Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 79
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 79
— Você está realmente bem? Não foi torturado?
Se aquilo era tortura, era uma tortura onde a arma era um pau. Ja-kyung balançou a cabeça, dizendo que não queria falar nada. Após um almoço tardio, os três sentaram-se no quintal e conversaram sobre o que havia acontecido naquele dia. Felizmente, os dois pareciam ter se dado bem sem represálias de Kang Il-hyun enquanto Ja-kyung esteve fora.
Wang Lun suspirou ao lembrar do que aconteceu naquele dia.
— Quem diria que ele apareceria em um helicóptero e nos daria uma surra com rifles e granadas? O CEO Kang é um homem mais poderoso do que eu pensava.
Wang Han suspirou.
— Foi por isso que eu te disse para não fugir.
— Hyung. Da próxima vez, seja agressivo para impedi-lo de fugir. Ou dê uma surra nele.
Ja-kyung debochou.
— Vocês estão desistindo só com isso? O que faz vocês terem tanto medo de Kang Il-hyun?
Wang Lun estremeceu.
— Você diz isso porque não viu com seus próprios olhos. Quando o CEO Kang apareceu vindo do céu, pensei que o diabo tivesse descido. Eu até me mijei. Toque aqui. Minha calça ainda está úmida.
Ja-kyung baixou os ombros e murmurou para si mesmo.
— Não faça tanto alarde. Eu realmente me mijei.
Depois de esmagar o cigarro sob os pés e se levantar, Wang Lun perguntou do que ele estava falando. Ja-kyung jamais poderia contar a verdade. Eles provavelmente o menosprezariam se ele dissesse que teve que urinar porque não conseguia mais gozar.
Ele olhou para o céu e soltou um longo suspiro, mas o portão se abriu e dois funcionários entraram carregando algo. Era uma caixa tão alta quanto um homem, que à primeira vista parecia um caixão.
Wang Lun e Wang Han também se levantaram de seus assentos.
O que é aquilo?
Ja-kyung sentiu um pressentimento sinistro ao se lembrar do boneco que foi modelado à sua imagem. Ele pensou que Il-hyun o tivesse deixado para trás. Ele os seguiu apressadamente para dentro e, como esperado, eles haviam deixado a caixa no andar de baixo. Quando abriram a tampa, uma réplica de Ja-kyung estava deitada lá dentro.
Os irmãos Wang olharam para aquilo com os olhos arregalados.
— Wei… Esse é você?
— Não.
— Como assim não? É igual.
— É parecido, mas não sou eu.
Não adiantava discutir. Kang Il-hyun saiu do quarto enquanto eles se olhavam maravilhados. Kang Il-hyun orientou a equipe a colocar o modelo no quarto de Lee Ja-kyung, no segundo andar. Ele havia feito algo que o tornava incapaz de dizer não, então Ja-kyung não suportou a ideia de resistir e aceitou sem hesitação.
Ja-kyung acabou deixando o boneco bizarro em um canto do quarto. Wang Lun, que o havia seguido, franziu a testa ao levantar as calças do boneco.
— Meu Deus. Tem um pau também.
Wang Han também ficou curioso e bisbilhotou. Ele esperava que fosse duro como um manequim, mas era surpreendentemente macio. Eles acabaram arrastando Ja-kyung para o lado do boneco e ficaram olhando para os dois alternadamente. Eles nem tiraram as calças de Ja-kyung para conferir, mas o pau do boneco era muito maior.
— Ele usou o coração para fazer isso. Mas é uma pena que ele tenha feito tão pequeno.
— É verdade. Eu tenho o orgulho de um homem. O CEO Kang exagerou.
— Wei, você está chateado?
Ja-kyung olhou feio para os dois e disse para pararem de falar. Nesse momento, a porta se abriu, Kang Il-hyun, que estava lá embaixo, apareceu, e a atmosfera tornou-se fria em um instante. Wang Lun e Wang Han tentaram fugir, mas Il-hyun bateu a porta e parou na frente deles, olhando para os três por vez.
Wang Lun riu forçadamente enquanto olhava para o modelo.
— O CEO Kang tem um ótimo gosto. Até pensar em dar a ele um boneco como este de presente.
Il-hyun sorriu gentilmente.
— Sim. Eu me senti mal por ele ter fugido, então o levei para ser preservado, mas não tive coragem de matá-lo.
— Ah, então não foi apenas um presente… Você estava tentando preservá-lo…
Eles engoliram seco e tentaram sorrir, mas os olhos de Kang Il-hyun brilharam.
— Eu posso fazer um para vocês dois, se quiserem.
Wang Lun e Wang Han balançaram as mãos ao mesmo tempo. Eles entenderam imediatamente o que ele quis dizer. Significava que, da próxima vez que fugissem, ele os preservaria. Também significava colocar aquilo ali para que ele olhasse e refletisse. Ouvir aquela história fez o modelo parecer ainda mais assustador.
— Tenho certeza de que vocês têm muito o que conversar depois de alguns dias, mas vou descer agora. O Secretário Park lhes dirá o próximo cronograma amanhã. Até lá, descansem bem.
Pois bem. Il-hyun fez uma leve reverência, fechou a porta e se afastou.
Os três trocaram olhares e suspiraram.
— Acho que estamos em apuros, certo?
— Foi errado pegar o dinheiro e fugir em primeiro lugar.
— Vamos todos tomar uma bebida para celebrar nossa sobrevivência?
— Eu estou fora. Quero dormir.
Wang Lun implorou para que ele bebesse algo, mas Ja-kyung o afastou e entrou no quarto. Ele estava cansado porque não conseguia dormir direito, e seu corpo inteiro doía como se tivesse sido espancado. Vendo que a sala barulhenta estava quieta, os dois deviam ter voltado para o quarto ao lado.
Ja-kyung parou em frente ao espelho do banheiro e retirou o curativo. Ele usou mais curativos por causa do sexo do que quando trabalhava. No lugar onde o curativo saiu, havia muitas marcas vermelhas. Ele tirou a camisa e examinou o peito e o estômago, mas nada estava em boas condições.
Ao sair e desabar no quarto, o telefone tocou ao lado de sua cama. Quando olhou, notou um celular na mesa de cabeceira. Era aquele que Kang Il-hyun havia comprado, mas deixado para trás quando ele fugiu. Os olhos de Ja-kyung se retorceram ao verificar o número.
[Meu querido♥]
Quando ele mudou isso?
O bastardo finalmente voltou a ser ele mesmo.
Ja-kyung ignorou, mas continuou tocando. Depois de xingar, ele atendeu.
— Você dormiu?
— Estou deitado…
— Vou voltar para minha casa para o jantar, posso me atrasar.
— …
— Quer que eu suba para te ver antes de ir?
Ele continuava pedindo permissão mesmo quando não era necessário. Ja-kyung desejou que Il-hyun tivesse pedido permissão para fazer sexo também. As marcas nítidas de mãos em seu pescoço mostravam o que ele havia feito na noite anterior.
— Adeus. Estou muito cansado.
Ja-kyung deitou na cama como um cadáver depois de desligar o telefone. Ele olhou lentamente ao redor do quarto depois de encarar o teto por um longo tempo. Está bem confortável aqui agora. Ele se perguntou se conseguiria voltar para onde estava.
Ele não conseguia dormir, mas sua mente estava acelerada com pensamentos.
***
Estava quieto e frio, parecendo mais uma casa funerária do que um jantar. Todos os tipos de iguarias eram servidos na longa mesa, mas o jantar naquela casa sempre parecia a última ceia para Il-hyun. Ele trocava histórias da empresa casualmente e mantinha conversas triviais com a boca enquanto fazia outros cálculos em sua cabeça.
— Parece que você teve boas férias.
Diante da pergunta do Presidente Kang, Il-hyun assentiu. Sim.
— Você foi sozinho?
Il-hyun sorriu timidamente. Ele já sabia de tudo, então por que estava perguntando?
— Minha irmã foi fazer uma visita curta à noite.
Yoo-jung estava de férias e ficaria no resort até amanhã, por isso não pôde comparecer ao jantar. Todos pareciam estar comendo, mas Il-hyun podia sentir que estavam prestando atenção em sua voz.
— Ela estava se escondendo secretamente para me surpreender, mas eu entendi mal e a atropelei.
— Entendeu mal?
— Pensei que fosse alguém que veio para me matar.
Il-hyun riu como se estivesse contando uma piada engraçada. Ele pôde ver a hesitação de Kim Seon-young, mesmo que fosse apenas por uma fração de segundo. Por outro lado, o Presidente Kang estava calmo. Pelo contrário, Kang Tae-han, que estava sentado à sua frente, parecia farto.
— Como você consegue viver assim? Se eu fosse você, morreria de estresse.
Il-hyun riu.
— Está tudo bem. Porque eu não sou você, hyung.
Parecia estranhamente sarcástico, mas Kang Tae-han olhou feio para ele e calou a boca, não querendo arruinar o jantar. Ele disse algo desnecessário porque não conseguia pensar em mais nada. Seok-joo, que observava os carnívoros, esperou o momento certo para falar.
— Eu vi Zhang Yi An outro dia.
Ele esqueceu de mencionar que o viu na boate. Kang Il-hyun não respondeu nem reagiu. Kang Tae-han inclinou sua taça de vinho e olhou para Seok-joo.
— O neto de Zhang Myung? Aquele com os olhos eróticos?
A mão de Il-hyun parou sobre o bife que ele estava cortando. Seus olhos se voltaram para Kang Tae-han, que estava sentado à sua frente, enquanto ele continuava a falar com uma expressão intrigada.
— Ele ficou na casa do CEO Kang no ano passado. O que ele está fazendo aqui? Você o viu na boate?
Seok-joo assentiu. Tae-han estalou a língua em surpresa. Ele ficou impressionado que o garoto soubesse como frequentar um lugar como aquele, quando pensava que ele era apenas uma criança ingênua que não sabia de nada.
— Bem, ouvi dizer que há muitos pervertidos entre os estudantes de arte, mas o que o traz aqui sem avisar? Você ouviu algo, pai?
— Você é barulhento. Pare de falar e coma.
Kang Tae-han permaneceu em silêncio. O Presidente Kang colocou a comida na boca e observou a expressão de Il-hyun. Ele estava calmo, sem qualquer agitação. Como alguém que ouve algo que não sabe de nada. Mas ele não tinha certeza de quanto tempo essa calma duraria.
***
Il-hyun abriu a janela e acendeu um cigarro enquanto o carro se afastava. Ele estava cansado, como se tivesse acabado de travar uma guerra e não apenas jantado. Ele alcançou a gravata e a puxou, desabotoando o botão superior da camisa. Haa, ele exalou a fumaça do cigarro e olhou pela janela calmamente.
Ao lado dele jazia algo que recebera como presente de aniversário do Presidente Kang. Quando virou a cabeça e tirou a caixa, dentro havia uma taça feita de porcelana fina cor de jade. Il-hyun riu suavemente e passou a língua pela parte interna da boca. Ele podia sentir o olhar de Park Tae-soo observando pelo retrovisor.
Era uma Gye Young-bae.
Uma taça que transborda pelo lado de fora se você beber mais do que uma certa quantidade. O Presidente Kang costumava dar isso de presente antes de purgar competidores quando era mais jovem. Era um aviso. Não faça nada que transborde os limites. Também significava que eles pagariam o preço derramando sangue ou suor.
Finalmente, isso chegou até ele.
Il-hyun empurrou a taça grosseiramente para dentro da caixa e a entregou a Tae-soo, que estava sentado à sua frente.
— Tae-soo.
— Sim, senhor.
Il-hyun acendeu um cigarro e riu como um vilão.
— Guarde bem isso e coloque na mesa do velho. Veremos quem vai usá-la primeiro.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna