Autobahn Romance (Novel) - Capítulo 03
Autobahn Romance Vol 2 — P3
>>Contrato 101 Projeto Sogra Vivendo a com dó<<
1. Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok, doravante denominados as duas partes, estão terminantemente proibidos de se encontrarem pelo período de 101 dias. Como precaução contra qualquer eventualidade que possa ocorrer neste processo, seus documentos de identidade e telefones celulares serão confiscados e devolvidos após o término dos 101 dias.
2. Durante o período de 101 dias, os dois não poderão ter nenhum tipo de contato e deverão viver na casa de seus respectivos sogros.
3. A menos que haja uma circunstância inevitável, a guarda de Isul será alternada semanalmente. O responsável pela criação deverá ser uma pessoa rigorosamente selecionada, e os custos gerados neste processo serão arcados por cada família correspondente.
4. Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok deverão obrigatoriamente seguir as palavras do sogro e da sogra durante a estadia, e nenhum dos dois deverá causar qualquer dano às respectivas famílias.
5. Cada vez que os itens acima forem violados, a quota de herança será reduzida em 1%.
6. Em caso de recusa deste contrato, o testamento será alterado e a herança será anulada.
Gong Pyeonghwa realmente achou que era uma brincadeira.
Por isso, ontem ele passou o dia inteiro deitado na cama que Shin Saebyeok usava, olhando o álbum de infância de Shin Saebyeok e dormindo um sono maravilhoso.
Ele deveria ter fugido naquela hora, mas acabou ficando totalmente imerso na fofura do Saebyeok do passado… Ah.
Depois de se despedir do sogro, Pyeonghwa seguiu a sogra para aprender de verdade a cuidar da casa da família Shin.
Durante esse processo, Pyeonghwa não parou de tagarelar por um único segundo.
— Sogra, a senhora sabe quão longo é o tempo de três meses? Cem dias é o tempo que leva para um urso virar humano. Quantos aniversários e estações nós vamos perder em cem dias… Sogra, sabe como eu sou? Se o dia estiver quente e o sol estiver bonito, eu tenho que levar o Saebyeok e a Isul para passear ou dar uma volta de carro de qualquer jeito. Quantos dias de tempo bom nós temos na nossa vida? Não é verdade…
Lee Yunseol, a sogra que se casou com um homem taciturno e teve filhos quietos que puxaram ao pai, achava Gong Pyeonghwa desconcertante, mas ao mesmo tempo fofo.
Era fascinante e audacioso como ele conseguia falar incrivelmente bem sozinho, mesmo sem receber nenhuma resposta.
— Sogra. Quer ir passear?
— …
— Tá bom… Vou terminar de passar o pano…
Ele pretendia se preparar para o passeio, mas, aceitando a derrota mais rápido do que o esperado, Gong Pyeonghwa limpou a casa em uma velocidade que não perdia para a de uma dona de casa experiente.
Aquelas costas largas e robustas pareciam estranhamente melancólicas. A senhora Lee esfregou os olhos, sentindo como se estivesse vendo uma Cinderela coberta de cinzas sobreposta a ele.
— Vai machucar a sua córnea.
Gong Pyeonghwa deu um palpite sobre a saúde ocular da sogra, e ela, sobressaltada, abaixou a mão que esfregava os olhos.
— Sabe…
Percebendo o coração da sogra que hesitava sem saber como chamá-lo, Gong Pyeonghwa apoiou o rosto nas mãos fazendo pose de flor, tentando parecer adorável.
— Genro Gong é bom, e genrinho querido também é ótimo.
— …P-Pois sim. Genro Gong. Você não precisa limpar a casa com tanto empenho assim. Nós contratamos pessoas periodicamente.
Ela não podia ter falado isso um pouco mais rápido? A casa já estava brilhando intensamente.
— Então, o que faremos agora?
— O meu marido também é assim, mas a saúde dos nossos filhos é um pouco delicada, então eles não conseguem comer muito bem comida de rua.
— O nosso Byeok é mesmo um pouco sensível.
O nosso… Byeok? A sensação de espiar a vida amorosa do filho foi mais chocante do que ela imaginava.
A senhora Lee pigarreou e levou Gong Pyeonghwa para fazer compras.
— Então a senhora faz compras todos os dias?
— Claro. A minha filha logo vai prestar exames de admissão, então presto ainda mais atenção.
— Pode falar à vontade comigo. O sogro também não disse isso de manhã? Que eu sou o gen-ro.
Quando Gong Pyeonghwa encurtou a distância de repente, a senhora Lee ficou sem graça, mas as palavras do genro, não, da nora? Enfim, do segundo filho dos consogros não tinha nada de errado.
— Entendi. Vamos, vamos nos apressar um pouco.
Como se fosse um filho legítimo do setor de alimentos, Gong Pyeonghwa percorreu a loja sem hesitação, enchendo o carrinho com os ingredientes que a senhora Lee ditava.
Ele, que avançava sem hesitar, parou abruptamente no setor de frutas. Pensando se havia acontecido algo, a senhora Lee tocou levemente no ombro de Gong Pyeonghwa, e ele começou a desabafar sem parar.
— Sogra… A senhora sabia? Já estamos em fevereiro. O Saebyeok adora morangos… E nós havíamos prometido comer sempre as frutas da estação, sabe? Mas lá em casa eu sou o único que come frutas… Será que vai ter alguém para providenciar as frutas que o nosso Saebyeok gosta de comer? Eu acho que não… E se o nosso Saebyeok quiser comer algo, mas ficar com vergonha de pedir e guardar para si…
Será que ele está fazendo isso porque quer comer morangos? A senhora Lee deu um sorriso sem graça e colocou duas caixas de morango no carrinho.
— Sogra!
— A-Ai, que susto.
Com o coração sobressaltado pelo genro que gritou de repente, a senhora Lee perguntou com a voz trêmula o que diabos estava acontecendo.
— Por acaso a senhora avisou que o nosso Saebyeok tem alergia a manga? Todo mundo na minha família tem saúde de ferro, então ninguém tem alergias, sabe? E se eles prepararem um banquete de manga para ele, o que vai ser do nosso Saebyeok!
Diante do espalhafato de Gong Pyeonghwa, o rosto da senhora Lee também ficou pálido.
Ela, apavorada, ligou para algum lugar às pressas.
— Consogra, por acaso poderia falar agora?
É a minha mãe.
— Sim, sim. Não é nada demais, é que o nosso Saebyeok tem uma alergia…
Então quer dizer que todo mundo, exceto nós dois, estava em comunicação secreta? Apenas me veio a vontade de roubar o celular da sogra.
Enquanto isso, a senhora Lee suspirou aliviada com as palavras da consogra. Felizmente, desde o dia em que Gong Pyeonghwa declarou que pararia de comer manga, o suprimento de manga na família Gong havia sido cortado, então ela pôde se tranquilizar quando disseram para não se preocupar.
— Sogra, disseram que o nosso Saebyeok está bem? É a minha mãe, né? O Saebyeok precisa comer as coisas da estação sem falta, e ele não consegue dormir se eu não estiver por perto. Eu só vou passar algumas instruções sobre o Saebyeok, então me passa o tele…
— Genro Gong.
— Sim!
— A consogra disse que, b-b-bem, aquilo…
A julgar pelo fato de a sogra não conseguir terminar a frase, não parecia ser algo bom, e o que a sua mãe diria já era previsível.
— Ela mandou eu calar a boca? Entendi…
Espera só. Com certeza a minha oportunidade vai chegar. Gong Pyeonghwa empurrou o carrinho com a mentalidade de um autêntico vilão.
— Sogra, o que nós vamos comer no jantar hoje?
— Peixe pargo no vapor, um ou dois tipos de brotos de primavera temperados, um kimchi fresco, além do kimchi curtido, e uma sopa leve…
— A senhora tem tudo planejado.
Ele já vinha sentindo isso desde o jantar de ontem, mas as comidas eram realmente impecáveis. Sabores suaves, o gosto natural que realça o próprio ingrediente?
— A minha… mãe não tem muitos planos, mas o que o Saebyeok vai comer hoje? Se a senhora puder perguntar apenas isso, o seu genro Gong ficaria tão feliz…
— Isso eu já não sei. A consogra deve cuidar muito bem dele, não acha?
Essa tática não colou.
Gong Pyeonghwa fez um bico e colocou as compras no carro.
— A senhora faz isso todos os dias?
— Sim.
— Deve ser cansativo.
Será que era cansativo? Ela não comprava coisas pesadas como água ou arroz, e embora planejar o cardápio fosse um pouco desgastante, não era algo impossível de se fazer.
— É que parece solitário fazer isso sozinha. Ir ao mercado é o tipo de coisa que fica divertido quando se vai em dois.
Gong Pyeonghwa e Shin Saebyeok iam ao mercado juntos pelo menos uma vez por semana. Aquele tempo compartilhado, enchendo o carrinho como se jogassem Tetris, era maravilhoso.
Às vezes, quando ele ia ao mercado sozinho, chegava a se sentir solitário. Era tão melancólico quanto uma pizza fria e ressecada.
— Eu nunca parei para pensar nisso…
A senhora Lee de repente pensou que se sentiria solitária quando o período de estadia de Gong Pyeonghwa terminasse.
Se aquela voz que tagarelava sem parar sumisse, seria bastante solitário.
— Soooogra. O que vamos fazer agora? Acho que ainda é cedo para preparar o jantar.
— Costumo fazer ioga, ou vou a um concerto ou exposição.
— A senhora não vai a reuniões ou algo assim? A minha… mãe está sempre ocupada todos os dias.
A mãe de Gong Pyeonghwa era extremamente sociável. Corridinha de madrugada, clube do chá preto de manhã, circuito de cafés com brunch e clube de vôlei à tarde, reunião sobre ações e o que mais havia mesmo…
Enfim, era ocupada. Alguém com o dia cheio.
Comparada a ela, a sua sogra era consideravelmente monótona. Chegava a ser entediante e solitária.
"Ela vai acabar tendo depressão desse jeito."
Ele percebeu novamente como a personalidade das duas casas era realmente diferente.
"Será que o Saebyeok estava se moldando a mim? Caramba. O nosso Saebyeok me ama demais, hein?"
Ficou com ainda mais saudades do Saebyeok. Bastou um dia sem vê-lo para o sentimento ficar mais profundo.
Talvez o amor precise de provações e adversidades.
No entanto…
"O nosso amor não precisa de nada disso!"
Gong Pyeonghwa, com falta de Saebyeok no sangue, estava a ponto de ter vertigens. Ele queria de qualquer jeito sentir a voz dele, ou ao menos um vestígio que fosse.
Gong Pyeonghwa não tinha a menor intenção de cumprir os cem dias por completo. No momento em que ouviu a regra, sua mente só conseguia pensar em usar qualquer artimanha para se encontrar com Saebyeok.
"O Saebyeok deve estar sentindo o mesmo, né? Já que o casal é um só corpo e uma só alma."
—
Não era o caso.
"Provações e adversidades, a superação do primeiro dia de trabalho."
A telepatia do amor não conseguiu alcançá-lo, e Shin Saebyeok estava ardendo em chamas com a paixão de liquidar a tarefa que lhe fora dada.
—
— Não vai entrar?
— Não… É que a casa é tão incrível que estou admirando um pouco…
Gong Pyeonghwa calculava mentalmente uma rota de fuga com os olhos.
O quarto de Shin Saebyeok onde Gong Pyeonghwa estava hospedado ficava no terceiro andar, e talvez por causa do teto alto, parecia mais alto do que o terceiro andar de um prédio residencial comum.
Gong Pyeonghwa tinha planos desde os dezoito anos, quando decidiu iniciar um namoro secreto com Shin Saebyeok.
Do berço ao túmulo, do namoro ao sepultamento conjunto, todos os planos estavam traçados, mas entre eles não existia nada como o Projeto Vivendo com a Sogra 101.
No entanto, ele tinha um plano de contingência guardado para o caso de precisarem se separar devido à forte oposição dos pais.
Ele pensou que bastaria modificar ligeiramente esse plano, mas, ao traçar a rota de fuga, percebeu que o ângulo não favorecia muito.
— A casa é… realmente grande e alta.
Bem, presumindo que ele conseguisse escapar de alguma forma usando persistência e força física, para fazer o contato com o Saebyeok ele precisaria de dinheiro primeiro…
Sua conta pessoal havia sido bloqueada por suspeita de fraude. Com certeza aquela orangotango da Gong Sarang armou alguma armadilha. Gong Sarang não servia para nada na vida.
Teve os documentos confiscados, a conta bloqueada, e limparam tudo: os cartões que tinha em mãos, o celular e até os artigos de luxo que ele poderia vender como usados.
"Eu tinha mais dinheiro do que isso mesmo na época do colégio…"
Bem, não faltavam lugares para pedir dinheiro emprestado. Apelando para a amizade, ou para o Seonu Jeong, cuja montanha de empréstimos bancários era enorme.
— O sol parece estar agradável, quer dar um passeio pelo jardim?
— Não, não. Prefiro ficar bem grudado na minha sogra.
Gong Pyeonghwa decidiu ficar colado na sogra e esperar por uma oportunidade. Afinal, tudo precisava parecer natural!
A cozinha estava tão movimentada quanto a de um restaurante.
O arroz e a sopa precisavam ser feitos na hora a cada refeição, e os brotos e o kimchi fresco também tinham que ser temperados no próprio dia. Para fazer uma comida saborosa sem condimentos artificiais, exigia-se muito esforço.
Gong Pyeonghwa observava por cima dos ombros dela aquela maestria que ia além de ser uma grande dona de casa, atingindo o nível de uma artesã.
"Vou aprender tudo para fazer para o meu Saebyeok."
Mas parecia um nível que não se alcançava apenas aprendendo, então Gong Pyeonghwa conheceu o que era a dificuldade pela primeira vez na vida.
Mesmo assim, ele demonstraria que superaria com amor. Renovando firmemente sua determinação, ele apertou ainda mais as tiras do avental.
— Cheguei…
Shin Noeul recuou assustada ao ver Gong Pyeonghwa vestindo o avental.
Aquele homem gigantesco na cozinha da sua casa, usando um avental rosa…
— O avental é bonito, né? Afinal, rosa é cor de homem.
Ter um homem transbordando tanta energia masculina em sua casa era estranho, muito estranho.
O novo membro da família, ou seja… cunhado? Parecia ser uma pessoa peculiar.
O jantar preparado pelo cunhado peculiar e por sua mãe bondosa continuava impecável.
Exceto pelo fato de haver uma pessoa a mais, nada havia mudado, mas a atmosfera estava diferente da habitual.
— Caramba. Esse pargo no vapor é uma obra de arte. Sério, uau. Está gostoso demais.
A mesa, que costumava ser silenciosa, estava barulhenta por causa de uma pessoa que cobria a boca a cada garfada, soltando exclamações de admiração contínuas.
— O sogro e a senhorita comem esse tipo de comida todos os dias? Sério, uau. Sogra, isso aqui é realmente uma obra de arte. O tempero dos brotos é tão suave que o aroma fica absurdo.
— …Coma bastante.
Os cantos dos lábios da senhora Lee sofreram um espasmo agradável.
— E eu que estava com o coração na mão com medo de a senhora me dizer para não comer muito!
Gong Pyeonghwa levou a mão ao peito, fazendo um drama que não chegava a ser desagradável.
— Mas sogra, eu realmente como muito.
— Quer mais arroz?
Gong Pyeonghwa cobriu a boca novamente, emocionado como alguém cujo país avançou para as semifinais da Copa do Mundo. Desta vez, nem a senhora Lee conseguiu conter o riso.
— Vá comendo. Vou pegar mais arroz para você.
— Não precisa! Eu mesmo me sirvo!
Olhando para os dois que discutiam sobre quem serviria o arroz, Shin Noeul sentiu inveja do descaramento de Gong Pyeonghwa, enquanto o presidente Shin…
"Esse moleque tem a audácia de flertar com a minha esposa?"
Ele simplesmente achou aquilo desagradável.
— Sogra, a senhora é demais.
— Imagina…
Um homem deveria ter um toque de silêncio e solidez, e aquele jeito tão leve e intrometido o incomodava bastante.
Mesmo assim, vendo que sua esposa parecia estar gostando, ele não teve coragem de dizer nada e apenas tirou pontos mentalmente.
Gong Pyeonghwa, que nem sabia que estava perdendo pontos em tempo real, comeu realmente muito, conforme havia anunciado.
— Ah, sério, estava gostoso demais. Tudo digno de um prêmio. Sério, não é conversa fiada, estava bom demais. Posso dizer uma coisa de guloso?
— O que seria?
— Estou cheio, mas quero comer de novo.
A senhora Lee sentiu vontade de fazer mais uma panela cheia de arroz agora mesmo, de tão bom que foi o seu humor.
O presidente Shin não era um marido ruim, mas era um marido de poucas palavras. Falava pouco e era difícil ler seus sentimentos através de suas ações.
Em vez de uma única palavra dizendo que estava gostoso, ele era o tipo de homem que apenas deixava a tigela completamente limpa, sem um único grão de arroz.
Já se passavam trinta anos encontrando satisfação em tigelas vazias, então encontrar alguém que cantava louvores sobre a comida estar gostosa a deixou extremamente feliz.
— Sogra, o que a senhora vai fazer no café da manhã de amanhã?
— Tem algo que queira comer?
— Eu gosto de tudo. Para ser sincero, na minha situação eu deveria comer agradecido mesmo se a senhora me desse apenas água com arroz puro, então meu coração dispara quando a senhora me pergunta até o que eu quero comer.
Quero comer carne. Carne. Carne. Ao contrário do que saía de sua boca, no fundo de sua alma Gong Pyeonghwa ansiava por carne.
— Ah. Quero que o café da manhã chegue logo, então preciso ir dormir cedo.
— Eu ia descascar umas frutas.
— Vou comer até a sobremesa e ir dormir correndo.
A senhora Lee conteve o riso diante do tom natural de Gong Pyeonghwa. Aquela mudança de postura ultrarrápida, que antes parecia bajulação, agora parecia apenas fofa.
— Eu descasco as frutas. É para levar para a sala, certo?
— Ora, como podemos deixar uma visita fazer isso.
— Que visita o quê. Sou o ladrão que roubou o seu filho. Pode me mandar trabalhar! Sem dó!
Felizmente, ele parecia reconhecer o seu lugar, o que fez o presidente Shin dar um sorriso contido por dentro. No entanto, aquele sorriso não durou muito.
A senhora Lee e Gong Pyeonghwa entraram juntos na cozinha para descascar as frutas e, não muito tempo depois, risadas começaram a ecoar dali.
A sobremesa que chegou acompanhada das risadas não veio nos pratos impecáveis de sempre, mas sim em uma travessa que parecia do tamanho de uma pizza de trinta e duas polegadas.
— Como vi que o genro Gong come bastante, achei que seria melhor sobrar do que faltar. O seu está aqui, querido.
Genro… Gong? Gen-ro? Ele se perguntou que tipo de feitiçaria aquele gigolô havia feito com a sua esposa na cozinha.
— Coma bastante, genro Gong.
— Sim! Então vou me dedicar a comer!
Como podiam ter ficado tão íntimos em questão de poucos minutos. E a sua esposa até já falava informalmente com ele.
— Hihi. Bom apetite!
Hihi? Onde já se viu um homem rir de forma tão frívola.
Ele sentiu vontade de arrancar aquela língua de três polegadas. Não bastasse ter usado essa lábia para seduzir o seu filho, agora parecia estar cobiçando até a sua esposa, o que o deixou consideravelmente aborrecido.
O momento da sobremesa no mesmo espaço terminou com um lado transbordando alegria e o outro deixando apenas o som de mastigações crocantes.
Gong Pyeonghwa terminou de lavar a louça e entrou no quarto.
"Comi bem, aproveitei a sobremesa direito… Agora, que tal preparar a fuga?"
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna