Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 89
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 89
Toc, toc. Ja-kyung, que bateu na porta, hesitou por um momento antes de entrar. O modelo que estava na sala de estar do segundo andar havia desaparecido, então ele se perguntou para onde teria ido; estava no quarto de Kang Il-hyeon. Ja-kyung olhou para aquilo em perplexidade, mas a porta do banheiro se abriu e Kang Il-hyeon saiu, balançando a cabeça e usando apenas uma toalha na parte inferior do corpo.
O homem com o rosto úmido e a franja molhada não parecia o homem que aparentava ser um assassino instantes atrás. Não era como se Ja-kyung não tivesse visto aquele corpo nu há poucos dias, mas ele ficou sem graça e desviou o olhar para outro lugar.
— Eu ia descer depois de me lavar, mas parece que você não aguentou esperar e veio até aqui.
Ja-kyung franziu a testa. Ele ouviu de Park Tae-soo que Kang Il-hyeon tinha mandado ele vir até aqui. Ja-kyung não sabia quem estava dizendo a verdade, mas ver o sorriso de Kang Il-hyeon o fez ficar mais inclinado a acreditar em Park Tae-soo, de quem ele nem era próximo. Kang Il-hyeon tirou a toalha que o cobria.
A boca de Ja-kyung se abriu quando viu o pau de Kang Il-hyeon saltando para fora, rígido. Uma ereção total por 24 horas. Kang Il-hyeon vestiu casualmente seu roupão cinza e caminhou até o sofá enquanto amarrava os cordões. Ao se sentar de frente para Ja-kyung com as pernas abertas, seu roupão se abriu, revelando um pau mal contido.
Kang Il-hyeon sorri descaradamente após notar o olhar.
— Pare de encarar se não for me chupar.
Era ridículo. Kang Il-hyeon estava ali, nu e com a virilha exposta, mas dizia para ele não olhar. Ja-kyung o repreendeu e jogou uma almofada nele, mas foi em vão. Por fim, Ja-kyung teve que desviar o olhar por conta própria. Kang Il-hyeon acendeu um cigarro e entregou a Ja-kyung o envelope de papel pardo ao lado da mesa.
Ja-kyung o pegou e olhou dentro. Continha documentos simples, uma passagem aérea para o Havaí, além de cartões de visita e fotos de estranhos. Surpreendentemente, a data de partida da passagem é para dali a dois dias. A foto fora tirada no Havaí, mas o homem estava vestido com um terno preto, então pode-se pensar que é falsa à primeira vista.
— Yoon Soo-hyun. Ele é a pessoa encarregada que cuidará de você lá. Ele vai te buscar no aeroporto, então familiarize-se com o rosto dele.
A palavra “cuidar” o irritou. Eu sou uma criança? Ja-kyung mostrou olhos de protesto, mas a atitude dele era firme. Junto com algumas precauções, ele pediu repetidamente que ele não se movesse sozinho, por precaução.
Ja-kyung não gostou do fato de Kang Il-hyeon já ter tomado uma decisão antes mesmo de ele ter dado uma resposta clara. Kang Il-hyeon perguntou sem rodeios, como se tivesse percebido.
— Você não quer ir?
— Não é que eu não queira…
Ja-kyung deixou as palavras no ar. Então ele se lembrou das pessoas na sala de estar. Depois de se lavarem e descerem do segundo andar, elas haviam ido embora.
— Aquelas pessoas na sala de estar mais cedo.
— Sim.
— São novas contratações?
Kang Il-hyeon assentiu.
— Então não é um prejuízo para você? Se vai pagar a eles para me fazerem de bobo, por que me manteve?
Kang Il-hyeon apagou o cigarro e sorriu tristemente.
— Você está perguntando porque realmente não sabe, ou está fingindo?
A boca de Ja-kyung se apertou. Você realmente gosta de mim? As palavras que não conseguiam sair de sua garganta se acumularam em camadas. Ja-kyung o questionava desde o momento em que começou a acreditar nele e a querer protegê-lo. É possível para alguém que odeia a própria família amar os outros?
Da mesma forma, Ja-kyung nunca amara ninguém de verdade. Ele era solitário tanto física quanto mentalmente, então apenas se encontrava e confiava neles por um curto período. Por isso, ele não entendia a atitude de Wang Lun, que se ressente de sua amante por traí-lo, mas também sente falta dela e não consegue esquecê-la.
— Se houver algo que queira dizer, diga.
Kang Il-hyeon parecia estar ciente de que Ja-kyung estava pensando muito, então falou primeiro. Ja-kyung cerrou a mandíbula e balançou a cabeça. Então ele guardou os documentos. Nada mudaria agora. Kang Il-hyeon era o chefe, e ele tinha que seguir suas ordens.
— Eles são confiáveis?
Por precaução, ele verificou novamente. Kang Il-hyeon sorriu, levantou-se e veio sentar-se ao lado de Ja-kyung. Kang Il-hyeon cheira a pêssegos. Embora Ja-kyung achasse que não combinava com ele, sem saber, aproximou o nariz e cheirou o aroma.
Kang Il-hyeon puxou Ja-kyung com os braços em volta de seus ombros. Kang Il-hyeon pegou a mão de Ja-kyung que tentava escapar, entrelaçou seus dedos e inclinou a cabeça para encontrar seus olhos. Surpreendentemente, isso era mais embaraçoso do que fazer sexo com este homem. Enquanto ele tentava se afastar, Kang Il-hyeon encostou a cabeça no ombro de Ja-kyung. Não era como se seu ombro fosse quebrar, então Ja-kyung o deixou ficar.
— Você está preocupado comigo?
— De jeito nenhum.
— Mesmo que eu não saiba atirar melhor que você, sou melhor em atuar do que você.
Ja-kyung balançou a cabeça e empurrou Kang Il-hyeon. Não diga isso. Kang Il-hyeon o empurrou quando ele perdeu a paciência. Seu pau cutucou através do roupão fino e esfregou contra a coxa de Ja-kyung. Ele lutou para se levantar, mas não foi fácil com Kang Il-hyeon já em cima dele.
— Ah! Sai de cima de mim.
— Por favor, saia do caminho, tente dizer isso com doçura.
Ja-kyung estreitou os olhos e rangeu os dentes relutantemente, mastigando e cuspindo palavra por palavra.
— Por, favor, saia, do, caminho.
Kang Il-hyeon respondeu imediatamente com um sorriso.
— Não.
Haa. Ja-kyung estava debatendo se dava ou não um soco nele antes de deixar o país, mas então Kang Il-hyeon se moveu para trás de Ja-kyung. O sofá era espaçoso, mas era pequeno demais para duas pessoas se deitarem. Kang Il-hyeon abraçou Ja-kyung por trás. Ele mal chegou ao fim do sofá antes de envolver os braços em sua cintura e puxá-lo.
Ja-kyung ouviu o som do coração de Kang Il-hyeon batendo forte enquanto seu peito rígido estava contra suas costas. Ja-kyung tentou escapar, mas desta vez Kang Il-hyeon o abraçou com mais força. O quarto estava silencioso como um rato morto, e deitar-se contra o peito dele fazia Ja-kyung se sentir estranho.
Kang Il-hyeon colocou o braço sob a cabeça de Ja-kyung para fazer um travesseiro e deu um tapinha em seu ombro.
— Vou fazer você dormir.
Quando ele recusou, Kang Il-hyeon cantarolou uma música desconhecida. Quando Ja-kyung perguntou que música era, ele disse que não sabia.
Pensando bem, Ja-kyung não conseguia se lembrar de ter ouvido uma canção de ninar adequada de ninguém desde que nasceu.
— CEO Kang, alguém cantava canção de ninar para você quando era pequeno?
— Não. Eu durmo sozinho desde que era bebê.
— Não era assustador?
— Na verdade não. Do que eu deveria ter medo?
— Algo como um fantasma…
— Fantasmas não existem.
Ja-kyung piscou os olhos. Quando estava nas Filipinas antes, ele tinha visto um fantasma com Wang Han em um hotel antigo. Ele não viu claramente, mas um objeto branco passou diante de seus olhos. Quando pensava naquele momento, calafrios percorriam sua espinha.
— Existem sim. Eu vi.
Kang Il-hyeon riu.
— Você acredita em fantasmas, mas como é que ainda mata pessoas?
Pensando bem, ele tem razão. Ja-kyung sentiu calor sem motivo.
— Existe mais alguma coisa de que você tenha medo além de fantasmas?
Ja-kyung pensou profundamente. Qualquer coisa com mais de seis pernas é assustadora, incluindo baratas. Era por isso que ele gostava de cobras. Porque não têm pernas. Ele tinha medo de seus pais mortos, que apareciam em seus sonhos e tentavam matá-lo, e… Parecia não haver mais nada.
— Você me conta sobre sua infância? Estou curioso.
Pela primeira vez, Kang Il-hyeon perguntou sobre a infância de Ja-kyung. Ele tocou a orelha de Ja-kyung quando ele não respondeu.
Era um passado que Ja-kyung não queria recordar. Havia uma parte dele que desejava apenas ter morrido em vez de passar pelo mesmo ciclo infernal de ser espancado, entregar drogas, passar fome e ser espancado novamente. Seus olhos castanhos estavam imóveis, encarando um ponto fixo. Ele sentiu seu cérebro parar por um momento enquanto sua memória voltava para aquela época.
— Se não quiser falar, não precisa.
Kang Il-hyeon recuou inesperadamente. A mão que estivera tocando sua orelha acariciou seu cabelo. Ele sentiu sono com o toque suave. O sofá, que ele acabara de considerar desconfortável, era na verdade mais confortável do que ele imaginara, e suas pálpebras pesaram rapidamente.
Ja-kyung levantou-se e tentou subir, mas foi pego novamente.
— Estou com sono…
— Durma aqui, eu te carrego para sua cama.
Ja-kyung riu. Era engraçado demais imaginar.
— Eu sou uma princesa?
— Não há lei que diga que um príncipe deva carregar uma princesa. Eu posso ser sua princesa se você quiser.
Seu tom e toque eram suaves. Ele fechou os olhos e Kang Il-hyeon continuou a cantar uma música desconhecida. O som de sua voz era agradável aos ouvidos.
***
Ja-kyung, que estivera se revirando durante o sono, abriu os olhos. O quarto estava escuro porque a luz fora apagada. Ele tateou ao lado, mas estava vazio. Ele acendeu o abajur e olhou ao redor. Ele sabia que Kang Il-hyeon o estava carregando enquanto dormia, mas Kang Il-hyeon o deixou sozinho. Ele se perguntou quando Kang Il-hyeon fora embora.
Ja-kyung saiu da cama. Os papéis que Kang Il-hyeon lhe entregara mais cedo ainda estavam na mesa.
Ele saiu do quarto e encontrou Kang Il-hyeon parado em frente à janela da sala de estar. Sua expressão enquanto olhava pela janela segurando uma taça era muito atraente. A luz azul do céu da alvorada caía sobre ele, e a atmosfera era a de uma fera prestes a sair para caçar.
Quando viu Ja-kyung, ele imediatamente mudou sua expressão e sorriu.
— Você acordou?
Há uma garrafa vazia de vinho na mesa em frente ao sofá. Ja-kyung não conseguia acreditar que Kang Il-hyeon bebeu tudo aquilo, mas o rosto dele estava revigorado demais para isso.
— Você esteve bebendo esse tempo todo?
— Sim. Não consigo dormir.
Ja-kyung aproximou-se dele, pegou a taça pela metade e a levou à boca. Ele deu dois goles e ela foi imediatamente confiscada.
— Não beba. Tenho medo da sua embriaguez.
— …
— Embora o ciúme tenha sido bom.
Ja-kyung o encarou enquanto Kang Il-hyeon sorria. Ele protestou dizendo que não era ciúme, mas Kang Il-hyeon não acreditou. O olhar que antes estava direcionado à janela agora se voltara para Ja-kyung. Em vez de hostilidade, havia afeto e luxúria em seus olhos. Seu rosto se aproximou, e Ja-kyung não o evitou.
As pontas dos dedos de Kang Il-hyeon esfregaram os lábios de Ja-kyung e depois os entreabriram no meio.
— Chupa.
Ja-kyung moveu hesitantemente a língua e lambeu os dedos de Kang Il-hyeon dentro de sua boca. Ja-kyung nem estava bêbado após os dois goles, mas seu corpo agia por conta própria. Kang Il-hyeon sorriu e uniu seus corpos, sussurrando suavemente no ouvido de Ja-kyung.
— Achei que fosse enlouquecer porque queria te torturar enquanto você dormia.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna