Alpine (Novel) - ₊°。❆ Capítulo 17 ⋆⁺₊❅
₊°。❆ Capítulo 17 ⋆⁺₊❅.
— Come e arruma tudo antes de ir. Você sabe onde fica a chave, né?
— Sei, sim. Obrigado, chefe. Eu pago também.
Seo-rin pôs duas tigelas enormes na frente de cada um, de Seon-woo e de Hyun-chae, e saiu correndo para não perder o ônibus.
— Come. A U Seo-rin faz um lámen ótimo.
Olhando fixamente para a tigela à sua frente, Hyun-chae pegou os hashis.
Depois de comer todo o lámen e arrumar o suficiente para não levar bronca da chefe, Seon-woo pagou cem mil wones e, com naturalidade, ainda pegou dois Pocari da geladeira antes de sair. Depois de abrir a lata e entregar, ele também se largou ao lado de Hyun-chae.
Seon-woo e Hyun-chae ficaram sentados lado a lado olhando as pistas. Diferente do dia, o campo de neve sem uma única pessoa e os teleféricos parados estavam assustadoramente silenciosos.
— Me desculpa pelo que aconteceu naquele dia. Eu descontei em você. Não devia ter feito isso.
— Por que você estava com raiva?
— ….
— Por causa do Choi Lee-won?
Seon-woo olhou para o lado. Não sabia desde quando ele o observava, mas o olhar se cruzou na hora. Os olhos, encobertos pela sombra que os cílios densos criavam, estavam escuros.
— É. Isso mesmo.
Diante da confirmação sem rodeios, os lábios rosados se entreabriram. Baixando o olhar, Eun Hyun-chae cerrou os punhos e perguntou fingindo indiferença:
— …E daqui pra frente você vai continuar ficando com raiva?
— Vou. Provavelmente.
Mordendo o lábio, Hyun-chae virou o rosto para longe de Seon-woo. O olhar que uma vez caiu para o chão não sabia mais como subir.
Observando a lágrima que se pendurava na ponta dos cílios de Hyun-chae e crescia devagar, Seon-woo soltou um pequeno suspiro e se levantou. Assustado, Hyun-chae ergueu a cabeça de supetão para acompanhá-lo, e as lágrimas que já transbordavam escorreram. Parado à sua frente, Seon-woo olhou de cima para ele e disse:
— Eu não gosto muito de ficar com raiva. Também não gosto de descontar. …É cansativo, né.
Seon-woo esticou a mão e segurou uma das bochechas de Hyun-chae. Diante do toque carinhoso que enxugava a umidade nos olhos, Hyun-chae fez os cílios tremerem.
— Mas, estranhamente, quando eu olho pra você, Eun Hyun-chae, eu não consigo ficar com raiva….
A boca de Seon-woo, que se moveu como se fosse dizer mais alguma coisa, se fechou com firmeza. Percebendo o sinal de recuo, Hyun-chae agarrou depressa a mão que segurava seu rosto.
— Eu, eu vou te ajudar. Eu quero ajudar. Para o sunbae não ficar com raiva.
Para o sunbae não gostar do Choi Lee-won. E, assim, para você não se machucar de novo como naquele dia.
Engolindo o resto que não conseguia dizer em voz alta, Hyun-chae segurava a mão de Seon-woo como quem se agarra a uma corda de salvamento. Um ar de culpa passou pelos olhos de Seon-woo.
— …Você quer?
— …Mas, em troca, o sunbae tem que olhar só pra mim.
— Porque só assim eu não fico com raiva.
Diante daquela voz baixinha, quase engolida, Seon-woo não se conteve e acabou caindo na risada.
— Onde é o seu alojamento? Eu te levo.
— É só ali atrás, numa vila.
— …Por acaso é aquele lugar ao lado do lago?
Hyun-chae assentiu. Seon-woo soltou uma risada de incredulidade. A Lake Village, ao lado do lago, era a área que reunia apenas as villas com piscina mais luxuosas de todo o Mighty Town. A diária passava tranquilamente de um milhão de wones e, ainda por cima, tirando alguns poucos lugares, os endinheirados tinham simplesmente comprado tudo e usavam como casa de campo, então mesmo com dinheiro era difícil conseguir reserva.
Provavelmente o lugar onde Hyun-chae estava hospedado também era do Simjin. E ele chamava um lugar desses de “uma vila ali atrás”.
Fitando Seon-woo, que ria baixinho, Hyun-chae levantou uma questão:
— Mas não fica muito longe?
— Fica, mas em compensação é silencioso, né. E privativo.
— Não. Longe de você.
Entendendo o que Hyun-chae queria dizer, Seon-woo perguntou, intrigado:
— Você pretende ficar aqui quanto tempo?
— E você?
— …Eu fico até fevereiro. Mas eu estou dando aula e você não tem nada pra fazer aqui.
— Eu também preciso te ajudar.
— O Lee-won nem está aqui, o que você teria pra ajudar? É perda de tempo.
Sem que ele soubesse o que exatamente não agradou na sua fala, Eun Hyun-chae fechou a boca com firmeza. Achando fofo que o golpe acertasse mesmo sem que ele tivesse a intenção de provocar, caminharam juntos rumo ao lago. Tanto o silêncio da madrugada quanto a quietude entre os dois pareciam estranhamente confortáveis.
Passando pelo lago completamente congelado, entraram na Lake Village, onde ficavam as vilas. Como era a primeira vez que vinha pessoalmente, Seon-woo olhou ao redor. As vilas de formato exótico, a iluminação, a neve acumulada nos telhados de forte inclinação e a paisagem do lago que se via atrás, tudo somado, davam a sensação de estar no exterior.
— É aqui. …Quer entrar um pouquinho?
Quando Hyun-chae perguntou de leve, com a mão no muro, Seon-woo bufou e riu.
— A essa hora não existe “um pouquinho”.
— ….
— Vou indo.
Seon-woo deixou Hyun-chae e virou as costas. Até sair da Lake Village, sentiu um olhar ardente às suas costas.
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Dizer “eu não consigo ficar com raiva quando olho pro seu rosto” é revelar um ponto fraco, e não só não se deve dizer isso com facilidade, como equivale a pôr uma arma na mão da outra pessoa. Ainda mais para um doido varrido como Eun Hyun-chae. Seon-woo só percebeu esse fato depois que a coisa já tinha acontecido.
Acordado logo cedo pelo som da campainha, Seon-woo olhou para fora, intrigado. O apartamento nem tinha serviço de limpeza, então não havia motivo para ninguém aparecer. Seria o Dong-jin hyung?
Saindo do jeito que estava dormindo e abrindo a porta, Seon-woo encolheu os ombros com o vento gelado que entrou de uma vez. Pela fresta da porta entreaberta, Eun Hyun-chae enfiou a cabeça.
— Sunbae.
— Que loucura, o quê. …Eun Hyun-chae?
Diante de Seon-woo só de roupa de baixo, os olhos de Eun Hyun-chae se arregalaram e ele entrou depressa com as malas e fechou bem a porta.
— Você vai pegar um resfriado.
Diante da desgraça que o recebeu antes mesmo dele acordar direito, Seon-woo piscou com olhos confusos.
— Que história é essa logo de manhã? E o que são essas malas todas? …Não pode.
Vendo o rubor que rondava aquele rosto sereno, Seon-woo recusou de imediato. Mas, diante do que Eun Hyun-chae disse em seguida com a voz abatida, ele só pôde levar a mão à cabeça.
— Eu quero ficar com o sunbae durante o inverno, mas de todo jeito você vai me mandar embora. Dizendo que não existe nada que eu possa fazer, que é pra eu voltar… que não precisa da minha ajuda… que é pra eu sumir.
— Você está fazendo isso de propósito, né.
Sem palavras, Seon-woo esfregou o rosto com força. Sem conseguir tirar os olhos dos músculos equilibrados e definidos, dos braços e pernas compridos, das coxas e do peito especialmente firmes, Hyun-chae desviou o olhar depressa quando Seon-woo ergueu a cabeça com um suspiro fundo.
— Você vai embora quando?
— …Eu quero ver o evento de Natal.
Até lá faltava um pouco mais de duas semanas. Depois de fazer as contas por alto na agenda, Seon-woo assentiu dizendo que estava bem.
Saindo depois de enfiar uma camiseta e uma calça, Seon-woo pôs uma bebida diante de Hyun-chae, que estava sentado no sofá olhando as pistas pela janela.
— E o Shpur, o que você vai fazer?
— Não sei bem.
Ele perguntou sabendo que ele não iria. Talvez por isso, diante da recusa ambígua de Hyun-chae, Seon-woo ficou um pouco surpreso.
Bom, isso já não é da minha conta.
— Entendi. Natal. Quando eu tiver folga na agenda eu te faço companhia, então leva as malas de volta pro seu alojamento.
— ….
— Eu já disse. Que agora eu acho que consigo com alfa também. Como é que a gente ia ficar na mesma casa? Vou ser sincero de uma vez. Eu não tenho confiança de me segurar.
— …Fazer isso sem nem gostar de mim é meio errado, não é?
— É porque é errado que dá mais tesão.
— …Eu detesto isso.
Até os lábios cerrados desenhando um desprezo fraco pareciam lindos. Saber que Eun Hyun-chae, mesmo dizendo “detesto, detesto”, jamais dizia que detestava a ele, tornava tudo ainda mais difícil de suportar.
Passando a língua nos lábios secos sem perceber, Seon-woo se levantou determinado a mandá-lo de volta de qualquer jeito. Antes da aula, ao menos ia mostrar a estação de esqui a ele.
— Assiste TV enquanto isso. Vou tomar banho.
Bem quando ele pegou a toalha e ia entrar no banheiro, o som da campainha ecoou pelo interior. Os olhares dos dois foram para a porta ao mesmo tempo.
— Que dia é hoje.
Murmurando aquilo, achando curioso, Seon-woo se aproximava da porta quando estacou diante da voz que veio junto com as batidas.
— Ei! Nam Seon-woo! A gente chegou, abre a porta! Nam Seon-woo!!
Era Nam Jun-woo. Aproximando-se depressa da porta e conferindo pelo olho mágico, Seon-woo viu também os pais atrás de Nam Jun-woo e, assustado, se virou para Hyun-chae.
— Eu soube pelo Hwang Dong-jin que você não tem aula de manhã. Abre logo a porta.
— Nam Seon-woo!
Até a voz irritada do pai. Achando que não dava mais para fingir que não estava, Seon-woo pegou as malas de Hyun-chae com um braço e, com a outra mão, o braço dele, e o enfiou no quarto.
— São os meus pais e o meu irmão; se te virem aqui…. O meu irmão não vai, mas o meu pai vai perceber na hora que você é do Simjin. E depois isso ia acabar aparecendo. É melhor você não ser visto. Eu mando eles embora rápido, então espera um pouquinho aí dentro. Desculpa.
— …Tá. Não se preocupa.
— Tranca a porta.
Depois de fechar a porta do quarto, Seon-woo guardou até os sapatos de Hyun-chae bem no sapateiro e abriu a porta.
— Ei! Na-!!
— Nam Jun-woo. Você é barulhento. …Pai, mãe, o que os senhores fazem aqui?
↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki