A Worn Out Love (Novel) - 𓇼 Capítulo 1.4 𓇼
𓇼 História Paralela 1.4 𓇼
— Si-sim!
Atrapalhado, Yijin gaguejou sua resposta. Não estava sendo repreendido, mas estava tenso como um soldado em posição de sentido. Seowoon se levantou do assento e ficou de frente para Yijin. Sentado na poltrona do cinema, Yijin olhava para ele de baixo para cima. Seowoon se acomodou no colo de Yijin e sussurrou.
— Amor, você não confia em mim?
— Eu con-confio, confio em você!
O que deu nele agora? Houve um breve sinal de mau funcionamento, mas não parecia ser um erro grave. Seowoon moveu os quadris, aproximando o corpo mais de Yijin. Yijin só ficou olhando para ele, atordoado.
— Vou fazer melhor daqui em diante para você não ficar ansioso, Yijin-ssi.
— Você já está fazendo mais do que suficiente por mim, Seowoon-ssi.
— Vou fazer ainda melhor. Não se preocupe com o que aconteceu.
— Eu não estava preocup—
— Nem pense nisso.
— Seo, Seowoon-ssi…
— …Abre a boca.
— ……
— Rápido, por favor…
— …Ah…
Foi o primeiro beijo deles em cerca de dezesseis dias. Seowoon mordeu de leve os lábios de Yijin, deslizando a língua para dentro pouco a pouco. As pontas das línguas se roçavam precariamente. Seowoon puxou a língua de Yijin para dentro da própria boca e sugou de leve. O som ecoou de forma exagerada no cinema escuro. Yijin tinha estado balançando os quadris desde o início. Ele agarrava a cintura de Seowoon, depois acariciava a coxa dele, depois segurava a nuca dele, repetidas vezes.
— Da última vez… mm… o médico assistente disse para ter cuidado com os Feromônios…
— Hah… sim…
— Então dei um tempo extra, ah…
Um aperto forte se fechou em sua cintura. Yijin estava apertando sua cintura com força suficiente para doer. — Yijin-ssi, sua mão… — A dor na cintura capturada fez Seowoon fazer uma careta enquanto puxava a mão de Yijin para longe.
— Eu te machuquei? Me desculpe.
Yijin se desculpou imediatamente, olhando para Seowoon, que estava acomodado em seu colo. Fazia tempo que Seowoon não olhava para Yijin de cima, e seu coração disparou sem motivo aparente.
…De qualquer forma, somos só nós dois aqui, então deve estar tudo bem, não é? No momento em que pensou isso, seu corpo já estava se movendo. Seowoon se levantou do colo de Yijin e ficou firmemente de pé no chão.
O que se seguiu foi um momento de intimidade entre os dois, deixado propositalmente sem muitos detalhes aqui — bastante desejo acumulado, palavras avassaladoras demais, corpos que finalmente se reencontravam depois de tanto tempo separados. No meio daquilo, sem aviso, os Feromônios de Yijin começaram a escapar de forma perceptível — um cheiro de menta forte e inconfundível preenchendo o ar ao redor deles.
O ciclo de Cio de Seowoon tinha sido antecipado pelo compartilhamento frequente de Feromônios com um Alfa. Já que os dois tinham compartilhado juntos, não havia como o ciclo de Yijin não ser afetado também. Os resultados dos exames tinham mostrado que o ciclo de Cio de Yijin também tinha sido significativamente antecipado. Justo antes da festa de cruzeiro, Yijin tinha recebido a prescrição de um Supressor para o Cio dele com antecedência. Isso tinha sido só no dia anterior.
— Yijin, você não tomou seu remédio?
— Tomei, sim.
— Quantas vezes.
— Uma vez…
— Uma vez?
Yijin balançou a cabeça com dificuldade. — A próxima dose é em duas horas e quinze minutos… — Uma onda de calor se espalhou a partir de suas palavras entrecortadas. Seu ciclo de Cio tinha chegado mais cedo do que o normal, e ele tinha ficado relativamente célibe por um bom tempo. Embora tivesse recebido a prescrição de um Supressor, Yijin só tinha tomado a dose de um dia.
…Eu ateei fogo nas chamas. Piorei as coisas. — Seowoon… — Enquanto Seowoon refletia sobre suas próprias ações, Yijin recostou a cabeça contra ele, um tanto desnorteado. Uma chuva de beijos suaves e desajeitados caiu sobre o rosto de Seowoon, pousando aqui e ali, sem muito controle.
— …Sou eu…
— O quê…?
— Sou eu quem se casou com você, Seowoon.
Será que todos os Alfas em Cio ficam assim? Seowoon se perguntou, olhando para Yijin, que se aninhava em seus braços, sem saber muito bem o que fazer. Ele certamente não conseguia controlar a própria força, mas isso já era verdade normalmente, então não era particularmente surpreendente. O que surpreendia Seowoon era que o Yijin em Cio era mais honesto do que o de costume. Não era só uma questão de expressar suas intenções; ele parecia muito mais franco sobre seus sentimentos e desejos.
— Quero te tocar, Seowoon.
Yijin se aproximou de Seowoon, roçando o corpo contra ele. Estava quente.
Ao longo dos minutos seguintes, Yijin sussurrou, sem muito filtro, o quanto queria tocá-lo, abraçá-lo, senti-lo por perto depois de tanto tempo separados — palavras entrecortadas, mais confissão do que pedido, ditas com uma sinceridade crua que só o Cio conseguia arrancar dele. Seowoon, tomado pelo cheiro forte dos Feromônios que se espalhava pelo ar, sentiu a própria resistência derreter aos poucos.
— Calça…
— Sim.
— …Tira minha calça…
Ah, ele já não sabia mais de nada. Não, não aguentava mais. Seowoon disse, esfregando o rosto contra o cabelo de Yijin. Hah… Yijin, com urgência, começou a tirar a calça de Seowoon. A calça fina de algodão de verão que Seowoon usava desceu até a metade, junto com a roupa de baixo. Com a roupa de baixo e a calça penduradas em uma perna, Seowoon voltou à sua posição sobre o colo de Yijin.
Naquela poltrona escura de cinema, longe de qualquer olhar, os dois finalmente se permitiram o que tinham negado a si mesmos por dezesseis dias — um encontro íntimo, urgente e desesperado, guiado tanto pelo desejo represado quanto pelos Feromônios de Yijin, que já não conseguia mais contê-los. Não houve pressa em falar; só corpos que se procuravam depois de tempo demais separados.
Quando, em determinado momento, Yijin percebeu que não tinham preservativo por perto — algo que jamais teria acontecido em circunstâncias normais, dado o quanto ele sempre insistia nesse cuidado —, ele parou, hesitante, tentando recuperar um pouco de si mesmo em meio ao Cio.
— Não tem camisinha.
— ……
— Está… no quarto…
Será que os sentidos dele tinham finalmente voltado? Yijin, que tinha estado agindo de forma tão diferente de si mesmo, finalmente parecia voltar a ser o homem que Seowoon conhecia.
Parecia que nem mesmo Yijin tinha esperado fazer sexo no cruzeiro. Considerando como Yijin sempre insistia obstinadamente em preservativos, aquele era um evento bastante incomum. Além disso, o fato de ele só ter percebido isso no meio do ato parecia provar que até um Cio pela metade ainda era um Cio.
— Só… continua…
— …Mas…
— Eu quero, rápido…
Graças a ele, Seowoon agora estava completamente entregue também. Seowoon moveu os quadris inquieto.
— …Tem certeza disso?
— Hã?
— Estou perguntando se você consegue assumir a responsabilidade.
Diante da insistência de Seowoon, a expressão de Yijin ficou séria enquanto falava de responsabilidade. Enquanto Seowoon piscava, sem entender, Yijin segurou firme sua cintura e disse.
— Eu gostaria que você tivesse um bebê, Seowoon-ssi.
Era a primeira vez que o assunto de um filho surgia entre eles desde o casamento. Embora fosse o segundo ano pelo calendário, os recém-casados, casados há menos de meio ano, ainda não tinham nenhum plano para filhos. A única vez que aquilo tinha sido discutido foi durante o primeiro encontro deles.
— Quero te ver carregando um bebê, Seowoon-ssi. Quero que você carregue nosso filho e fique envolto nos meus Feromônios.
Como se tivesse estado pensando naquilo por muito tempo, Yijin revelou seus pensamentos íntimos sem hesitação.
— Quero que todo mundo saiba, com um único olhar, que aquele Ômega tem um parceiro.
— …Yijin-ssi, isso…
— Então, por favor, me avise quando estiver pronto. Estou pronto a qualquer momento.
— ……
— Andei estudando bastante sobre isso, nesse meio tempo. O Enodamento, e, hah… a Marcação, e a gravidez… Se você estiver de acordo, Seowoon-ssi…
Para um Alfa, o Nó é um ato puramente instintivo. Por ser um ato que transcende a razão e o controle de um indivíduo, ninguém realmente sabe como ele se manifesta a menos que passe por ele mesmo. Varia de pessoa para pessoa, então é difícil até falar de uma média.
Graças a isso, os dois tinham evitado o Nó até então. Inseguro de como o próprio Nó se manifestaria, Yijin tinha se contido o máximo possível.
Mas uma taxa de compatibilidade de Feromônios de 96,72% mudava a história. Independentemente da disposição do Alfa, a compatibilidade deles estava fadada a ser boa. Era por isso que Yijin tinha ficado mais feliz do que qualquer um com os resultados do exame. Finalmente, os dois tinham sido validados. Medicamente, objetivamente, numericamente e cientificamente, o vínculo deles tinha sido reconhecido. Percebendo esse fato mais uma vez, algo em Yijin pareceu se intensificar, como se todo o corpo dele respondesse a essa certeza recém-confirmada.
O que se seguiu foi intenso e alheio a tudo ao redor — os dois completamente entregues um ao outro, movidos por meses de espera, pela confirmação da compatibilidade deles e pelos Feromônios de Yijin, que não davam trégua. Seowoon mal conseguia se segurar, e Yijin, metade fora de si, repetia seu nome incontáveis vezes entre um fôlego e outro, como se aquele fosse o único pensamento que ainda lhe restava.
Então, ao final, veio o momento do Nó propriamente dito — um inchaço gradual, intenso, que prendeu os dois corpos um ao outro de um jeito que nem Seowoon nem Yijin conseguiam controlar. Foi estranho, quase assustador no começo, mas também estranhamente certo, como se aquele fosse exatamente o lugar para onde os dois tinham caminhado o tempo todo.
Assim que a postura dele ficou estável, Yijin naturalmente deixou Seowoon se recostar contra seu corpo. Um silêncio pesado e quente pairava entre os dois. Sem conseguir olhar para Yijin, Seowoon baixou a cabeça, envergonhado, e olhou para baixo. Não havia para onde olhar.
A junção presa entre os dois estava inchada sem nenhuma folga, e o corpo de Yijin dentro dele parecia forçar um caminho, como se quisesse deixar sua marca. Era uma sensação estranha, como se o corpo não fosse mais só seu. Enquanto o baixo-ventre plano de Seowoon ocasionalmente estremecia, como se anunciasse o intruso, Yijin o repreendeu, acariciando seu estômago e dizendo.
— Sua barriga não para de se mexer, Seowoon-ssi.
— …É porque…
— Deve ser porque eu continuo… continuando.
A voz de Yijin estava cheia de calor, como se o prazer do próprio clímax ainda pairasse. Era um calor incomparável ao de Seowoon, que já tinha se acalmado.
— Quanto eu preciso… para fazer um bebê?
Encontrando os olhos de Yijin de novo, suas pupilas estavam completamente dilatadas, fazendo-o parecer um pouco perigoso.
— …Ainda não estou, pronto…
— Então quando seria bom para você?
— Um pouco, mais tarde…
— Entendo. Então esse ano é cedo demais.
Seowoon assentiu. A junção, bloqueada pelo corpo de Yijin, doía, e o peso pressionando suas entranhas era tão pesado que até assentir era difícil.
— Não quero criar um bebê agora mesmo.
Yijin acariciou o baixo-ventre de Seowoon, ainda sensível pelo que tinha acontecido.
— Eu só…
Os dedos de Yijin se moveram um pouco mais para baixo, tateando a junção dos dois corpos ainda unidos. Nn…! Quando Seowoon reagiu com sensibilidade, Yijin parou os dedos brincalhões, olhou diretamente para Seowoon, e disse.
— Eu quero te engravidar, Seowoon-ssi.
Como sempre, Yijin estava sendo sincero.
— Só isso.
Sinceridade pura, sem um traço de falsidade. Yijin murmurou enquanto acariciava a junção dos dois corpos.
— …Embora não fosse bom se um bebê viesse cedo demais.
Isso também devia ser o verdadeiro sentimento de Yijin. Seowoon engoliu em seco sem perceber. Talvez por causa de tudo o que tinha acontecido, sentia um gosto estranho na boca. Era o primeiro Nó deles.
— 𓇼 —— 𓇼 —— 𓇼 —
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna