Toxic Affair (Novel) - Episódio 145
Capítulo 145── ⋆⋅☆⋅⋆
Sem aviso, os olhos de Yeonwoo, que havia sido penetrado lá embaixo, avermelharam-se. Dor e êxtase inundaram-no simultaneamente, juntamente com um choque que ecoou por todo o seu abdômen inferior.
— Ah, hng… Ung!
Antes que pudesse sequer se adaptar à sensação desconhecida, Chahyun começou a mover os quadris. O eixo, que estava preenchendo sua barriga, escapou por pouco até a glande antes de preencher sua parede interna firmemente novamente. Conforme seus movimentos ásperos continuavam, sua barriga afundava e depois se enchia a ponto de parecer estufada.
Sua carne macia, recebendo um membro masculino depois de tanto tempo, apertou-se ao redor do eixo firmemente, sem deixar nenhum espaço. Cada vez que aquilo se agitava no fundo de sua barriga, toda a sua zona erógena era esmagada. Conforme os movimentos dos quadris de Chahyun se tornavam mais selvagens, o corpo de Yeonwoo também tremia com cada vez mais violência.
Aquilo era definitivamente áspero. E ele gostava daquilo como um louco. Apenas as sensações mais primordiais vieram à tona com clareza, o suficiente para apagar os pensamentos persistentes em sua cabeça.
Bem quando achou que finalmente poderia estar perdendo a sanidade, a respiração entrecortada de Chahyun, seus movimentos bruscos e o suor que caía sobre ele deixaram Yeonwoo louco de excitação.
Antes que percebesse, Yeonwoo havia passado os braços em volta do pescoço de Chahyun e gemia.
— Haa, ung… Baek Cha, hyun. Eu, eu gosto.
— Merda.
O pomo de adão de Chahyun balançou, estimulado pela carne macia colada a ele. Logo, como se não pudesse mais suportar, ele enterrou o rosto no pescoço de Yeonwoo e cravou os dentes. Por mais avidamente que inalasse os feromônios ômega que tanto desejava, nunca era o suficiente.
Por um tempo, o quarto de motel foi preenchido pelos sons de fricção úmida e respiração abafada. A excitação, crescendo como se estivesse prestes a explodir, levou rapidamente os dois ao clímax.
A paciência de Chahyun, tendo cedido completamente ao instinto, atingiu o limite. Ele puxou seu membro até a glânde e depois o empurrou com mais força e profundidade. Para deixar sua marca bem no fundo.
— Haaaeung…!
— Keueut.
Em meio ao êxtase avassalador que o fez sentir-se tonto, os dois alcançaram o clímax um após o outro.
Uma hora depois.
Yeonwoo acordou com o som de um alarme. Depois de tatear ao lado da cama várias vezes, ele pegou o celular e desligou o alarme que tocava alto.
Depois de piscar os olhos sonolentos algumas vezes, o interior penumbroso entrou em seu campo de visão. Era um quarto de motel.
Yeonwoo esfregou a testa por um momento, sentindo uma leve dor de cabeça. As lembranças de poucas horas atrás, que haviam se dispersado durante o sono, retornaram rapidamente aos seus devidos lugares.
— Ah…
Ele havia acabado fazendo aquilo com Chahyun afinal. E ainda o seduzira primeiro.
Ele queria dar desculpas, dizendo que fora um acidente ocorrido enquanto estava bêbado, mas estava claramente em um estado em que podia fazer julgamentos adequados.
As cenas dele transando com Chahyun passaram rapidamente diante de seus olhos. O corpo bem definido de Chahyun, os movimentos de seus músculos rijos, os feromônios familiares e o próprio Hong Yeonwoo, ignorando a razão e apegando-se a ele apenas pelo instinto.
Era constrangedor ver com que facilidade ele havia desmoronado, depois de evitar Baek Chahyun todo esse tempo.
— Eu vou ficar louco.
Ele devia estar seriamente louco. Vendo que não se arrependia nem mesmo naquela situação.
Aquilo era o mais desconcertante para Yeonwoo. Mesmo agora, com o efeito do álcool passado, ele não desgostava do fato de ter dormido com Chahyun por impulso.
Ele amassou seus sentimentos complexos em um canto do coração e verificou as horas. Ainda não era tarde da noite. Se ele se vestisse rapidamente e saísse do motel agora, conseguiria chegar em casa antes que a ajudante fosse embora. Isso era possível porque ela havia chegado para trabalhar três horas mais tarde do que o habitual naquele dia.
Tendo pensado nisso, Yeonwoo levantou-se da cama. Foi então que percebeu que o espaço ao seu lado estava vazio.
— …Baek Chahyun?
Ele chamou pelo nome, mas o quarto de motel estava silencioso.
Ele acendeu a luz e foi ao banheiro, mas também não encontrou Chahyun lá.
“……”
Ele já foi embora? Faz apenas uma hora.
Aquilo parecia desagradável. O fato de ele ter saído sem dizer uma palavra.
O que Chahyun estava pensando depois de recuperar a lucidez? Ele se arrependia? Talvez fosse por isso que ele tinha ido embora sem se despedir.
Yeonwoo fuzilou com o olhar a cama onde Chahyun estivera deitado há pouco, vestindo suas roupas nervosamente. Não que ele fosse reaparecer só porque fez aquilo. A julgar pelo fato de que nenhum pertence de l Chahyun havia ficado para trás, era evidente que ele não tinha apenas saído por um instante.
Yeonwoo, que terminou de se vestir, estava prestes a pegar o celular quando descobriu tardiamente uma mancha vermelho-escura na cama ao virar a cabeça.
— Hã?
Para ser exato, havia uma marca desconhecida no travesseiro onde Chahyun estivera deitado. Era uma quantidade pequena, mas à primeira vista parecia sangue seco.
Yeonwoo observou aquilo atentamente por um momento. No entanto, como era uma quantidade muito pequena e o motel era antigo, aquilo poderia estar lá originalmente. Yeonwoo franziu a testa com o incômodo, mas logo pensou que não importava o que fosse e saiu do quarto de motel.
Ao sair do edifício, ele verificou suas notificações e viu que havia recebido uma mensagem de texto de Chahyun.
[Estou saindo primeiro por causa de uma viagem de negócios. Se você entrar em contato com o secretário Lee, ele o levará para casa.] [Desculpe.]
…É só isso? Yeonwoo duvidou de seus próprios olhos. As palavras deixadas para seu ex-amante, com quem transara pela primeira vez em meio ano, foram uma desculpa sobre uma viagem de negócios e o número de um secretário.
Depois de encarar a mensagem de texto por um longo tempo, ele engoliu sua irritação e ligou para Chahyun. No entanto, uma gravação disse que o telefone estava desligado.
— O quê, ele foi em uma viagem de negócios assim do nada?
Yeonwoo murmurou incrédulo. Uma viagem de negócios em um sábado à nobreza do nada. Era uma situação que ele nunca havia experimentado nem mesmo quando eram namorados.
Algo estava suspeito… Por mais ocupado que estivesse, ele poderia pelo menos ter se despedido. Além disso, Chahyun sabia que ele precisava se levantar logo por causa de Seoyun. Então ele poderia tê-lo acordado quando foi embora.
Yeonwoo mordeu o lábio inferior enquanto estava perdido em pensamentos, mas logo percebeu que estava sentindo remorso e ficou embaraçado. Ele havia se convencido claramente de que aquilo seria apenas uma transa de uma noite por acordo mútuo antes mesmo de entrar no motel.
Enquanto caminhava para o ponto de ônibus sem resolver seus sentimentos complexos, Yeonwoo percebeu que um de seus pulsos estava particularmente desconfortável. Ao verificar, viu que seu pulso direito estava machucado.
— Ah.
Aquilo devia ter acontecido quando ele pegou o pegador que caiu na churrascaria. Depois do tornozelo, agora o pulso. Ele teria que usar uma munhequeira mesmo trabalhando no café o dia todo durante a semana.
Yeonwoo esticou o pulso rígido como se estivesse se espreguiçando e apressou o passo.
******
Domingo de manhã. Assim que Yeonwoo acordou ouvindo o balbucio de Seoyun, checou o celular. Ao contrário de sua expectativa de que seria contatado em breve, não havia notícias de Chahyun.
Yeonwoo, que revirava a janela de notificações do celular, estava confuso por não saber como aceitar aquela situação agora.
Certamente a esta altura ele já teria verificado que o chamara ontem. Por mais ocupada que fosse sua agenda de viagem de negócios, ele não conseguiria manter o telefone desligado.
— Ah, sério. …Isso é ridículo.
— Awooong?
Seoyun, que se aproximara de Yeonwoo enquanto este falava sozinho, inclinou a cabeça e olhou para cima. Só então Yeonwoo percebeu que estivera segurando o celular desde que acordara.
Uma onda de culpa o invadiu ao encontrar aqueles olhos tão claros e transparentes quanto o vidro.
— Me desculpe. O papai estava perdido em pensamentos.
Yeonwoo pegou Seoyun no colo e o beijou na bochecha. Então Seoyun aninhou-se em seus braços. Ele quase não tomava fórmula ultimamente, mas o bebê ainda cheirava a fórmula.
Ele encostou brincalhão o nariz no pescoço e nas bochechas do bebê e cheirou. Seoyun contorceu o corpinho e riu baixinho, como se estivesse com cócegas. Yeonwoo achou que o som parecia o canto de um pássaro.
— Você está com fome? Vou fazer sua comida logo.
— Kyaa!
— Brinque sozinho um pouco, Seoyun-ah.
Quando ele colocou Seoyun no chão e lhe deu seu boneco favorito, a criança ficou radiante e o abraçou com força. Seoyun, vestindo um macacãozinho azul-celeste, remexeu os bracinhos e pezinhos curtos e brincou com o boneco usando o corpo todo.
Yeonwoo, que observava a cena com um sorriso feliz, foi para a cozinha. Então, após esquentar a comida de bebê para alimentar Seoyun, tirou uma maçã para dar de sobremesa. Seoyun, que agora já podia comer frutas, gostava mais de bananas e maçãs naqueles dias. Desde que começara a dar um pouquinho de sobremesa, ele parecia comer a comidinha melhor do que o habitual.
— Seoyun-ah, vamos comer.
Yeonwoo, que terminara rapidamente de preparar o café da manhã, chamou Seoyun.
— Hong Seoyun?
Recentemente, ele conseguia entender seu nome e frequentemente emitia sons semelhantes a uma resposta quando chamado, mas, por alguma razão, estava quieto naquele dia.
Yeonwoo inclinou a cabeça confuso; o bebê, que estivera em seu campo de visão até instantes antes, não estava em lugar nenhum.
Surpreso, Yeonwoo largou o prato, caminhou a passos largos até a sala de estar e encontrou Seoyun sentado sozinho em frente à porta da frente.
— O que você está fazendo aí, Seoyun?
— Woong…
Seoyun encarava fixamente a porta da frente, abraçando um ursinho de pelúcia com força. Quando Yeonwoo se aproximou, ele esticou a mão em direção à porta da frente e balbuciou. Cada vez, uma respiração fofa e ofegante se seguia.
“……”
Talvez ele se lembrasse de Chahyun cuidando dele todas as manhãs nos últimos dias e estivesse esperando por ele. Além disso, ele fora ao Centro de Reabilitação com Chahyun no dia anterior, então, do ponto de vista de Seoyun, ele podia ter pensado que viria de novo naquele dia.
Yeonwoo sentiu-se com o coração apertado porque Seoyun estava sentado diante da porta da frente esperando desesperadamente, deixando sua refeição de lado.
— Ninguém vai vir hoje. Venha aqui, vamos comer com o papai.
— Abba?
— Sim. Vamos comer com o papai.
— Ing…
Seoyun, que pareceu choramingar por um momento, felizmente iluminou-se assim que sentou na cadeirinha de bebê. Mas Yeonwoo estava chateado.
Ele não queria depender dele por ter medo de que aquilo acontecesse. A imagem do bebê, que não sabia de nada, esperando por Chahyun, que não viria, não conseguia ser apagada de sua mente.
Após terminar o café da manhã com Seoyun, Yeonwoo checou o celular novamente quando teve um momento. Chahyun ainda não dava o menor sinal de vida.
Yeonwoo franziu a testa e mordeu o lábio inferior. Seria possível que ele tivesse sido usado e descartado?
Suposições que eram desagradáveis até de se pensar bagunçaram sua cabeça.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna