Define The Relationship (Novel) - Capítulo 08
Um braço firme se estendeu e envolveu sua cintura. Um aroma fresco preencheu o ar. Alguém o puxava contra o próprio peito.
Os olhos de Karlyle se arregalaram ao reconhecer uma voz que jamais esperava ouvir naquele lugar.
Quando virou levemente a cabeça, confuso, sentiu lábios roçarem sua orelha.
Não pode ser que Ash esteja aqui…
—Eu estava me perguntando o que estava mantendo você tão ocupado. Era isso?
Para sua incredulidade, era Ash.
A surpresa de encontrá-lo em um lugar que não associava a ele provocou uma onda de perplexidade.
—…Sr. Jones?
—Estou interrompendo alguma coisa?
Ao contrário do que a pergunta sugeria, o aperto de Ash se intensificou. Quando Karlyle sentiu a mão dele pressionar levemente seu abdômen, uma sensação de calor surgiu no local do toque. Ash deu uma leve mordida em sua orelha, fazendo Karlyle estremecer.
—O que… trouxe você aqui…?
—Por que você não responde à minha pergunta primeiro, Karlyle?
Enquanto mordiscava levemente sua orelha, Ash fez a pergunta. Karlyle fechou a boca.
O ômega à frente deles piscou, surpreso, claramente percebendo que aquela troca era mais íntima do que a de simples conhecidos.
Ainda confuso, ele encarou Ash com uma expressão atônita.
—Hum, Sr. Frost, quem é ele?
—Sim, Karlyle. Poderia me apresentar?
Karlyle foi tomado por uma vertigem avassaladora. Não sabia por que Ash estava ali, mas o que ele estava fazendo tornava difícil manter a compostura.
Após lutar para se recompor, decidiu primeiro lidar com o homem à sua frente. Precisava dispensá-lo antes de qualquer outra coisa.
—O Sr. Jones é meu…
Karlyle hesitou.
Ele não conseguia se forçar a dizer parceiro sexual. Não era apenas uma questão de preservar a própria dignidade; de alguma forma, aquilo parecia…
—Karlyle é meu namorado.
Mas Ash falou antes dele.
A palavra namorado fez Karlyle parar de respirar.
Ele tentou imediatamente se virar para olhar para Ash, mas não conseguiu ver sua expressão, pois Ash o abraçava com firmeza demais por trás.
O homem, surpreso com a declaração repentina, pareceu confuso.
—Oh, é-é mesmo?
—Sim. Desculpe se vocês estavam se divertindo, mas posso levar meu namorado comigo agora?
Ao ouvir aquilo, o homem desceu do banco.
—Ah, não. Eu é que devo ir embora. C-Com licença.
Balançando a cabeça apressadamente, ele se retirou com o rosto corado de constrangimento, sem esperar uma resposta, aparentemente acreditando que havia interpretado a situação de forma errada.
Desde o momento em que Ash o puxara para seus braços, o coração de Karlyle batia com força.
Ele abriu a boca, fechou-a e então tentou falar novamente.
—O que traz você aqui, Sr. Jones?
—Você ainda não respondeu à minha pergunta, Karlyle.
A voz sussurrada de Ash tornou-se mais grave. Seus lábios roçaram o maxilar de Karlyle e depois deslizaram em direção ao seu pescoço.
—…Você não interrompeu nada.
—Sério? Pelo que vi de longe, vocês dois pareciam prestes a ir para um hotel.
Então Ash acrescentou com uma voz suave:
—Talvez eu tenha me enganado?
O interior de Karlyle estremeceu. O tom de voz de Ash, como se estivesse de alguma forma magoado, e a palavra namorado continuavam ecoando em sua mente.
—Então por que você disse… que eu sou seu namorado?
A pergunta escapou de seus lábios.
Ash soltou uma risada baixa.
—Porque é a maneira mais rápida de se livrar de um incômodo. Desculpe por ter mentido.
Karlyle ficou sem palavras diante da expressão incômodo.
Seus pensamentos se embaralharam.
Era como se…
—Karlyle, eu não me importo que você tenha vários parceiros sexuais.
Assim que terminou de sussurrar, Ash deixou um leve beijo em seu pescoço. Karlyle cerrou o punho.
No pescoço… agora mesmo…
—Mas não é agradável ver isso com os próprios olhos.
Karlyle respondeu:
—Nós tínhamos… acabado de nos conhecer.
Uma sensação estranha percorreu seu pescoço.
Parecia que estava sendo mordido.
Os cantos de seus olhos ficaram avermelhados enquanto beijos deslizavam suavemente por seu pescoço, como carícias delicadas.
—Recebi um convite porque meu estúdio trabalhou em anúncios para a McLaren, mas não esperava encontrar você aqui, Karlyle.
Karlyle apontou a contradição nas palavras de Ash.
—Você não disse que não é agradável me ver com outro parceiro?
—Sim, eu disse.
Os lábios de Ash voltaram a tocar seu pescoço. A ponta de sua língua percorreu levemente sua nuca, arrancando de Karlyle um som trêmulo. Karlyle levou a mão para trás para afastá-lo. Ash recuou sem resistir.
Recuperando o fôlego, Karlyle endureceu a expressão e disse:
—Mas você também não está aqui por algum motivo, Sr. Jones?
Ash piscou, como se não esperasse aquele comentário.
Então exibiu um sorriso encantador.
—É isso que você pensa?
—Se não fosse isso, então por que você…
—Eu nem planejava vir aqui. Porque havia deixado minha agenda livre para ver você, Karlyle.
Ao ouvir a menção ao encontro adiado, Karlyle ficou em silêncio.
—Mas minha equipe insistiu para que eu viesse, então eu pretendia apenas aparecer e ir embora. Porém, quando vi…
Ash inclinou a cabeça para o lado.
—…você com um ômega, pensei diferente.
Ash segurou gentilmente o pulso de Karlyle.
Ele acariciou a pele delicada da parte interna de seu pulso e apertou levemente a mão, puxando-o para mais perto.
Agora frente a frente, seus olhares se encontraram.
Os lábios de Ash formavam um sorriso, mas seus olhos não sorriam.
—Eu fui permissivo demais com você, Karlyle.
Depois de dizer isso, Ash fez um movimento.
Ash mordiscou suavemente os lábios de Karlyle. Ele capturou a carne macia de seus lábios, sugando a parte úmida por dentro antes de pressioná-la levemente entre os dentes e soltá-la novamente. Um pequeno gemido escapou dos lábios entreabertos de Karlyle quando a língua de Ash imediatamente deslizou entre eles.
Aquele beijo estava em um nível completamente diferente do que haviam compartilhado dois dias antes. A língua de Ash avançava profundamente, sem dar a Karlyle sequer um momento para recuperar o fôlego. Seus corpos permaneciam colados. A mão de Ash, que havia soltado o pulso de Karlyle, repousava em sua nuca. O calor do corpo dele atravessava sua pele e rapidamente aquecia Karlyle. Uma agitação percorreu seu corpo como se estivesse em pleno rut.
Ele estava sendo completamente dominado.
A língua de Ash se entrelaçou à de Karlyle, prendendo-a em um contato íntimo. Enquanto suas línguas se encontravam, o som úmido da saliva se misturando ecoava em seus ouvidos.
Eu… eu não consigo respirar…
Esquecendo até mesmo de respirar pelo nariz, Karlyle se agarrou às roupas de Ash. A coxa firme de Ash pressionava suas pernas, roçando contra ele.
Uma onda intensa de sensações o atravessou. A agitação era forte demais. Junto à fricção abaixo, o movimento de suas línguas deixou Karlyle momentaneamente incapaz de organizar os próprios pensamentos.
Todo o ruído ao redor desapareceu; o único som que ecoava em seus ouvidos era o bater do próprio coração, acelerado ao limite por sua respiração irregular.
—Ah… hmn… ugh…
A cintura de Karlyle estremeceu. Ele estava perdendo o controle das próprias pernas. Agarrou-se às roupas de Ash, amassando o tecido. Com grande esforço, ergueu uma das mãos e a pressionou contra o abdômen de Ash.
Ash não se moveu. Em vez disso, aproximou ainda mais seus corpos.
Suas línguas continuaram unidas, explorando uma à outra. Ash o beijava com insistência, e os olhos de Karlyle se arregalaram.
O estímulo estava se tornando insuportável.
—Pare…
Lutando para recuperar o fôlego, Karlyle virou o rosto. Quando Ash voltou a beijá-lo, sua visão pareceu clarear por um instante, e seu abdômen se contraiu.
Não havia dúvida.
Ele estava excitado.
—Haa… haa… haa…
Ash observou Karlyle, que respirava pesadamente. O calor se espalhava ao redor de seus olhos. Ele ergueu o olhar para Ash com uma expressão perdida, como se estivesse dizendo que não sabia o que fazer.
Os olhos de Ash, semicerrados, encararam os dele. Havia um leve sorriso em seus lábios, e suas pupilas pareciam profundas e escuras, talvez por causa da iluminação. O olhar de Karlyle deslizou para os lábios de Ash, ainda úmidos de saliva.
Sentia que estava ficando louco.
Não sabia exatamente por que, mas era assim que se sentia.
—Karlyle.
Ao contrário de Karlyle, que agora respirava de forma descontrolada e constrangedora, Ash permanecia calmo. Até mesmo sua respiração continuava estável.
Sua voz suave acompanhou o movimento de sua mão, que deslizou do pescoço de Karlyle até sua orelha. Os dedos de Ash acariciaram o interior dela, provocando um arrepio que percorreu a espinha de Karlyle.
—Ha… ah…
Karlyle estreitou os olhos. Fechou a boca e apertou as pálpebras com força.
Puxando-o contra o próprio peito, Ash sussurrou em seu ouvido:
—Lembre-se de respirar direito desta vez.
Então acrescentou:
—Porque eu ainda não terminei com você.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr