Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 92
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 92
Assim que chegaram em casa, Ja-kyung ficou inicialmente preocupado com a possibilidade de Kang Il-hyeon cavar a tatuagem em suas costas com uma faca, mas ele foi surpreendentemente amigável. Depois de inspecionar minuciosamente cada parte do corpo de Ja-kyung, ele tratou habilmente o ferimento em seu braço e pegou o curativo.
— Sabe, você tem andado perdendo o foco ultimamente.
Ja-kyung ficou mexido, mas não pôde refutar porque ele não estava errado. Cometeu erros em seu trabalho, esqueceu suas armas e merecia ser criticado.
— Sinto muito…
— Eu não queria que você se desculpasse. Estou dizendo para se recompor e cuidar de si mesmo.
— …
— Sua mente está perturbada por causa do assunto do seu irmão?
Ja-kyung não respondeu e manteve a boca fechada. A mão que enfaixava seu braço era cuidadosa. Ele se perguntou se era o mesmo homem que arrancou os globos oculares de Takeya Jun. Quando olhou para o rosto de Kang Il-hyeon, ele fez contato visual e sorriu.
Perder o foco, mente distraída e pensar em outra coisa… Não era por causa de Wang Lun.
Ja-kyung não teve coragem de ser honesto com ele e apenas continuou repetindo que não faria isso de novo. Quando Kang Il-hyeon terminou de enfaixar seu braço, pegou um cigarro e o acendeu. Ele deu uma tragada e o entregou a Ja-kyung. Ja-kyung o pegou e o colocou na boca, e logo houve uma batida na porta e Park Tae-soo entrou.
— Todos os preparativos estão concluídos.
Kang Il-hyeon estendeu a mão em direção a Ja-kyung.
— Então, vamos agora?
Era um gesto educado, como um acompanhante antes de entrar em uma festa. Sem perguntar para onde estavam indo, um calafrio percorreu a espinha de Ja-kyung. De jeito nenhum. Eei, de jeito nenhum…
— Não se preocupe. Parece que Tae-soo teve que fazer sashimi no passado.
Ja-kyung quase deixou o cigarro cair no chão. Ele não estava brincando?
— Não brinque com isso.
— Eu não sou generoso o suficiente para suportar que você tenha a mesma tatuagem no corpo que outra pessoa. E você sabe disso.
Ja-kyung ficou boquiaberto. Aquilo não estava apenas em Takeya Jun, mas o grupo que estava com Ja-kyung na época também achou legal e o imitou. Então ele teria que pegar e matar todos eles. O juízo de Kang Il-hyeon já havia ido embora, então ele não ouviria, não importa o quanto explicasse.
— Vou removê-la totalmente e substituí-la por algo que eu goste.
— O que… é?
— Miau.
É ainda mais assustador quando ele mia com um sorriso perverso. Pela expressão em seu rosto, ele não estava brincando. Kang Il-hyeon estava determinado a levá-lo, então Ja-kyung fez tudo o que pôde para resistir. Ele conseguiu evitar a crise no final ao viajar para o Havaí e mal conseguir convencê-lo a apagá-la com laser.
— Prometa-me. Se você não a apagar até lá, eu mesmo a cavarei com minhas próprias mãos.
Ja-kyung assentiu relutantemente, e Kang Il-hyeon acariciou suavemente seu cabelo.
— Meu querido é um bom garoto. Você escuta bem.
Ja-kyung afastou aquela mão com um tapa.
— Estou com raiva. Não diga que sou um bom garoto. É porque você é um psicopata!
Com a palavra “psicopata”, Kang Il-hyeon perguntou se era óbvio com uma expressão magoada. Enquanto os dois discutiam, Ja-kyung viu claramente Park Tae-soo sorrindo com orgulho. Quando seu chefe faz algo louco, você deveria intervir e impedi-lo. Não, mesmo que você não o impeça, não é algo para se olhar com tanto orgulho, certo?
Ja-kyung entrou no quarto para arrumar seus pertences depois que Park Tae-soo saiu. Kang Il-hyeon apoiou o queixo na frente dele e o observou enquanto ele abria a mala e guardava as roupas.
— Precisa de ajuda?
— Está tudo bem, vou apenas levar o básico e comprar o que precisar depois.
Naquele momento, algo caiu por entre as roupas e rolou para baixo dos pés de Kang Il-hyeon. Kang Il-hyeon se curvou e o pegou. Envergonhado, Ja-kyung levantou-se rapidamente e tentou tomá-lo, mas foi um passo tarde demais. Ele havia escondido o boneco de elefante de madeira que Kang Il-hyeon lhe dera antes dentro de suas roupas, e aconteceu que…
— Me dê isso.
Quando Ja-kyung estendeu a mão, Kang Il-hyeon fez uma expressão estranha.
— Estou tocado. Não sabia que você o guardaria com carinho.
Está meio desgastado, mas as peças se encaixam.
— Me dê, rápido.
Quando ele tentou pegar, Kang Il-hyeon escondeu a mão atrás das costas e sorriu de lado.
— Eu tenho um elefante maior que este, quer ver?
Julgando pelo brilho em seus olhos, o elefante devia estar preso ao corpo dele. Como esperado, sua mão desamarrou o cinto, então Ja-kyung rapidamente pegou o boneco e o enfiou na mala, ignorando-o.
Kang Il-hyeon, que estava sentado em uma cadeira, sentou-se no chão ao lado de Ja-kyung. Então começou a perturbá-lo remexendo em sua mala. Mesmo que Ja-kyung o empurrasse, ele não se movia e, mais tarde, suspirou ao descansar a cabeça no ombro de Ja-kyung.
— Vou sentir sua falta.
Kang Il-hyeon disse isso tão casualmente como se fosse uma brincadeira. Soou mais genuíno do que qualquer coisa que ele já tivesse dito, e fez Ja-kyung se sentir estranho. Ja-kyung, que estava arrumando seus pertences, virou a cabeça para o lado. O olhar de Kang Il-hyeon era intenso. Seus lábios se curvaram em um sorriso enquanto ele estendia a mão e puxava a nuca de Ja-kyung. Seus lábios se tocaram suavemente e depois se separaram. Kang Il-hyeon soltou um suspiro pesado entre os lábios, fosse um suspiro ou um gemido.
— Porra. Sinto pena do meu pau. Vai ser difícil por um mês.
— Já vai tarde.
Ja-kyung o encarou uma vez antes de terminar de arrumar suas coisas, mas Kang Il-hyeon o provocou colocando a mão por dentro da camiseta de Ja-kyung. Empurrá-lo era cansativo, então Ja-kyung o deixou estar, e o alcance tornou-se maior e mais persistente. No fim, eles não disseram muito e apenas se abraçaram e rolaram. Estavam mordendo e sugando os lábios um do outro quando alguém bateu na porta.
A voz de Park Tae-soo veio de fora.
— Senhor, acho que deveria sair por um momento.
Kang Il-hyeon deu um beijo rápido nos lábios de Ja-kyung, levantou-se do assento, ajustou as roupas e saiu. Quando Ja-kyung tentou segui-lo, Kang Il-hyeon disse para ele terminar de arrumar as malas e fechou a porta. Na sala de estar, houve um som de agitação. Depois de um tempo, Ja-kyung saiu, mas Kang Il-hyeon não estava em lugar nenhum.
***
— A casa ficará vazia.
A cozinheira da casa estava se sentindo triste enquanto preparava o café da manhã. Ja-kyung sentiu muito por não poder comer a comida deliciosa que ela preparava por enquanto. Ja-kyung estava curioso sobre o paradeiro de Kang Il-hyeon e perguntou sutilmente enquanto comia. Em vez de responder, ela sorriu enquanto olhava para trás de Ja-kyung.
— Você pode me perguntar diretamente.
Ja-kyung foi pego de surpresa quando olhou para trás. Era porque Kang Il-hyeon estava sorrindo para ele por trás. Vestido para o trabalho, ele puxou uma cadeira e sentou-se ao lado dele. Kang Il-hyeon olhou fixamente para as roupas de Ja-kyung enquanto a cozinheira servia o café. Ele o via em cores neutras todos os dias, mas a camisa havaiana vermelha ficava ótima nele.
— Suas roupas, elas parecem boas.
— Eu gosto delas.
— Você deveria usá-las com mais frequência.
Ja-kyung queria, mas apenas evitava ser notado.
— Combina comigo?
— Sim. Combina com seus olhos de bandido.
Ja-kyung o encarou quando ele disse a palavra bandido. As bochechas de Ja-kyung estufaram enquanto ele colocava o pão na boca e mastigava.
Kang Il-hyeon sorriu e cutucou sua bochecha com o dedo, achando fofo.
— E seus irmãos?
— Ele arrumou as coisas e foi para o hospital primeiro.
Eles não eram os únicos indo para o Havaí. Havia guarda-costas e um médico para tratar Wang Lun. O médico também ficará baseado lá até que Wang Lun esteja completamente curado. Ja-kyung estava grato por Kang Il-hyeon estar lhe dando tanta consideração sem perceber.
Ja-kyung, que estava rasgando o pão com as mãos, perguntou sobre o incidente da noite anterior. Ele estava confuso sobre por que Park Tae-soo apareceu de repente e para onde ele tinha ido depois que saiu.
— Saí por um tempo porque algo urgente aconteceu no trabalho.
— Entendo…
— Outro funcionário irá acompanhá-lo ao aeroporto. Tenho uma reunião matinal, então preciso ir trabalhar.
— E o Jun?
— O japonês?
Ja-kyung assentiu, e Kang Il-hyeon sorriu enquanto removia as migalhas da boca de Ja-kyung com a mão.
— Não se preocupe. Eu o matei e o enterrei bem.
Será que ele o deu para o cachorro comer de novo? Jun não é alguém para ser subestimado. Quando Ja-kyung lhe lançou um olhar preocupado, Kang Il-hyeon acariciou seu cabelo para tranquilizá-lo. Kang Il-hyeon é a pessoa que mais tocou em seu cabelo desde Wang Han.
A mão de Kang Il-hyeon desceu gradualmente, tocando o lóbulo da orelha, o pescoço, o ombro e as costas de Ja-kyung nessa ordem, antes de se afastar. É uma pena que ele não possa ficar. Antes mesmo que Ja-kyung pudesse pensar em querer estar mais com ele, ouviu o som de uma cadeira sendo arrastada e Kang Il-hyeon levantou-se do assento.
— Fique bem e tenha uma boa viagem. Ligue-me assim que chegar.
Kang Il-hyeon beijou-o na bochecha por trás e deu um tapinha em seu ombro. A cozinheira, que estava lavando a louça, percebeu e sorriu. O lóbulo da orelha de Ja-kyung ficou vermelho, e ele ficou sentado imóvel. Kang Il-hyeon saiu de casa como de costume após se despedir. Por trás, Kang Il-hyeon parecia despreocupado, o que deixou Ja-kyung triste por estar sofrendo de saudade sozinho.
Ja-kyung não conseguiria vê-lo por um mês. Não parece ser grande coisa. Ele era o único que estava preocupado e se importava? Ja-kyung encarou a xícara que Kang Il-hyeon havia deixado para trás. Olhando para trás, ele nem bebeu o café, em vez disso, apenas encarou seu rosto e saiu. Ja-kyung estava mordendo o lábio inferior quando recebeu uma ligação de Wang Han. Quando ele atendeu o telefone, Wang Han falou com uma voz urgente.
— Você já saiu?
— Não, ainda não. Por que você está tão ofegante?
— Você ficou sabendo?
— O quê?
— Jun. Ouvi dizer que ele escapou enquanto era transferido para outro lugar ontem à noite.
Ja-kyung quase derrubou o telefone. Seu olhar foi atraído para o lugar onde Kang Il-hyeon havia saído anteriormente. Ele se levantou e caminhou naquela direção sem perceber. Ele saiu pela porta da frente enquanto ainda falava com Wang Han.
— Eu também ouvi alguns funcionários do CEO Kang falando sobre como estavam procurando por ele até o amanhecer.
Ja-kyung parou no meio do quintal. Kang Il-hyeon trocou palavras com Park Tae-soo antes de voltar o olhar. Ja-kyung cerrou os punhos enquanto olhava para Kang Il-hyeon.
Por que você mentiu? Você disse que ele estava morto. Disse para não me preocupar.
Wang Han suspirou do outro lado da linha.
— De qualquer forma, mesmo que ele fuja naquela condição, não vai durar muito.
— …
— Está ouvindo?
— Sim…
— Depressa. Lun está procurando por você.
Ja-kyung não respondeu e desligou o telefone, dizendo que ligaria de volta mais tarde. Ele então se aproximou de Kang Il-hyeon, que estava parado junto ao carro, e agarrou seu braço. O olhar de Kang Il-hyeon moveu-se para o braço sendo segurado, depois subiu para encarar Ja-kyung.
— O quê? O que é essa ação repentina?
— Eu não vou.
Uma das sobrancelhas de Kang Il-hyeon se arqueou. Ja-kyung falou com uma expressão determinada.
— Não quero ir para o Havaí. Quero ficar aqui.
Os olhos de Kang Il-hyeon se estreitaram. Era uma expressão de quem estava sem palavras. Ja-kyung abriu a boca. Ele não tem escolha a não ser dizer. A cabeça de Kang Il-hyeon poderia explodir e ele morreria se partisse sem dizer nada. Não, ele poderia vir a se arrepender. Ele ia dizer, fosse embaraçoso ou humilhante.
— Vou ficar e… proteger você.
Kang Il-hyeon perguntou em descrença.
— Proteger quem?
Ja-kyung mordeu o lábio. Ah, porra. Eu também não sei.
— Você, CEO Kang. Eu vou proteger você!
A expressão atônita de Kang Il-hyeon mudou gradualmente para um rosto que Ja-kyung nunca tinha visto antes. Mesmo quando faziam sexo, quando se estrangulavam, ou quando ele queria cortar o pau dele e arrancar seus olhos, era uma expressão que Ja-kyung nunca tinha visto antes.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna