A Worn Out Love (Novel) - 𓇼 Capítulo 1.5 𓇼
𓇼 História Paralela 1.5 𓇼
Quando Seowoon finalmente voltou para o convés, o céu já tinha ficado completamente escuro. Um luar tênue tinha tomado o lugar do sol do meio-dia, e os fogos de artifício estavam prestes a começar.
— Oh? Vocês dois fizeram as pazes?
Min-young avistou Seowoon e correu até ele rapidamente. Seowoon respondeu desajeitadamente.
— …Já disse que não estávamos brigando.
Teria sido melhor se estivessem brigando. — Definitivamente aconteceu alguma coisa, não foi? — Min-young repreendeu Seowoon como uma adulta. Não era exatamente mentira, então era difícil discordar.
— Os adultos estavam prestes a ir procurar você e o cunhado porque vocês tinham sumido, mas eu impedi todo mundo.
— …Você é a melhor. Obrigado, Min-young.
— Está tudo bem, contanto que vocês tenham feito as pazes.
Ele devia um grande favor a Min-young. Para exagerar um pouco, ela era menos uma irmãzinha e mais uma salvadora.
— Mas o que é esse lenço? Você não está com calor?
Era um lenço de bolso, não um cachecol, mas isso não era o importante.
— E-estou com um resfriado chegando! Estou resfriado, sabia!
Seowoon começou desesperadamente a anunciar sua doença. — …Ah, certo. Que bom para você… — Como se respondesse ao alvoroço de Seowoon, Min-young não segurou seus parabéns.
— Ah, ali está o cunhado!
— Sim, Min-young-ssi. Está se divertindo?
Yijin, que tinha saído por um momento, apareceu. Depois de confirmar que os dois estavam conversando amigavelmente, Seowoon, com o rosto pálido, terminou de se deitar na espreguiçadeira. O sol já tinha sumido, mas era difícil ficar em pé reto e olhar para o céu.
O aexo, e logo o primeiro Enodamento deles, tinha acontecido não numa cama, mas numa poltrona de cinema. Se não fosse na Austrália, e se aquele dia não fosse o maior feriado nacional da Austrália, Seowoon não teria feito nada além de respirar. Seowoon gemeu enquanto mudava de posição com dificuldade.
— Aqui está. Se precisar de mais alguma coisa, por favor, não hesite em pedir.
Yijin segurava uma bandeja cheia de comida. Era uma refeição especial para Seowoon, que nem tinha forças para ficar em pé direito. — Nossa, quando foi que vocês dois saíram? — Como os recém-casados que tinham sumido sem uma palavra reapareceram, os adultos começaram a se reunir em volta de Seowoon um por um. O rosto de Young-min tinha ficado bronzeado nesse meio tempo, como se tivesse ficado do lado de fora o dia todo. O mesmo valia para o tio dele.
— Você saiu bem na hora. Os fogos vão começar.
Na verdade, saí para sobreviver, Seowoon respondeu interiormente, dando uma grande mordida no hambúrguer.
— Come umas batatas fritas também.
Yijin estava ao lado dele, cuidando dele. Seowoon se perguntou se as pessoas mudavam um pouco depois do Nó; através dessa experiência, tinha conhecido um lado novo de Yijin que não conhecia antes. Foi difícil, não, foi muito difícil mesmo, mas por outro lado, também ficou curioso sobre como seria um Yijin em pleno Cio.
— Janeiro já está quase acabando.
— Eu sei. Não sei como o tempo passa tão rápido.
O mar, agora escuro, era tão vasto e profundo que era indistinguível do céu, dando a ele uma sensação um tanto majestosa. Como se fosse da natureza humana, todos, como se por acordo, tiraram um momento para olhar para trás, para o tempo que tinha passado.
— Enquanto esperamos os fogos, que tal compartilharmos nossas resoluções de Ano Novo?
Tendo olhado para o passado, agora era hora de falar sobre o futuro. A reação da audiência foi muito positiva.
— Ótima ideia!
— Quem deveria começar?
— Eu começo.
Min-young deu um passo à frente com determinação sombria. Todos sabiam qual era a resolução de Ano Novo dela, mas fingiram não saber.
— Não vai haver uma terceira tentativa na minha vida!
Palmas, palmas, palmas, palmas. Diante da resposta esperada, todos aplaudiram solenemente. Como se gritar não fosse suficiente para extravasar sua frustração, Min-young respirou fundo por um tempo antes de voltar ao seu lugar.
— Quem é o próximo?
— Min-young, você pode escolher?
— Então o próximo é… o cunhado!
Com a indicação de Min-young, Yijin se tornou o segundo a falar. Yijin, que tinha estado cuidando de Seowoon enquanto ele comia o hambúrguer, se levantou tranquilamente do lugar. Dezenas de olhos se voltaram para ele. Acostumado a ficar em pé na frente das pessoas, Yijin falou em sua voz caracteristicamente despreocupada.
— Nossa resolução de Ano Novo é.
— “Nossa”? — “Ah, acho que ele está falando dele e do Wooni.” — Explicações adicionais vieram de todos os lados. Até então, Seowoon não tinha pensado muito naquilo. Não, para ser honesto, nem estava prestando atenção. Tinha gasto tanta energia que o hambúrguer feito à mão na sua frente era mais precioso naquele momento.
— Não engravidar esse ano.
— …Ai, meu Deus.
— Cof!
— …Mas que droga.
A batata frita na mão de Seowoon caiu frouxamente no chão. Crocitar, crocitar! Acima, uma gaivota gritava incansável e ruidosamente.
— Seu filho da…
…mãe, Seowoon pensou. Ele se perguntou quem era mais problemático: Yijin, por soltar uma bobagem tão constrangedora na frente de todo mundo, ou ele mesmo, por xingar na frente dos adultos. O que era certo era que nenhum dos dois estava completamente isento de culpa. Como se costuma dizer, casais crescem para se parecer um com o outro.
Bum! Ba-bum! Em meio ao silêncio constrangedor, o grande show de fogos de artifício celebrando o Dia da Austrália, o maior feriado do país, começou. Os fogos, bordando o céu noturno de forma espetacular, pareciam uma chuva de meteoros. O momento foi impecável.
Todos pararam o que estavam fazendo e olharam para o céu juntos. Ver suas costas enquanto todos olhavam para o céu ao mesmo tempo naturalmente trazia suricatos à mente. As diferentes alturas tornavam a semelhança ainda mais forte.
Certo, era como naquele dia também. Seowoon se lembrou do céu noturno no Havaí que tinha contemplado por tanto tempo enquanto segurava a mão de Yijin. Tinham se passado só alguns meses, mas parecia muito tempo atrás.
— Seowoon-ssi.
Yijin, que tinha estado olhando o céu junto com ele, virou a cabeça para olhar de volta para Seowoon. Todos olhavam para frente, mas só Yijin olhava para Seowoon.
Atrás das costas de Yijin, o céu noturno, manchado com miríades de cores, era visível. A escuridão, brilhantemente colorida, não estava mais escura.
— Isso realmente me lembra o Havaí.
Bum! Bum, bum! Fogos explodiram de novo. Cada vez que um fogo desabrochava e desaparecia, uma sombra caía sobre o rosto de Yijin.
— Se você não se importar, você iria numa viagem comigo de novo da próxima vez? O destino não importa. Contanto que você esteja lá, Seowoon.
A sombra de alguém amado tem uma cor própria, tornando-a reconhecível à primeira vista, não importa onde esteja. Como as dezenas de milhares de fogos que iluminavam a escuridão em suas formas únicas, como as luzes cintilantes se espalhando pelo mar, ela chamava sua atenção sem esforço, sem que ele nem tentasse.
O céu brilhava incessantemente. Acima das cabeças das pessoas que Seowoon amava, milhares de estrelas cadentes apareciam e desapareciam repetidamente. Seowoon absorveu cada detalhe dos rostos deles e fez um desejo às estrelas cadentes.
Que as pessoas que eu amo sejam sempre felizes. Pela primeira vez, Seowoon desejou a felicidade de outra pessoa. E fez uma promessa.
Proteger essa felicidade para sempre. Yijin segurou a mão de Seowoon. Estava quente.
— 𓇼 —— 𓇼 —— 𓇼 —
História dos Bastidores, Um Dia Azarado
Naquele dia, ele tinha tido azar desde a manhã. O homem, que tinha servido como presidente do Banco ZZ por muitos anos, foi pego em um engavetamento de cinco carros a caminho do trabalho. Que azar podre, ficou preso bem no meio; não só bateu na traseira do carro da frente, como também foi completamente tratado como um saco de pancadas pelos carros de trás. Um sanduíche completo. No fim, foi transportado para o hospital, segurando a nuca.
Ele tinha uma entrevista para um jornal marcada para alguns dias depois. Vinha fazendo tratamentos desde a semana anterior em preparação para isso, mas agora, poucos dias antes da entrevista, estava preso com um colar cervical. No caminho de volta para o escritório, foi pego fazendo um retorno proibido por um policial e entrou numa discussão acalorada. Até revelou sutilmente quem era, mas o policial nem se abalou. De qualquer forma, o problema com os jovens de hoje é que não têm flexibilidade nenhuma.
— O Diretor Ahn, da Corporação XX, mandou um presente.
Chegando ao escritório só à tarde, ficou bastante satisfeito com o presente inesperado. O filho mais novo do Grupo XX, que quase tinha sido seu genro uma vez, era um Alfa que ele tinha reservado como um pretendente em potencial desde cedo, já que não tinha nem os rumores confusos nem a vida privada suja de outros herdeiros de terceira geração.
Embora um Ômega astuto, cegado pelo dinheiro, tivesse agora roubado o lugar ao lado do Diretor Ahn, estavam em níveis completamente diferentes, então aquilo não duraria muito. Ele era um homem que sabia enxergar a vida a longo prazo, e já estava esperando pelo segundo casamento do Diretor Ahn. Em alto astral, abriu o cartão enviado pelo futuro genro.
[Nunca teríamos nos conhecido se não fosse pelo senhor, Presidente. Obrigado por unir Yijin e eu. Atenciosamente, Jeong Seowoon e Ahn Yijin.]
Como isso podia ser! Sua mão, segurando o cartão, tremeu diante da provocação ousada. Aquilo devia ser obra daquele Ômega astuto que estava manipulando o Diretor Ahn com o rostinho bonito. Do contrário, não havia como mandarem para ele mel australiano 100% puro, como se estivessem esfregando o relacionamento deles na cara dele.
A insolência…! Incapaz de conter a raiva, ele se levantou de supetão da cadeira. E foi atingido pelo segundo efeito colateral do acidente de carro. Como se viu, seu pescoço não era a única coisa machucada. Assim mesmo, deu um mau jeito nas costas.
Foi um dia daqueles, mesmo.
— 𓇼 —— 𓇼 —— 𓇼 —
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna