Alpine (Novel) - ₊°。❆ Capítulo 16 ⋆⁺₊❅
₊°。❆ Capítulo 16 ⋆⁺₊❅.
O homem também deve ter reconhecido Seon-woo, porque seus olhos se arregalaram. Vendo o homem do outro lado, I-na e Han-na ergueram o queixo como quem já venceu.
— O nosso professor é mais bonito.
— Hunf, o nosso professor foi da seleção nacional. Ele tem lá dentro a roupa que só quem é da seleção usa.
— O nosso professor também quase foi da seleção, e esquia muito bem.
Com as crianças travando uma disputa de força ali embaixo, ele cruzou o olhar com o homem. Diante da situação divertida, o canto da boca de Seon-woo se ergueu.
— Boa tarde. A gente já se conhece. Sou Nam Seon-woo.
— Ju Do-yun. Então…. você era instrutor mesmo?
— Pois é.
— O nosso professor faz tanto sucesso que é difícil até marcar aula!
— O nosso também! A gente pagou um dinheirão pra trazer ele!
Lançando um olhar de relance para as crianças tagarelando, Seon-woo perguntou:
— Você foi da seleção?
— Fui. Pelo visto você também competiu. Acho que nunca te vi, porém.
— É “uma bolada”, sua boba! E o nosso professor já é caro desde o começo!
— Foi por pouco tempo, quando eu era criança. E, mesmo assim, eu competia no exterior, na Nieves.
— Ah…! Aquela patrocinada pelo Myeonghyeon…….
O olhar de Do-yun sobre Seon-woo mudou.
— O nosso professor Seon-woo custa oitocentos e noventa mil wones a hora!
Diante de um valor que não fazia sentido e ainda assim era estranhamente específico, Seon-woo soltou uma risada seca e negou na hora:
— Não é.
— …As crianças são fofas.
— Vamos parar por aqui e subir?
Seon-woo falou pegando as pranchas das gêmeas. Encarando Seon-woo fixamente, Do-yun assentiu.
O grande duelo de esqui pelo chocolate quente terminou, naturalmente, com uma vitória esmagadora das gêmeas. Depois de arrastarem Yun-u e tirarem até foto de comprovação, dizendo que iam deixar prova para ele não voltar atrás, as gêmeas saborearam a vitória tomando chocolate quente.
Voltando do armário com os sapatos de Han-na e I-na, Seon-woo viu Yun-u sentado sozinho num canto e foi até lá. Talvez inconformado e envergonhado, Yun-u, com os olhos marejados, olhou de relance para Seon-woo e desviou.
— Você disse que começou a esquiar ano passado, né? Sua postura estava boa. Pelo visto o seu professor ensinou bem.
— …E adianta o quê? No fim eu perdi.
— Mas foi divertido, né? Esquiar, digo. Como é divertido, você aprendeu com afinco, e por isso queria ganhar.
Yun-u assentiu de leve.
— Então está tudo certo. Continua esquiando com prazer.
Ele afagou a cabeça dele e, ao se levantar e virar, deu de cara com Do-yun, que voltava com as coisas de Yun-u. Vendo Yun-u sem conseguir tirar os olhos de Seon-woo, Do-yun lançou um olhar torto, mas sem antipatia, e balançou a cabeça.
— Isso não é sacanagem? Já é injusto ter perdido para quem esquia há cinco anos, e a partir de amanhã eu ainda vou perder o aluno.
— Minha agenda está cheia, não posso pegar aluno novo. Já recuso desde já.
— Isso é consolo ou provocação?
Dando de ombros, Seon-woo pegou os sapatos e voltou para as gêmeas.
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Como o hotel onde as crianças estavam hospedadas era perto, ao sair depois de deixar Han-na e I-na ele deu de cara com Do-yun, que saía do lado oposto. Ele cumprimentou com um aceno e ia passar quando Do-yun o chamou:
— O que você vai fazer à noite?
— Sei lá. Acho que a mesma coisa de ontem.
— Se você não tiver nada marcado, vamos tomar uma cerveja.
Seon-woo era do tipo que não barrava ômega que vinha nem deixava escapar beta que ia, mas diante da proposta de Do-yun ficou um instante em dúvida. Olhando de relance para o celular, ainda cheio apenas de mensagens inúteis, Seon-woo assentiu de leve.
— Tá bom, então.
Ao contrário da aparência de quem parecia mais novo, Do-yun era dois anos mais velho que Seon-woo. Como ambos tinham experiência de competição e trabalhavam em lojas particulares recebendo bem, tinham muito em comum e a conversa fluía.
— Amanhã você faz o quê? Se for de novo aula com as gêmeas, quer se encontrar?
— Não, de amanhã em diante é outro aluno. Está marcado da tarde até a noite.
— É? Então, se é depois do meio-dia, dá pra você ir dormir um pouco mais tarde hoje.
Desde o dia, Do-yun demonstrava abertamente que estava interessado nele. Como personalidade, era até mais confortável e de conversa fácil para um lance casual, e Seon-woo costumava preferir gente do estilo de Do-yun.
Fazia meses que ele não aliviava os desejos, amanhã a aula era à tarde e à sua frente estava um ômega do seu tipo; não havia motivo para enrolar.
Seon-woo espiou de leve o celular e murmurou:
— Por mim tudo bem, mas você não vai ficar cansado amanhã?
— Cansado por quê. É só uma criança.
Diante da provocação de Do-yun, Seon-woo soltou uma risada baixa.
Agora era só se levantar. “Vamos?” — bastava uma palavra, mas o que saiu da sua boca foi outra coisa.
— Eu… vou tomar mais uma. E você?
— Deixa.
Do-yun balançou a cabeça com o rosto que esfriou num instante.
Fui completamente odiado. Seon-woo pendurou um sorriso constrangido nos lábios.
Ao contrário de antes, quando se aproximava sorrateiramente, Do-yun recostou-se todo para trás e, assim que a nova cerveja foi posta na mesa, perguntou:
— Você está esperando alguma mensagem?
Quando ele o olhou como quem não entende, Do-yun apontou com o queixo para a mão esquerda de Seon-woo e acrescentou:
— Você não larga o celular e confere toda vez que dá. Não está esperando notícia de alguém?
— …Eu estava fazendo isso?
— Isso você está me perguntando agora?
Do-yun soltou um suspiro de incredulidade. Nisso, como que por mágica, o celular na mão dele vibrou.
No instante em que viu as três sílabas de “Eun Hyun-chae”, Seon-woo pegou o casaco e se levantou de um salto. Diante da pressa estampada naquele rosto até então sempre tranquilo e desenrolado, Do-yun, por algum motivo, ficou de mau humor e franziu a cara.
— Desculpa, eu preciso….
— Paga a conta antes de ir.
— Eu te ligo.
Do-yun, sem dizer nada, ergueu o dedo do meio.
Ele estava preocupado, mas, por sorte, a vibração não parou até Seon-woo chegar ao beco e atender. Seon-woo olhou a tela por um instante e atendeu.
— Alô.
— ….
— Hyun-chae.
Não se ouviu voz nenhuma. Não sendo mais um virjãozinho de vinte anos recém-feitos, Seon-woo, incapaz de ficar parado, esperava pisoteando a neve acumulada no canto e acabou abrindo a boca para perguntar ao silêncio do outro lado:
— Por que você só ligou agora?
— …Você estava esperando?
Diante daquela voz que ouvia depois de tanto tempo, Seon-woo recostou as costas na parede e admitiu de bom grado:
— Estava. Estava esperando.
— Então por que você não ligou mais depois daquilo?
— Achei que devia ter algum motivo pra você não atender.
— …Eu detesto isso.
Por trás daquela voz de quem faz manha, veio uma sinceridade que ele não conseguiu esconder.
— Mas eu estou morrendo de saudade.
Talvez aquela fosse a última chance. A chance de se livrar de um calouro assustador que investigava sua vida e o perseguia obsessivamente havia meses talvez não voltasse. Se ele o empurrasse com força equivalente à distância que os separava, ele seria empurrado para tão longe que sumiria de vista. Obde sempre esteve.
Seon-woo mexeu nos lábios sem dizer nada.
Na verdade, ele nunca chegou a hesitar.
— Então vem me ver agora mesmo.
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Quem não sabe vive melhor. Os antigos não erravam em nada. Seon-woo pensava isso sentado no banco, com o cigarro na boca.
Mágica uma ova, era perseguição.
— Pode sair daí.
Atrás do poste, uma sombra enorme se destacou. O rosto, que foi ganhando luz aos poucos conforme ele dava um passo para fora da escuridão, estava ainda mais bonito depois de tanto tempo.
— Se você achou que esse tamanho todo ia se esconder, você não tem consciência mesmo.
— …Eu não me escondi de propósito, pra você me ver.
Seon-woo bateu de leve a neve acumulada ao seu lado e fez um gesto mandando-o sentar.
— Desde quando você está aqui?
— ….
— Não me diga que foi desde o primeiro dia?
— Isso não.
Um dia ou dois dá no mesmo, mas, diante daquela cara categórica traçando um limite e negando com firmeza, uma risada incrédula escapou. Fitando Seon-woo em silêncio, Hyun-chae olhou o cigarro pendurado na ponta dos lábios dele e perguntou:
— Quer que eu acenda pra você?
Balançando a cabeça, Seon-woo guardou o cigarro de volta.
— Você jantou?
— Ainda não.
— Levanta. Vamos comer.
Está meio em cima da hora……. Conferindo as horas, Seon-woo apertou o passo.
— Você está louco? Cliente? Já fechou. Não vendo.
— Ele é meu calouro e disse que está com o estômago vazio desde o almoço. Você não vai ser cruel a ponto de mandar ele embora.
— Vou mandar embora com toda a crueldade, sim.
— A luz do letreiro está acesa. Então não fechou. Faz o lámen especial.
— Haa, esse porco de lámen….
Seo-rin, que estava fechando a lanchonete, olhou os dois pentelhos com quem topou por culpa de ter se demorado mais do que o normal. Um pentelho falante e um pentelho calado. Sem perceber, seu olhar foi para a vassoura de vime encostada numa parede. Nem sabia se, balançando com toda a força, aquilo faria algum efeito naqueles dois grandalhões.
Olhando alternadamente para Seon-woo e Hyun-chae, parados à sua frente, Seo-rin acabou abrindo o guarda-sol que já tinha fechado e perguntou com olhos afiados:
— Quantos vocês vão comer? Fala com consciência.
— …Quatro?
O peso da consciência de Seon-woo era de um pacote de lámen. Soltando um pequeno suspiro, Seo-rin perguntou dessa vez a Hyun-chae:
— E você, quantos lámens come?
↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki