Things That Deserve To Die (Novel) - ↫─Capítulo ⚝ 99
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 99
— Vamos lá, chupe e eu te respondo.
Ja-kyung sorriu cruelmente, revelando os dentes.
— Tudo bem. Venha aqui. Vou arrancar a carne e mastigar bem devagar.
Arrombado atrevido. Os punhos e pés do homem voaram em direção a Ja-kyung assim que as palavras foram ditas. — Ei, não faça isso. — O homem ao lado interveio, mas a violência continuou. O homem continuou a chutar mesmo quando o corpo de Ja-kyung, que estava amarrado à cadeira, tombou de lado. Ja-kyung foi colocado na vertical pelo homem, que mal tinha conseguido se acalmar. Ja-kyung, que estava com o rosto esmagado, cuspiu sangue no chão.
Eles o prenderam a uma cadeira e amarraram suas mãos e pernas tão firmemente que ele não conseguia se libertar. Seus irmãos já deviam saber dele a essa altura. Ja-kyung se perguntava quando Park Tae-soo chegaria. É tarde demais para continuar esperando por ele. Ele tentou esconder sua ansiedade, mas ouviu passos do lado de fora. Os olhares dos dois guardas foram atraídos para lá.
Seus olhos se arregalaram quando ele se virou.
— Você ainda está firme depois daquilo?
O dono da voz não era outro senão Takeya Jun. Ele jogou uma faca para o ar e a pegou com a mão livre enquanto avançava com um olho vazado e um braço quebrado envolto em bandagens. Ele se aproximou de Ja-kyung e se abaixou para examinar seu rosto enquanto os dois guardas recuavam.
— Você está um lixo. Não foi atingido com facilidade demais?
Ja-kyung sorriu com desdém enquanto escaneava o rosto dele de cima a baixo.
— Hyung-nim, não é você quem está parecendo um lixo? Consegue enxergar à frente?
Jun apontou a ponta de sua faca para o olho direito de Ja-kyung. Mesmo o menor movimento de sua cabeça faria seu globo ocular estourar. Ele baixou a ponta da faca, deslizou-a pela bochecha de Ja-kyung e a apontou para seu pescoço.
— Quer que eu te mate com um só golpe? Ou devo te cortar em pedaços e enviar para o seu irmão?
Quando ele não respondeu, o aperto de Jun na mandíbula de Ja-kyung aumentou.
— Responda-me. Hum?
— Faça o que quiser, seu filho da puta!
Jun chutou o corpo dele com os pés assim que Ja-kyung gritou. Ele pisoteou o Ja-kyung caído repetidamente e, como se isso não bastasse, esfaqueou seu braço com uma faca, o qual ainda não estava totalmente curado. Depois, fez o mesmo com o outro braço.
Arghhh. Um grito agudo ecoou pelo prédio vazio.
Gota, gota, gota, o sangue pingando de seu rosto encharcava o chão. Il-hyeon se contorcia de dor com as mãos amarradas nas costas. Tacos de madeira quebrados estavam espalhados pelo chão. Os homens empunhando tacos de madeira e canos de metal o cercavam, e o Presidente Kang sentava-se à frente, encarando indiferente o filho ensanguentado.
— Existe um velho ditado. O taco é o remédio para um cachorro louco.
Il-hyeon riu com o rosto ensanguentado.
— Também existe outro ditado. Você deve morrer quando estiver velho.
— Ora, ora. Vejo que você ainda não entende a situação.
O Presidente Kang fez um gesto, e um de seus subordinados atingiu as costas de Il-hyeon com um taco de madeira. Il-hyeon caiu de joelhos. Ele está encarando o Presidente Kang como se estivesse prestes a despedaçá-lo, mas o Chefe de Seção Kim, que estava parado ao lado dele, aproximou-se com um pedaço de papel. Ele deu um passo atrás após colocar um pedaço de papel em branco e uma caneta esferográfica no chão. Não havia nada escrito no papel branco.
— Escreva conforme eu disser.
— Vá se foder. Pai.
— Uma nota de suicídio.
Il-hyeon, que encarava o papel em branco, caiu na gargalhada. Depois de esfregar o interior da boca com a língua, ptui! Ele então cuspiu no chão. Uma mistura de saliva e sangue espirrou no piso.
— Porra. Se quer me matar, apenas mate.
— Escreva. Eu, Kang Il-hyeon, sofro de uma doença mental que está piorando.
Il-hyeon riu histericamente, então mudou sua expressão e perguntou com um rosto severo.
— Você percebeu isso?
O Presidente Kang continuou falando sem hesitação.
— Não quero mais ser um inconveniente para aqueles ao meu redor, por isso vou desistir de tudo o que tenho e acabar com a minha vida.
Il-hyeon riu e acrescentou uma palavra.
— P.S.: O culpado é o Presidente Kang Hoon.
Pak, pak, pak, o taco de madeira foi golpeado contra as costas de Il-hyeon repetidas vezes. Desta vez, o Presidente Kang levantou-se, como se estivesse enfurecido, e aproximou-se para atingi-lo no rosto com sua bengala. O impacto na mandíbula e no rosto causou um zumbido no ouvido direito. O sangue jorrou de sua boca enquanto suas bochechas machucadas se rasgavam.
Il-hyeon levantou a cabeça e riu como um lunático para o Presidente Kang. Os olhos do Presidente Kang afundaram sob as águas negras enquanto ele observava seu filho demoníaco. Apesar de Il-hyeon ser seu filho, ele estava aterrorizado por ele e queria matá-lo.
Ninguém deveria desejar sua posição sem sua permissão, e ninguém deveria tomá-la sem sua permissão. Ele não podia simplesmente deixar passar, mesmo que fosse seu próprio filho quem quebrasse todas essas regras.
— Eu não deveria ter te dado à luz, para começar. Deveria ter te deixado em paz quando sua mãe disse que usaria drogas e morreria.
Il-hyeon pronunciou cada palavra claramente.
— Você deveria ter feito isso.
Nesse exato momento, a voz de Lee Ja-kyung foi ouvida da sala ao lado. Um sorriso cruel se espalhou pelo rosto do Presidente Kang quando ele viu a expressão de Il-hyeon mudar completamente de um lunático. Ele arrastou o pedaço de papel em branco jogado no chão com a ponta de sua bengala e o colocou de lado. O olhar de Kang Il-hyeon, que estava fixo na parede, voltou-se para o Presidente Kang.
— Por quê? Sorria mais.
— Eu escreverei o que você quiser, apenas não toque nele.
Apesar do pedido, sua voz era estranhamente fria. O Presidente Kang não respondeu, e Kang Il-hyeon não conseguiu se conter e finalmente explodiu.
— Porra! Eu disse que farei o que você quiser!
O Presidente Kang ficou surpreso com a aparência desconhecida e estranha de seu filho, e uma sensação inexplicável de malícia surgiu dentro dele. Ele estava fascinado com o que havia causado a alguém que parecia tão calmo e relaxado tornar-se impaciente e ansioso.
— Eu sempre guardei o que você disse no meu coração.
— …
— Existem aqueles em quem confio para não me prejudicarem. Eu os chamo de cadáveres.
Os olhos de Il-hyeon tornaram-se frios. A raiva subiu ao topo de sua cabeça. A corda não estava afrouxando, não importa o quanto ele movesse a mão. Quando ouviu o grito de Lee Ja-kyung novamente, seu coração afundou.
O Presidente Kang estava se divertindo enquanto observava seu filho agitado. Não havia outra maneira tão eficaz quanto esta para disciplinar um filho mimado que constantemente tenta sentar no topo de sua cabeça.
— Vamos testar essa palavra hoje?
O Presidente Kang deu uma ordem separada ao Chefe de Seção Kim ao seu lado antes que Il-hyeon pudesse perguntar o que ele queria dizer. Ele saiu, e a sala adjacente barulhenta silenciou. Il-hyeon mordeu o lábio inferior e olhou pela janela. Um andar relativamente alto. O Presidente Kang provavelmente pretendia que ele escrevesse sua nota de suicídio aqui e depois o empurrasse para baixo. A janela aberta oferece uma vista do céu azul. Era um dia claro e ensolarado.
Antes que ele tivesse tempo de pensar sobre isso, o Chefe de Seção Kim arrastou Lee Ja-kyung. O rosto de Kang Il-hyeon se contorceu quando viu Takeya Jun seguindo-o. Jun sorriu ao mostrar a faca ensanguentada, e sangue pingava do braço de Lee Ja-kyung.
Ja-kyung ficou chocado quando viu Kang Il-hyeon coberto de sangue. Sua garganta apertou ao perceber que era tudo culpa dele. Se ele não tivesse feito aquela confissão pela manhã, se Il-hyeon tivesse terminado seu trabalho na empresa como planejado, nada disso teria acontecido.
O subordinado do Presidente Kang trouxe Ja-kyung e o ajoelhou ao lado de Il-hyeon.
Após verificar o estado de Ja-kyung, Il-hyeon encarou o Presidente Kang. Seus olhos estavam cheios de raiva e ódio.
— Farei tudo o que você pedir, por favor, deixe-o ir.
— Quem? Você ou esse garoto?
— Lee Ja-kyung.
O olhar do Presidente Kang voltou-se para Ja-kyung. Não teria chegado a este ponto se este cara tivesse feito seu trabalho corretamente há um ano. Ele queria matá-lo imediatamente por ressentimento, mas também queria ensinar ao filho que a vida tinha muitas lições amargas.
Uma das quais era a traição de alguém em quem você confiava e estimava.
O Presidente Kang deu a ordem e um de seus subordinados desamarrou os braços de Ja-kyung. Antes que Ja-kyung pudesse entender o porquê, o Chefe de Seção Kim aproximou-se enquanto puxava um machado de suas costas e o jogou. No momento em que instintivamente tentou pegá-lo, o Chefe de Seção Kim sacou uma arma e a apontou para Ja-kyung.
— Eu não te dei isso para fazer gracinhas.
Ja-kyung tirou os olhos do machado e olhou para o Presidente Kang.
— Meu filho acredita em você como se fosse aço.
— …
— E você? Você confia no meu filho?
Ja-kyung virou-se para encarar Il-hyeon. No entanto, Il-hyeon evitou fazer contato visual com Ja-kyung. Por quê? Por que Il-hyeon não olhava em seus olhos? O Presidente Kang fez uma proposta inacreditável antes que Ja-kyung pudesse sequer perceber o que estava acontecendo.
— Corte o braço direito dele e eu te deixo ir.
Ja-kyung olhou para Kang Il-hyeon com surpresa. Mas Il-hyeon ainda olhava fixamente para frente.
Por quê? Por que você não olha para mim?
— Ei, CEO Kang.
Il-hyeon fechou os olhos e fingiu não ouvir. Ja-kyung finalmente entendeu suas intenções. Porra. Porra. Ele cerrou os dentes, virou a cabeça e encarou o Presidente Kang como se estivesse prestes a matá-lo.
Não era por afeto que ele não matava seus filhos imediatamente. O mau hábito de Kang Il-hyeon de brincar lentamente com sua presa parecia ter sido herdado do Presidente Kang. Em vez de dor física, o Presidente Kang queria dar a Il-hyeon a dor de ser traído por alguém em quem ele confiava e amava.
Assim que Ja-kyung estendeu lentamente a mão e agarrou o machado à sua frente, os canos das armas foram todos direcionados para Ja-kyung. Eles estavam preparados para atirar se necessário. De qualquer forma, ele morreria de um jeito ou de outro. Ja-kyung agarrou o cabo do machado e levantou-se de seu lugar.
Il-hyeon abaixou a cabeça em derrota. Ja-kyung entendeu por que Il-hyeon evitou o contato visual. Ele estava preocupado que Ja-kyung hesitasse e vacilasse. Ele temia que, se Ja-kyung hesitasse, ambos seriam mortos.
O suor brotou na mão que segurava o machado.
— Haa. Porra.
O Presidente Kang não era um homem paciente.
— Preciso esperar mais?
Ja-kyung chamou Kang Il-hyeon em voz baixa.
— CEO Kang.
Il-hyeon permaneceu em silêncio. Ja-kyung franziu os lábios.
— Desculpe…
A boca endurecida de Il-hyeon subiu levemente. Ele permaneceu imóvel, de olhos fechados como se aguardasse a execução. Sinto muito mesmo. Vou pagar por este pecado pelo resto da minha vida. O rosto do Presidente Kang iluminou-se assim que Ja-kyung ergueu o machado.
Olhando para Kang Il-hyeon, que ainda estava imóvel, Ja-kyung virou-se e jogou o machado no Presidente Kang. O machado que voou em um instante atingiu a testa do Presidente Kang sem sequer parar, e seu crânio se partiu com um som alto de estalo.
Kang Il-hyeon abriu os olhos fechados ao mesmo tempo. Ele se virou para olhar para Ja-kyung depois de ver seu pai cair com um machado na testa.
Ja-kyung sorriu com tristeza e remorso.
— Desculpe. Você não tem mais pais.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna