Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 108
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↫─Things That Deserve To Die ⚝ 108
Ja-kyung semicerrou os olhos enquanto examinava a palma da mão de Il-hyeon. Ele havia aprendido a ler linhas das mãos com um vizinho coreano antigamente e queria ler a de Il-hyeon, mas sua linha da vida era incrivelmente longa, até ridiculamente longa. Por outro lado, a linha da vida de Ja-kyung estava abruptamente cortada no meio.
Enquanto isso, Il-hyeon não estava focado em sua própria palma, mas observava a expressão de Ja-kyung com um olhar intrigado no rosto.
— Como está?
— Você é inteligente. E sua linha da vida é tão longa que você viverá uma vida longa.
Em resposta, Ja-kyung mostrou sua própria linha da vida. — Olhe a minha. É bem curta. Diz que não viverei por muito tempo.
— Mais alguma coisa?
— Seu temperamento é muito ruim. Você é tão maldoso.
— Não adicione seus pensamentos.
— …
— E quanto a um cônjuge?
— Você tem um. Apenas um.
— Então, e você?
Ja-kyung abriu as palmas das mãos orgulhosamente.
— Eu tenho dois.
Os olhos de Kang Il-hyeon escureceram. No momento em que seus lábios se abriram, o telefone tocou. Era uma chamada de vídeo de Wang Han. — Shhh. — Ja-kyung sinalizou para ele ficar quieto e atendeu o vídeo. O rosto de Wang Han apareceu na tela contra o céu azul.
— Chegou em segurança?
— Sim. Acabei de desfazer as malas. Onde você está? Está tão escuro aí.
Uma mulher apareceu inesperadamente ao lado de seu rosto curioso. Os olhos de Ja-kyung se arregalaram. Era Rita, que morava na porta ao lado quando ele estava hospedado em Kuala Lumpur. Ele não consegue acreditar que ela está na Tailândia. Rita acena sem hesitar por um segundo.
[Wei, quanto tempo. Ouvi dizer que você tinha um amante. Você não sabe o quão chateada a Sasha ficou quando soube da notícia.]
Quando o nome de Sasha foi mencionado, Ja-kyung olhou de relance para Il-hyeon, falou mais baixo e se levantou da varanda, afastando-se em uma direção diferente. Il-hyeon, que estivera observando enquanto bebia sua cerveja, levantou-se e foi para os fundos da casa. Foi um alívio. Porque logo Sasha apareceu entre Rita e Wang Han.
[Wei. Eu estarei sempre esperando por você. Se você terminar com aquela garota, volte para mim!]
O grito fez os três rirem e fazerem barulho. Ja-kyung sorriu com uma expressão preocupada. Ele já havia explicado tudo detalhadamente para Sasha, e ela parecia ter se decidido. Ele encerrou rapidamente a chamada depois de se despedir de Wang Han.
No entanto, Il-hyeon não estava em lugar nenhum. Ja-kyung olhou em volta e sentou-se no banco, mas então ouviu o som de passos. Quando Ja-kyung se virou para encará-lo, quase gritou de susto. Il-hyeon se aproximava com uma foice na mão e um cigarro pendurado nos lábios.
— O que, o que é isso?
Il-hyeon estalou o dedo.
— Venha aqui. Eu posso mudar as linhas da sua mão o quanto você quiser.
Ja-kyung recuou. Ele perguntou se ele tinha enlouquecido, mas Il-hyeon agarrou seu pulso com força e o torceu. Ja-kyung rapidamente se soltou e chutou o joelho de Il-hyeon.
Kang Il-hyeon não se importou, agarrou a mão de Ja-kyung, pressionou-a contra o chão e brandiu a foice. A ponta afiada da foice bateu entre seu dedo indicador e o médio. — Argh! — Ja-kyung gritou, então deu um suspiro de alívio ao perceber que seu dedo ainda estava inteiro. — Você, merda! — Ja-kyung empurrou o ombro dele e deu um passo para trás.
— Você é louco!
— Eu disse para vir.
— Por que você está fazendo isso de novo?
— Eu cometi um erro. Eu deveria ter esculpido meu nome no seu rosto, não na sua cintura.
— Pare de falar bobagem e abaixe isso.
— Então diga aqui.
— O quê.
— Que você só gosta de mim e só faz sexo comigo pelo resto da sua vida.
Enquanto Ja-kyung demonstrava nojo, Il-hyeon apontou a ponta da foice em direção a Ja-kyung como se o desafiasse. Ja-kyung relutantemente assentiu. Isso pareceu satisfazê-lo momentaneamente. Mas sua maldita obsessão havia ressurgido. Seria melhor acabar com isso logo.
— Eu só vou gostar e fazer sexo apenas com Kang Il-hyeon pelo resto da minha vida.
Ele levantou os olhos e falou em um tom sem alma, como um robô.
— Querido. Você não falou sério.
Ja-kyung rangeu os dentes.
— Eu só vou gostar e fazer sexo apenas com Kang Il-hyeon pelo resto da minha vida.
Finalmente satisfeito, Il-hyeon jogou a foice de lado. Ja-kyung suspirou e praguejou todos os tipos de insultos internamente. Ele gesticulou para Ja-kyung vir, e Il-hyeon pegou seu celular. — De jeito nenhum. — Ja-kyung rapidamente tirou o telefone dele. Ele temia que Il-hyeon gravasse novamente e ficasse ouvindo sem parar. Mas o que ele lhe mostrou foi uma foto, não um arquivo gravado. Era uma ilha com terreno moderadamente plano e necessidades suficientes para as pessoas viverem.
— O que acha? Não é muito longe porque fica dentro do país. Você pode caçar ou pescar como quiser. Não é ótimo?
Ja-kyung, que estava folheando várias fotos, assentiu.
— Não precisamos de uma casa. Podemos apenas montar uma tenda.
— Faça como quiser.
— Eu vou caçar toda a comida.
— Achei que fosse nossa lua de mel, não um treinamento militar.
Provocando, Il-hyeon deu um tapinha leve no braço dele e riu. No entanto, apesar da demonstração anterior de Il-hyeon empunhando a foice, ele surpreendentemente aceitou sem muita resistência.
— Mas lembre-se.
— O quê?
— Eu ainda não revisei meu testamento.
— Haa, já vai tarde. — Ja-kyung assentiu com uma expressão derrotada no rosto. — É, vamos nos enterrar juntos.
Ja-kyung levantou-se e caminhou em direção ao campo de flores enquanto olhava as fotos da ilha. Ele conseguia ver a cidade de relance ao cruzar os braços no muro e olhar para baixo. Logo depois, Il-hyeon veio para o lado dele. Ele acendeu um cigarro e riu baixinho.
— É impressionante.
— Eu estive pensando…
Il-hyeon virou a cabeça e olhou para Ja-kyung.
— Acho que seria bom morar aqui em vez da casa do CEO.
A expressão de Il-hyeon congelou por um momento diante das palavras inesperadas. Ja-kyung esperou por sua resposta. Agora, este lugar parecia perfeito. O quintal onde ele era espancado enquanto ficava vadiando, e o armazém onde fora trancado sem conseguir respirar, tudo estava bem.
A casa não parecia mais um inferno desde que Kang Il-hyeon colhera as flores e as entregara a ele. Il-hyeon tirou um cigarro e soltou uma longa lufada de fumaça. Como não houve resposta por um longo tempo, Ja-kyung pensou que significasse rejeição, mas então Il-hyeon assentiu lentamente com a cabeça.
— Claro, vamos fazer isso.
Ja-kyung olhou para trás surpreso.
— Sério?
— Sim, contanto que eu possa vir e passar o tempo como hoje.
— Por que você está assim? É assustador porque você sempre concorda com tudo.
— Aquele que ama mais é geralmente o mais fraco. O que posso fazer? Eu tenho que me acomodar a você.
Il-hyeon bagunçou o cabelo dele com sua mão grande e inclinou os braços contra o ombro de Ja-kyung. Logo, sua cabeça repousou no ombro de Ja-kyung. Ja-kyung não se importava de ter um homem trinta centímetros mais alto que ele encostado nele de vez em quando. Ja-kyung tocou o outro lado do rosto de Il-hyeon enquanto ele esfregava a bochecha contra seu ombro como um cachorrinho. Il-hyeon riu tanto que suas bochechas doeram.
Depois de ficarem lado a lado observando a vista noturna por um tempo, eles voltaram para seus lugares e beberam mais cerveja. Quando Ja-kyung ficava bêbado, ele agia de forma fofa, e Il-hyeon gostava, então lhe dava mais bebida, mas ele acabou desmaiando. Ele ficou encarando o rosto de Ja-kyung enquanto dormia, olhando até seus olhos ficarem cansados, e só adormeceu quando o amanhecer se aproximava.
Ja-kyung mal abriu os olhos ao ouvir os pássaros cantando. Ele achou que tivesse dormido por apenas um pouco, mas o sol já havia nascido e seu corpo inteiro estava dolorido. Ele percebeu que o paletó de Il-hyeon o cobria enquanto ele estava deitado no chão.
Ele o tirou e olhou em volta. Do lado de fora do portão, ouviu Kang Il-hyeon falando com alguém ao telefone. Era hora de se lavar e ir trabalhar, então ele precisava voltar para casa. Enquanto Ja-kyung esfregava o rosto para acordar, sua atenção foi subitamente atraída para sua palma.
Quando ele abriu a mão, alguém havia desenhado sua linha da vida com uma caneta até o pulso. Ele riu enquanto tentava apagá-la com a mão.
Era óbvio quem tinha feito aquilo, mesmo sem ver. Justo então, o portão se abriu e Kang Il-hyeon entrou. Ele sorriu abertamente, apesar do cabelo e das roupas bagunçadas. — Dormiu bem? — Ja-kyung caiu na gargalhada com a aparência dele, totalmente fora do comum. Ele estendeu os braços e Il-hyeon veio à frente para abraçá-lo sem hesitação.
***
O céu de outono estava incrivelmente límpido. Havia uma longa fila de pessoas esperando para comer no refeitório comunitário. O Repórter Yoon, que estava filmando de um lado do refeitório, estava focado em capturar Kang Il-hyeon usando um avental preto e servindo refeições.
— É estranho.
O Repórter Kwak apagou o cigarro ao som do Repórter Yoon murmurando e olhou para lá.
— Por quê?
— O CEO Kang. Acho que ele mudou.
— Tendo passado por algo assim e perdendo o pai, é compreensível estar profundamente afetado.
O Repórter Yoon balançou a cabeça. Aquela expressão não era o olhar de alguém que perdera os pais, mas sim de alguém que ganhara uma nação.
— Mas quem é o rosto novo ao lado dele?
O Repórter Kwak apontou para outro homem ao lado de Kang Il-hyeon. Ele não achava que fosse um membro da família ou mesmo um funcionário. O homem que ele via pela primeira vez sorria enquanto entregava as refeições. No meio disso, Kang Il-hyeon falou com o homem, mas sua expressão era visivelmente diferente de quando falava com os outros.
— Quanto mais olho para ele, mais bonito ele é. Talvez ele tenha aprendido isso em sua agência.
— Devemos investigar o passado dele um pouco?
— E o que isso vai realizar?
— Quem sabe? Talvez aquele homem tenha alguns pontos fracos que poderiam ser explorados contra Kang Il-hyeon.
— Esqueça. Vamos focar no nosso trabalho.
O Repórter Yoon olhou para o homem ao lado de Kang Il-hyeon através de sua câmera. Conforme ele dava o zoom, o rosto bonito aparecia na tela. — Uau. — Ele exclamou em admiração e clicou. Ele apertou o botão do obturador. Kang Il-hyeon, que estava servindo refeições no momento, olhou em sua direção. Assustado, ele baixou a câmera e o cumprimentou nervosamente.
Por alguma razão, Kang Il-hyeon tirou o avental e caminhou em direção aos repórteres Yoon e Kwak. O rosto tenso do Repórter Kwak endureceu. Ele devia saber de antemão que eles estavam escrevendo um artigo promocional, então por que Kang Il-hyeon viria pessoalmente até eles, e não a secretária?
Ele tem duas garrafas de bebida na mão enquanto se aproxima.
— Vocês dois trabalharam duro.
Depois que eles as aceitaram, Il-hyeon olhou para a câmera.
— Posso verificar a foto que acabou de tirar?
Não havia razão para recusar. O Repórter Yoon hesitou por um momento, então entregou a câmera para Kang Il-hyeon. Os cantos de sua boca subiram ligeiramente, e o Repórter Kwak olhou para Il-hyeon nervosamente com a bebida na mão.
Kang Il-hyeon devolveu a câmera e sorriu encantadoramente.
— Eu gostaria de ter essa foto pessoalmente. Posso pedir um favor a você?
— Ah, isso…
O Repórter Kwak interveio rapidamente.
— Claro. Eu a enviarei agora mesmo.
Kang Il-hyeon agradeceu e voltou para o seu lugar. Enquanto o observavam se afastar, ambos deram um suspiro de alívio e finalmente verificaram a foto na câmera. Ela capturava uma cena de Kang Il-hyeon de frente para o homem ao seu lado, sorrindo abertamente.
— Por que isso…
— Pois é, né?
Os dois olharam para Kang Il-hyeon com olhos suspeitos. Quando Il-hyeon voltou à sua posição, o homem ao lado dele amarrou a alça traseira de seu avental e sorriu. A atmosfera parecia suspeita enquanto os dois trocavam palavras. Como se isso não bastasse, Kang Il-hyeon inclinou-se e sussurrou algo no ouvido do homem.
— Não importa como você olhe…
— Eles parecem um casal, não parecem?
— É o que estou dizendo…
— De jeito nenhum…
O Repórter Yoon balançou a cabeça como se estivesse embasbacado e ergueu a câmera novamente. A lente capturou a imagem dos dois homens sorridentes como uma pintura. Eles podiam não ser um casal, mas pareciam combinar muito bem um com o outro.
↫─☫ Fim Da História Principal
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna