Toxic Affair (Novel) - Episódio 143
Capítulo 143── ⋆⋅☆⋅⋆
— Os olhos de Yeonwoo se arregalaram. Respirações úmidas despejaram-se sobre seus lábios.
A sensação de carne macia invadindo sua boca estava tão atrasada que seu corpo enrijeceu involuntariamente. Sua mente estava tão em branco que ele nem conseguia pensar em empurrá-lo para longe.
A arfagem do peito do outro, os feromônios cada vez mais intensos, a saliva se misturando e o cheiro de álcool estimularam lentamente seus sentidos, um por um.
Mas esse estado não durou muito. Chahyun, que vinha lambendo e devorando os lábios de Yeonwoo, fechou o punho com tanta força que as veias nas costas de sua mão saltaram.
Em pouco tempo, ele mal conseguiu se afastar do congelado Yeonwoo.
— Haa, haa.
Yeonwoo ofegou por ar. Só depois que seus lábios se separaram ele percebeu que estivera prendendo a respiração.
— É a isso que me refiro com limite.
Chahyun lambou os lábios, saboreando o cheiro e os feromônios de Yeonwoo que ainda persistiam ali, e o avisou.
— Você…
Yeonwoo, com o rosto corado, entreabriu os lábios. Relembrando a sensação breve, macia e úmida, seu coração disparou como louco. Era tão intenso que a parte superior de seu corpo latejava com o esforço.
Ignorando sua turbulência interior, Chahyun virou-se rapidamente. Como se o beijo fosse apenas para dar um aviso.
Ao contrário dele, que havia perdido a compostura, Chahyun parecia calmo demais, e Yeonwoo de repente sentiu raiva.
Apertando os dentes, Yeonwoo o perseguiu imediatamente, agarrando seu ombro bruscamente e virando-o. Em seguida, agarrou a gola dele com toda a força. Os olhos de Chahyun se arregalaram levemente com a firmeza de seu aperto.
— O que você…
Antes que ele pudesse perguntar o que estava fazendo, Yeonwoo devorou os lábios de Chahyun desta vez.
Empurrando e esbarrando em um corpo pelo menos uma cabeça mais alto que o dele, Chahyun tropeçou para trás, confuso. Logo suas costas bateram na parede da escadaria. Assim que o corpo do outro ficou imobilizado, Yeonwoo pressionou-se contra ele o mais próximo que quis.
— Hyung, espere…
— Cala a boca.
Chahyun tentou resistir, virando o rosto para o lado, mas Yeonwoo segurou seu queixo, virou o rosto dele em sua direção e cobriu seus lábios novamente, faminto.
O som de suas línguas se entrelaçando de forma mais espessa e úmida do que a investida anterior de Chahyun agredia abertamente seus tímpanos. Cada respiração, cada farfalhar de roupa, ficava gravado em seus ouvidos, arranhando seus nervos. Na escadaria estreita, os ruídos secretos deles amplificavam o impulso e a excitação em pouco tempo.
— Para.
Mas isso também não durou muito. Chahyun, que caiu em si primeiro, agarrou firmemente os ombros de Yeonwoo e o empurrou para longe.
— Por quê? Você mesmo disse. Que isso é um limite.
Disse Yeonwoo, encarando os olhos de Chahyun, que brilhavam ainda mais escuros na luz penumbrosa.
Ao mesmo tempo, os olhos de Chahyun se estreitaram visivelmente. Ele conseguia sentir claramente sua respiração se tornando mais violenta enquanto tentava se acalmar. Yeonwoo observou a rachadura em sua compostura sem perder um detalhe.
Após um momento de silêncio, Chahyun abriu a boca como se cuspindo a custo algo travado em sua garganta.
— Eu não quero cometer um erro.
— Um erro? Agora?
Retrucou Yeonwoo, como se já fosse tarde demais. Se não queria cometer um erro, Chahyun não deveria tê-lo beijado para começo de conversa.
— …Pare agora mesmo. É o certo.
Ele parecia até estar sofrendo. Yeonwoo franziu a testa, como se ele próprio tivesse se tornado aquele que o estava atormentando.
Agora, as respirações úmidas dos dois homens eram tão ásperas que não podiam ser disfarçadas, ecoando alternadamente na escadaria estreita em intervalos irregulares.
Yeonwoo engoliu em seco, sentindo a garganta seca, e então abriu a boca.
— E se eu quiser esse erro?
— Hong Yeonwoo.
Chahyun chamou o nome de Yeonwoo antes mesmo que a pergunta terminasse.
— Nós dois estamos bêbados agora.
As palavras que ele proferiu em voz baixa pareciam mais uma sugestão para o próprio Chahyun.
— Baek Chahyun, foi você quem começou.
— Foi um erro.
Yeonwoo não gostava de ver Chahyun falando o tempo todo em erros.
— Então, eu gostaria que você saísse do caminho.
A pedido de Chahyun, Yeonwoo de repente tomou consciência de sua postura. Yeonwoo estava apoiado na parede com ambos os braços, encurralando-o no meio.
Parecia que ele estava segurando Chahyun, e a razão, que havia voado para longe, começou a dar as caras aos poucos. Ele conseguiu refletir tardiamente sobre como havia encurralado Chahyun mais cedo, sob um ponto de vista racional.
Por que eu estava fora de mim desse jeito? pensou Yeonwoo, ofegante.
Chahyun estava certo. Era um erro. E ele tinha que parar agora. Os dois agora estavam em um relacionamento com uma linha que não deviam cruzar.
Ele sabia disso na cabeça, mas seu corpo, já aquecido com a chave virada, reagiu de forma completamente diferente.
Quanto tempo fazia desde a última vez que vira Baek Chahyun tão de perto? Fazia tempo demais desde que ele havia encarado aquele corpo solidamente construído, seus feromônios descarados e seus olhos cheios de calor.
Portanto, a tentação diante dele não era fácil de afastar. A linha traçada entre ele e Chahyun continuava a se borrar.
— Faz tempo demais desde a última vez que eu fiz isso também.
— Você não gosta?
A voz de Yeonwoo estava mais acesa do que antes.
— Não.
Chahyun respondeu sem hesitar.
— Mas eu estou com medo.
Mas hoje, Chahyun parecia uma fera assustada. Havia uma cautela em cada palavra que ele lhe dizia.
— Tenho medo de cometer outro erro.
A voz baixa de Chahyun ainda dava a entender que ele devia parar. E, inversamente, havia um desejo secreto de que ele não parasse apesar disso.
Yeonwoo hesitou e abriu a boca, oferecendo a desculpa mais plausível.
— …É só sexo.
Uma desculpa muito apropriada para essa situação.
— Nós somos adultos.
— Mas você com certeza vai se arrepender.
— Eu?
Perguntou Yeonwoo, inclinando a cabeça. Chahyun encarou diretamente os olhos de Yeonwoo como se quisesse perfurá-los e cuspiu as palavras como se mastigasse algo.
— Não, eu.
Logo, sua mão grande estendeu-se como um ancinho e enlaçou Yeonwoo.
— Mas eu não consigo parar.
O destino dos dois estava decidido. O motel mais próximo da churrascaria.
Era um lugar onde ele havia estado várias vezes na faculdade, então conseguiria encontrá-lo de olhos fechados. Era uma curta distância de menos de um minuto.
O motel era mais antigo e descuidado do que antes. Mas nenhum deles se importava. Ele nunca pensou que voltaria ali após a formatura, mas desde o beijo na escadaria, aquele motel era tudo o que vinha à sua mente.
O caminho até o quarto após pagar no balcão pareceu árduo. Yeonwoo pensou: Acho que estou bêbado. Ele se sentia mais impaciente do que no primeiro dia em que viera com Chahyun. Teve que engolir em seco várias vezes devido à sede que parecia queimar sua garganta.
No elevador antigo, as respirações dos dois homens, mal audíveis, ecoavam alternadamente. Eles encaravam a luz vermelha como se fossem completos estranhos, mantendo uma certa distância.
Conforme os números na luz indicando o andar mudavam, inúmeros pensamentos cruzavam a mente de Yeonwoo.
Devo parar agora? Não podemos mais fazer isso.
Mas o que tem de errado nisso? Não há problema em adultos entrarem em acordo e satisfazerem seus desejos por necessidade. Após um momento de hesitação, a racionalização foi alcançada rapidamente.
E…
— Mas eu estou com medo. Tenho medo de cometer outro erro.
As pupilas negras de Chahyun, olhando para ele como se pedissem ajuda, eram como as de uma jovem fera perdida. Inexplicavelmente, Yeonwoo foi tomado pelo impulso de possuí-lo.
…Possuí-lo. Era um desejo tão desconhecido e intenso que ele teve que refletir se havia nele algum lado tão anormal.
Ele não sentia um desejo tão forte desde que terminara com Chahyun. Talvez fosse porque ele estava excessivamente familiarizado com os feromônios dele. Yeonwoo convenceu a si mesmo dessa forma.
Antes que percebesse, a porta do elevador se abriu. Ao mesmo tempo, Chahyun agarrou o braço de Yeonwoo e o puxou para dentro do quarto, como se nunca tivessem se separado.
Com o som rangente das dobradiças, a porta se abriu, e Chahyun empurrou Yeonwoo para dentro do quarto e avançou sobre ele.
Como se sua hesitação anterior fosse mentira, seus lábios se sobrepuseram e devoraram a mucosa de Yeonwoo à vontade. Yeonwoo também se agarrou a ele desesperadamente. Nenhum dos dois conteve seus feromônios. Eles se entrelaçaram como feras para deixar suas marcas nos corpos um do outro.
O quarto estreito rapidamente se encheu de feromônios. Chahyun o empurrou sem lhe dar margem, como se soubesse que a hesitação ainda persistia na mente de Yeonwoo.
Suas roupas foram tiradas camada por camada por suas mãos violentas e, antes que percebesse, ele estava no banheiro. A palma da mão de Chahyun agarrou firmemente a pele branca de Yeonwoo, que estivera firmemente coberta pelas roupas e agora estava exposta ao ar livre.
— Ah, espere um minuto…
Yeonwoo, encolhendo-se com o toque áspero dele, sobressaltou-se. Era completamente diferente da sensação de suas mãos sobrepostas através das roupas. Seu corpo se contorcia involuntariamente diante da sensação nítida cada vez que sua pele nua tocava a dele.
Era uma sensação intensa dos feromônios de Chahyun e da respiração quente despejando-se como chuva sobre seu corpo. Ele mal conseguiu engolir os gemidos que tentavam escapar de seus lábios várias vezes. Yeonwoo foi irremediavelmente levado pela onda de estimulação que sentia depois de tanto tempo.
Antes que percebesse, água morna jorrava do chuveiro. Os corpos dos dois homens, tocando-se, rapidamente ficaram molhados.
— Haa, haa…
Os corpos que estiveram fortemente pressionados separaram-se por um momento. Chahyun olhou para baixo, encarando Yeonwoo, que ofegava pesadamente. O olhar dele rastejou como uma serpente por cada canto de seu corpo branco.
Yeonwoo, envergonhado, encolheu-se involuntariamente. Arrepios subiam por onde quer que os olhos dele tocassem, e sua pele pinicava. Uma vez que tirou todas as roupas e ficou bem na frente dele, sentiu como se estivesse voltando à sobriedade.
Isso realmente está certo? É apenas uma transa de uma noite só, mas…
— Você disse que queria cometer um erro. Então não pense em mais nada.
Chahyun aproximou-se dele novamente, como se pudesse ler a mente de Yeonwoo.
— Foi você quem escolheu isso, Hong Yeonwoo.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna