Define The Relationship (Novel) - Capítulo 12
— Tem certeza de que não precisa que eu prepare uma refeição? — a senhora Mariam, a antiga babá de Karlyle e governanta de longa data vinda de Leeds, perguntou a Karlyle. Em seu rosto ligeiramente rechonchudo, seus olhos arregalados e redondos piscaram ansiosos. Karlyle era mais familiarizado com o rosto dela do que com o de sua própria mãe. Talvez Mariam também conhecesse Karlyle melhor do que Alice conhecia.
Sentado à grande mesa de jantar retangular de mogno, Karlyle deixou o jornal de lado para olhar calmamente para Mariam e disse: — Estou bem. — Foi uma espécie de dispensa.
Ela estava perguntando se deveria ir embora sem oferecer nada ao convidado de Karlyle que logo chegaria. A indagação dela era plenamente justificada, pois era a primeira vez que Karlyle convidava alguém fora de seu período de rut.
Mariam se agitou com o evento inesperado e lamentou o fato de não poder estar lá para cumprimentar o convidado pessoalmente. Embora Karlyle tivesse reiterado, duas vezes, que ele e o visitante não tinham nada desse tipo, a suposição esperançosa dela que unia Karlyle e Ash como algo especial o deixava desconfortável.
Sim, desconfortável.
Considerando o que havia acontecido entre eles, era natural que os pensamentos sobre Ash deixassem o peito de Karlyle apertado.
Tinha sido há exatamente seis dias. E desde então, todos os dias, sem exceção, Karlyle se lembrava do incidente que acontecera por volta das cinco horas da tarde do último domingo. Seu subconsciente pregava peças contra a sua vontade. Era assim tão humilhante, porém intensa, a memória.
O fato era que o que Ash tinha feito… sozinho resolveu os sintomas que atormentavam Karlyle por mais de um mês.
Fazia muito tempo desde a última vez que ele tinha alcançado o clímax. Por meses, ele vinha se forçando relutantemente a ejacular, e então, no mês passado, até mesmo aquilo havia se tornado impossível.
Não que suas dúvidas sobre a relação sexual tivessem desaparecido, ou que qualquer outra coisa tivesse mudado, e ainda assim Karlyle tinha alcançado o clímax. Ele tinha gozado na mão de Ash, sem qualquer problema. Ash então tinha lambido o sêmen de sua mão como se fosse delicioso.
Aquilo não tinha sido o fim.
Depois de dizer brincando a Karlyle que alguém sexy era o seu tipo, Ash o provocou mais uma vez. Apesar do apelo de Karlyle, Ash agitou ainda mais o seu interior após adicionar outro dedo.
Como se para provar que o que havia acontecido antes era real, Karlyle gozou novamente. Cada vez que Ash se movia, tudo na cabeça de Karlyle se derretia como cubos de açúcar no chá. Sua visão oscilava, e seu sangue fervia.
Foi logo após isso que Karlyle pensou que os desejos de Ash também precisavam ser atendidos. Ele hesitou por alguns segundos antes de verificar, pois não tinha certeza se Ash também sentia luxúria com a interação deles.
Embora Ash tivesse expressado rudemente que estava excitado, ele e Ash tinham discutido depois, tornando difícil para Karlyle adivinhar como Ash se sentia no momento.
Karlyle reconhecia que sua hesitação atual mostrava um problema em sua própria atitude. Ele estava relutante até mesmo em adivinhar os sentimentos de seu parceiro. Karlyle sempre fora decisivo em tais assuntos, o que tornava tudo ainda mais problemático.
Após uma breve hesitação, Karlyle decidiu agir. Ele mordeu levemente o lábio, depois se levantou e estendeu a mão para o cinto de Ash, fazendo sua pergunta por meio de suas ações. A natureza estranha da situação tornava desajeitado fazer a pergunta diretamente.
Ash segurou a mão de Karlyle e sorriu. — “Estou bem”.
Bem? Então Ash não tinha ficado excitado em nenhum momento durante todo aquele tempo? A resposta se seguiu.
— Se formos até o fim agora, você não vai conseguir aguentar.
Uma subestimação dessas de sua capacidade deveria ter sido considerada bastante rude, mas Karlyle não discutiu. Era verdade. O choque do que havia acontecido com ele o tinha abalado significativamente.
— Você já teve surpresas suficientes por hoje. Então vamos parar por aqui por enquanto — Ash respondeu, sorrindo para Karlyle, que mantinha uma expressão em branco que não revelava nenhum de seus pensamentos. Então Ash abraçou Karlyle, pressionando os lábios suavemente na testa de Karlyle.
— Eu consigo me segurar por enquanto porque foi um deleite assistir você. — Ash, que afirmava estar se segurando, não mostrava sinais de excitação. Conforme os efeitos do álcool diminuíam e a racionalidade retornava, Karlyle também não queria insistir para que Ash o penetrasse.
Após aquela conversa, Ash havia deitado ao lado de Karlyle por cerca de mais uma hora, conversando sobre vários assuntos, e então tinha ido embora primeiro com a promessa de se encontrarem na semana seguinte.
Olhando para trás, caiu a ficha para Karlyle de que ele nunca havia passado mais de três horas com Ash. Com essa percepção repentina, Karlyle olhou para o seu jornal.
— Tem certeza, Jovem Mestre?
Mariam perguntou pela quarta vez se ele tinha mesmo certeza, mas Karlyle não a ouviu e apenas bateu de leve na mesa com o dedo indicador.
O comportamento de Ash não tinha sido particularmente incomum. Karlyle costumava se envolver em atividades sexuais à noite e dormia ao lado de seu parceiro ômega depois disso.
No entanto, se Karlyle estivesse no lugar de Ash, ele não teria permanecido com alguém com quem estava envolvido por um motivo específico e teria ido embora assim que o assunto estivesse encerrado.
Mesmo assim, aquilo tinha deixado um gosto amargo.
— Jovem Mestre?
Chamado por Mariam em um tom confuso, Karlyle limpou seus pensamentos.
— Sim, Sra. Mariam. Tenho certeza. Por favor, vá descansar.
— Por favor, me apresente ele direito na próxima vez, está bem, Sr. Karlyle?
Era improvável que isso acontecesse. Em vez de dizer isso, no entanto, e lidar com a agitação de Mariam novamente, Karlyle se levantou silenciosamente da mesa e a acompanhou até a saída. Só depois de vê-la partir, após ela ter se virado repetidas vezes, Karlyle se viu sozinho.
A grande mansão de três andares estava silenciosa. No silêncio que podia subjugar até mesmo sua respiração fraca, Karlyle olhou ao redor.
Sua mansão em Hampstead Heath, com sua entrada circular para carros, tecnicamente pertencia à família, mas ninguém além de Karlyle a usava. Kyle, que sempre fora o favorito do avô deles, tinha sua própria mansão em Russell Square, enquanto os pais deles residiam na propriedade da família em Mayfair. Como resultado, este lugar foi dado a Karlyle. Foi também uma decisão atenciosa de Alice.
A mansão ficava em um caminho isolado mais ao norte, além das colinas extensas de Hampeland Heath, com Golders Green como a estação mais próxima. Esta propriedade opulenta ostentava uma piscina coberta, uma sala de cinema, uma sala de conferências e uma sala de jogos completa com uma mesa de sinuca — tinha quase tudo.
Karlyle apenas usava a biblioteca e o seu quarto aqui. A Sra. Mariam mantinha regularmente os quatro quartos de hóspedes vazios e os outros cômodos. Além disso, Karlyle tinha passado a maior parte dos dias no Catar nos últimos anos, então a casa mostrava poucos sinais de habitabilidade.
Enquanto estava em tais pensamentos, alguém bateu à porta. Como Karlyle estava coincidentemente perto da entrada, ele se virou e segurou a maçaneta. Após um momento de hesitação, ele abriu a porta.
A primeira coisa que surgiu em sua vista foram rosas vermelhas.
— Estou no lugar certo?
Ash estava parado ali, com um sorriso, segurando um buquê de flores.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr