Define The Relationship (Novel) - Capítulo 10
A espaçosa suíte em estilo apartamento possuía oito cômodos ao todo, incluindo o banheiro.
Custando bem mais de milhares de libras por noite, a suíte também era ocasionalmente utilizada por sua mãe, Alice, para recepções e eventos.
Apesar da grandiosidade que a maioria das pessoas jamais encontraria durante a vida, Ash não demonstrou nenhuma reação especial.
Na verdade, ele parecia até bastante acostumado com aquilo.
Ash avaliou o ambiente com apenas um comentário:
—O isolamento acústico parece ser bom.
Karlyle se sobressaltou.
A observação era estranha para alguém comentando sobre o local. Considerando a profissão de Ash como designer, Karlyle esperava comentários sobre os móveis, a disposição dos ambientes ou a decoração.
—…Isso é importante para você?
Ash se virou para olhá-lo.
Observou-o atentamente por um momento antes de soltar uma risada baixa.
—Sim. Assim você não precisa se conter, Karlyle.
A expressão de Karlyle tornou-se ainda mais confusa; desta vez, a perplexidade ficou visível em seu rosto.
Percebendo suas sobrancelhas levemente franzidas, Ash riu alegremente.
—Eu gosto de gemidos altos!
Dizendo isso, Ash se aproximou.
Karlyle ficou sem palavras por causa da mudança evidente no olhar de Ash desde que haviam entrado no quarto.
Era um olhar profundo e penetrante.
—Eu não sei como você costuma ser, Karlyle…
Ash puxou Karlyle para mais perto, colocando a mão em suas costas.
Seus corpos se encostaram, e o som de suas respirações pareceu se misturar.
Karlyle engoliu o suspiro involuntário antes que ele escapasse.
As palavras de Ash deixaram seus pensamentos agitados.
Aquele homem realmente o enxergava dessa forma.
Apesar disso, ele era um alfa pensando em outro alfa.
— Mas ninguém conseguiria se conter. — Com isso, Ash mordeu o lábio de Karlyle. A respiração que Karlyle estava segurando escapou abruptamente. Ash, inclinando-se um pouco, puxou Karlyle com força para os seus braços.
Os lábios de Ash mordiscaram suavemente antes de sua língua habilidosa deslizar entre os lábios entreabertos. A sensação foi distinta mais uma vez.
Cada beijo de Ash era diferente: hoje, realmente parecia que Karlyle estava sendo levado por uma onda.
Karlyle foi empurrado contra a parede do corredor e não conseguiu abafar o som:
— Hgh, hn. — O impacto foi um pouco doloroso.
Karlyle instintivamente agarrou os ombros de Ash enquanto pressionava com força contra ele, tentando empurrá-lo, mas foi inútil. Karlyle não o estava empurrando de verdade, e Ash não demonstrava intenção de se mover.
A língua de Ash, avançando agressivamente como se fosse lamber sua garganta, ajustou o ritmo. Recuou, lubrificando o céu da boca de Karlyle. A ponta de sua língua provocou cócegas suaves no interior, causando arrepios em Karlyle. Seus sapatos sociais pretos e elegantes bateram de forma urgente no chão.
Karlyle mal conseguiu entrelaçar sua língua para acompanhar o movimento de Ash. O som úmido e sôfrego do beijo deles ecoava e desaparecia repetidamente. Enquanto isso, as mãos de Ash deslizaram furtivamente para o seu abdômen. Enquanto se beijavam freneticamente, as mãos de Ash puxaram a camisa de Karlyle para fora e a desabotoando.
O toque quente em sua pele fez Karlyle estremecer. Algo pesado caiu, seguido por um ruído abaixo. Era o som do cinto de Ash sendo aberto.
O som trouxe Karlyle de volta à realidade. Semicerrando os olhos, ele segurou as mãos de Ash. Ele não tinha ideia de quando as mãos de Ash haviam descido. Mal conseguindo engolir a saliva que estava prestes a transbordar, Karlyle ergueu a cabeça. Ash libertou os lábios dele com uma risada abafada, como se estivesse permitindo uma pausa.
— Ash, espere…
— Sim, o que foi?
Ao contrário de sua voz gentil, a mão de Ash continuou a se mover. Num piscar de olhos, ele puxou o cinto de Karlyle e abriu o zíper de sua calça. Perplexo, Karlyle olhou para baixo, para a visão chocante.
Antes que a mão grande e clara de Ash pudesse alcançar a cueca de Karlyle, Karlyle segurou seu pulso com firmeza. A excitação desceu por sua espinha, acompanhada por uma sensação arrepiante na nuca.
— Não acho apropriado fazermos isso aqui.
—Por quê? Não estamos em público como da última vez, e só estamos nós dois aqui.
As veias da mão de Karlyle, que segurava o pulso de Ash, ficaram evidentes.
Não importava se Ash tinha razão ou não. Ele não conseguia aceitar fazer algo assim no corredor. Seria mais correto dizer que ele simplesmente não conseguia lidar com isso, mas Karlyle não usava esse tipo de expressão. O corredor simplesmente não era o lugar apropriado.
—Ash.
Ao ouvir seu nome ser chamado com firmeza, Ash abaixou o olhar. Os dedos que haviam deslizado para dentro da cintura da cueca boxer de Karlyle se retiraram lentamente.
Karlyle cerrou os dentes ao sentir o tecido voltar a se ajustar contra seu abdômen. Seu estômago parecia pulsar.
—Vai ser assim?
Mesmo depois que os dedos de Ash se afastaram, Karlyle continuou segurando seu pulso com força suficiente para causar dor.
Apesar da pressão considerável, Ash não tentou se soltar. Apenas acariciou suavemente a bochecha de Karlyle com a outra mão.
—Você é tão fofo.
—Discordo.
—Se você reage assim só por estarmos no corredor, teremos que deixar algumas outras coisas para mais tarde.
Karlyle nem teve a oportunidade de imaginar o que seriam essas “outras coisas”.
Ele soltou o ar lentamente e, aos poucos, afrouxou o aperto.
Ash voltou a rir baixinho, levantando as mãos em uma rendição exagerada antes de perguntar:
—Quer começar com uma bebida?
Em vez de lembrá-lo de que ainda eram apenas quatro da tarde, Karlyle se virou primeiro.
Como Ash havia sugerido, ele precisava de uma bebida.
Enquanto Karlyle buscava uísque e copos na cozinha, Ash se acomodou no sofá em frente à cama, observando a paisagem pela janela.
Lançando um olhar para as pernas longas de Ash, apoiadas no braço do sofá, Karlyle entrou silenciosamente no cômodo.
A enorme cama, que acomodaria facilmente três pessoas, estava cercada por elegantes cortinas e voltada para um terraço com vista para a cidade.
Recostado confortavelmente, Ash lançou a Karlyle um sorriso relaxado e perguntou:
—Isso é uísque?
— Você preferiria outra coisa?
— Hmm… — Ash balançou a cabeça. — Eu costumo gostar de algo doce, mas acho que não preciso de um agora.
Parecia imprudente perguntar o porquê, mas Karlyle não conseguiu se conter. — Por que você não precisa disso agora?
— Porque se eu estiver com vontade de algo doce, posso simplesmente comer você, Karlyle.
Com isso, Ash acenou com a mão para que ele se aproximasse. A combinação da palavra doce e da expressão “comer você” deixou Karlyle tonto. Aquele homem vinha dizendo algumas coisas estranhas ultimamente: sobre Karlyle ser inocente ou alegando que ele havia olhado para Ash de forma sedutora. Eram palavras que não combinavam em nada com Karlyle.
— O Sr. Jones não parece ter talento para metáforas.
Apesar de seu tom perplexo, Ash não demonstrou nenhuma reação e apenas continuou gesticulando para que ele se aproximasse. A contragosto, Karlyle chegou perto dele. Ele não conseguia entender por que Ash queria que ele se aproximasse quando já estava ocupando o sofá inteiro.
— Quer saber de uma coisa? — Ash instigou.
—Sim?
— Quando nos beijamos, você sempre me chama pelo nome.
Ash riu e bateu de leve em seu próprio abdômen. Karlyle permaneceu em silêncio, incapaz de entender a conexão entre o ponto da observação de Ash e o seu gesto. “Eu realmente faço isso?”
— Chamar-me de Sr. Jones e depois mudar para Ash…
Ash desfez o sorriso do rosto enquanto puxava Karlyle em sua direção. Segurando a garrafa de uísque e os copos, Karlyle acomodou-se no colo de Ash. Ele se moveu de forma desconfortável sobre as coxas firmes.
— Se você estava tentando me excitar, você conseguiu.
Ash enterrou o rosto no pescoço de Karlyle. Esfregando o rosto sob a camisa ainda aberta, Ash mordeu levemente a clavícula de Karlyle. O som de sucção ecoou sob seu pescoço enquanto seus lábios se moviam suavemente em direção ao seu peito.
Os movimentos de Ash seguiam as linhas dos músculos peitorais definidos de Karlyle. Seu braço, firmemente envolto na cintura de Karlyle, bloqueava qualquer retirada. Incapaz de pousar a garrafa e os copos, Karlyle tensionou o abdômen. Era uma sensação estranha. Aquele carinho era diferente dos toques provocantes dos ômegas. Onde quer que os lábios de Ash tocassem, a pele de Karlyle derretia, dissolvendo-se como açúcar na água.
— Ash, talvez devêssemos, as bebidas, uhh…!
Os lábios de Ash pousaram em seu peito. Seus peitorais bem eram firmes, mas não excessivamente musculosos. Ash inclinou a cabeça, afastando a camisa com o nariz. Sua língua contornou a aréola de Karlyle. Diante do rastro úmido e pegajoso, o mamilo enrijeceu. Uma onda de vergonha o invadiu.
— E-Espere, Ash, por favor, espere.
— Mas eu preciso de algo doce.
— Que tal, uma bebida, diferente… ahh…!
Ash mastigou levemente o mamilo saliente. Não era doloroso. A leve pressão de seus dentes trazia um prazer inexplicável. Ele já havia permitido que alguém lambesse seu peito? Nunca. Seu abdômen se contraiu, os músculos tornando-se mais definidos. Rangendo os dentes, Karlyle tentou se afastar, mas os lábios de Ash o perseguiram.
Os sons de sucção alcançaram seus ouvidos, fazendo-os arder. A ponta da língua de Ash roçou de leve sobre o mamilo. Depois de circular a língua sem pressa ao redor dele, ele sugou a ponta novamente.
A garrafa de uísque caiu no tapete azul com um baque surdo. Com a boca ligeiramente aberta, Karlyle estremeceu sob um solavanco. Enquanto o formigamento que começara em seu peito se espalhava por todo o seu corpo, a mão de Ash desceu mais.
O cinto e o zíper, que Karlyle tinha acabado de fechar enquanto ajustava as roupas, foram rapidamente desfeitos de novo. Ele tentou se levantar com as coxas tremendo, mas Ash não permitiu. O braço em sua cintura o puxou de volta para baixo.
A mão de Ash deslizou para dentro da calça já caída de Karlyle e apertou suavemente suas nádegas antes de se mover para acariciar a carne que se enrijecia à frente por um momento.
Enquanto isso, os lábios de Ash, que vinham sugando seu peito, moveram-se para o outro mamilo. A saliva esfriando em sua pele e a língua escorregadia sugando a ponta sensível proporcionavam uma experiência de todo desconhecida.
As preliminares eram algo que Karlyle sempre detestara. Ele só se envolvia nelas para excitar um ômega, para preparar o corpo do outro para o que viria a seguir. O inverso não se aplicava a ele. Karlyle nunca havia desejado aquilo para si mesmo. No entanto, ali estava ele, vivenciando isso nas mãos de outro alfa…
Conforme Karlyle congelou, o braço de Ash afrouxou o aperto em sua cintura. A mão de Ash moveu-se para a frente. A palma pousou sobre a ereção rígida e quente presa dentro da cueca de Karlyle. — Haah — um gemido sibilante escapou de seus lábios.
A palma grande pressionou seu membro. Começou a esfregar de cima a baixo com movimentos amplos. Um prazer arrepiante disparou. Com a sensação intensa espalhando-se a partir de seu baixo ventre, a boca de Karlyle abriu-se em um suspiro silencioso. Ele se tensionou ligeiramente para conter a respiração.
A mão de Ash, movendo-se por cima da cueca boxer, deslizou-a alguns centímetros para baixo. O membro de Karlyle saltou para fora, e os dedos de Ash roçaram a cabeça ruborizada. O toque era tão gentil e ao mesmo tempo firme quanto sua imagem. Os dedos de Ash pastaram a ponta arredondada e avermelhada.
— …! — Karlyle finalmente soltou os copos que estava segurando. O copo de cristal rolou pelo tapete sem quebrar. Parecia que tinha sido ontem que Karlyle pensara estar se tornando insensível até mesmo à estimulação direta em seu pênis, no entanto, ele reagia ao manejo de Ash de forma diferente.
— Você também está excitado, Karlyle? — Ash então sussurrou: — Isso me deixa feliz.
As palavras sussurradas eram tão íntimas e afetuosas quanto uma confissão. Inadvertidamente, a mão livre de Karlyle agarrou as costas de Ash. A mão de Ash, que vinha acariciando a cabeça, agora movia-se por toda a extensão, alisando e apertando.
Os movimentos habilidosos fizeram seu membro inchar ainda mais. O aroma de Ash preencheu o ar. O feromônio fresco e picante permeou seus pulmões. Havia também um toque suave de amaciante de roupas e o cheiro subjacente de sua pele.
Então, um sentimento estranho engoliu Karlyle ao dar-se conta de como ainda estava no colo de Ash, inalando seus feromônios enquanto era abraçado.
No final das contas, tudo isso não era sem sentido?
Mesmo que os sintomas desaparecessem e ele retornasse ao seu estado normal, o que ele ainda vivenciaria seria o mesmo velho cansaço. Ter um noivo mudaria alguma coisa? Ou isso também seria a mesma coisa? As dúvidas se espalharam como veneno.
Ash rapidamente percebeu que Karlyle estava distraído. Sua mão, que vinha acariciando a extensão do pênis de Karlyle, pressionou com força contra a abertura da uretra, penetrando levemente. Karlyle contraiu o rosto diante do solavanco agudo de prazer.
— Você parece perdido em pensamentos, Karlyle.
A outra mão de Ash segurou gentilmente o queixo de Karlyle. Mantido firme, Karlyle encontrou o olhar penetrante de Ash, profundo como se o estivesse afogando, encarando diretamente seus olhos. O cinza-asfalto do olho direito e o azul claro como um lago do esquerdo refletiam Karlyle.
— Estou te entediando?
— Não, não é… isso.
A estimulação aumentou de intensidade. A palma de Ash parecia colar nele. A temperatura subia cada vez mais. A fricção vigorosa, quase no limite da dor, fez Karlyle agarrar a camisa de Ash com força, amassando-a.
Ele ficou momentaneamente atordoado pelo frisson precário, mas o toque desconhecido de algo sondando por trás o trouxe de volta à realidade. A mão que vinha segurando seu queixo havia descido. Para lá.
— Ash, isso é…!
O estômago de Karlyle revirou como se ele estivesse mareado. Era como se a própria base de seu ser estivesse sendo usurpada. Uma sensação de futilidade sobre o porquê de estar se envolvendo naquilo e sua identidade alfa abalada despertaram aversão dentro dele. Ele havia considerado subconscientemente que isso aconteceria, e Luther também havia mencionado. Ele ainda se perguntava, no entanto. Isso é necessário? Verdadeiramente? Eu realmente tenho que fazer isso?
Mas os dedos de Ash, esfregando a entrada, não pararam. Eles traçaram gentilmente as pregas firmemente cerradas de sua entrada. Um novo tipo de prazer, um que ele nunca havia vivenciado, espalhou-se lentamente daquela área.
A náusea ficou mais forte. Quando os dedos finalmente romperam a entrada estreita, Karlyle empurrou Ash e se levantou. Seus movimentos foram instáveis, porém apressados, enquanto ele se colocava de pé abruptamente.
— Pare, pare com isso, por favor.
Ash piscou. Ele inclinou a cabeça para o lado enquanto encarava Karlyle. O sorriso profundo que exibia gradualmente desapareceu.
— Você sente que não consegue fazer isso?
Ash endireitou as costas. Seu rosto permanecia gentil e atencioso, mas seus olhos já não guardavam o fervor de momentos antes. Como alguém que tivesse esquecido os modos, Karlyle passou a mão rudemente pelo cabelo, desalinhando-o ainda mais até que uma mecha caísse sobre sua testa.
— Eu não… Não acho que isso seja o certo.
— É mesmo?
Com as pernas cruzadas, Ash observou Karlyle por um momento e, então, assentiu. Ele olhou para os copos e para a garrafa de uísque no chão, recolheu-os e os colocou silenciosamente de volta no sofá.
— Se esse é o caso, parece que este será o fim entre nós, Karlyle.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr