Define The Relationship (Novel) - Capítulo 11
Menos desalinhado que Karlyle, mas ainda um tanto amarrotado, Ash ajeitou a camisa e se levantou. Um xingamento subiu pela garganta de Karlyle, e seu humor despencou. Era como se ele tivesse sido arremessado contra o chão, uma sensação profundamente desagradável.
— …Sr. Jones.
— Não tenho interesse em me forçar sobre ninguém.
Era estranho que um tom gentil como aquele pudesse soar tão frio. Sentindo um distanciamento, Karlyle encarou Ash. O calor feroz que havia subido dentro dele dissipou-se, deixando-o com uma aparência desordenada enquanto permanecia ali de pé diante de Ash. Talvez fosse pelo sentimento de derrota causado pela cena atual.
O que ele sentia, na verdade…
As palavras o fim eram, inacreditavelmente, perturbadoras.
— É como se eu estivesse abusando sexualmente de você, Karlyle. Mesmo que seja um jogo de cena, não quero forçar alguém que está me rejeitando.
Ash falou como se realmente não tivesse arrependimento algum.
Karlyle não conseguiu pensar em uma resposta adequada.
Não, ele conseguia.
Sabia que poderia encerrar tudo aquilo se aquilo realmente não significasse nada.
Deveria pôr fim àquela tolice que não combinava com ele e deixar Ash partir.
Então nunca mais poderia vê-lo.
—Vou avisar o Nick.
Mas, quando Ash mencionou Nick, Karlyle se abalou.
Ele se lembrou do objetivo original.
Da decisão de vigiar o homem que estava diante dele.
Do desejo de manter qualquer impureza longe da vida feliz de seu irmão.
Lembrou-se de razões das quais nem ele próprio tinha certeza.
—Quer que eu diga a ele para apresentar outra pessoa para você?
Ash estava agora apoiado parcialmente na porta do quarto, olhando para ele, pronto para ir embora a qualquer momento.
Suas palavras, que praticamente encerravam tudo, soaram como uma sentença final.
Seu coração afundou na escuridão.
Era uma emoção tão complexa que não podia ser explicada por uma única palavra ou expressão.
Aquilo era o fim.
Ele sempre soube disso.
Eles haviam se encontrado apenas quatro vezes.
Cinco, talvez.
Não importava.
Embora os acontecimentos das últimas duas semanas o tivessem confundido de maneira inexplicável, tudo seria resolvido de forma limpa, sem deixar vestígios.
Com apenas uma resposta — Tudo bem —, Karlyle poderia voltar a ser como era antes.
Ao pensar nisso, foi tomado por uma sensação de vazio, como se todos os seus órgãos internos tivessem desaparecido, deixando apenas um espaço oco dentro dele.
Ele não conseguia dizer se a ideia de voltar a ser como era antes realmente era algo positivo.
Semicerrando os olhos, abriu os lábios lentamente.
No entanto, nenhum som saiu.
O silêncio permaneceu.
Ash observou Karlyle por algum tempo e então se virou para ir embora.
Suas costas ficaram à mostra.
E sua camisa amassada.
Ao ver aquilo, Karlyle finalmente conseguiu falar.
—Eu…
Sua garganta estava seca. O interior da caixa torácica doía.
— É que eu simplesmente não estou acostumado com isso… Só por isso.
Ash não se virou imediatamente. Aqueles poucos segundos pareceram se arrastar de forma excruciante. Karlyle sabia que não era uma pessoa fácil de gostar e que só podia levar as coisas até certo ponto, mesmo em um tipo de relacionamento como aquele. Será que tinha ultrapassado algum limite?
Ash só estava se encontrando com Karlyle por causa do pedido de Nicholas. Em primeiro lugar, ele nem sequer se lembrava de Karlyle, e se a pessoa com quem estava se encontrando como um favor continuasse agindo como Karlyle… certamente não seria divertido.
Ash falava sobre diversão. Karlyle não era uma pessoa brincalhona desde o começo. Não possuía nem a astúcia nem o jeito descontraído e encantador que Nicholas tinha. Karlyle era diferente demais de Nicholas. Ele não sabia como se dar bem com alguém como Ash. Nunca havia mantido um alfa por perto. Até mesmo aqueles que poderiam ser chamados de amigos não tinham significado para ele. Então não era de se admirar que Ash não se divertisse com alguém como ele.
Um beijo que abalara Karlyle até o mais profundo do seu ser nem sequer havia sido lembrado por Ash. Os ossos que protegiam seu coração pulsavam de dor. Doía como se estivessem se partindo. Ele estava angustiado.
Sem nenhuma razão que conseguisse compreender.
— Karlyle…
Com um leve suspiro, Ash se virou.
— Você não precisa se forçar.
Os feromônios que estavam prestes a desaparecer ainda permaneciam no ambiente. Karlyle, sentindo um estranho alívio, respondeu a Ash:
— Eu não estou me forçando.
— Então vou perguntar mais uma vez. Você realmente… quer fazer isso comigo?
Diante daquele tom duvidoso, Karlyle refletiu sobre suas reações de antes. A sensação desconhecida dos dedos o penetrando, a repulsa que aquilo provocara. Ele engoliu esse sentimento.
— Sim.
Ash caminhou lentamente até ele. Seu olhar recuperou o calor habitual. Em tão pouco tempo, Karlyle já havia passado a considerar aquele olhar caloroso como algo familiar. Estava se apegando a Ash numa velocidade inacreditável.
— Certo, então.
Ash sorriu lentamente, afastando com indiferença o atrito emocional entre eles, como se tudo não passasse de uma sequência de acontecimentos insignificantes. Karlyle se perguntou se deveria se sentir aliviado ou não.
— Gostaria de continuar de onde paramos?
Karlyle assentiu. Ash o observou por um instante e então o guiou silenciosamente até a cama para que se sentasse. Em seguida, virou-se e pegou a garrafa de uísque que havia deixado sobre o sofá mais cedo.
Ouviu-se o som da tampa sendo desenroscada. Ash entregou um copo a Karlyle. Sem dizer uma palavra, Karlyle o segurou, e logo o recipiente foi preenchido com o líquido âmbar.
Ash também serviu uísque em seu próprio copo, sentou-se ao lado de Karlyle e disse suavemente:
— Deveríamos ter começado com uma bebida primeiro.
Os copos se tocaram em um leve brinde.
— Me desculpe, Karlyle. A culpa é toda minha.
Ver aquele homem se desculpando por algo pelo qual não tinha culpa deixou Karlyle sem saber o que dizer. Era como um laço se apertando ao redor de seu tornozelo. Como naquela época, na infância, em que havia sido pego em uma armadilha de caça.
Não havia saída.
O álcool puro rapidamente se misturou à corrente sanguínea de Karlyle. Enquanto sua garganta queimava e formigava repetidamente com a sensação ardente da bebida, Ash começou a falar sobre diversos assuntos.
Na maior parte, eram perguntas.
Assim como naquele dia no cinema, Ash estava tentando descobrir quem Karlyle era. Embora não houvesse utilidade alguma nisso.
Ainda assim, Karlyle se viu respondendo a Ash pouco a pouco. Falou sobre seu trabalho, há quanto tempo o exercia, de que tipo de clima gostava, que tipo de bebida preferia — detalhes muito triviais sobre si mesmo. Algumas respostas vieram facilmente; outras exigiram longos momentos de reflexão.
— Não há nenhuma ascendência mista na sua família, Karlyle?
Ash perguntou de repente, como se a ideia tivesse acabado de lhe ocorrer.
Karlyle, que acabara de afastar o copo dos lábios, lançou um olhar preguiçoso para Ash. O calor do álcool estava se espalhando por seu corpo, fazendo-o sentir-se tenso e relaxado ao mesmo tempo.
Era uma sensação contraditória.
— Não, pelo menos não que eu saiba.
— Sério?
Apoiando-se de lado, Ash sorriu enquanto olhava para Karlyle. Então estendeu a mão e tocou o canto de seu olho.
— Seus olhos são tão bonitos que achei que você pudesse ter ascendência do norte.
— …Do Norte, quer dizer escandinava?
— Sim.
Ash então acrescentou:
— Claro, não estou dizendo que seus olhos são a única coisa bonita em você. Tenho certeza de que você mesmo sabe disso.
— Você usa a palavra “bonito” para… qualquer pessoa?
— Não. Eu a uso apenas para pessoas bonitas.
— Acho que essa descrição não combina comigo.
Aquilo era tão desconfortável quanto usar roupas que não serviam direito. Ash riu e puxou Karlyle para mais perto.
Olhando nos olhos de Karlyle enquanto estavam deitados frente a frente, Ash sussurrou:
— Então você preferiria “lindo”?
— Isso também não parece certo.
— Que tal bonito, encantador ou fofo?
Normalmente, Karlyle ignoraria esse tipo de flerte fingindo que a pessoa não existia ou saindo do cômodo sem sequer olhar para trás.
O problema era que ele não conseguia fazer isso com Ash.
E não queria.
Então Karlyle decidiu mudar de assunto.
— …E você, Sr. Jones?
— Eu?
Karlyle percebeu que aquela era a primeira vez que fazia uma pergunta a Ash. Tudo o que sabia sobre ele era sua profissão, sua idade e sua relação com Nicholas.
— Sim.
— Está curioso?
Karlyle optou por permanecer em silêncio. Era melhor do que dar margem para mal-entendidos.
Embora parecesse que já era tarde demais para isso.
— Sou bem mestiço. Meu pai é meio sueco, e minha mãe é de Marselha — disse Ash.
Seria por isso que ele falava de forma tão eloquente? Ao descobrir sua ascendência francesa, Karlyle refletiu silenciosamente sobre isso.
— Fico feliz que tenha me feito uma pergunta, Karlyle.
A mão de Ash, que até então percorria distraidamente o abdômen firme de Karlyle, conduziu-o devagar para que se deitasse. Ash se posicionou sobre ele com naturalidade.
O álcool espalhado por seu corpo fazia Karlyle se sentir sonolento e aquecido. Ash retirou delicadamente o copo de sua mão.
Depois de colocar os dois copos sobre a mesa de cabeceira, Ash olhou nos olhos de Karlyle e sorriu.
Sempre que Ash se movia, uma fragrância suave emanava dele. Apesar de ser o aroma de um alfa, não era desagradável.
Nunca havia sido desagradável para Karlyle.
— Faça mais perguntas.
Os olhos de Ash se curvaram em um sorriso provocante. Sentando-se um pouco mais ereto, ele apoiou uma das mãos na coxa de Karlyle.
Ash afastou lentamente as pernas dele. As calças, que já estavam frouxas, foram retiradas sem pressa. Com o leve farfalhar do tecido, parte de sua pele ficou exposta.
Karlyle acabou desviando o olhar.
— Assim você vai se sentir mais à vontade comigo e não hesitará em se aproximar.
Por fim, Ash retirou completamente as calças de Karlyle. Com movimentos habilidosos, deslizou a peça por seus tornozelos e, sem pressa, acomodou melhor a posição de suas pernas.
O coração de Karlyle começou a acelerar.
O que acontece se eu me sentir ainda mais à vontade com ele do que já me sinto agora?
Esse pensamento lhe ocorreu brevemente enquanto Ash se posicionava entre suas pernas afastadas.
— Continue, Karlyle.
— Qual é… o seu tipo, Sr. Jones?
A pergunta escapou de seus lábios. Naquele mesmo instante, Ash se moveu. Ele se inclinou e beijou a parte interna da coxa de Karlyle.
Os beijos leves como plumas deixaram um rastro de arrepios. Os toques suaves e silenciosos marcaram sua pele. Era mais um lugar onde Karlyle nunca havia sido beijado antes.
— Que tipo de pessoa… você… kh, hgh…!
Antes que pudesse pensar no quão tola sua pergunta era, os olhos de Karlyle se arregalaram e seus quadris se contraíram. Num piscar de olhos, Ash o havia levado à boca.
Ash engoliu o membro de Karlyle em um único movimento, apesar de seu tamanho impressionante. A sucção forte fez Karlyle tensionar o abdômen. Ash baixou os olhos e começou a girar a língua ao redor dele.
Ele lambeu o membro, que se enrigidceu instantaneamente, como se fosse um doce. A língua lambia ao longo da extensão, que já estava escorregadia de saliva. A mão de Karlyle alcançou reflexivamente o cabelo de Ash, segurando-o. Ash riu baixinho.
Ash era mais do que habilidoso; sua técnica era tão entorpecente que deixava Karlyle em transe. Ele finalmente engoliu metade do membro de Karlyle e o levou ainda mais fundo em sua garganta. A visão de Ash acolhendo-o de forma tão profunda, como se fosse devorá-lo por completo, era quase obscena. A combinação das sobrancelhas suaves de Ash, seus longos cílios voltados para baixo e o cabelo desalinhado nas mãos de Karlyle era simplesmente demais.
O cabelo macio de Ash em suas mãos fez Karlyle morder o lábio. Seu baixo ventre se contraiu. Instintivamente, ele começou a ditar o ritmo com o quadril, apertando o cabelo de Ash com firmeza.
Ash acolheu ainda mais o membro de Karlyle na boca, usando a garganta para envolvê-lo, sem emitir sequer um gemido de dor. Karlyle soltou um gemido sufocado. O prazer era excruciante, quase ao ponto da aversão a si mesmo.
Embora estivesse recebendo sexo oral de um alfa, a sensação era boa.
No entanto, Karlyle não conseguia atingir o clímax facilmente, mesmo com Ash executando um boquete profundo e impecável, movendo a cabeça para frente e para trás. A estimulação em si era familiar. A excitação continuava a aumentar, mas a liberação parecia estranhamente fora de alcance.
Naquele momento, a mão de Ash tocou os lábios de Karlyle. Karlyle mordeu os dedos que escorregavam gradualmente para dentro, roçando em seus lábios. Enquanto esfregava a excitação molhada e latejante com a outra mão, Ash afastou as coxas de Karlyle com as pernas.
— Você estava curioso sobre o meu tipo, Karlyle?
Os dedos dele pressionaram firmemente a língua de Karlyle. A saliva se acumulou, e os dedos dele a espalharam. A boca de Karlyle se abriu. — Ah — um som escapou. Sua mente ficou em branco.
— Se você engolir direitinho, eu te conto.
Ash disse algo que ele não conseguiu entender. Poucos segundos depois, Karlyle entendeu. Os dedos, encharcados com a saliva de Karlyle, desceram e tocaram sua parte de trás, exatamente como antes.
Os dedos molhados pressionaram a entrada estreita, espalhando a saliva ali. As coxas de Karlyle tentaram se fechar involuntariamente, mas o beijo de Ash impediu.
Enquanto a língua de Ash substituía os dedos na boca de Karlyle, derretendo a tensão de Karlyle. — Hnng, hnn. — O gemido suave preencheu o quarto enquanto as línguas deles se entrelaçavam. Os dedos de Ash se moviam enquanto sua língua sondava, provocava e passava pelos dentes de Karlyle.
Um dedo longo se enterrou na entrada estreita que parecia que nunca se abriria. A dor foi mínima. Havia apenas um forte desconforto pela intrusão. O álcool deve ter entorpecido seus sentidos, tornando aquilo um pouco suportável. Seu corpo tentava instintivamente afastar Ash, mas o beijo que se aprofundava o mantinha no lugar.
O beijo parecia derreter Karlyle. Era como se todo o seu corpo estivesse submerso em mel pegajoso. Os gemidos que ele queria sufocar continuavam escapando.
— Ha, hgh, haa…
Os dedos de Ash afundaram mais, as paredes internas estreitas se contraindo ao redor deles como se para expulsar o invasor. O dedo dele explorou suavemente, sondando para encontrar algo.
Isso é, muito, desagradável…
O tecido macio e flexível foi pressionado de uma forma que fez o suor brotar nas costas de Karlyle. Uma gota de suor escorreu por sua espinha. Seu estômago revirou.
Então, de repente, uma sensação estranha o atingiu.
— Ah…!
Os olhos de Karlyle se abriram bem arregalados enquanto ele contraía as nádegas com força. Afastando-se do beijo envolvente, ele olhou para baixo com perplexidade.
Ash sorriu em silêncio.
Com deleite.
— Achei — disse Ash.
“Achou o quê?”
— Ah, haah, ugh…!
Ele não conseguiu perguntar. Ash continuou pressionando um ponto profundo dentro dele, fazendo seus pés ficarem tensos e seus dedos encolherem. Karlyle torceu o corpo, sentindo-se como se estivesse sendo perseguido por algo. Sua visão oscilava entre o branco e o preto.
— Ha, ahh, uh, ngh…!
Sons inacreditáveis escapavam dos lábios de Karlyle. Ash mordiscou o lábio inferior dele para evitar que ele o mordesse com força. Seu corpo hipersensível reagia a cada estímulo, deixando-o ofegante e se contorcendo para escapar das sensações avassaladoras. Era diferente de tudo o que ele já havia experimentado antes.
— P-Pare, Ash, por favor, ahh, ngh… Hng, kh, hn…!
As pernas dele chutavam os lençóis de forma incontrolável, os dedos dos pés encolhendo e esticando. Ele estava perdendo o juízo. Seu corpo não era seu.
— É, é estranho, haah, ungh.
— Não é estranho, Karlyle — Ash sussurrou com ternura, como se explicasse algo muito natural. — A palavra que você está procurando é gostoso.
Não, não era. Era violento demais para ser gostoso. Era uma sensação que bagunçava e derretia seu cérebro. Com a pressão exata, Ash continuou pressionando aquele ponto por dentro. O dedo ganhou velocidade enquanto a outra mão acariciava o pênis de Karlyle.
— A, Ash…
Com a voz trêmula, Karlyle se agarrou a Ash. O aperto dele era forte o suficiente para esmagar os ombros de Ash. Ash apenas sorriu.
— Shh, está tudo bem.
O que quer que estivesse bem, Karlyle não conseguia compreender.
Assim que esse pensamento passou por sua mente, Karlyle experimentou algo inacreditável.
— Ah…! Ahh…!
Os cílios dele tremeram enquanto todo o seu corpo estremecia, as costas arqueando. Suas coxas ficaram rígidas. Logo, o sêmen escorreu de seu pênis na mão de Ash.
Sua visão ficou branca. Suas orelhas pareciam entupidas. Uma pontada aguda perfurou sua cabeça, seguida por um prazer avassalador vindo de dentro.
O fluido liberado espirrou na mão de Ash e no abdômen de Karlyle. Estava pegajoso e abundante devido à prolongada abstinência, gotejando pela mão de Ash.
Ash retirou a mão gradualmente. Os músculos internos de Karlyle se contraíram involuntariamente ao redor do dedo que se afastava. Quando ele saiu completamente, uma sensação de esvaziamento permaneceu. Com a cabeça inclinada para trás, Karlyle estremeceu, o queixo umedecido pelo tempo em que o lábio inferior fora mordido e a saliva transbordara.
— Você engoliu direitinho, Karlyle.
Ash olhou para baixo e ergueu a mão coberta pelo sêmen de Karlyle. Karlyle, percebendo que os sons desaparecidos estavam voltando, olhou para aquilo fixamente.
O calor começou a subir por seu pescoço. De uma só vez, tudo o que ele estava bloqueando voltou com força total. Ash encontrou seus olhos. O rosto dele exibia uma expressão doce, inocente, como a de um filhote de cachorro.
— Eu vou te contar o meu tipo como recompensa.
Com aquele rosto, Ash lambeu o sêmen de Karlyle de sua mão. O olhar de Karlyle foi capturado pela língua lascívia que recolhia o sêmen languidamente. Era provocante, insuportavelmente provocante.
— Eu me sinto atraído por pessoas sexy, Karlyle — Ash acrescentou — Como você agora.
Karlyle permaneceu em silêncio. Ele não conseguia abrir a boca de tanta vergonha. Talvez ele também estivesse sobrecarregado pelas palavras de Ash e pela visão intensamente erótica dele diante de seus olhos. De qualquer forma, uma coisa era clara.
Ninguém mais além de Karlyle… tinha alcançado o clímax sendo penetrado por trás.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr