A Worn Out Love (Novel) - 𓇼 Capítulo 5.3 𓇼
𓇼 Capítulo 5.3 𓇼
— 𓇼 —
— Ah, sim. Obrigado.
— Se precisar de qualquer coisa, fique à vontade para me contatar a qualquer momento. Estarei aguardando.
O Diretor Park disse enquanto ele mesmo abria a porta do carro. Se tivessem se conhecido num ambiente social normal, ele teria sido sem dúvida superior a Seowoon tanto em idade quanto em cargo, mas agora estava ocupado abaixando a cabeça repetidamente. Do voo de primeira classe à atitude excessivamente deferente daquelas pessoas, essas eram coisas que Seowoon jamais teria vivenciado se não fosse por Yijin .
O carro bem à sua frente era um exemplo disso. A porta sobe…? Era fascinante e incrível. Aquela era a primeira vez que ele via um carro assim de perto. Enquanto Seowoon ficava parado sem entrar, o Diretor Park perguntou com urgência.
— Sr. Seowoon , por acaso há algum problema com o carro…?
Tump! De repente, Yijin fechou a porta do carro. Arf! O funcionário mais novo soltou um gritinho, e o rosto do Diretor Park ficou pálido. Então ele abriu a porta de novo. Dessa vez, Yijin abriu a porta do passageiro ele mesmo.
A porta do carro subiu mais uma vez. Uhh. Quando Seowoon soltou um som de admiração, Yijin fechou a porta de novo. Então abriu de novo. Ele repetiu isso umas duas vezes.
— O teto abre também?
— Você está se referindo à capota? Sim, abre.
— Uhh! Abre!
— Por favor, espere um momento.
Vrummm. Soou quase como um avião decolando. A luz do sol do Havaí entrou pela capota escancarada. Uau! Era uma cena que arrancou uma exclamação por conta própria. — Vamos entrar, rápido! — um Seowoon empolgado apressou Yijin . Seguindo Seowoon , Yijin também se enfiou no carro às pressas.
— Dirige, Jinny!
Para onde raios tinham ido seus sentimentos desconfortáveis? Para o Oriente Médio, quem sabe? Tendo visto aquilo em algum lugar antes, Seowoon rapidamente sacou seus óculos escuros e gritou, cheio de empolgação.
— Você afivelou o cinto de segurança?
Esta é a parte em que você deveria só afivelar pra mim, Jinny. Dizer aquilo em voz alta seria ridículo, então Seowoon colocou o cinto sozinho. Clique. A fivela travou no lugar com um som alegre. Um momento depois, Yijin deu partida no motor.
Com a capota escancarada, os dois desceram a interminável estrada litorânea. Ao lado, ondulações gigantes formavam ondas infindáveis e, à frente, o céu de um azul vivo e a estrada de asfalto cinza se encontravam para formar uma fronteira nítida. Céu, terra e mar. A separação perfeita, com nenhuma parte cedendo um centímetro, fez sua visão se abrir.
A luz do sol na pele era quente, mas o ar não era úmido, então a brisa era fresca. O vento salgado do mar fazia cócegas em seu cabelo, e o belo cenário exótico coloria sua visão esplendidamente. Parecia que cada um de seus sentidos estava vibrantemente vivo. Seowoon abriu bem os braços. Ele queria sentir o ar e o aroma daquele exato momento com o corpo inteiro.
Fechando os olhos e esticando os braços, ele conseguia sentir o mar por perto. O cheiro salobro e salgado com que ele nunca conseguia se acostumar e o som das ondas rolando fizeram Seowoon ficar progressivamente eufórico. A emoção parecida com um seixo rolando em seu peito não era páreo para aquilo.
Ele queria saborear aquela sensação mais livremente. Mas o desejo de Seowoon de se levantar no assento do passageiro e sentir o vento feito o protagonista de um filme nunca se realizou. A pessoa ao seu lado não o deixava desafivelar o cinto de segurança de jeito nenhum, então ele não teve escolha a não ser fazer aquilo sentado.
Um ar exótico, completamente diferente do da Coreia, envolveu Seowoon de todos os lados. Eles só estavam dirigindo em terreno plano, mas seu peito se inflou como se ele tivesse alcançado o cume de uma montanha. Seu coração se inflou também, como o de alguém à beira de um novo começo. O pequeno seixo que vinha vasculhando seu peito à vontade não podia mais ser sentido.
— Seowoon , isso é perigoso. Por favor, abaixe um pouco os braços.
Mesmo com aquele belo cenário à sua frente, Yijin não conseguia tirar os olhos de Seowoon . Enquanto suas mãos estavam firmemente plantadas no volante, ele estava ocupado olhando de relance para Seowoon no retrovisor. Ele não conseguia relaxar, sem saber quando Seowoon poderia desafivelar o cinto e se levantar.
Era isso que era tão engraçado. O jeito como ele repetia as mesmas palavras feito uma máquina, e como ele não conseguia tirar as mãos do volante em meio a tudo aquilo.
Estou casado. Só então Seowoon realmente sentiu que estava casado. Ele tinha um marido. Ele tinha uma família.
* * *
Não havia nada que ele tivesse que fazer, nenhuma programação definida. A lua de mel deles era para ser uma viagem completamente livre. Isso se devia em grande parte aos desejos de Seowoon . Numa situação em que ele talvez nem tivesse conseguido uma confirmação até o dia do casamento, ele não quisera se apressar a planejar um roteiro. Aquela era uma lua de mel única na vida da qual ele lembraria pelo resto da vida. Tinha que ser mais prazerosa e empolgante do que qualquer outra viagem.
Eu tinha esse lado romântico? Até Seowoon achou essa versão de si mesmo estranha. Para ser preciso, não era tanto que Seowoon fosse romântico, mas que suas dificuldades passadas o tinham deixado com um desejo profundamente arraigado de se divertir. Mas Seowoon não era calmo o suficiente para se dar ao trabalho de analisar detalhes desses. Ele possuía uma mente relativamente racional, mas também um lado contraditório e impulsivo que a traía.
Fosse como fosse, altas expectativas levam a grandes decepções, então Seowoon vinha tentando conscientemente suprimir sua expectativa. Parecia ter sido uma causa perdida desde o momento em que ele entrou na sala VIP do Aeroporto de Incheon, mas ele com certeza tinha tentado. Aquele esforço foi limpamente varrido para longe na estrada litorânea cercada pelo Pacífico Norte.
Ao chegar ao hotel, a empolgação de Seowoon atingiu o auge. Ele tinha viajado de primeira classe numa companhia aérea nacional, as portas do carro abriam para cima, e o quarto de hotel era uma suíte com vista para o mar.
Isso é insano. Isso é loucura! Seowoon abandonou Yijin e a equipe do hotel e caminhou até a janela. Um céu e um mar tão límpidos e limpos que ele conseguia esquecer que o vidro sequer estava ali se desdobraram diante de seus olhos.
Puta merda, o que eu faço? Estou tão empolgado. O quarto era tão espaçoso que ele nem ouviu a funcionária sair. Uma vez que finalmente estava a sós com Yijin , o leve receio que tinha permanecido sumiu por completo. Seowoon gritou.
— É o oceano!
— Sim. É o oceano. Para ser preciso, é o Pacífico Norte. O nome da praia é…
É porque ele é uma IA? Ele estava se ligando sozinho quando ninguém tinha nem o acionado. Seowoon desligou o interruptor ele mesmo.
— A gente vai mesmo ficar aqui? Até voltar para a Coreia?
— Isso mesmo. Se você não estiver satisfeito com o hotel, você pode a qualquer momento…
— Não estou satisfeito. Não estou satisfeito por ter que voltar para a Coreia. Uau, o que eu faço? Isto é tão ótimo, sério.
Seowoon era honesto, mas não completamente. Ele era só honesto o suficiente, só o quanto necessário. Sua idade não tão jovem era parte disso, mas era também sua disposição básica. Podia ser por causa de sua criação, ou de seu ambiente familiar. Fosse qual fosse o motivo, até Seowoon achou essa versão de si mesmo estranha. Ele até ficou espantado, pensando: Então eu era alguém que conseguia expressar meus sentimentos tão livremente assim.
Dinheiro é realmente o melhor. Mostra-me o dinheiro! Vida longa ao capitalismo! Graças a isso, Seowoon atribuiu tudo ao trabalho árduo do dinheiro. De certa forma, era um rumo de ação natural. Cair num sentimento romântico do tipo É por causa dessa pessoa era um pouco demais quando os dois só tinham se encontrado cinco vezes. Eles estavam casados, então ele era legalmente seu marido, mas… bom, estar casado significava que eles também podiam se divorciar, então era cedo demais para se sentir seguro. Além do mais, eles nem tinham registrado o casamento. Não, espera. Eles tiveram uma cerimônia de casamento, então isso conta como união estável?
Seu fluxo de consciência era o mais calmo possível, mas ele só estava empolgado demais no momento. Seowoon não conseguia tirar os olhos do cenário do lado de fora da janela. Ele queria capturar aquela vista magnífica numa foto, mas a janela era larga demais para caber na lente. Seowoon mudava de postura para lá e para cá, diligentemente tirando fotos.
Clique! Clique! Clique! O som do obturador era alto no quarto de hotel silencioso. Ele já era o único empolgado e, com os sons da câmera acrescentados por cima, não poderia ser mais constrangedor.
— Seowoon .
Ele se assustou quando seu nome foi chamado justo quando estava se sentindo constrangido. Yijin estava bem atrás dele, embora ele não o tivesse notado se aproximar. Ah, não. Fui eu que me aproximei dele. Era o resultado de diligentemente andar para trás para conseguir uma foto ampla.
— Você tem um momento?
— Claro que tenho. O que foi?
Tempo era algo que ele tinha de sobra. Pelas próximas seis noites e oito dias, Seowoon estaria passando tempo a sós com o Alfa à sua frente. O fato o fez se sentir tão sem graça que ele simultaneamente respondeu e colocou alguma distância entre si e Yijin . A distância entre eles aumentou por exatamente aquilo. Yijin falou.
— Por quanto tempo seria bom para você?
— Hã? Que tempo?
— Deixa pra lá. Vamos só dizer que você pode ficar o quanto quiser. Há uma diferença de fuso com a Coreia, então se você precisar de qualquer coisa, pode contatar o Diretor Park.
— Hã? Sério? Isso está mesmo de boa?
— Sim. Está.
— Hã, mas… você não está ocupado, Yijin ? Se você está se forçando demais…
O que foi que eu acabei de ouvir? Maços de dinheiro voaram por sua mente. Aquilo era mesmo possível? Uma braçada de suas células da razão calma morreram diante daquele esbanjamento sem precedentes. Eu aprovo esse casamento pra caralho! alguém gritou, pisoteando as células da razão mortas.
— Para mim não importa. Por favor, faça como você se sentir confortável, Seowoon .
— Mesmo assim… você não precisa exagerar…
— Não estou exagerando. Vou voltar para a Coreia primeiro, então você pode ir com calma. Só me avise sua data de volta com antecedência. Vou deixar um motorista esperando por você de acordo com o horário do seu voo.
Claro. Isso é a sua cara. O que raios eu estava esperando? Ele nem estava bravo. Era só absurdo. Em termos mais grosseiros, era ridículo pra caralho. Pensar que alguém conseguia soltar bobagem dessas com tanta sinceridade — realmente, não havia fim para o aprendizado. Seowoon tinha aprendido mais uma coisa hoje.
— Ah, sim. Entendi. Vou pensar sobre isso.
— Se você quiser trocar de hotel, pode fazer isso.
— Ah, sim.
— Que tal experimentar um carro diferente? Devo preparar outro conversível para o próximo?
— Sim, claro.
— Entendido. Vou contatar o Diretor Park.
O que eu vou fazer com ele? O desempenho da Inteligência Artificial era bom demais. — Não. Não faz. Vou pensar mais um pouco antes de decidir — Seowoon ponderou com Yijin com calma. Ele não queria estragar o pacífico fim de expediente do diretor e do funcionário júnior.
— Você só precisa dizer a palavra e eu imediatamente….
— Está de boa.
— Vou te dar o contato do Diretor Park. Quando você quiser, Seowoon ….
— Eu disse que está de boa, não disse? Jinny, para. Alto. Se acalma.
Ele ainda não conseguia compreender como Yijin conseguia chegar a conclusões dessas, mas ao menos ele era obediente. Aquilo bastava. Seowoon rapidamente mudou de assunto.
— Vamos desfazer as malas primeiro.
— Entendido. Vejo você na sala de estar quando você terminar.
— Combinado. Até mais.
— Vejo você em breve.
Os dois homens seguiram caminhos separados, cada um puxando uma mala. Seowoon se dirigiu para o quarto, e Yijin para o escritório. O escritório? Tem um escritório numa suíte? Seowoon parou a caminho do quarto, se virou e seguiu Yijin . Ele não conseguiu se convencer a ser óbvio demais sobre aquilo, então só espiou de uma distância.
O escritório era decorado como uma pequena e antiquada livraria estrangeira. Tinha uma atmosfera acolhedora no geral, com uma grande escrivaninha posicionada no meio da sala. Ele também conseguia ver uma cadeira estilo presidente. Livros enchiam as prateleiras aqui e ali. Ele tinha presumido que fossem todos livros estrangeiros, mas havia livros coreanos misturados. Por que tem livros coreanos? Ele estava curioso. Mas Yijin só estava diligentemente desfazendo as malas. Seu notebook, tablet e três celulares rapidamente encheram a escrivaninha. Nesse ritmo, ele parecia prestes a começar a trabalhar.
— Uau, tem um escritório?
No fim, Seowoon foi quem se manifestou. Era dolorosamente óbvio para qualquer um que ele estava atuando, mas felizmente sua plateia era Yijin . Ele não vai notar a diferença de qualquer forma.
— Você gostaria de dar uma olhada?
— Posso?
— Se você quiser.
Ele recebeu permissão prontamente. Era o que ele esperava, então não se surpreendeu. Pensando bem, Yijin sempre era favorável a ele. Seu jeito de interpretar as coisas era um pouco peculiar, mas Seowoon nunca ouvira uma palavra negativa dele. Isso. É verdade. A nova percepção o fez ver Yijin sob uma nova luz. Seowoon naturalmente caminhou até uma estante. E atuou.
— Tem livros coreanos aqui?
— Sim, tem.
— O nosso país ficou bem famoso agora… ah, isto é….
Ele tinha tido uma intuição, mas não era um livro novo. Estava até surrado. Os outros livros eram iguais. Todos mostravam sinais claros de terem sido manuseados por mãos humanas. Entre eles havia livros que pareciam livros didáticos de universidade. Será que…? Yijin acenou com displicência.
— Isso mesmo. São meus livros. São todos dos meus anos de graduação.
— Como você trouxe todos esses? Não estavam pesados?
— Estavam com certeza pesados. Então eu só os deixei no escritório. Selecionei só os que eu leio com frequência.
— …Isto não é um hotel?
— É.
— Mas…?
— Eu fiquei neste quarto toda vez que vim à filial do Havaí. Venho desde os meus dias de graduação, então já faz um bom tempo.
Ele era diferente. Num patamar totalmente diferente. Não havia necessidade de perguntar por quê, nem havia mais nada com que ficar curioso. Ah, entendi…. E com isso, a conversa terminou. Sentindo-se um pouco atordoado, Seowoon voltou para o quarto sozinho. A grande cama que o tinha empolgado momentos antes, o interior antigo do quarto — era tudo igual, mas de algum modo seu coração ficou calmo.
Ele viu a própria mala, abandonada logo depois da porta do quarto. Diferente da mala de Yijin , que era espartana, a de Seowoon estava abarrotada até a borda de coisas como chinelos para a praia, um traje de banho e uma boia em formato de abacaxi.
Até o fato de Yijin desfazer as malas no escritório dizia tudo. Quando Seowoon tinha sugerido que desfizessem as malas, as primeiras coisas que Yijin tinha tirado eram seus aparelhos eletrônicos. A essa altura, era difícil dizer se aquilo era uma lua de mel ou uma viagem de negócios.
Aquela era a primeira vez de Seowoon no Havaí, sua primeira vez voando de primeira classe numa companhia aérea nacional. Era sua primeira vez num hotel daqueles, sua primeira vez ficando numa suíte. O que Yijin devia ter pensado quando Seowoon , tão diferente de si mesmo, tinha empolgadamente tirado fotos do quarto de hotel? E que dizer de quando ele tinha se maravilhado com o carro de teto retrátil?
Uau, eu devo ter parecido um bobo de verdade. Se ele tivesse mencionado a refeição de bordo por cima de tudo aquilo, teria ficado verdadeiramente constrangido. Seowoon silenciosamente terminou de desfazer as malas. Conforme a mala ia ficando bem vazia, sua mente se sentiu um pouco mais assentada.
— Você terminou de desfazer as malas?
— Sim.
Quando Seowoon terminou, Yijin já estava lá fora na sala de estar. Para ser preciso, ele estava na sala de estar, olhando para o tablet. Seowoon não sabia o que ele estava fazendo, mas pela atmosfera, qualquer um percebia que ele não estava só relaxando. Sem tirar as mãos do tablet, Yijin falou.
— Você deve estar cansado. Vamos descansar um pouco antes de sair para uma refeição?
Ele nem tinha conseguido comer a refeição de bordo e passara fome o voo inteiro. Para ser sincero, ele queria encher o estômago imediatamente. Mas quando Yijin colocava daquele jeito, ele não sentia muita vontade de comer. Ele parecia ocupado também. Fosse como fosse, Seowoon docilmente concordou com a sugestão de Yijin .
— Beleza, claro.
— O que acha das 18h30? Está tudo bem para você?
— Sim.
— Então vejo você mais tarde. Vamos nos encontrar na sala de estar de novo.
Conforme Yijin voltava para o escritório, Seowoon ficou sozinho na sala de estar. Parado sozinho no cômodo vazio, ele começou a sentir fome de novo. Ah, entendi. Não é que eu não queira comer, é que eu não quero comer com ele. Naquele humor, o que quer que ele comesse só o deixaria desconfortável.
Agora sozinho, Seowoon alegremente começou a explorar o quarto de hotel para valer. Ele vagou por ali, olhando todas as partes do quarto que não conseguira ver por causa de Yijin . (Ele entrou em todos os cômodos exceto o escritório.)
A comida de boas-vindas devia ser diferente para cada categoria de quarto, porque a variedade era incrível. Seowoon comeu a comida de boas-vindas e jogou um jogo no celular até as 18h30. Ele só tinha começado a matar tempo, mas acabou ficando extremamente concentrado. Tanto que nem notou que Yijin tinha chegado.
— Uau, você me assustou. Você estava esperando? Você devia ter dito alguma coisa.
— Não, está de boa. Você parecia estar concentrado, então esperei.
É exatamente esse tipo de consideração que eu não quero. Primeiro as selfies de beleza, agora o joguinho de celular — ao menos havia uma certa consistência.
Seowoon terminou seu jogo e saiu do hotel com Yijin . Yijin perguntou se estava tudo bem ir a um lugar que ele conhecia, e Seowoon concordou. Onde quer que fosse, seria caro e bacana. Mesmo que a comida fosse ruim, seria um banquete para os olhos. Seowoon seguiu a liderança de Yijin sem reclamar, pensando coisas como: Ainda bem que eu não planejei nosso roteiro. Se ele tivesse diligentemente pesquisado na internet restaurantes famosos no Havaí, só teria acabado parecendo ridículo.
O sol estava começando a se pôr. Parecia que eles seriam sugados direto para dentro do pôr do sol se continuassem dirigindo pela estrada. A cena grandiosa e bela era de tirar o fôlego. Mesmo com o sol se pondo, o vento permanecia quente e, depois de tanto tempo no ar-condicionado, parecia perfeito.
Não há criação maior que a natureza. Só de olhar aquele cenário ele sentia que vir ao Havaí tinha sido a decisão certa. Ele queria compartilhar aquele sentimento, mas era um mistério se a pessoa sentada ao seu lado sentia o mesmo. Pelo que ele sabia, até aquilo era só uma ocorrência comum e cotidiana para Yijin . Seowoon silenciosamente saboreou o sentimento sozinho. Mesmo com o belo pôr do sol à sua frente, ele teve que admirá-lo tudo sozinho em seu coração.
— A gente está quase chegando.
— Ah, tá.
— Reservei uma mesa com uma boa vista do pôr do sol.
— Ah…
Seowoon respondeu sem muito entusiasmo. O carro foi gradualmente desacelerando, e um prédio que parecia um restaurante surgiu à distância. Conforme se aproximavam dele, Yijin falou.
— Espero que você goste, Seowoon .
…Hã? Incapaz de encontrar uma resposta, ele olhou para Yijin . Yijin agarrava o volante com as duas mãos, os olhos fixos na estrada à frente.
— Para ser sincero, é a minha primeira vez indo lá também, então não sei como vai ser a comida.
Aquilo foi um pouco inesperado. Ele tinha naturalmente presumido que Yijin o levaria a um lugar que ele frequentava. — Está de boa. Tenho certeza de que vai ser delicioso. — Dessa vez, ele respondeu com um pouco mais de alma, e Yijin respondeu com sinceridade.
— Para a nossa primeira refeição, o apropriado seria te levar a um lugar de que eu possa dar fé, mas eu não fui a nenhum restaurante, então tive que confiar em recomendações. Peço desculpas.
— O que isso importa? Estou tão faminto agora que tudo vai ter gosto bom. Está de boa.
— Você estava com fome?
— …Bom, só um pouco? Por que você não foi a nenhum restaurante, Yijin ?
Ele deixou a pergunta que não queria responder passar da forma mais natural possível e jogou uma de volta. As habilidades de sobrevivência social arraigadas em seu corpo automaticamente vieram em sua defesa, e só então um pensamento surgiu em sua cabeça. Ah, será que fui intrometido demais?
Mas era estranho, não era? Ele vinha aqui com frequência suficiente para ter deixado suas próprias coisas na suíte do hotel, então por que nenhum restaurante? Felizmente, Yijin respondeu prontamente, sem sinais de descontentamento.
— Nunca senti necessidade.
— A necessidade? Que necessidade?
— A necessidade de ir a um restaurante. O deslocamento leva tempo, assim como esperar a comida ser servida. É ineficiente de várias formas.
…O que foi que eu acabei de ouvir? Antes que a dúvida pudesse criar raiz, os dois chegaram ao restaurante. Um homem que aparentava ser o gerente, aparentemente tendo sido avisado com antecedência, saiu e lhes deu boas-vindas suntuosas.
O exterior fedia a dinheiro, sem falar no cheiro do mar. Só pelo cenário ao redor, ele conseguia adivinhar a faixa de preço, mas o interior era ainda mais bem decorado. Quer dizer, um lustre precisa mesmo ser tão grande…? Ele se perguntou se ficaria intimidado demais para sequer engolir a comida.
O gerente, com olhos exóticos que lembravam o mar, os guiou até a mesa. Justo como Yijin dissera, era um lugar com uma vista panorâmica do pôr do sol. — Uau! — Um suspiro escapou dos lábios de Seowoon sem ele perceber. Era uma vista que o faria pagar de bom grado, por mais terrível que a comida acabasse sendo.
— Está do seu agrado?
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna