A Worn Out Love (Novel) - 𓇼 Capítulo 5.4 𓇼
𓇼 Capítulo 5.4 𓇼
— 𓇼 —
— Como não estaria?
— Fico contente de você gostar. 87% dos funcionários da filial do Havaí recomendaram este lugar.
Isso soa menos como uma recomendação e mais como uma pesquisa. Por algum motivo, ele sentiu uma pontada de culpa em relação ao Diretor Park e aos funcionários da filial do Havaí. Seowoon olhou para Yijin e fez a pergunta que ainda estava em sua mente.
— Então vir aqui hoje não é ineficiente também?
— Não. Não é. Porque hoje, você precisa fazer uma refeição, Seowoon .
— O que você fazia todas aquelas outras vezes, Yijin ?
— Para refeições, você quer dizer?
— Sim.
— Eu usava o serviço de quarto.
— …Você não disse que vem ao Havaí desde que era estudante de graduação?
— Disse. Eu tinha acabado de começar a aprender sobre gestão de negócios naquela época, então não tinha tempo. Acredito que foi o período mais ocupado da minha vida.
Não, mas mesmo assim…. O pensamento incompleto de Seowoon foi soterrado pela entrada que foi rapidamente servida. O prato era tão bonito que parecia menos uma entrada e mais uma intrincada peça de vidraria. Ele estava com fome, sim, mas também queria comê-la só para descobrir que gosto tinha. Esquecendo o que estava prestes a dizer, Seowoon rapidamente pegou uma garfada da entrada.
— Eu nunca soube que o Havaí era tão bonito.
Yijin olhava para fora da janela. Ele não estava prestando nenhuma atenção à entrada pitoresca, mas em vez disso contemplava o céu do pôr do sol que Seowoon vinha admirando sozinho. Seowoon tinha acabado de pôr a entrada na boca. Uma de suas bochechas ficou saliente enquanto ele encontrava os olhos de Yijin . O olhar de Yijin , que estivera na vista lá fora, lentamente varreu Seowoon .
Estranho. Ele de repente estava com sede. Por acaso, havia um copo de água com gelo só no lugar dele. Água com gelo. Pensando bem, ele estivera bebendo água com gelo quando conheceu Yijin também. Água fria não fora suficiente, então ele a pedira especificamente. Depois, nem a água com gelo fora suficiente, e ele achava que tinha acabado mastigando o gelo.
— Se não fosse por você, Seowoon , eu talvez nunca tivesse sabido.
Ele não sabia por que de repente estava pensando naquela ocasião. Ele também não sabia o que deveria dizer naquele momento. Por algum motivo, era difícil encontrar seu olhar diretamente, então Seowoon baixou os olhos para o gelo em seu copo. O sentimento era um pouco… estranho.
— Obrigado.
…Você tem muito pelo que agradecer. Seowoon respondeu baixinho. — É mesmo — Yijin respondeu. Foi o melhor jantar de todos.
* * *
Talvez tenha sido por isso. No caminho de volta ao hotel depois do jantar, Seowoon sugeriu uma caminhada noturna na praia a Yijin . Era sua versão de convidar para sair. Ele se fez de displicente, mas, ridiculamente, estava um pouco nervoso. O que havia para se nervoso a essa altura, quando eles tinham até vindo numa lua de mel? Mas para isso, Seowoon era adulto demais.
Tornar-se adulto significava aprender a fazer uma fuga moderada de qualquer situação em que você pudesse ser rejeitado. A paixão de encarar qualquer coisa de frente, a coragem de aguentar qualquer mágoa que pudesse causar até a menor dor — nada disso restava mais.
Era a mesma coisa agora. Por mais que ele enfeitasse com palavras que soavam plausíveis, era tudo só desculpa. Ele só estava constrangido. Tendo sido rejeitado antes, ele queria declinar uma segunda rejeição consecutiva. O único motivo de ele sugerir a caminhada primeiro era porque sentia que, mesmo que fosse rejeitado agora, não pareceria tão ruim. No fim das contas, significava que ele estava testando as águas antes de se comprometer.
Pensando bem, aquela última rejeição fora simplesmente desconcertante. Eles tinham se encontrado uma vez, e Yijin de repente propusera casamento. Quando Seowoon sugerira que se encontrassem e conversassem, Yijin o rejeitara, dizendo que estava ocupado demais. Babaca. Mas eles tinham se encontrado naquele dia e transado. Isso. Desconcertante. Parecia que a pessoa mais desconcertada de todas talvez tivesse sido o próprio Seowoon .
Felizmente, dessa vez, Yijin aceitou sua proposta de encontro. Embora ele parecesse tê-la interpretado de um jeito um pouco diferente.
— Excelente. Exercício leve depois de uma refeição facilita o metabolismo.
— Ah, sim.
— Exercício constante também ajuda na circulação sanguínea.
— Bom, isso é…
— Por quanto tempo você prevê que a caminhada vai ser?
Não, isso de novo não. Já chega. Depois de uma refeição perfeitamente boa, os sinais de um mau funcionamento estavam começando a aparecer.
— Não sei. Não dependeria das habilidades do meu parceiro?
— Das habilidades do meu parceiro, você diz…
— Se for divertido, vou querer ficar mais tempo.
— ……
— Se não for divertido… bom, vou só ter que jogar joguinho no celular. Você pode trabalhar, Yijin .
Um pouco de conversa e um jantar delicioso tinham borrado a distância entre ele e Yijin . Acrescente a isso o som rítmico das ondas e o ar exótico, e a guarda que ele tinha erguido contra os outros começou a se derreter.
Ah, será que fui familiar demais? Ele deu uma espiada em Yijin , que estava justo saindo do carro, mas o rosto dele estava mais sério do que nunca. Ele tinha achado que aquele nível de familiaridade estaria de boa, mas parecia que Yijin era só pau e nenhuma profundidade. Beleza, tanto faz. Só pau, então. Seowoon mudou de rumo com tato.
— É brincadeira. Se você estiver ocupado, vamos só subir. Posso pegar algo do frigobar do hotel?
— Você pode pegar o quanto quiser. Você por acaso já não está se divertindo?
— Não é que eu não esteja me divertindo, é só um pouco… fascinante. Mas do que você está falando?
Às vezes ele de fato pensava: Mas que raios se passa com esse cara?, mas vendo que as conversas deles não eram de fato prejudicadas, aquilo o fazia refletir sobre si mesmo. Talvez eu seja o mais esquisito aqui. Ele estava confuso.
— Seowoon . — Yijin chamou Seowoon , que se dirigia sozinho em direção ao hotel.
— É verdade que nunca me disseram que eu sou divertido antes.
Ele está falando de si mesmo. Ele entendeu de imediato. O clima era de uma confissão, mas surpreendentemente, ele não se surpreendeu nem um pouco. …Devo pelo menos fingir que me surpreendi? Seowoon hesitou por um momento.
— Mas…
— Mas?
— …A gente ainda não foi à praia, então não vale.
— Ah?
Que isso? A evolução de uma Inteligência Artificial? Como que desafiando-o a continuar, Seowoon arrogantemente cruzou os braços. O rosto de Yijin ficou ainda mais sério. Crec, crec. Ele conseguia ouvir o som de engrenagens girando em algum lugar. Claro, aquilo era bobagem. Isso, talvez eu seja o mais esquisito. Pela primeira vez, Seowoon achou o Alfa à sua frente, que forçava o cérebro com tanto empenho, fofo.
— Vamos nos deslocar para a praia e começar direito.
— Uhh.
— No entanto, como este é um campo desconhecido para mim, acredito que vou precisar de algum tempo. Você estaria disponível por cerca de 30 minutos a partir de agora?
— Uau, Yijin . Eu não imaginava que você fosse esse tipo de pessoa.
Seowoon de repente ergueu a voz. Assustado, as sobrancelhas de Yijin se contraíram levemente. Colocando a expressão mais ameaçadora que conseguiu reunir, Seowoon o repreendeu severamente.
— Por que você é tão pão-duro? Você deveria ter pedido pelo menos 300 minutos.
— Como assim…?
— O que você está fazendo? A gente não vai caminhar?
Suas palavras e ações eram tão diferentes que era como se não conseguissem sincronizar. Seowoon tomou a dianteira e gesticulou para Yijin seguir. Depois de encarar Seowoon perplexo por um momento, Yijin o seguiu tardiamente. O Pacífico Norte à noite, guardando a escuridão e brilhando esplendidamente, aguardava os dois.
Os grãos finos e macios de areia, compactados com firmeza, rangeram sob os finos tênis de verão que eram praticamente inúteis na estrada de asfalto. O som das ondas encheu o ar. A cada quebrar, a cada avanço da maré, seu coração cheio e contente balançava junto.
A sensação de areia transbordando por cima dos pés não era nem um pouco desagradável. Ele queria chutar os sapatos para longe ali mesmo e passear pela praia descalço, mas decidiu guardar para depois. Eles ainda não eram tão à vontade um com o outro. E ainda assim, estavam casados. Que isso? Quanto mais ele pensava, mais absurdo era. Seowoon soltou uma risada involuntária e vazia.
— Você está se divertindo?
Que foi com esse cara agora? — Não, nem um pouco — Seowoon rapidamente retrucou. Era impressão sua, ou as sobrancelhas de Yijin caíram levemente?
— Isto é difícil.
— O quê? Se divertir?
— Sim, isso mesmo. Se estiver tudo bem para você, você me ensinaria, Seowoon ? Vou fazer como você instruir.
Ele não tinha dito nada particularmente estranho, mas parecia inquietante. Parecia que ele estava sendo excessivamente atencioso com Seowoon , mas também parecia que o parafuso mais importante estava frouxo.
Vou fazer como você instruir. Pensando bem, não era uma coisa ruim de ouvir, mas também não era inteiramente boa. Seowoon ruminou sobre aquilo por um momento. Ele debateu se deveria descartar como nada ou dar sério ouvido àquilo, antes de oferecer uma resposta moderadamente comedida.
— Te ensinar o quê? Só caminha confortavelmente. Você não precisa se forçar a fazer nada.
— Não estou me forçando.
— Bom, que alívio. Não se sinta pressionado, só pensa nisso como caminhar com um amigo.
— Mas você não é meu amigo, Seowoon .
— …É verdade.
— Sim, isso mesmo. A gente não é amigo.
Isso. Eles não eram amigos, mas… Não era que o pensamento não lhe tivesse passado pela cabeça, mas ele não se dera ao trabalho de dizê-lo em voz alta. Na verdade, a atitude firme de Yijin era um pouco tranquilizadora. Era uma simples sensação de alívio, o sentimento de que Yijin ao menos entendia direito que tipo de relação eles tinham, de que ele ao menos estava ciente.
— A gente é um casal.
Era risível. Pensar que aquele era o tipo de relação em que ele se sentia aliviado por algo tão pequeno. E ainda assim, estavam casados. Ele não fazia ideia do que fazer da relação deles, mas uma coisa estava clara: não era um sentimento ruim. Será que eu… estou sendo modesto demais? Isto está mesmo de boa? Em vez de responder, Seowoon ociosamente chutou a areia. Com aquela brincadeira leve de seus pés, a areia da praia se partia e se espalhava, repetidamente.
Xaaa. O avanço incessante das ondas encheu o silêncio. Yijin , que vinha observando Seowoon quietamente, de repente se ajoelhou. Seowoon não teve tempo de detê-lo.
— Por favor, também não se sinta pressionado, Seowoon .
Uma mão grande empilhou um monte de areia à frente dos pés de Seowoon . O castelo de areia, construído alto sem técnica, desmoronava sozinho e era reconstruído de novo e de novo, mesmo enquanto os pés de Seowoon permaneciam imóveis.
— Levo mais tempo que os outros para fazer as coisas pela primeira vez.
Ele já tinha ouvido algo parecido antes. Durante o segundo encontro deles, Yijin dissera algo parecido a Seowoon . Era estranho, ouvir palavras dessas de um homem que, não era exagero dizer, tinha tudo. Ouvir aquilo uma segunda vez fazia soar ainda mais estranho.
— No entanto, para coisas que se enquadram nas minhas capacidades, eu as realizo custe o que custar. Então por favor não se sinta sobrecarregado e me ensine confortavelmente.
Atrás das costas de Yijin , o horizonte de um azul-escuro onde o céu e o mar se encontravam era visível. As ondas azuis, completamente submersas na escuridão mas nunca uma vez tendo perdido sua verdadeira forma, avançavam em direção a Seowoon . Elas rolavam sem parar, feito uma eternidade. Seowoon encarava perplexo para baixo, para Yijin , e para o mar que se estendia atrás dele. Yijin ainda estava ajoelhado na areia, parecendo prestes a fazer um pedido de casamento.
Olhando direto para baixo, para aqueles olhos inabaláveis que o contemplavam de baixo, Seowoon perguntou.
— Qualquer coisa?
— Sim, isso mesmo. Qualquer coisa está bom. Por favor, me diga o que você quer, Seowoon . Vou fazer como você quiser.
Antes que ele percebesse, um castelo de areia como deve ser tinha sido erguido aos pés de Seowoon . Pequeno mas robustamente formado, o castelinho de areia se erguia alto, não mais desmoronando.
— …Que história é essa?
— Como assim?
— Como assim, “fazer como você quiser”? A gente pode só descobrir as coisas juntos, uma por uma.
— É assim que é?
— É. É assim que é.
Seowoon se abaixou para acompanhar a postura de Yijin . Com sua linha de visão agora mais baixa, o castelo de areia que parecera tão minúsculo agora parecia impressionantemente grande.
— …Está tudo bem assim?
As mãos grandes que tinham ficado agarradas a um tablet no avião o voo inteiro agora estavam havia muito cobertas de areia. Seowoon também pegou uma mãozada de areia e acrescentou seu próprio toque ao castelo de areia de Yijin .
— Está tudo bem.
— Entendo.
Pensando bem, ele não conseguia lembrar da última vez que tocara areia com as próprias mãos assim. Na faculdade, ele usava as viagens de MT como desculpa para dar umas voltas, mas depois de se tornar um adulto trabalhador, não tivera muitas oportunidades. Ele geralmente tirava férias quando todo mundo tirava, então tentava evitar lugares lotados, e quando se tornou freelancer, trabalhara feito um louco até sua renda se estabilizar.
— Casamento é bem fascinante.
Com Seowoon se juntando, o castelo de areia ficou mais largo. — O que é? — Seowoon perguntou, as mãos se movendo atarefadas. A sensação de areia escorregando por entre os dedos era tão divertida que ele não parava de querer expandir o castelo de areia. Seguindo a liderança de Seowoon , Yijin deu tapinhas no castelo de areia e falou num tom maravilhado.
— O fato de que a gente consegue descobrir as coisas juntos parece realmente incrível.
— Por quê? Ah, você fez um amassado ali. Não seja tão bruto. Relaxa a mão e dá tapinhas de leve.
— Porque, considerando a cota atribuída a um indivíduo como membro de um grupo, é mais eficiente a pessoa mais habilidosa educar e treinar a menos habilidosa. Assim?
Do que ele está falando? Igualzinho a um empresário, falando de eficiência enquanto constrói um castelo de areia. Não, espera, se ele fosse alguém que realmente se importasse com eficiência, não teria casado comigo, então talvez não seja isso. Graças a ele, só Seowoon ficou confuso.
— Que história é essa de eficiência? Qualquer um ouvindo isso ia achar que a gente está negociando uma fusão.
— Tem alguma empresa com a qual você deseja se fundir?
Não, claro que não. A maioria das pessoas não teria, ele quis dizer. Seowoon deu tapinhas no castelo de areia e disse.
— Estou falando de você, Yijin . A gente está falando de casamento, e você de repente traz eficiência à tona. Achei que você estivesse falando de trabalho.
— É mesmo. Vou tomar mais cuidado.
Até a resposta dele era infinitamente empresarial. Ouvindo só aquilo, ele soava menos como um marido e mais como um subordinado. Pensando na família de Yijin , era um completo mistério por que só Yijin estava numa sintonia tão diferente.
— Uau, ficou bem gordo. Né?
— Entendo.
— …Você não acha que a gente consegue deixar maior? Estou ficando ganancioso agora.
Deixando de lado as perguntas não mais novas sobre Yijin nas dobras das ondas, os dois passaram um bom tempo construindo o castelo de areia. Construí-lo juntos definitivamente o fazia ir mais rápido. Perdido na brincadeira de areia pela primeira vez em muito tempo, Seowoon esqueceu suas pernas dormentes e teve um tempo maravilhoso.
Isso foi, até um romântico pedido de casamento começar a se desenrolar em tempo real bem ao lado deles. Só então ele tardiamente olhou em volta e percebeu que cena era aquela. A expressão “um santuário para quem está em lua de mel” não era à toa; o lugar fervilhava de casais.
Ele não sabia se estavam casados ou só namorando, mas diferente dele, estavam todos com certeza apaixonados. Claro que estavam. Cercados por pessoas apaixonadas, Seowoon e Yijin assistiram ao pedido de casamento de um casal. O som das ondas estava alto demais para ouvir as palavras deles, mas o olhar apaixonado do homem ajoelhado, olhando para cima para o parceiro, dizia tudo.
…Sim!
Por fim, uma voz lacrimosa, cheia de amor, gritou: “Sim.” Os passantes, tão felizes como se fosse assunto seu, acrescentaram seu aplauso de parabéns. Seowoon aplaudiu junto. Quando Seowoon aplaudiu, Yijin fez o mesmo.
O que será da gente? O pensamento lhe ocorreu naturalmente enquanto ele observava o casal, perdido no rescaldo do pedido, dividir um doce beijo de lábio a lábio.
— Você quer fazer aquilo?
— Fazer o quê?
— Perguntei se você por acaso quer beijar.
Que porra você acabou de dizer? Ele ficou tão desconcertado que por um momento ficou sem palavras. Para dizer que tinha ouvido errado, a balela de Yijin era clara demais.
— Se você quiser beijar, por favor me diga confortavelmente. Estou de boa com isso.
— Que porra—não, que isso?
— Você estava assistindo o casal se beijar, não estava?
— E daí?
— Estou de boa com isso, então se você estiver a fim de beijar, por favor me diga. A gente também pode fazer, então você não precisa ter inveja.
Seowoon estava furioso. Ele estava genuinamente furioso por ser mal-entendido assim justo por Yijin . Claro, a parte mais revoltante era outra coisa.
— Por que é “se eu quiser”! Você poderia querer, Yijin !
— Mas não fui eu que fiquei encarando o casal se beijar.
Fosse como fosse, era uma cena completamente em desacordo com os sussurros de apaixonados jurando seu amor por toda parte ao redor. A caminhada noturna dos dois assim chegou ao fim. Tinha tropeçado um pouco no final, mas no geral, não fora um encontro ruim.
— O que você está fazendo agora?
Era o que ele parecia pensar, ao menos até voltarem ao hotel e Yijin se dirigir ao escritório. Deixando para trás um Seowoon perplexo, Yijin soltou mais balela com um rosto perfeitamente impassível.
— Vou colocar o trabalho em dia. Como você sabe, perdi a manhã inteira hoje, então minha agenda foi empurrada.
Para de dizer que você “perdeu” antes que eu perca esta certidão de casamento. Ele quis dizer, mas decidiu se conter por uma vez. Não, para ser preciso, decidiu esperar para ver. Fazia só uma hora que Seowoon tinha proferido as louváveis palavras de que casamento era sobre duas pessoas descobrirem as coisas juntas. Embora estivessem casados, Seowoon não conhecia Yijin bem, e Yijin igualmente não conhecia Seowoon bem.
Era por isso. Seowoon tentou avaliar a situação da forma mais racional possível. Ele teria que observar um pouco mais para saber se Yijin estava fazendo aquilo porque realmente valorizava o trabalho mais que a vida de casados, ou se estava só particularmente ocupado naquele momento. Ele sabia disso, e ainda assim, uma fúria fervia dentro dele. Ele tinha ostensivamente ido fazer uma massagem, tomado um banho de banheira sozinho e até jogado joguinho no celular, mas Yijin tinha trabalhado o tempo todo. Ele realmente não fizera nada além de trabalhar. Tinha se matado de trabalhar.
Que raio de lua de mel é essa! Ele ia ficando cada vez mais puto, mas seu corpo, tendo provado do dinheiro, honestamente relaxava. Seowoon colhia todos os benefícios da massagem mais que ninguém. A massagem, paga com o dinheiro de Yijin , tinha sido incrível. A experiência de usar o frigobar sem pensar no preço pela primeira vez fora emocionante, e o hotel era, nem precisa dizer, fantástico. O jantar tinha sido delicioso. A caminhada noturna e construir o castelo de areia tinham sido divertidos também. Sob suas palmas, agora lisas da massagem, a sensação do castelo de areia que ele construíra com Yijin ainda estava vívida.
Ainda assim, aquilo não era um pouco demais? Uma pedra esquecida no peito de Seowoon , que estava esparramado na cama, diligentemente chacoalhava, fazendo barulho. Era compreensível; já era quase hora de dormir, mas Yijin estava trancado no escritório sem dar as caras. Quer Seowoon fosse fazer uma massagem sozinho ou pegasse uma cerveja no frigobar, Yijin não parecia se importar. Seowoon provavelmente era o único marido no mundo fazendo massagem e tomando banho de banheira sozinho na própria lua de mel.
Todos os chaebols são assim? Nesse ritmo, ele ia desenvolver preconceitos que nunca tivera. Pensar daquele jeito o fazia se sentir infinitamente sufocado, mas então ele lembrava de Yijin assistindo o pôr do sol no restaurante e de Yijin gentilmente empilhando areia para ele, e seu coração repetidamente ficava generoso.
Ah, que isso, sério. Depois de muita deliberação, Seowoon saiu do quarto. Ele encarou o escritório iluminado antes de se dirigir furtivamente ao frigobar. Usar o cérebro dá fome, então Seowoon pegou um petisco simples e uma garrafa de cerveja do frigobar para Yijin .
Tinha que haver um motivo pelo qual Yijin não tinha escolha a não ser trabalhar, mesmo na lua de mel. Não, tinha que haver. Pensando isso, Seowoon mesmo assim se aproximou do escritório de mãos vazias. Seria constrangedor se ele levasse e fosse rejeitado, então ele podia só deixar ali por ora e trazer de volta depois dependendo do clima.
Quando Seowoon corajosamente bateu no escritório de Yijin , Yijin ainda estava trabalhando. Ele já parecia duas vezes mais ocupado que qualquer um, mas Yijin tinha destacado seus anos de graduação como o período mais ocupado da vida. Ele quis dizer que era ocupado demais até para comer fora? Ele nem conseguia começar a imaginar que tipo de vida era aquela.
— Yijin , você está ocupado?
— Tem algo que você precisa?
O jeito como você diz isso faz parecer que eu tenho que precisar de algo. Suas palavras engasgaram na garganta, e Seowoon balbuciou.
— Não, não preciso de nada, mas…
— Entendo.
— …Hã, você ainda tem muito sobrando?
— Fiquei longe da escrivaninha por um tempo, então há muitas coisas para resolver.
— …Ah.
— Você ainda não está dormindo? Achei que você estivesse dormindo.
Era impressão sua? Parecia que estava sendo enxotado. Era humilhante e irritante. Era só… não muito bom. Em seu estado de espírito espinhoso, Seowoon jogou uma pedra em Yijin .
— Eu estava mesmo prestes a ir dormir.
— É mesmo. Você trabalhou duro hoje. Bons sonhos.
Seu filho da puta. Seu corpo, mole e relaxado, mal conseguiu impedi-lo de xingar em voz alta. Você não consegue comprar o coração de uma pessoa com dinheiro, mas consegue comprar a generosidade dela, então dinheiro era mesmo uma coisa boa.
Aquele não era o plano original de Seowoon . Seowoon tinha vindo sugerir que Yijin fizesse uma pausa. Ele quisera tomar uma cerveja leve com ele, já que provavelmente estava muito ocupado, e conhecê-lo um pouco melhor.
Independentemente disso, a escrivaninha de Yijin era uma bagunça caótica. Além do notebook, do tablet e dos três celulares, agora havia pilhas de papel. Uau, só de olhar já era exaustivo. Seowoon olhou para Yijin , soterrado numa pilha de documentos, e parou de tentar fazer qualquer coisa a mais. Aquele era um cara que estava prestes a fazer o marido dormir sozinho na primeira noite deles. Conversar com um cara desses seria desperdício de energia.
— …Você não está planejando não dormir, está?
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna