Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 76
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 76
Bang! Destroços caíram pelas janelas do carro enquanto o veículo derrubava a porta e entrava na casa. Os faróis iluminaram o interior escuro da residência, e a testa de Il-hyun se franziu enquanto ele olhava pela janela do carro. O mesmo aconteceu com Ja-kyung.
O homem estava parado sozinho na escuridão. E a maneira como ele estava ali não sugeria que estivesse ali para matar. O invasor se aproximou assim que o vidro do carro foi baixado.
— Você é louco! Quer matar alguém?
Ao ouvir a voz familiar, Il-hyun soltou um xingamento baixo e saiu do carro. Somente depois que todas as luzes da casa foram acesas é que o invasor foi devidamente identificado. Kang Yoo-jung. Vendo-a pela primeira vez em algum tempo, ela estava encarando Kang Il-hyun, que havia saído do banco do motorista, com uma expressão atordoada.
— O que você está fazendo aqui?
— Ouvi dizer que você tirou férias, então vim te ver. O Dr. Park não me contou, então imaginei que você estaria aqui.
— E por que veio?
— Você está perguntando seriamente o porquê? É seu aniversário amanhã.
Pensando bem, havia um bolo de aniversário e uma sacola de compras sobre a mesa que ela parecia ter trazido. Il-hyun estalou a língua com um rosto de desaprovação.
— Se for vir, pelo menos acenda as luzes. Por que está se escondendo como um rato?
— Maldito seja. Sua irmã é um rato agora? Eu estava me escondendo para te dar uma surpresa, mas quem diria que você me atropelaria com um carro? Graças a você, seu aniversário quase se tornou meu dia de memorial.
Enquanto ela rangia os dentes, percebeu Ja-kyung parado atrás dele e pareceu surpresa. Ja-kyung entrou em pânico, sem saber o que fazer naquela situação inesperada. O olhar dela alternava entre Il-hyun e Ja-kyung.
Il-hyun se virou e acenou para Ja-kyung. Ele se aproximou hesitantemente, e os olhos dela se arregalaram.
— Yi An…?
— O… olá.
— Como você está aqui…
Il-hyun os apresentou com um rosto indiferente.
— Você a conhece desde que a encontrou no ano passado. Esta é minha irmã mais velha, Kang Yoo-jung.
O olhar dele mudou de Yoo-jung para Ja-kyung. Ao contrário de quando olha para a irmã, seus olhos se aquecem e os cantos de sua boca se elevam.
— E este é Lee Ja-kyung.
Yoo-jung inclinou a cabeça. Não Zhang Yi-an, mas Lee Ja-kyung? Antes mesmo que ela tivesse tempo de se perguntar, Il-hyun acrescentou imediatamente com um rosto orgulhoso.
— Meu amante.
Yoo-jung e Ja-kyung falaram ao mesmo tempo.
— O quê?
— Não!
Quando Ja-kyung negou, Il-hyun sorriu.
— Como você pode ver, meu querido é muito tímido.
Ja-kyung odiou ainda mais.
— Não entenda mal. O CEO estava brincando!
Ela arregalou os olhos e olhou para os dois alternadamente. Ja-kyung ficou impressionado com a expressão no rosto dela. Kang Yoo-jung, a quem ele via após um ano, ainda era linda e cheia de charme. Ele se distraiu por um momento, mas Il-hyun percebeu e cobriu os olhos de Ja-kyung com sua mão grande enquanto o puxava para trás.
— Chega de cumprimentos. Você, vá para dentro.
Para onde ele queria que ele fosse depois de destruir a casa? Ja-kyung olhou ao redor e viu que tudo estava bem, exceto pela porta e janelas esmagadas. Não é como se a casa estivesse prestes a desabar. Após resistir com todas as forças, ele foi eventualmente empurrado e chutado para dentro do quarto.
Kang Yoo-jung não sabe o que está acontecendo. Ja-kyung encostou o ouvido na porta, mas não conseguia ouvir a conversa muito bem. Ele suspirou, se virou e assustou-se ao encontrar seu modelo parado em frente à janela. Mesmo estando coberto e apenas os pés estarem visíveis, Ja-kyung ainda estava assustado.
Ele se lembrou do que Kang Yoo-jung disse enquanto estava sentado na cama esperando Kang Il-hyun vir, mas por que ele não disse nada? Com a personalidade de Il-hyun, ele poderia ter usado seu aniversário como desculpa para sugá-lo até a medula óssea.
Mesmo depois de esperar, não havia sinal de que a conversa estivesse chegando ao fim. Ja-kyung foi ao banheiro para limpar seu corpo molhado. Ele fumou um cigarro, tomou banho e trocou de roupa. Estava secando o cabelo molhado quando ouviu o som de um carro do lado de fora. Estava prestes a sair quando a porta se abriu e Kang Il-hyun entrou.
Com um cigarro na boca e um bolo em uma das mãos.
Ele olhou para a réplica de Ja-kyung parada perto da janela e imediatamente retirou o lençol. Fora feito de forma tão semelhante que parecia estar diante de um humano clonado. Ele olhou o modelo de cima a baixo e pareceu satisfeito.
— Eu realmente gostei.
Ele colocou o bolo no chão e virou o modelo. Ja-kyung não tinha ideia do que ele ia fazer, mas ele abaixou as calças do modelo. A tatuagem no quadril e a marca em forma de covinha nele foram feitas de forma idêntica. Ele acariciou a área com a mão antes de descer e apalpar a bunda.
Ja-kyung odiou e gritou para ele parar, e ele se virou com uma expressão triste no rosto.
— Como esperado, eu deveria ter arrancado os globos oculares e colocado neles.
Il-hyun apontou para Ja-kyung com um cigarro entre os dedos. Ele estava sorrindo, mas havia um brilho de perigo em seus olhos.
— Estou te avisando, não vou te deixar escapar se você olhar para qualquer outra pessoa além de mim dessa maneira de agora em diante.
— …
Ele havia parecido hipnotizado por Kang Yoo-jung anteriormente. Não, era natural para um homem ser atraído por uma mulher bonita. Seus olhos se moviam por conta própria. Ele não conseguia evitar. Ele quis argumentar, mas teve medo de ter seus globos oculares arrancados ali mesmo.
Ja-kyung estalou a língua mentalmente. Dado o que ele fez com a própria irmã, a cabeça de Choi Ki-tae provavelmente foi cortada por uma razão além da raiva.
— Sua irmã… foi embora?
— Ela foi. O gerente veio buscá-la.
— O gerente?
— O resort é de propriedade da empresa.
As pessoas o cumprimentavam por onde quer que fosse, levando Ja-kyung a presumir que ele era um cliente VIP, mas ele não era.
Então, por que vir aqui e sofrer quando poderiam ter ficado lá em primeiro lugar? Afinal, um lado da sala de estar estava agora completamente destruído. Ele colocou o bolo sobre a mesa e esmagou o cigarro no cinzeiro.
— Amanhã é… seu aniversário?
— Sim.
— Você deveria ter me dito.
— Por quê. Quer me dar um presente?
Ja-kyung permaneceu em silêncio. Se ele dissesse que daria, essa pessoa poderia pedir outra coisa. Ele teria preparado um pequeno presente se soubesse com antecedência. Il-hyun é seu empregador, afinal. Il-hyun se aproximou e sentou na cama. Ele falou com um pequeno suspiro bem ao lado dele.
— Na verdade, eu não gosto de aniversários. Eles me lembram do meu passado infeliz, quando eu não era amado pela minha mãe.
Ele apoiou a cabeça no ombro de Ja-kyung com uma expressão perturbada. Ah, sempre que essa pessoa faz isso, é assustador pra cacete. Il-hyun esfregou a bochecha contra o ombro dele e continuou falando com uma voz triste.
— Acho que eu não deveria ter nascido.
Ja-kyung estremeceu. Em contraste com sua voz triste, seus lábios se aproximaram. Ja-kyung pensou que ele ia beijá-lo, mas, em vez disso, ele o lambeu do maxilar inferior até a bochecha, depois recuou e sorriu. Quando Ja-kyung se sentiu à vontade:
— Vou me lavar e volto. Vamos ter uma festa de aniversário.
— Uma festa…?
— Quero que você celebre meu nascimento com seu corpo inteiro.
Exceto por todo o resto, apenas as palavras “corpo inteiro” puderam ser ouvidas claramente. Ele engoliu a saliva nervosamente. Il-hyun deu um sorriso vago e entrou no banheiro. Com um tapa no próprio rosto, Ja-kyung, que fora deixado sozinho, apenas olhou para o bolo à sua frente.
Ah, merda, sinto que vou sofrer.
Seu cóccix ainda dói, de jeito nenhum… provavelmente não… Na casa que estava quase destruída… Oh, por favor… Vamos fingir que estamos dormindo primeiro. Ja-kyung puxou o cobertor sobre si e fechou os olhos, mas, longe de dormir, sua mente tornou-se cada vez mais lúcida.
Suas orelhas se aguçaram na direção do banheiro. Ele apertou os olhos ao ouvir a porta do banheiro se abrir. O cobertor foi puxado debaixo de seus pés, então ele se agarrou a ele com todas as forças, mas foi inútil. Finalmente, o cobertor foi retirado e ele se levantou. Kang Il-hyun, que acabara de sair do banho, baixou as sobrancelhas e pareceu triste.
— Você está cansado? É meu aniversário.
Ja-kyung rangeu os dentes. Fazia apenas dezenas de minutos que ele dissera que não gostava de aniversários. Ele olhou a hora e já passava das 12. Ele só queria dormir, mas não estava no clima para recuar. Após uma tensa batalha de nervos, Ja-kyung sentou-se relutantemente à mesa e tirou o bolo.
O bolo era tão branco quanto a primeira neve. Enquanto Il-hyun acende a vela, ele mergulha o dedo no chantilly e o leva à boca. Ele coloca a língua para fora e lambe os dedos após sugá-los. Os olhos de Il-hyun brilharam. Ele parecia que poderia devorá-lo a qualquer momento.
Il-hyun olhou para ele, mergulhou o dedo no creme novamente e o estendeu.
— Você quer provar também?
— Eu… eu comerei sozinho.
Ja-kyung recusou moderadamente, mas essa pessoa se levantou e tirou o roupão. Seu pau ereto saltou para fora. Ja-kyung franziu a testa e demonstrou nojo abertamente. Eles deveriam fazer um teste de drogas nele; do contrário, não estaria ereto daquela forma toda vez se não fosse por isso.
Il-hyun enfiou o pau no bolo antes de acender as velas. O rosto de Ja-kyung endureceu. O pau dele estava coberto de chantilly quando ele o retirou. Ja-kyung considerou atear fogo no pau dele em vez de na vela, mas desistiu porque não queria arriscar a vida por causa disso.
O pressentimento inquietante de que não seria nada bom estava gradualmente se tornando realidade.
— Ainda assim, é meu aniversário, eu deveria ganhar um presente, certo?
Ja-kyung levantou os olhos e o encarou.
— Em vez disso, deixarei que você me dê apenas um presente.
Isso significa que, se Ja-kyung fizesse com a boca, Il-hyun não tocaria em sua bunda. Após uma breve deliberação, a decisão foi tomada.
Isso mesmo, é o aniversário dele. Ele lhes deu muito dinheiro, e ele foi pego enquanto fugia, mas Il-hyun não o matou.
Toda vez que Ja-kyung o ouvia dizer que era infeliz, e mesmo que ele fosse um completo bastardo que mentia e vendia a própria mãe morta, isso o lembrava de sua própria infância.
Ele não sabia o porquê. Ambos eram igualmente solitários e infelizes, e Kang Il-hyun devia ter estado em uma situação melhor que a sua. Pelo menos ele não precisava rasgar uma caixa de papelão para comer por causa da fome.
Apesar de tudo, ele desejava consolá-lo em sua infância, nem que fosse por um breve momento.
Ja-kyung ajoelhou-se na frente de Il-hyun. Abrindo a boca, ele pressionou a ponta do pau de Il-hyun contra seus lábios. Ele colocou a língua para fora e o lambeu levemente. Tinha um gosto doce por causa do creme. Ele levantou os olhos e encontrou o olhar luxurioso de Il-hyun.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna