gemidos. Cerrando a mandíbula até doer, ele tentou estabilizar a respiração.
Então os lábios de Ash roçaram contra a mandíbula de Karlyle, distribuindo beijos suaves como plumas em seu queixo, bochecha, nariz e depois na testa. Uma risada baixa e profunda ecoou em seu ouvido.
Ash girou os quadris sem pressa, agitando o interior de Karlyle. Seu revestimento interno estava sendo gentilmente vasculhado. A cada vez, a ponta do pênis de Ash roçava em um ponto específico. Ash repetiu o movimento, esfregando suavemente antes de puxar para fora, apenas para entrar novamente de forma rasa. Era um movimento terno e atencioso.
A dor lancinante diminuiu gradualmente para uma queimação latejante. À medida que a dor cedia, uma nova sensação assumia o seu lugar — um leve formigamento. Aquilo lembrou Karlyle de ter sua retaguarda lambida, um sentimento que agora rastejava e se espalhava dentro dele.
Um medo estranho se rastejou para dentro, e Karlyle, inconscientemente, agarrou a mão de Ash. Tomando isso como um sinal, Ash alterou seus movimentos. A sondagem, que estava se demorando perto da entrada de Karlyle, transformou-se em uma estocada longa e profunda. Conforme Karlyle tensionava as coxas, Ash afundava ainda mais, arrancando gemidos abafados dele.
— Uhh, ah…!
Um frisson inexplicável surgiu em Karlyle. Ash estocou mais fundo e raspou ao longo das paredes internas de Karlyle, cada roçar de sua ponta contra um ponto específico fazendo os pés de Karlyle se contraírem. Com as pernas enrijecendo, ele sentiu algo.
— Hmn, ahhg, hm… — As respirações de Karlyle começaram a carregar um tom sutilmente doce. — Ahh, uhg… — Um gemido abafado escapou de seus lábios sem que ele sequer percebesse. Seu peito contraía-se involuntariamente enquanto sua cintura se contorcia devagar.
— Você aprende rápido — Ash sussurrou. Karlyle não conseguiu compreender o significado, mas sabia que algo estava se desdobrando — um fenômeno inexplicável.
— Ah, ah, uhg… Haah, huh.
Ash acelerou o ritmo, afundando e puxando repetidamente. As estocadas esticavam as entranhas de Karlyle até os limites e, após algumas delas, um arrepio percorreu Karlyle.
— Hm, uugh…!
Seus olhos se arregalaram. Quando o pênis de Ash bateu em um ponto específico lá dentro, as paredes internas formigaram, e o alívio de coçar uma coceira logo se seguiu. O pênis de Karlyle ficou mais firme na mão de Ash, uma indicação clara de seu prazer.
— Es-Espere, uhh, ah, hgh, ah…!
Karlyle estava desmoronando. Ele quase desejou sentir dor em vez daquilo. Obter prazer ao engolir algo tão espesso em sua retaguarda simplesmente não fazia sentido para um alfa.
— Geralmente, leva muito tempo antes que se possa sentir tanto assim — Ash observou, sem parar os quadris. Em vez disso, ele ganhou velocidade. Como se mostrasse que estava apenas começando, seus quadris musculosos batiam para a frente com estalos audíveis de carne encontrando carne. O corpo de Karlyle deu um solavanco, suas pernas afastadas tremendo incontrolavelmente. A cada estalo, o revestimento interno úmido agarrava-se a Ash com avidez.
— P-Pare, uhh, Ash…
O medo se apoderou de Karlyle. Ele não queria admitir, mas era medo, apesar de tudo. Sentia-se como se tivesse sido lançado em um território completamente desconhecido. Um tipo de prazer totalmente diferente daquele que conhecia através da penetração atingiu seu corpo inteiro. A dor agora havia diminuído, relegada a uma presença sutil que surgia intermitentemente entre as ondas de prazer, para logo em seguida desaparecer com a mesma rapidez.
— Você tem um talento natural, Karlyle.
O calor o envolveu. Karlyle se contorceu, cerrando os dentes. Como se negasse as palavras de Ash, ele empurrou os lençóis com a mão livre. Ash o pressionou para baixo com o próprio corpo, bloqueando qualquer tentativa de fuga.
O peso de Ash desabou sobre ele. Seu peito sólido encontrou o de Karlyle, pele com pele. Seus mamilos eretos roçavam no peito liso de Ash.
— Não, Ash, eu, não, quero, aah, hn, hrg!
Karlyle mal conseguiu conter as lágrimas que ameaçavam transbordar. Ele fechou os olhos com força, desejando que a umidade se dissipasse internamente em vez de escorrer. Ele simplesmente não podia chorar de uma forma tão indigna. Já havia mostrado degradação demais e não suportaria se rebaixar ainda mais.
— Você não quer? — Ash perguntou.
Karlyle conseguiu assentir. Lutando para suprimir o fôlego curto e os gemidos, ele empurrou os lençóis com os pés. Tentou desesperadamente se libertar daquele abraço penetrante de Ash entre suas pernas com cada gota de força que lhe restava.
— Tem certeza?
Ash girou os quadris, e a cabeça de seu pênis esfregou-se deliberadamente contra o ponto mais sensível. A fricção implacável naquela área específica era torturante. O suficiente para fazer Karlyle quase perder o juízo. Era simplesmente…
— Ugh, ugh, huuh, ah, aah…!
…bom demais.
Karlyle jogou a cabeça para trás. Suas costas se curvaram em um arco. Ash desvencilhou suas mãos para deslizar os braços por baixo dos braços de Karlyle. Uma sensação de vazio atingiu Karlyle assim que suas mãos se separaram. Ash ergueu o corpo trêmulo de Karlyle e o sentou sobre si mesmo.
Enquanto se sentavam de frente um para o outro, o pênis de Ash bateu de volta para dentro de Karlyle.
Contraindo o ânus, ele estremeceu incontrolavelmente. Cada músculo de seu corpo se tensionou. — Ah, aah — ele gemeu, incapaz de se conter enquanto a saliva escorria por seu queixo.
— Quando você está apertando como se fosse quebrar o meu pau? — Ash sussurrou palavras obscenas no ouvido de Karlyle, envolvendo seus braços em torno da cintura dele. Ele estocou para cima com força, fazendo o corpo de Karlyle dar solavancos a cada movimento.
— …Ugh, uh, ah…!
A sensação de suas peles nuas e umedecidas de suor deslizando uma contra a outra intensificou o prazer ainda mais. Cada ponto onde Karlyle tocava Ash enviava ondas de deleite, desde os peitos pressionados um contra o outro, ao longo de seus braços, ombros, cinturas, coxas e, particularmente, em seu ponto de conexão…
— Sabe de uma coisa? — Ash começou, em tom de pergunta, mas Karlyle balançou a cabeça sem sequer ouvir o resto. Era uma resposta reflexiva àquela altura. Pensar havia se tornado difícil demais. Sua visão borrou em uma névoa branca. O prazer era semelhante à quando os dedos de Ash o haviam sondado anteriormente — não, era muito mais avassalador do que aquilo.
— Eu nunca vi ninguém sentir isso de forma tão intensa quanto você, Karlyle.
O pênis de Ash agitava-se por dentro, bagunçando as paredes internas. Karlyle lutou para erguer as mãos e agarrar os ombros de Ash. Ele precisava escapar. Caso contrário, ele iria…
— Não, isso não é, ah, verdade, ugh, uh, hmn!
— Não?
— Eu, ah, não senti, ugh, uhh, ah.
Enquanto mentia, Karlyle reuniu força suficiente para se erguer sobre os joelhos. O pênis de Ash escorregou parcialmente para fora. Ash olhou para esse esforço com um sorriso, então puxou Karlyle delicadamente para mais perto, envolvendo os braços em torno das costas de Karlyle. A expressão de Karlyle se contorceu de apreensão. Encontrando seu olhar, Ash o puxou para baixo com ferocidade.
Karlyle foi completamente empalado.
Suas coxas tiveram espasmos enquanto ele desabava, e Ash amparou seu tronco vacilante em seus braços. Uma sensação perfurante disparou direto até o topo de sua cabeça, com um prazer abissal subindo por sua espinha.
— …!
Veias saltaram no pescoço tenso de Karlyle. Ele suspeitava que algo impróprio aconteceria se não parasse Ash agora. A instrução de Ash para puxá-lo para mais perto se não conseguisse aguentar veio à sua mente.
Karlyle puxou Ash para perto em um abraço. Ele envolveu o torso aquecido de Ash com os braços e enterrou o rosto no ombro dele. Então, Karlyle o apertou ainda mais, quase desesperadamente.
Ash pausou.
Karlyle segurava Ash como se nunca mais quisesse soltá-lo, sua respiração ofegante soprando contra o ombro dele. Algo dentro de si se agitou, preenchendo-o com uma sensação de completude.
— Ash, por favor, deva, devagar… — A voz de Karlyle sumiu, e ele se inclinou para trás para ver o rosto de Ash. Seus olhares se cruzaram.
— Karlyle… — Ash disse com olhos sérios.
— Hm, aah, uhg, sim…?
— Se você continuar agindo de forma tão fofa — Ash murmurou —, eu não vou conseguir parar.
Com essas palavras, Ash começou a se mover de uma maneira inteiramente diferente. A ternura pausada de seus movimentos gentis desapareceu por completo. O corpo inteiro de Karlyle balançou com a força conforme o pênis de Ash batia e raspava para fora de sua entrada.
O prazer atingiu o baixo ventre de Karlyle, crescendo de forma gradual, mas decisiva. O êxtase começou a irradiar de algum lugar profundo de seu corpo. Oscilou à beira de uma explosão e finalmente se libertou após incontáveis estocadas de Ash movendo-se para dentro de Karlyle com fervor.
— …!…!!
O peito de Karlyle arfava enquanto ele arqueava as costas até o limite, inclinando a cabeça para trás. Seu corpo inteiro estremeceu. Seu abdômen se contraiu quando o sêmen jorrou, o líquido branco e viscoso espirrando de sua uretra, salpicando por toda a parte superior de seu corpo. As gotas chegaram até o seu peito.
O vazio engoliu a mente de Karlyle, sua visão momentaneamente turva. Ofegante, ele fechou os olhos com força e abraçou Ash firmemente. Os braços de Ash acariciaram gentilmente as costas de Karlyle.
— Eu te avisei — Ash sussurrou de forma reconfortante no ouvido de Karlyle. Mordiscando o lóbulo da orelha de Karlyle, Ash murmurou elogios em um tom deliciosamente obsceno: — Você tem um talento natural.
Karlyle mal conseguiu erguer os olhos para encontrar o olhar de Ash. Com um sorriso gentil, Ash olhou para o ainda atordoado Karlyle e perguntou: — Você está em dúvida sobre o que acabou de acontecer?
A confusão estava estampada no rosto de Karlyle. Ele estava genuinamente sem saber como compreender o que tinha acabado de ocorrer. Ele havia experimentado um orgasmo eletrizante e então…
— Não se preocupe, Karlyle. — Ash interrompeu seus pensamentos e começou a se mover novamente.
O canto da boca de Karlyle relaxou, e sua respiração falhou de forma audível. Seus olhos se encontraram, e o pensamento de Ash olhando para ele naquele estado trouxe uma onda de vergonha a Karlyle.
Desfazendo o abraço, Karlyle levou as mãos desajeitadas até o rosto de Ash. Então, ele cobriu aqueles olhos lindos com as mãos. O farfalhar dos cílios de Ash fez cócegas em suas palmas de maneira vívida. O som de uma risada baixa emanou de Ash.
— Nós temos bastante tempo — Ash murmurou, afastando gentilmente a mão de Karlyle de seu rosto. Ele pressionou ternamente aqueles dedos contra seus lábios. — Então eu vou te mostrar no que você tem um talento natural, Karlyle.
Os lábios de Ash, ardentes e lentos, mordiscavam os dedos de Karlyle. Ele chupava gentilmente o indicador e o médio, envolvendo-os em calor. Quando a língua de Ash roçou as pontas deles, um formigamento semelhante a uma carícia em sua bunda enviou uma lufada de calor por Karlyle. O sangue fluiu de volta para o seu membro recém-esgotado.
A ereção crescente de Karlyle pressionou o abdômen de Ash. A língua que estivera lambendo as pontas de seus dedos agora traçava generosamente os espaços entre eles.
Logo, como se sinalizasse o que viria a seguir, Ash afundou de volta para dentro dele.
O tempo borrou-se de forma indistinguível. Com uma intensidade que rivalizava com a de estar no Rut, Ash persistentemente conduzia Karlyle a uma sensualidade implacável. Conforme a luz do dia minguava do lado de fora das janelas, seu corpo amolecia e derretia no abraço de Ash. Cada músculo se tensionava e relaxava enquanto Karlyle era consumido pelo prazer.
A garganta de Karlyle estava em carne viva, tendo alternado entre abafar e libertar gemidos. Suas cordas vocais ressecadas também haviam ficado roucas. Os lençóis agora estavam marcados com os vestígios dos orgasmos de Karlyle, evidências de ele ter sido levado ao limite em várias posições. Após o seu terceiro clímax, ele olhou para Ash, ansiando por ar. Suas pernas, jogadas sobre os ombros de Ash, tinham espasmos involuntários.
— Ash, já chega… já é o suficiente, unh — Karlyle implorou.
Sem querer, sua entrada se contraiu ao redor do pênis de Ash, como se estivesse induzindo um orgasmo. Por dentro, as paredes se estreitaram, exercendo pressão. Com uma exalação curta, Ash franziu levemente as sobrancelhas e baixou o olhar.
Ash se inclinou para a frente, pressionando o corpo sobre Karlyle e dobrando-o ao meio. As pernas de Karlyle foram puxadas para o alto, esticadas até os limites. Quando Ash pressionou firmemente contra a sua próstata, um som abafado e nasal escapou de Karlyle. As paredes dentro dele oscilaram.
— Vejo que você já aprendeu como implorar por isso, Karlyle — Ash provocou levemente.
— Não é isso, eu, ugh, aah…! — Karlyle respondeu, suas palavras presas entre respirações e gemidos.
Ash expirou abruptamente e pressionou seu corpo com firmeza contra o de Karlyle, retornando a uma posição semelhante à do início. A fricção dos mamilos eretos de Karlyle contra o peito de Ash adicionou uma camada inesperada de prazer, fazendo Karlyle arfar e se contorcer. No entanto, essa reação apenas instigou Ash ainda mais, estimulando-o a estocar de forma mais bruta e a penetrar mais fundo.
Logo, um calor se espalhou de maneira vívida por todo o seu ventre. Ash Gozou dentro de Karlyle, seu pênis espesso aplicando pressão em cada canto de suas paredes internas. Uma lufada de feromônios preencheu o ar no mesmo instante. Karlyle nunca havia experimentado os feromônios de um alfa daquela maneira.
O aroma de Ash atingiu o nariz de Karlyle. Os feromônios de sua própria espécie permeando seus pulmões provocaram uma resposta bizarra em seu corpo. Uma hostilidade o preencheu, misturando-se rapidamente com os feromônios. Seu interior se agitou em resistência.
Com os olhos bem abertos, Karlyle cravou as unhas nas costas de Ash. Em resposta, Ash envolveu-o com os braços, puxando-o para um abraço apertado. O turbilhão confuso de feromônios que se agitava descontroladamente começou a minguar aos poucos. No entanto, aquilo ainda queimava dentro dele.
— Está tudo bem, Karlyle.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr