Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 91
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 91
O carro de Takeya Jun o seguia na mesma velocidade enquanto ele dirigia a toda prova. Wang Han rapidamente pegou o telefone e discou o número de Park Tae-soo. Ele atendeu a ligação assim que o sinal chamou e então gritou:
— Secretário Park! Estamos sob ataque! Envie alguém rápido!
Ele também pediu que trouxessem uma arma, mas o carro balançou e o celular caiu. Eles os atingiram por trás novamente enquanto ele se curvava para pegá-lo. Wang Han foi lançado para frente e colidiu com o painel. Ugh, ele agarrou a cabeça e gemeu, e Ja-kyung pisou no pedal do acelerador com força total.
O carro de Takeya Jun o alcançou a uma velocidade aterradora enquanto ele acelerava. Takeya Jun baixou os vidros e disparou sua arma impiedosamente por trás e pela lateral. Para evitar as balas que voavam, Ja-kyung e Wang Han baixaram seus corpos. Balas perfuraram os assentos e estilhaçaram o para-brisa, entrando como chuva.
Porra. Era difícil prever o ataque em uma situação onde era difícil garantir a visibilidade. Ja-kyung precisava aguentar e ganhar tempo. Kang Il-hyeon deve ter um rastreador acoplado ao carro. Ele apenas esperava que os homens dele chegassem o mais rápido possível.
Enquanto a perseguição continuava por mais de 30 minutos, a chuva terrível parou como se nunca tivesse acontecido. Ao passar por uma ponte sobre um rio, uma bala atingiu a roda do carro. Bang, o pneu estourou e o carro derrapou em alta velocidade.
Ele pisou no freio e ajustou o volante, mas era difícil porque a rua estava molhada pela chuva. O carro acabou colidindo com a grade de proteção da ponte! Bang!!! O airbag inflou como resultado do impacto, e os corpos de Ja-kyung e Wang Han foram lançados para frente antes de retornarem às posições originais.
Ja-kyung, que mal estava consciente, olhou pelo retrovisor. Vrum, vrum, o carro de Jun estava prestes a encostar neles.
— Saia!
Assim que Ja-kyung desatou apressadamente o cinto de segurança e saltou do banco do motorista, o carro veio em velocidade total. O carro em que eles estavam destruiu a grade e caiu no rio abaixo da ponte. Jun saiu do carro parado e carregou sua arma. Ele usava uma jaqueta de couro mesmo no meio do verão, e tinha cicatrizes visíveis dos cantos dos lábios até as maçãs do rosto. Ele dizia que era uma cicatriz deixada por seus pais há muitos anos. E que ele matou seus pais com as próprias mãos.
Ele sentou-se vagarosamente no capô do carro e olhou para os dois.
— Faz tempo, Wei.
O sorriso dele era perversamente hostil. Ja-kyung sorriu e respondeu:
— Há quanto tempo, hyung-nim. Seu rosto melhorou desde a última vez que o vi.
— Ouvi falar de você. Dizem que você tem sido provado por homens e até os servido com seu corpo ultimamente?
Ja-kyung franziu a testa. Wang Han interveio no meio.
— Jun. Não seja assim. Wei era seu colega.
— Um colega? Aquele fraco?
Ele zombou abertamente. Ja-kyung olhou para trás mais uma vez. O rio fluía rápido após a chuva pesada. Parecia que se eles pulassem, suas vidas seriam poupadas, mas o problema era que quase certamente seriam baleados. Ele se aproximou de Wang Han com cautela. Ja-kyung considerou empurrá-lo e jogá-lo na água.
Mas Jun percebeu como um fantasma e mudou o cano da arma de Ja-kyung para Wang Han.
— Wei. Não tente truques.
Ja-kyung o encarou com raiva.
— Leve a minha vida. O Han hyung não fez nada de errado.
Jun gargalhou alto. Era um som terrivelmente desagradável.
— Você continua o mesmo. Fingindo ser um herói quando é um assassino.
Ele trouxe o passado à tona. Takeya Jun sequestrou o filho de 6 anos de uma autoridade de alto escalão que estava tentando fugir para outro país enquanto trabalhavam juntos. Ele pretendia enviar a criança aos pais em pedaços. No entanto, Ja-kyung libertou a criança secretamente, e tudo foi por água abaixo.
Desta vez, Wang Han pediu educadamente:
— Deixe Wei ir. Em vez disso, eu pagarei a dívida.
— Seus tolos. Não sejam ridículos. Vou matar todos vocês de qualquer maneira.
Ele moveu o cano da arma para a esquerda e para a direita. Quem será o primeiro a ter a cabeça explodida? Ja-kyung deu outro passo para trás. Wang Han se moveu junto, possivelmente percebendo a intenção dele. Pular da ponte ao mesmo tempo, se necessário. Eles estavam apenas procurando oportunidades para saltar. Enquanto esperam pela chance, ouvem o som de uma batida.
Foi por volta dessa hora. No momento em que Ja-kyung tocou o corrimão, um carro vindo a toda velocidade do outro lado cruzou a linha divisória e colidiu com Takeya Jun. O corpo dele voou como uma pena e caiu no chão. Ja-kyung manteve-se firme na grade, e Wang Han não conseguiu esconder sua surpresa.
Takeya Jun, que caiu no chão, nem sequer se moveu, como se tivesse perdido a consciência. Kang Il-hyeon e Park Tae-soo saíram do carro parado. Ele foi o primeiro a verificar a segurança de Ja-kyung, seus olhos escaneando cada canto do corpo dele.
— Você está bem?
Ja-kyung assentiu. Ele nunca sonhou que Kang Il-hyeon viria até ele pessoalmente. Kang Il-hyeon pegou uma arma e jogou para Ja-kyung. Ao aceitá-la, Kang Il-hyeon ergueu o canto da boca e sorriu.
— Você nem sabe atuar, e agora esqueceu sua arma.
Ja-kyung, que estava carregando a arma, desviou o olhar, envergonhado. Kang Il-hyeon voltou o olhar para Park Tae-soo, que estava ao lado dele.
— Tae-soo, isso significa que fomos enganados, certo? Não deveríamos processar?
Quando Ja-kyung tentou se aproximar de Jun com a arma carregada, Park Tae-soo foi primeiro e agarrou Jun por trás. Ele parecia estar tentando erguê-lo à força e colocá-lo no carro. As roupas dele estavam aos trapos, revelando uma tatuagem entre os ombros. Kang Il-hyeon foi direto até Jun e levantou a parte de cima da roupa dele após descobrir a tatuagem.
Os olhos dele se estreitaram quando notou que ele tinha a mesma tatuagem que a de Lee Ja-kyung no ombro.
Jun, que havia perdido a consciência brevemente, puxou uma faca da manga. A ponta da faca voou como um raio em direção à artéria carótida de Kang Il-hyeon. Kang Il-hyeon imediatamente agarrou e torceu o braço dele. O braço foi torcido e dobrado para trás enquanto a faca caía no chão.
Crack, com o som de ossos quebrando, Jun gritou. Kang Il-hyeon fez com que os ossos se rasgassem e saltassem para fora. Aargh! Jun gritou, segurou o braço e caiu para frente. Kang Il-hyeon agachou-se na frente dele, agarrando violentamente seu cabelo e encarando-o.
— Qual é o seu relacionamento com Lee Ja-kyung?
Mesmo que Jun estivesse com dor, ele se segurou ao pulso quebrado e riu.
— Você está curioso?
Ja-kyung soltou um suspiro. Jun não deveria ter dito uma palavra. Se o fizesse, morreria. Mas Takeya Jun era mais estúpido do que Ja-kyung pensava.
— Somos muito próximos. Não é verdade, Wei?
Jun olhou para Ja-kyung e, ao mesmo tempo, Kang Il-hyeon olhou para trás. Ja-kyung, que recebeu o olhar dos dois homens, retribuiu com uma expressão de descrença.
Kang Il-hyeon perguntou com um rosto triste:
— Querido. Você disse que eu fui o seu primeiro homem.
Os olhos e a expressão de Kang Il-hyeon eram os mesmos de quando ele brandiu o machado naquela noite. Ja-kyung tentou em vão explicar que seu relacionamento com Jun não era como Kang Il-hyeon pensava. Takeya Jun falou ainda mais pesado:
— Qual é o gosto da bunda desse cara? É incrível, não é?
O olhar de Kang Il-hyeon voltou-se para Jun.
Um homem com a mesma tatuagem que Lee Ja-kyung. O mesmo trabalho. Ah, porra. Eu não gosto disso.
— Não olhe para mim com tanta arrogância.
Jun riu.
— Por quê. Você vai arrancar meu olh-…
Kang Il-hyeon cobriu o rosto de Jun antes que ele pudesse terminar a frase. Jun tremeu enquanto o polegar esquerdo de Kang Il-hyeon cavava sob o olho direito dele. Aaaaarght. Park Tae-soo agarrou Jun por trás enquanto ele lutava. Kang Il-hyeon rapidamente inseriu os dedos no olho de Jun e arrancou o globo ocular escorregadio em um instante.
Aaaaarght. Os membros de Jun tremeram com um grito de ensurdecer. Ja-kyung, parado atrás, assistiu à cena com a boca fechada. Jun agarrou o rosto ensanguentado e lutou de dor.
Kang Il-hyeon agarrou o queixo dele e o forçou a olhar para o seu rosto. Então, ele colocou o globo ocular direito que acabara de arrancar em frente ao olho esquerdo dele e sorriu de forma terrível. Os olhos de Jun, que eram arrogantes, foram lentamente corroídos pelo medo.
— Olá? Diga olá. É o seu olho direito.
Enquanto tremia, Jun rangeu os dentes e encarou Kang Il-hyeon.
— Gostaria de repetir o que disse antes?
— …
— Como foi o Lee Ja-kyung?
Kang Il-hyeon estourou os globos oculares em suas mãos com força quando não obteve resposta. As bochechas de Kang Il-hyeon estavam respingadas de sangue e pedaços não identificados. Ele esfregou as mãos nas coisas em suas bochechas, provou-as e as cuspiu.
— Globos oculares não têm muito gosto.
Takeya Jun, que tremia e cerrava os dentes, baixou o olhar lentamente. Ele é um demônio. Ele é um verdadeiro demônio.
— Diga-me. Ou você quer que eu arranque o globo ocular restante também?
— …
— Você não quer sentir como é ser caçado no escuro pelo resto da vida?
Kang Il-hyeon levantou-se quando Ja-kyung disse para ele parar. Ja-kyung tremia ao ver as mãos ensanguentadas de Kang Il-hyeon e os globos oculares esmagados. E agora os olhos dele estavam em perigo.
— Não somos amigos! Ele é apenas um colega que conheci antes.
Kang Il-hyeon pegou um lenço, limpou as bochechas e as mãos, e sorriu afetuosamente, ao contrário de instantes atrás.
— Sobre isso, eu vou descobrir quando formos para casa e verificarmos.
Ele sorriu, mas seu tom era completamente frio. Ele logo chamou por Tae-soo e ordenou que ele colocasse Takeya Jun no porta-malas do carro. Tae-soo empurrou o gemebundo Jun para dentro e bateu a porta.
Ja-kyung foi para o lado de Kang Il-hyeon e falou com ele várias vezes. Ele disse para apenas matar Jun ali, enterrá-lo ou o que quer que fosse, já que não estavam juntos, mas não funcionou. Eventualmente, ele foi jogado no banco de trás do carro com Wang Han e seguiu para casa.
O caminho todo para casa, o carro estava silencioso como um rato morto. Se Wang Lun estivesse lá, teria feito algumas piadas bobas, mas a ausência dele era decepcionante hoje. Após cerca de 20 minutos, Kang Il-hyeon finalmente falou.
— Tae-soo.
— Sim, senhor.
— Você sabe como fazer sashimi?
— Eu aprendi antes.
Por que sashimi de repente? Ele se perguntou se Kang Il-hyeon realmente queria comer sashimi naquele ambiente. No entanto, o que Kang Il-hyeon disse foi algo que Ja-kyung nunca imaginou.
— Ótimo. Preciso que você remova as tatuagens das costas do Ja-kyung.
Ja-kyung, que olhava distraidamente pela janela, arregalou os olhos e olhou para frente. Kang Il-hyeon o ignorou e não respondeu quando ele perguntou o que tinha acabado de dizer. Sashimi. Sashimi, ele nem era um linguado ou um peixe-pedra! Ja-kyung ficou boquiaberto, mas a única resposta que recebeu foi uma ameaça para calar a boca e ficar parado.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna